30.11.13


MARCOS PALMEIRA PARA GOVERNADOR - Amigos tentam convencer o ator Marcos Palmeira a sair candidato ao governo do Rio, na eleição do ano que vem. O ator ainda está em dúvida, mas eu espero que ele aceite a sugestão. Quero votar nele para governador e fazer campanha pela sua eleição. As alternativas que temos para as próximas eleições são as piores possíveis. São sempre os mesmos mafiosos brigando, unicamente, para ter acesso aos cofres públicos. Talvez seja interessante começar a surgir novos nomes, novas ideias, novos temperamentos na administração pública. É preciso acabar com essa mentalidade da política brasileira que só políticos profissionais podem se candidatar a cargos públicos. Qualquer cidadão deveria ter o direito de se candidatar a um cargo público, sem interferências ou ligações dos partidos políticos. (Os partidos políticos do Brasil se transformaram em  grandes grupos mafiosos.) E tem mais: se Moreira Franco, Leonel Brizola e Sergio Cabral governaram o Rio, qualquer um pode governar. E Marcos Palmeira está longe de ser qualquer um. É um homem inteligente, tem  personalidade e caráter. Além de ser um artista de talento, é um empresário bem sucedido na área de agricultura e pecuária. Se sair candidato, certamente terá meu voto e meu apoio.

25.11.13



O NOVO SOM QUE VEM DA AUSTRÁLIA - Que tal a banda australiana Zuzu Angel? Rock da melhor qualidade. Do país que já nos deu o Midnight Oil e o Men at Work surge agora esse novo grupo, batizado com o nome da estilista brasileira que lutou contra a ditadura.   


I LOVE JOHNNY HOOKER - De todas as coisas bacanas do filme Tatuagem, a mais bacana de todas é a música Volta, de Johnny Hooker. Saí do cinema direto para o youtube só pra ouvir sem parar a música criada especialmente para a trilha do filme. 



26.9.13


Jornalismo é a segunda mais antiga profissão. (Paulo Francis)


QUEM TEM MEDO DE PATRICIA KOGUT? – Uma piada a lista de jornalistas laureados com o prêmio Comunique-se, o “oscar” do jornalismo brasileiro. A premiação está cheia de piadas prontas, mas, a maior delas, sem dúvida, foi a escolha de Patrícia Kogut como “Melhor Colunista Social”. Como assim? Nada contra a Kogut. Mas ela nunca foi colunista social. Kogut é uma colunista de notícias, especializada em televisão.  Se quisesse, ela até poderia ser colunista social. Mas ela nunca se propôs a isso. A queridíssima jornalista achou tão estranha a premiação, que nem foi receber o prêmio.

Faz mais de dez anos que o jornal O Globo não tem coluna social. O jornal já teve os melhores colunistas sociais do Brasil. A começar por Ibrahim Sued, desde sempre o maior de todos. Na sua época, ele foi um dos pilares de sustentação do jornal. Graças a coluna do Ibrahim o jornal do Roberto Marinho começou a se destacar na imprensa carioca. Depois vieram outros. Zózimo Barroso do Amaral, Carlos Swann, Nina Chavs e a minha favorita, a insuperável Hildegard Angel.

Acontece que, desde que o PT assumiu o poder no Brasil, que o Globo deixou de ter coluna social. Parece que o jornal ficou constrangido em ter coluna social num país que, teoricamente (e só teoricamente), teria um governo popular. Na sua ânsia de sempre apoiar o governo, seja ele qual for, O Globo deixou de ter coluna social. Os editores do jornal acreditaram que não ficaria bem ter uma coluna que falasse da vida dos ricos, das celebridades e do jet set internacional num país governado por um operário. Mesmo que fosse um operário fake.  Em substituição O Globo criou a coluna Gente Boa, uma coluna populista, que sempre elegeu como seus principais retratados o pipoqueiro da esquina, a cozinheira que faz os petiscos do Bracaense, ou o garçom de algum tradicional bar da Lapa. Algo que parecesse mais palatável ao pensamento petista.

