NOITE CARIOCA – Foi um barato a festa de lançamento do livro
Ao som do mar e a luz do céu profundo, de Nelson Motta. O bar do
Hotel Sofitel, no posto seis, debruçado sobre a praia de Copacabana foi o cenário perfeito para a noite de autógrafos, já que a história do livro fala de uma Copacabana idílica e romântica. E a imagem que se via da ampla varanda do bar era uma cena de cinema: a Avenida Atlântica iluminada, a extensa faixa de areia, e o mar refletindo a luz da lua. Foi na varanda do bar que
Katy Pinto, fumando um charuto cubano, elogiou o show de
Caetano Veloso no Tim Festival. Ela disse que o som do irmão de Betânia está cada vez mais moderno e jovial. Parece que a separação da Paula fez um bem enorme ao rapaz...
Aliás, o Tim Festival foi o principal assunto das rodas de conversa.
Graça Motta, a irresistível
Baby Grace, disse que adorou o clima Woodstock do concerto da Patti Smith.
Assisti ao show bem na frente, aos pés dela. Já o querido
Marcos Ramos, o fotógrafo da coluna
Gente Boa, contava que tinha trabalhando muito no Tim, fazendo fotos para a coluna, e que os shows acabavam muito tarde e ele sempre chegava em casa pela manhã.
Muita gente bacana foi pedir autógrafo ao Nelson Motta. Tinha desde o príncipe do cinema brasileiro
Walter Salles, até o cineasta que desistiu de fazer filmes
Arnaldo Jabor, passando por Marina Lima, Antônio Carlos Miguel, Euclydes Marinho, Mariana Ochs, Bi Ribeiro e Herbert Viana. E o estilista
Napoleão Fonyat que contava animado sobre os novos rumos da
Sandpiper, grife que abre sete novas lojas nos próximos meses.
Joana Motta, a filha mais velha do Nelsinho, mostrava aos amigos a barriga de quatro meses do seu terceiro filho, enquanto os dois primeiros ficavam zoando ao lado do avô enquanto este autografava os livros.
Dr. Nelson Motta, o patriarca da família, a quem o livro é dedicado, também estava lá com dona
Cecília. Nina Morena, Maria Cecília, Pedro Motta com a queridíssima Patrícia Andrade e Bobby.
Ao Som do Mar e à Luz do Céu Profundo marca o primeiro lançamento de um autor brasileiro pelo selo
Suma de Letras, da editora Objetiva, dedicado à ficção de entretenimento. No efervescente Rio de Janeiro de 1960, a chegada de
uma garota americana louca por futebol, carnaval e lança-perfume muda a vida do pacato
Bairro Peixoto, pequena cidade encravada em Copacabana. O autor, que morou no bairro no
início da década de 50, afirma que as recordações serviram de base para recriar o cenário onde vivem os personagens do romance. É para esse recanto de Copacabana que se muda a família do coronel Kleber Ferreira, para realizar o sonho da mulher, Dona Eva. Muito bonita mesmo na casa dos 40 anos, ela abre uma loja de doces na Galeria Menescal, ponto de encontro e passagem entre as duas principais avenidas do bairro, e se apaixona por um delegado bonitão e cafajeste.
A ARTE DA GUERRA - O mais antigo, e também mais respeitado tratado sobre a guerra já escrito, chega ao Brasil na versão mais fiel já publicada. A editora Conrad está lançando a edição bilíngüe de
A Arte da Guerra, traduzida do original chinês.
Sunzi Bingfa, ou
Método Militar de Sunzi, foi escrito no século VI a.C. pelo general
Sun Zi, conhecido no ocidente como
Sun Tzu, que comandou as tropas do príncipe He Lü no Estado Wu. Com o tempo, seus treze preceitos básicos foram espalhados pelo oriente, e se tornaram o manual de guerra padrão de qualquer general chinês que quisesse ser bem sucedido.
O ocidente começou a conhecer esse tratado milenar em 1772, quando o missionário jesuíta
Jean Joseph-Marie Amit publicou em Paris
L’Art Militaire dês Chinois. Ao longo do século XX, surgiram diversas versões para
A Arte da Guerra, todas extensivamente comentadas e interpretadas. No Brasil, a maioria das versões da obra vieram de textos em inglês.
A Arte da Guerra teve ampla visibilidade no ocidente a partir dos anos 80, quando executivos de grandes empresas começaram a utilizar a obra como um manual para vencer suas batalhas nos negócios. No filme
Wall Street, de Oliver Stone, o livro é amplamente citado por Gordon Gekko, o ambicioso investidor da Bolsa de Valores interpretado por Michael Douglas.
Escrito a mais de dois milênios,
A Arte da Guerra continua assustadoramente atual. Contendo preceitos como o de que
a guerra é a doutrina do engodo e que nela
exalta-se a rapidez, não se exalta a demora, o livro de
Sun Zi é essencial àqueles que preparam-se para qualquer tipo de desafio, do esporte ao mundo executivo. Além do caráter estratégico, esta tradução direta do mandarim evidencia a prosa límpida, suave e direta de
Sun Zi, o que transforma o livro em um clássico da literatura universal. Num mundo onde
o mandarim é a língua requerida para o sucesso,
A Arte da Guerra em edição bilíngüe é uma porta de entrada para a compreensão do estilo e da lógica intrincada do chinês.