RENATO RUSSO VIVE - Eduardo Moscovis é o nome mais cotado para o papel do roqueiro Renato Russo, no filme que vai contar a história de sua vida. O sucesso do filme Cazuza é o maior estímulo do diretor Antonio Carlos Fontoura, para realizar a produção, que terá roteiro de Luiz Fernando Borges e será recheada de sexo, drogas e muito rock´n roll, como foi a vida real do cantor. A trajetória de sucesso do conjunto Legião Urbana, claro, promete ser o ingrediente mais saboroso do filme. Antonio Carlos Fontoura dirigiu um dos meus filmes favoritos A Rainha Diaba, que a Globo exibiu com sucesso há poucos dias. O personagem principal, que dá titulo ao filme, é inspirado em Madame Satã. Milton Gonçalves está ótimo no papel. Também no elenco Odete Lara e Stephan Nercessian.
AS CORES DA VIDA - Um sucesso a noite de autografos do oftalmologista Almir Ghiaroni, que se aventurou no mundo da literatura e lançou seu primeiro romance que recebeu o titulo de As cores da vida. A fila começava dentro da pizzaria Gattopardo e ia até a entrada do Sky Lounge, na calçada da Lagoa. O médico não escondia sua felicidade com a presença de tantos amigos, fãs e pacientes. Marcos Gasparian, o dono da Argumento, editora que publica o livro, parecia surpreso com a quantidade de gente que queria um autografo do escritor. Antes do lançamento, tive a oportunidade de entrevistar o médico para uma reportagem para o Jornal do Brasil, cujo texto publico a seguir.
"Uma história que joga muito com a sincronismo entre as pessoas". Assim o oftalmologista Almir Ghiaroni define As cores da vida, livro que marca a sua estréia como romancista. O lançamento será no Gattopardo, dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, a padroeira dos olhos. E os olhos, especialidade do dr. Ghiaroni, tem uma participação fundamental na trama dessa história de paixão, amizade e maturidade. O que teria motivado o médico bem sucedido a mergulhar no mundo onírico da literatura?
— Eu já publiquei artigos e ensaios sobre minha atividade profissional, mas nunca havia me passado pela cabeça ser romancista. Comecei a escrever este livro em outubro de 2003, movido por uma necessidade quase incontrolável de falar sobre as minhas descobertas na medicina, sem precisar recorrer a um texto acadêmico.
O dr. Almir Ghiaroni é um especialista em catarata, doença dos olhos que atinge o ser humano principalmente na terceira idade. A maioria das operações de catarata são feitas em pacientes com mais de setenta anos. De tanto fazer esse tipo de cirurgia, o oftalmologista observou que, quando curados, os pacientes rejuvenescem.
— Eles voltam a fazer esportes, ficam com a auto-estima mais elevada, o semblante adquire uma expressão mais jovem. Tornam-se outras pessoas. Descobrem um novo sentido para a existência.
As cores da vida, conta exatamente a história de um pintor que estava encontrando dificuldades de exercer o seu oficio por causa da catarata e o seu encontro com o médico que faz a cirurgia. Ao se ver curado, o artista volta a pintar com mais clareza, sem dificuldades com as cores e a luminosidade que caracterizam a doença. Ele fica tão grato ao médico que o operou que o transforma no seu melhor amigo e confidente. A partir daí conta ao cirurgião a comovente história do grande amor de sua vida. A ficção é inspirada na vida real, mas não totalmente. Dr. Ghiaroni ficou muito sensibilizado com o resultado da cirurgia que fez no pintor italiano Enrico Bianco, que foi obrigado a abandonar seu ofício quando estava com catarata. Ao se ver curado, o artista voltou a pintar com grande sensiblidade e emoção. E aquilo comoveu o médico a tal ponto que ele decidiu escrever um livro, mas não um livro técnico e sim um romance.
— Escrevendo esse livro eu pude estreitar meus contatos com o mundo das artes. O mundo da medicina é muito possessive, frio e técnico. E eu queria falar de emoção, de sentimento e da beleza que é o encontro entre os seres humanos.
No prefácio do livro o artista plástico Enrico Bianco destaca que o grande suporte da história é a amizade que surge entre o médico e seu paciente.
A descoberta da literaura deu um novo ânimo a vida do médico. Ele descobriu que não tem a menor dificuldade em escrever. Tanto que já está preparando um novo livro. Há pelo menos dois anos suas tardes de sábado são dedicadas exclusivamente a escrever. Seus escritores favoritos são Norman Mailer, Morris West, Paulo Coelho e Millôr Fernandes, que escreveu o texto de apresentação do livro. Dentre o que leu recentemente, dr. Ghiaroni ficou muito impressionado com o fenômeno editorial que é o livro de Don Brown O código da Vinci.
