5.10.12


FILME NA PRAIA - Um dos eventos mais incríveis do Festival do Rio foi a exibição do primeiro filme de Hitchcock, "The Pleasure Garden", com a Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem tocando ao vivo a trilha sonora. A música foi composta especialmente para o filme por esse jovem da foto acima, Daniel Cohen, um músico de apenas 24 anos. "Eu assisti ao filme dezenas de vezes e fui compondo a música aos poucos", me disse ele, depois da sessão. Parecia feliz por estar participando do evento. Foi a primeira vez que o filme foi exibido fora da Inglaterra. Na verdade, depois de restaurado, ele foi exibido apenas três vezes em Londres.

The Pleasure Garden tem uma linda fotografia. É cheio de climas e a música realça esse aspecto. O suspense, característica do cineasta, já está presente com muita verdade. O filme já nasceu sendo um "típico Hitchcock". Tem uma sequência em que um homem afoga uma mulher no mar que é impressionante. E o estilo com que ele, no futuro, iria filmar Grace Kelly e Kim Novak, já está presente na sua estreia como diretor. 

Quando eu conversava com Daniel Cohen depois da sessão, disse que gostava muito de trilhas de filmes. E comentei que um dos meus compositores era o Angelo Badalamenti.  Cohen arregalou os olhos, surpreso, e me disse que simplesmente adorava o Badalamenti. "Em alguns momentos da minha composição eu me inspirei na trilha que ele compôs para Blue Velvet", disse. Jerry Goldsmith é outro compositor que ele curte. "A música do filme Aliens é sublime", afirmou o jovem talentoso.




CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - A farra do cinema continua. E um filme tem sido apontado por todos como o grande destaque do festival. Tabu, de Miguel Gomes, integrante da mostra "Imagens de Portugal". E que imagens! O filme é todo rodado em preto e branco e os personagens falando com aquele delicioso sotaque português deixou a plateia do Cine Odeon Petrobras boquiaberta. É um filme romântico e envolvente. Leticia Sabatella estava na plateia e depois da sessão só tinha elogios para o filme. Dê uma olhada no trailer e tire suas próprias conclusões.

2.10.12





KYLIE MINOGUE NO FESTIVAL DO RIO - "Vim ao Rio apenas para trabalhar na divulgação do filme do Leos. Além disso, não tenho nada na agenda, a não ser ver a cidade, as ruas, as praias, as pessoas. Estou muito feliz por estar aqui", disse a cantora americana durante a entrevista coletiva no Pavilhão da Utopia, sede do festival. Á noite Kylie vai estar na sessão de gala do filme Holy Motors, do cineasta francês Leos Carax, no Cine Odeon. 









UMA NOITE COM LIZA MINELLI - Liza Minelli deu um show de música e simpatia no jantar em sua homenagem promovido por Ana Maria Tornaghi, em sua residência, na Urca. A própria cantora recebeu os convidados com abraços e beijinhos, como se estivesse em sua própria casa. Dançou ao som das músicas brasileiras que o DJ tocava e ela cantarolava junto. E quando não conhecia a música ficava curiosa. "Quem está cantando", perguntou num dado momento. "Martinália, MPB new sensation", eu disse.

Liza vibrou quando atores do grupo Dzi Croquetes se apresentaram para ela, um deles caracterizado como Sally Bowles, seu personagem no filme Cabaré. Durante a apresentação Liza foi se juntar ao grupo, cantou, improvisou uma coreografia, pediu para ser fotografada junto com eles e fez uma saudação ao fundador, o coreógrafo americano Lenny Dale, que foi seu amigo.

Com sua amiga Leny Andrade Liza fez uma série de duetos, para delírio dos convidados, a maioria músicos e personalidades da vida carioca. Cantaram grandes sucessos da música americana como Summertime, S´Wonderful, My way, I got lost in his arms. Liza foi, todo o tempo, super carinhosa com Leny. "I love this woman", não se cansava de repetir, enquanto pedia para Leny cantar para ela...

