17.9.11

A PALAVRA É... PERIGUETE – Salve, salve. O assunto do momento nos salões de cabeleireiros de todo o Brasil é um só: a palavra “periguete” já está no dicionário. Foi lançado na última Bienal do Livro o novo Aurélio com a palavra “periguete” entre outros novos verbetes. As tais periguetes não param de jogar suas cabeleiras escovadas de um lado para o outro. Estão todas em festa. Afinal, o assunto foi destaque nos telejornais. E agora todas elas se sentem reconhecidas no seu direito de ser periguete.

O “Aurélio” define “periguete” como “moças ou mulheres que, não tendo namorado, demonstram interesse por qualquer um”. Eu diria que a definição que o Aurélio dá ao termo é um tanto quanto “perigosa”. É uma definição muito simplória e, talvez, um tanto quanto apressada. Acho que faltou mais pesquisa por parte do dicionarista para definir o termo. Periguete é muito mais do que uma mulher que não tendo namorado, demonstra interesse por qualquer um. Até por que, muitas até tem namorado, mas, mesmo assim, demonstram interesse por qualquer um...

Eu definiria periguete como “uma moça ou mulher que oferece perigo a quem está à sua volta”. Essa é a principal característica da periguete: ela oferece perigo. Claro que a periguete tem todo um jeito de se vestir. Uma maneira de ser. Um jeito de sorrir. Visualmente, ela tem características próprias. Um corte de cabelo específico. A tonalidade do batom. Um detalhe da roupa ou da maquiagem. A periguete também se destaca pela personalidade, ou melhor, pela falta dela. E, também, é claro, pelo caráter. Quer dizer, pela falta de caráter... A periguete é interesseira, falsa, dissimulada, egoísta, sonsa... Mas, verdade seja dita, costuma fazer muito sucesso com os homens. É que toda periguete é uma cachorra na cama...

Mas, independente do visual, a característica que, na essência define a periguete, é o fato dela oferecer perigo a quem estiver por perto. Se estiver com uma amiga, ela oferece perigo a essa amiga. Se estiver no bar e pedir um drinque ao garçom, ela oferece perigo ao garçom. Se estiver na rua e pegar um táxi, ela oferece perigo ao taxista. (Não é Rose Karenine?) Como uma serpente venenosa, ela pica (sem trocadilho) quem estiver por perto. Na maioria das vezes ela nem faz isso por mal. É que faz parte da sua natureza ...

O blog Costume Vicioso, com um texto observador e bem humorado, publicou uma lista para ajudar um leigo a identificar uma periguete. Talvez na próxima edição do Aurélio o termo possa ganhar uma definição mais abrangente, mais volumosa, que permita uma melhor identificação dessa exótica figura, que é tão característica da vida moderna.

Segundo o Costume Vicioso:


Periguete não dorme, cochila;
Periguete não liga, dá toque;
Periguete não guarda celular na bolsa, deixa em cima da mesa de qualquer lugar onde ela esteja;

Periguete não se veste, se prepara;
Periguete não tem carro, tem carona;
Periguete não dança, zoa;
Periguete adora um "vai rolar" ou "não rolou";
Periguete nunca sabe como nem com quem vai voltar da festa;
Periguete nunca leva dinheiro, mas tá sempre com uma bebida na mão;
Periguete adora fazer biquinho nas fotos;
Periguete adora um salto de acrílico;
Periguete adora a marca da calcinha do biquini aparecendo (ui);
Periguete adora um decote profundo com sutiã de enchimento;
Periguete adora um corpetezinho jeans e calça jeans com muuuito strech;
Periguetes ficam putas (mais ainda) quando alguém define o que são periguetes

Um comentário:

Gi disse...

Nossa, meu velho blog citado aqui. Poxa, obrigada! Um abraço