O Globo perdeu muito do seu charme sem o colunismo social. Isso, considerando a ideia tradicional do que seja “colunismo social”. A Wikipédia, o dicionário da internet, nos diz o seguinte, ao elencar definições para a palavra colunista:

Um tipo muito comum de colunismo é a Coluna Social, que consiste em reunir informações (nem sempre notícias) sobre personalidades famosas na sociedade de uma cidade, região ou país. Colunistas sociais trabalham “caçando” notas sobre artistas, celebridades, milionários, figuras excêntricas, autoridades e outras pessoas. Este tipo de trabalho é muitas vezes criticado por borrar o limite entre o jornalismo e a boataria.


O fato de O Globo ter excluído o colunismo social de suas páginas, não significa que o colunismo social tenha acabado. O colunismo social vai muito bem obrigado nas páginas da internet. É ali que brilham as colunas de Anna Ramalho, Lu Lacerda, Bruno Astuto, Márcia Peltier, Heloísa Tolipan e Hildegard Angel. Certamente uma dessas pessoas deveria ter recebido o prêmio de melhor colunista social. Jamais Patrícia Kogut! Seria mais justo. Mas parece que o prêmio Comunique-se faz questão de considerar apenas o universo profissional dominado pelas Organizações Globo, já que quase todos os premiados fazem parte deste universo. Uma pena!  














Pecar não é praticar o mal. O verdadeiro pecado é não fazer o bem. (Pasolini)


CONTROLE REMOTO – Houve um momento que pensei que o novelista Carlos Lombardi ia ter um ataque do coração, tal o nervosismo dele na festa de estreia da novela Pecado Mortal. Ao contrário do diretor Alexandre Avancini que era a tranqüilidade em pessoa e se divertiu muito ao lado da sua mulher, a atriz Nanda Ziegler. Para incrementar a festa o cenógrafo da novela transformou o salão de eventos do shopping Village Mall numa réplica da boate do filme Os embalos de sábado à noite. Tinha até bailarinos-figurantes caracterizados como os personagens do filme, que ficavam evoluindo numa pista de dança como John Travolta e outros personagens daquela época.  A trama de Pecado Mortal se passa no final da década de 70, no auge do fenômeno das discotecas. E isso é a melhor coisa da novela: os looks, a direção de arte e, mais que tudo, a trilha sonora...

Enquanto a Globo impõe aquela música medonha na abertura de Amor à vida, Pecado Mortal vem com Street Life, um hit setentista com o grupo Crusaders. Sem falar que a novela tem Donna Summer cantando Bad Girls, hino maior das pistas de dança...

A novela é divertida e foi muito bacana assistir ao primeiro capítulo junto com o elenco. “Essa é a nona novela que faço com o Lombardi”, me disse Mario Gomes, para depois relembrar a época em que fez Vereda Tropical, cujo personagem Luca foi o maior sucesso da sua carreira. Betty Lago é outra figura constante nas novelas do Lombardi. Ele adora a Betty Lago. Tanto que deu a ela um dos mais importantes personagens da novela. Tão importante que o nome da atriz é o primeiro a aparecer nos créditos de abertura. Que tal? Ela estava exultante na festa da estreia. Feliz, alegre, bem humorada...

11.9.13





PEDALA, DANILO! - O Brasil não para de exportar grandes lutadores. E Danilo Villefort, também conhecido como Danilo Indio, é um dos grandes lutadores brasileiros radicados no exterior. Ele pode ser citado junto a nomes como Rodrigo Medeiros, Pablo Popovitch, Alexandre Pulga, Bráulio Estima e muitos outros para quem o Brasil ficou pequeno para seus talentos. Villefort é um atleta com pedigree. Seu pai, Francisco Silva, conhecido como Mestre Indio, foi um grande lutador de Vale Tudo no passado, numa época em que esse esporte não estava na moda. E Danilo Villefort, cujo irmão Yuri também é lutador, herdou o talento e a competência do pai.