 
Liza também fez dueto com Alessandra Maestrini e aplaudiu muito quando a brasileira de Pato Branco cantou uma versão em inglês da música "Eu te amo", de Chico Buarque. Tudo isso acompanhada do piano de Osmar Milito. Ao fazer um dueto com Miéle, Liza elogiou a classe e o estilo do pianista. Leny Andrade então disse a cantora que Milito era um gênio da MPB, mas que não era devidamente reconhecido aqui no Brasil. Na mesma hora Liza virou-se para seu empresário, o francês Lionel Cesseroux e disse: "Vamos levá-lo para a Broadway". Lionel sacou um caderninho, fez algumas anotações e um gesto de positivo com a cabeça.

Foi uma noite inesquecível para quem esteve lá. Pela presença de Liza e Leny, pela qualidade da música, pela alegria, pela farra e pelo alto astral. Além de se divertirem como duas adolescentes sapecas, Leny e Liza ainda tiveram tempo para flertar com os rapazes presentes à festa. Leny não parou de assediar os jovens atores do Dzi Croquetes. "Quero levar todos vocês para minha casa", dizia, assanhada. Já Liza se encantou com o jovem Alfredo de La Peña, um exímio violonista, com quem trocou olhares lânguidos e gestos de carinho quando ele cantou lindamente Insensatez, de Tom Jobim. Depois, quando Leny Andrade cantou "The man I love" Alfredo a abraçou e ela deitou a cabeça no seu ombro. Tudo isso aos pés do Pão de Açucar...

1.10.12











CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - Chorei muito assistindo "O meu pé de laranja lima". Muito comovente a adaptação de Marcos Bernstein de um dos meu livros favoritos. Na verdade, foi o primeiro livro que li. Lembro que, menino, fiquei impressionado com as emoções que o romance me provocou. Fiquei lembrando  disso durante o filme e não consegui parar de chorar. Espero que o longa seja premiado no festival.  "A casa elétrica", do diretor Gustavo Fogaça, chega bem cotado para sua exibição no Cine Odeon. "Primeiro dia de um ano qualquer" foi bem recebido pelo público. "Domingos é o nosso Woody Allen", exagerou uma jornalista, crítica de cinema de um jornal do Ceará.

Sexta-feira chega ao festival o diretor japones Hideki Takeuchi, promover a exibição do filme "Termas Romanas", cujo trailer pode ser visto nesse blog, lá embaixo. O filme tem exibições programadas para os dias  6 e 9 de Outubro no Estação Sesc Botafogo 3. Hideki Takeuchi fica quatro dias no Rio. E no próximo sábado acontece no Armazém da Utopia, a sede do festival, a tradicional feijoada de confraternização entre astros, estrelas, diretores, roteiristas, jornalistas e organizadores do festival.

CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - O cineasta israelense Sharon Bar-Ziv, na foto acima com Hilda Santiago, uma das diretoras do festival, visitou o Armazém da Utopia. Simpático e bem-humorado, disse que estava encantado com o Rio. "Queria ficar mais tempo na cidade. Copacabana é muito bela", me disse ele, me enchendo de orgulho. Seu filme "Sala 514" tem recebido excelentes críticas. A começar da própria Hilda, que já o tinha assistido no Festival de Roterdam. "Filmei tudo em apenas quatro dias", me disse ele satisfeito com a recepção do seu filme junto ao público. Em janeiro de 2013 ele volta ao Brasil, dessa vez para São Paulo, onde vai exibir "Sala 514" no Festival do Filme Judaico. O longa conta a história de Anna, um jovem do exército israelense designada para investigar um caso de abuso contra uma família palestina em uma das regiões ocupadas por Israel. Suspense e tensão sexual são os elementos principais do filme.




HUMOR INGLÊS



O artista britânico Andrew Logan chegou ao Rio nesta segunda, com seu exótico figurino cor de rosa. Ele é uma personalidade da TV britânica, onde apresenta o programa "Alternative Miss Worls Show". Por causa do seu sucesso na TV ganhou um documentário,  "O guia britânico para exibicionistas", dirigido por Jes Benstock, que conta a história da sua ascensão, queda e redescoberta através de imagens de arquivo, entrevistas e recursos de  animação.  Na foto o artista e seu diretor posam no lounge do Armazém da Utopia, enquanto descansavam da viagem. 


Madonna vem aí...

 

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