13.2.16



A RAINHA DO CARNAVAL - Dessa vez não deu para Viviane Araújo. Foi dona Maria Bethânia, com seu charme e veneno, quem roubou a cena no Sambódromo. O carisma da artista fez toda a diferença no momento em que a Mangueira desfilou na avenida. Em cima de um carro alegórico, ao lado de suas afilhadas Julia e Nina, filhas do Procurador de Justiça Marcio Mothé, a artista era pura emoção. O desfile foi a consagração de uma trajetória artística admirável. Homenagem justa e merecida, e que rendeu merecidos dividendos a verde e rosa

O que eu mais gostei no desfile da Bethânia, quer dizer, da Mangueira, foi a forte presença de elementos do Candomblé. A Comissão de Frente com figurinos e coreografia que os remetia aos símbolos da religião africana. A porta-estandarte caracterizada como Iansã estava magnífica. O próprio nome do enredo "A menina dos olhos de Oyá", que faz referência a Iansã, uma das entidades mais carismáticas e charmosas do Candomblé. Num Brasil cada vez mais "evangelizoide" foi bom ver Maria Bethânia mostrando ao país sua verdadeira cara. Principalmente naqueles momentos do enredo em que se destacavam os santinhos da religião católica. Sob esse ponto de vista, o desfile da Mangueira foi "absolutamente necessário". Além de lindo e comovente.



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