Conheci Danilo Villefort durante a realização do Jungle Fight 6, em Manaus. Na ocasião ele realizou uma luta brilhante contra o norueguês Frodi Hansen e conquistou o público que lotou o estádio do Hotel Tropical, em Manaus, onde foi realizada a competição. Fazendo a cobertura para o Jornal do Brasil, tive livre acesso aos bastidores do torneio. Pude acompanhar de perto a pesagem e todos os preparativos para a grande noite. E notei a ansiedade, a vontade do Danilo em vencer aquela luta. Afinal, seu pai tinha viajado de Brasília só para vê-lo lutar. E a presença daquele senhor provocou alvoroço tanto nos demais lutadores, como no pessoal da produção, da organização e da imprensa. Afinal, ele é um mito das artes marciais no Brasil. Assim, foi grande a emoção do Danilo quando venceu a luta por nocaute. A expressão de alívio e orgulho ficou estampada em seu rosto. Depois, na festa de comemoração no bar do Hotel Tropical, ele me apresentou a seu pai, que me contou um pouco de sua história nos primórdios do Vale Tudo.

Villefort mora atualmente em Delray Beach, na região de Palm Beach, na Flórida. Contratado da World Series of Fighting, tem participado regularmente do competitivo circuito americano de lutas. Das suas doze últimas lutas contra lutadores americanos, venceu dez. O atleta acaba de fechar contrato de patrocínio com a fábrica de bicicletas Stradalli Bikes, cujas fotos promocionais ilustram esse blog.   



O LEO VAI TE PEGAR - Veja o vídeo com os bastidores da luta de Leonardo Leite no Bitetti Combat. Tem imagens da presença de Flavio Canto dando apoio moral ao amigo. E também do lutador recebendo as dicas do seu treinador, Murilo Bustamante. No final um depoimento de Leo Leite depois da luta. 


 

10.9.13

DE VOLTA PARA CASA - Sempre inspirado, Elton John lança The Diving Border, seu novo CD, agora em setembro. A música que abre o disco, Home Again, é uma balada daquelas que só o Elton sabe compor. As letras são do seu parceiro Bernie Taupin. O piano ecoa uma melodia saborosa enquanto a letra traz a reflexão de um homem maduro sobre a nostalgia da juventude. O clipe é belíssimo e vale a pena conferir.  




O LÉO VAI TE PEGAR - Leonardo Leite sabe tudo de artes marciais. Fez uma luta vibrante contra o baiano Diosman Jacaré, na última edição do Bitetti Combat, o torneio de lutas promovido pelo ex lutador Amaury Bitetti. O baiano é um lutador duro na queda e soube resistir bem aos socos de Leo. Além disso, Jacaré usou e abusou da sua técnica no Muay Thai. O resultado foi uma luta empolgante para o público que assistiu. Na platéia a torcida organizada não parava de gritar: "O Léo vai te pegar"! Amigos e fãs fizeram questão de dar seu apoio ao Leo. Ele merece.

No final da luta um conhecido de Ipanema me pergunta: "O Leonardo é teu parente?" Sempre me fazem essa pergunta. Mas não somos parentes. Apenas uma coincidência de sobrenomes.

Veja a seguir a luta entre Leo Leite e Diosman Jacaré:



23.6.13



Esse craque me representa!


 "Pra não dizer que não falei de flores", versão 2013!

21.6.13



ORDEM E PROGRESSO - É um erro chamar de vândalos os manifestantes que tocaram o terror na ALERJ. Não diria que eles são vândalos. Diria apenas que são os mais revoltados. Afinal, eles foram tocar fogo no lugar certo. Diariamente a ALERJ pratica atos de vandalismo contra os cidadãos do Rio. Aquilo ali é um antro de corruptos, ladrões, mafiosos e milicianos. Um pouco de "revolução francesa" não faz mal a ninguém. Chato mesmo é ver repórteres da TV ficarem indignados por que aconteceram depredações de agências bancárias. Ora bolas! A passeata também foi contra o sistema bancário nacional que, com o apoio e conivência do governo, explora o cidadão com suas tarifas caríssimas. Em tempo: a imprensa precisa abrir o olho. A passeata também foi um protesto contra a "imprensa a favor".

20.5.13



A maneira de se conseguir boa reputação reside no esforço em se ser aquilo que se deseja parecer.

19.5.13




ASAF AVIDAN é um cantor e músico israelense. Ele tem frequentado as paradas internacionais depois que o YouTube censurou o clipe da sua música Love it or leave it. (Ame-o ou deixe-o? Mas esse não era o slogan do governo Médici, no que diz respeito ao Brasil?) O clipe é engraçadinho e mostra um homem e uma mulher, alternadamente, dançando nus usando apenas uma máscara. O site de vídeos censurou a nudez dos dançarinos. Mas isso não importa. O que importa é que a música é ótima.

11.5.13






O FRED VAI TE PEGAR!

21.4.13




O MELHOR DA LITERATURA BRASILEIRA – A Editora Record está lançando o novo livro de Raimundo Carrero “Tangolomango - Ritual das paixões deste mundo”. Sem dúvida é um grande acontecimento literário já que Raimundo é um grandes escritores brasileiros, autor de clássicos como “A história de Bernarda  Soledade, a tigre do sertão” e  “Sombra Severa”. Seu livro mais famoso “Somos pedras que se consomem” entrou na lista dos melhores livros do ano de 1995 tanto no jornal O Globo, quanto no Jornal do Brasil. 















DECADENCE AVEC ELEGANCE – A festa promovida pela jornalista Lílian Pacce na sede do Afroreggae, no alto do Cantagalo, em Copacabana, foi o melhor evento da última edição do Fashion Rio. Lílian é uma figura adorável e organizou a festa para badalar o seu site de moda. Foi tudo muito bacana. Um ótimo DJ, mas quem lotou a pista foram os meninos do Afroreggae cantando e tocando a autêntica música das favelas. Circulando por ali modelos bonitos, jornalistas de moda e um monte de gente querida: Júlia Morales, Heloisa Tolipan, Kreo Kellab, Cláudio Gomes, Marcelo Balbio, Toni Oliveira...  

16.4.13




UMA LÁGRIMA PARA CLEYDE YÁCONIS – Só assisti uma única peça com Cleyde Yáconis, O Baile de Máscaras, escrita e dirigida por Mauro Rasi.  Foi uma das melhores peças de teatro que já vi. Uma conjunção perfeita de texto, direção e elenco.  Cleyde esteve sensacional no papel inspirado em Mimina Roveda, uma das donas do Teatro dos Quatro, que era retratada na peça. O Baile de Máscaras contava a história de um grupo de artistas e intelectuais que, durante o Carnaval, por não gostar da festa popular, se trancavam num apartamento do Alto Leblon para assistir ao filme Berlim Alexanderplatz, de Fassbinder, que tem quinze horas de duração. A peça era uma encenação das tradicionais maratonas cinéfilo-gastronômicas organizadas pelo diretor Sergio Britto que, por não gostar de carnaval, reunia os amigos em seu apartamento para assistir clássicos do cinema e degustar os magníficos pratos da culinária brasileira, preparados com esmero por sua empregada. Desse episódio da vida real, que por várias vezes participou, Mauro Rasi construiu umas das mais belas peças do teatro brasileiro.

Cleyde Yáconis ganhou todos os prêmios de teatro por sua atuação. Ela entrou no elenco apenas dez dias antes da estreia. A personagem seria interpretada originalmente por Beatriz Segall, mas houve uma grande briga nos ensaios e a Segall abandonou o espetáculo em meio a uma virulenta discussão com Daniel Dantas que começou no palco do Teatro dos Quatro, continuou na platéia vazia e se estendeu pelos corredores e escadas rolantes do shopping da Gávea, para deleite dos que faziam compras naquele momento. Sem medo de ser feliz, Cleyde Yáconis aceitou o convite de Mauro Rasi para substituir Beatriz e encarou o desafio de decorar o texto, as marcações de cena e as indicações do diretor, que já vinha ensaiando a peça há seis meses. Que tal?

Sua personagem era uma mulher da alta aristocracia italiana, culta, inteligente e sofisticada, que encarava com fascínio e repulsa o estilo de vida carioca, a cultura carnavalesca e o jeitinho brasileiro. Um outro personagem, vivido por Sergio Viotti, era inspirado no Sérgio Brito. E o personagem do Daniel Dantas, era o próprio Mauro Rasi que, com muita irreverencia, debochava de si mesmo. O cenário era o de uma residência elegante, com colunas e vitrais, mas cheio de prateleiras com fitas de vídeo. Aquelas antigas, tipo VHS, já que o anfitrião, personagem do Viotti, era um cinéfilo inveterado que tinha cópia de todos os clássicos do cinema.

O magnífico texto de Rasi reservou falas sensacionais para o personagem da Cleyde. O público ria muito com suas tiradas, suas pausas, seu olhar...  Que atriz magnífica! Eu me sinto um privilegiado por ter tido a oportunidade de assistir ao vivo o encontro desses dois gênios do teatro brasileiro, Mauro Rasi e Cleyde Yáconis.

Também tive a oportunidade de conhecer a Cleyde Yáconis de perto e de trocar algumas palavras com ela em diversas ocasiões, mesmo que rapidamente. Certa vez, quando ela atuava na novela Olho no Olho, de Antonio Calmon, eu dei uma carona para ela do Projac até seu apartamento em Copacabana. Na época eu trabalhava com o Calmon e tinha ido ao estúdio acompanhar a gravação de algumas cenas. Quando estava me despedindo dos artistas que eu tinha mais intimidade, a Bel Kutner me pediu para dar uma carona para ela.  “Você pode deixar a Cleyde em casa? Ela já gravou todas as cenas dela e está  esperando que todo mundo acabe de gravar pra poder ir embora no carro da produção”, me disse Bel, mostrando a Cleyde quietinha, lendo um livro na sala dos atores. Então nesse dia, enquanto dirigia meu velho carro, pude dizer para ela o quanto eu tinha gostado da peça O Baile de Máscaras, o quanto eu tinha vibrado com o seu trabalho e o quanto eu achava o Mauro Rasi importante para o teatro brasileiro.

O Antonio Calmon adorava a Cleyde. Tanto que a escalou para as novelas Vamp e Olho no Olho, e também para a minissérie Sex-Appeal, que lançou as atrizes Luana Piovani, Camila Pitanga, Carolina Dieckman e Danielle Winnits. Em Sex-Appeal Cleyde Yáconis contracenava com Walmor Chagas, recentemente falecido. Eles faziam um casal que era dono de uma agência de modelos.  Os personagens foram inspirados em Luiz Carlos e Lucy Barreto, os grandes produtores do cinema brasileiro. 

Bel Kutner tinha uma relação muito bonita com a Cleyde. Elas se conheceram nas gravações da novela Vamp. Bel uma menina fazendo sua primeira novela. As duas ficaram muito amigas e a Bel a tratava sempre com muito carinho, muito respeito e muita reverência. Voltaram a trabalhar juntas em Olho no Olho e chegava a ser comovente o carinho que Bel nutria pela colega.

Na época da novela Olho no Olho aconteceu um episódio que me provocou muitas risadas. Além da Cleyde Yáconis a novela tinha em seu elenco outra grande dama do teatro brasileiro, a Eva Tudor. Então certa vez a Eva ligou para falar com o Calmon, mas como na hora ele estava escrevendo os capítulos, me pediu para atendê-la. Olho no Olho tinha acabado de estrear e a Eva Tudor ligou para reclamar que, na abertura da novela, o nome da Cleyde Yáconis aparecia antes do nome dela. “Meu filho, você explica para o Calmon que o nome da Cleyde não pode aparecer antes do meu. Afinal, ela só ganhou dois prêmios Molière. E eu ganhei três.”  

Descanse em paz, querida Cleyde! Descanse em paz...




14.4.13


ORDEM E PROGRESSO - As atrizes Patrycia Travassos e Alessandra Mestrini se encontraram em Brasília por puro acaso. As duas estavam na cidade com seus respectivos espetáculos. Patrycia com a peça A Partilha. Maestrini fazendo show de lançamento do seu CD. Debochadas e irreverentes, as duas comediantes aproveitaram que estavam na capital federal e foram até a porta do Congresso Nacional apenas para fazer essa foro. Uma provocação aos falsos moralistas e aos fundamentalistas religiosos. Que tal? 

13.4.13



LUIS BEIÇÃO FOI A SEUL – Acabou em empate a luta de Luis Beição contra o coreano Cha Jung Hwan, neste sábado em Seul. Beição venceu os dois primeiros rounds e perdeu o terceiro. Mas os juízes do Road FC-011 consideraram que o empate foi o resultado mais justo. 

12.4.13


A maior punição do homem é o remorso.


O BRASIL PRECISA DE UMA NOVA REVOLUÇÃO – O Congresso Nacional se prepara para votar uma proposta-lei de evangélicos fundamentalistas para derrubar a condição de estado-laico do Brasil. Junte-se a isso a entrevista-escândalo do Ministro dos Esportes Aldo Rebelo ao programa Roda Viva, os mensaleiros exercendo seus mandatos impunemente, o fenômeno Feliciano e a presença de Blairo Maggi, um pilantra que ficou milionário destruindo florestas, na Comissão de Meio Ambiente do Senado. Esse é o retrato da política no Brasil nos dias de hoje. Corrupção, roubalheira, ladroagem, interesses escusos, pilantragem...

José Celso Martinez Correia escreveu em seu blog que esses fenômenos evidenciavam a ameaça de um golpe de estado no Brasil. Fundamentalistas religiosos, aliados a políticos corruptos, com o propósito de tomar o poder com o objetivo de ter acesso irrestrito aos cofres públicos visando unicamente o enriquecimento pessoal. Muita gente pensa como José Celso e acredita que essa presença ostensiva de seitas religiosas interferindo na política, com o apoio irrestrito da corrupção associada, é o prenúncio de um golpe de estado.

Vixe mainha!

Eu cá com meus botões penso que o golpe de estado já aconteceu: o golpe de estado aplicado pelos partidos políticos. Foi-se o tempo em que os partidos ainda se preocupavam em disfarçar sua gana pelo poder através de alguma ideologia. Mas isso não te pertence mais, como diria aquela personagem do Zorra Total. Já faz tempo que a máscara caiu e os partidos são todos absolutamente iguais. Tem apenas um único objetivo: ter acesso ao poder para usar em benefício próprio. PV, PCB, PSDB, PT, PSTU e os demais, são apenas grupos mafiosos que se associaram para saquear o Brasil. Nenhum deles tem um projeto para o país. Todos tem apenas projetos para seus próprios bolsos. Simples assim...

A presença de Blairo Maggi à frente da Comissão de Meio Ambiente é a mesma coisa que colocar a raposa tomando conta do galinheiro. Pois se tomarmos essa figura de uma raposa tomando conta de um galinheiro, teremos uma caricatura perfeita do poder público no Brasil. Em todos os setores da política brasileira o que temos é sempre a raposa tomando conta do galinheiro. Ora bolas. O que é o Renan Calheiros senão uma raposa tomando conta do galinheiro Congresso? O que é Aldo Rabelo senão a raposa tomando conta do galinheiro dos esportes? O que é o Sergio Cabral senão a raposa tomando conta do galinheiro Rio de Janeiro? E last, but not at least, o que é a Dilma Roussef senão uma raposa tomando conta do galinheiro chamado Brasil?

Penso que o Brasil está precisando urgentemente de uma nova revolução!  

28.3.13



UM ATLETA BRASILEIRO - Na música em que homenageia os lutadores brasileiros, Caetano Veloso esqueceu de citar Leonardo Leite. Fica para outra oportunidade. Além do que, Leo Leite merece uma música só para ele. Campeão mundial de judô e Jiu-jitsu, o atleta sempre se destacou nas duas modalidades. Sempre muito elegante com seu quimono, que veste com uma classe que só ele possui. Aliás, elegante é uma palavra que traduz não só o comportamento como atleta, mas também sua personalidade e caráter. É um grande atleta e também um grande sujeito. Agora ele se prepara para encarar um novo desafio: o mundo do MMA, artes marciais misturadas. Vai seguir o mesmo caminho de lutadores como Vitor Belfort, Júnior Cigano, Lyoto Machida e Rodrigo Minotauro que migraram do Jiu-jitsu, que é basicamente uma competição esportiva que rende medalhas, para o MMA, que é um  show de lutas de caráter comercial, que rende bons salários aos competidores.  Agora em vez de quimono Leo vai lutar de sungão!

Leonardo Leite luta dia 5 de Maio na Copa Pódio de Jiu-jitsu – Grand Prix dos Pesos Leves, no Clube Hebraica, no Rio. Ele vai fazer a luta de abertura do torneio, tendo como adversário o lutador Rodolfo Vieira. Sem dúvida será um espetáculo imperdível.  A Copa Pódio vai ter, como luta principal, um embate entre dois grandes atletas, seguidores fiéis da cartilha dos Gracies, onde cada um vai representar sua cidade natal: Bráulio Estima vai lutar por Recife e Xande Ribeiro vai defender Manaus. 

27.3.13


Lyoto Machida é um dos lutadores citados por Caetano Veloso na letra da música “A Bossa Nova é foda”. Na foto acima, de Marcelo Alonso,  Machida aparece bebendo um gole da sua própria urina. Descendente de japoneses, ele acredita que esse hábito faz bem à saúde.


A BOSSA NOVA É FODA - Certa vez escrevi uma reportagem muito bacana sobre a família Gracie para a revista VOGUE RG. Tomando como base uma informação da revista TIME de que mais de um milhão de americanos já praticam o “brazilian jiu-jitsu”, minha reportagem falava basicamente do sucesso da família Gracie e sua arte-marcial entre os americanos. Pois bem. No texto escrevi que o sucesso do Jiu-jitsu nos Estados Unidos era comparável ao da Bossa Nova, o ritmo musical brasileiro que encantou os americanos nos anos 60. Mas o trecho onde escrevi isso foi cortado pelo editor da revista. Ele adorou minha reportagem, deu destaque especial na edição da revista, mas cortou o pedaço onde eu comparava o sucesso do Jiu-jitsu com a Bossa Nova. “Isso é exagero de sua parte”, disse ele. Na época, pouco mais de dois anos atrás, achei que ele tinha razão. Sempre fui fã dos atletas da família Gracie e acreditei que o editor estava certo. Eu estava exagerando!

Mas nada como um dia atrás do outro e a noite no meio para separar, como gosta de dizer minha querida mãe. No novo disco de Caetano Veloso tem uma música chamada “A bossa nova é foda”, em que a letra cita o nome de alguns dos maiores lutadores de MMA do Brasil. Todos oriundos do Jiu-jitsu popularizado pelos Gracies. Vitor Belfort, Júnior Cigano, José Aldo, Lyoto Machida e Rodrigo Minotauro começaram suas vitoriosas carreiras lutando Jiu-jitsu.

O bruxo de Juazeiro numa caverna do louro francês 
(quem terá tido essa fazenda de areais?) 
fitas-cassete, uma ergométrica, uns restos de rabada. 
Lá fora o mundo ainda se torce para encarar a equação 
pura-invenção/dança-da-moda. 
A bossa nova é foda. 

O magno instrumento grego antigo 

diz que quando chegares aqui 
que é um dom que muito homem não tem 
que é influência do jazz 
e tanto faz se o bardo judeu romântico de Minesota, 
porqueiro Eumeu o reconhece de volta a Ítaca: 
a nossa vida nunca mais será igual 
Samba-de-roda, neo-carnaval, 
Rio São Francisco, Rio de Janeiro, canavial. 
A bossa nova é foda. 

O tom de tudo comanda as ondas do mar,

 ondas sonoras com que colore no espacial.
 homem cruel destruidor, de brilho intenso, monumental, 
deu ao poeta, velho profeta, 
a chave da casa de munição.
O velho transformou o mito das raças tristes 

Em Minotauros, Junior Cigano, em José Aldo, 
Lyoto Machida, Vítor Belfort, 
Anderson Silva e a coisa toda: 
a bossa nova é foda.

O CD de Caetano é  gostoso de ouvir e o show de lançamento, no Circo Voador, foi super bacana. As músicas são bonitas, inteligentes e um tanto quanto melancólicas. O público jovem que assistiu ao show cantava todas as músicas novas e vibrou quando o artista citou o nome dos lutadores na letra de sua canção. Também aconteceu uma manifestação muito bonita por parte do público, quando numa das músicas Caetano falou de sua mãe, Dona Canô. O público aplaudiu o nome dela com fervor e esse foi o momento do show em que ele pareceu mais feliz.


22.2.13













RETRATOS DO VERÃO