— Gosto dos romances que passam informações aos leitores. E O Código Da Vinci é um livro culto. Diverte o leitor e, ao mesmo tempo, passa informações preciosas. Quando fui à Paris, em junho, visitei lugares e obras de arte que são citados no romance. E olhei tudo de outra forma pois o livro tinha me transportado para dentro de sua história e tudo aquilo me pareceu muito familiar.
Almir Ghiaroni já leu toda a obra do pensador Deepak Chopra, com quem já fez workshop em Nova York.
— Ele mescla muito bem os elementos da vida moderna com a medicina de antigamente.
Ele recomenda As cinco pessoas que você encontra no céu, uma comovente fábula do escritor Mitch Albom, que faz o leitor refletir sobre o real significado da existência. Outra paixão do oftalmologista é o cinema. Na juventude, quando ainda estudava medicina, Ghiaroni trabalhou fazendo legendas para o cinema. E afirma:
— Já me disseram que o meu livro daria um belo filme.
14.12.04
12.12.04
CAFÉ SOCIETY - Foi uma noite maravilhosa, de paletós e vestidos longos, o casamento de Ana Luisa de Cstro e Carlos Eduardo na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa. O elegante palacete da praia do Flamengo, tombado pelo patrimônio histórico, esteve lotado de personalidades do high society, do gay society, do jornalismo e da moda. A mãe da noiva, a jornalista Sylvia de Castro é, antes de tudo, uma socialite. Freqüentadora assídua dos salões elegantes do Rio, ela também tem livre trânsito no suntuoso mundo da moda. Champanhe, champanhe, champanhe...
O cenário do casamento merece destaque especial. Como descrever tanto requinte e elegância? Carlos Alberto de Serpa, o bem sucedido empresário e educador, fundador da Cesgranrio, acertou em cheio quando, ao lado da mulher Beth Serpa, decidiu transformar o suntuoso palacete num ambiente refinado, acessível à todos os cariocas de bom gosto. Lá são realizadas exposições das mais diferentes expressões de arte, concertos de música clássica e popular, desfile de modas e de jóias, lançamentos de livros e CD´s, casamentos, coquetéis e jantares sociais e de negócios, além de eventos performáticos e empresariais.
O palacete, inspirado no estilo do Primeiro Império, possui ricos detalhes em bronze dourado, portas espelhadas, medalhões com motivos mitológicos, colunas gregas, escadarias, vitrais extraordinários e muitos lustres de Baccarat. E dispõe de salão de chá, salão de antiguidades, bistrô, galeria de arte, cinema, pérgula, além de dois ambientes que já caíram no gosto do high society: o requintado restaurante Blason, com decoração do século XIX e cozinha francesa e o J Club, recém-inaugurado piano-bar que se destaca como espaço de boa música.
Pois foi neste lugar tão especial que Ana Luisa e Carlos Eduardo se tornaram marido e mulher. Mesas finamente decoradas com arranjos florais foram espalhadas por todos os lugares. No piano-bar o DJ animava uma pista de dança enquanto garçons belíssimos serviam espumantes e destilados. Aliás, os rapazes do cerimonial da Casa Julieta de Serpa merecem destaque especial. Belos, elegantes e educados, são treinados para que a presença deles faça parte daquele ambiente com a mesma harmonia que os lustres de Baccarat e as cortinas de seda.
A colunista Hildegard Angel estava chiquérrima, ao lado do marido, o empresário Francis Bogosian. Da sua mesa ela comandava a festa com muito charme. Todas as personalidades do grand monde carioca iam até lá, como que para pedir a bênção a uma mãe de santo poderosa. Pude assistir de camarote ao beija-mão, já que fui um dos privilegiados que puderam sentar à sua mesa, ao lado do empresário Jair Coser, o maior exportador de café do Brasil, com a mulher Marisa, mais Celina de Farias, Gilson Martins, Mary Carvalho e Sebastião Marinho. Champanhe, champanhe, champanhe...
Circulando pelos salões Tânia Caldas, Vilma Guimarães Rosa com um exuberante colar de esmeraldas, Alice Tamborindeguy, Clara Vasconcelos, Moreira Franco, os muchachos André Ramos e Bruno Chateubriand, Mario Borrielo, Carlos Alberto e Beth Serpa, Leda Nagle e muitos outros. O arquiteto Éder Meneghine exibia o noivo da mesma forma como muitas das socialites exibiam suas jóias. Isso mesmo, leitores. O noivo. O narcisista Éder apresentava a todos um rapaz muito bem apessoado, elegantemente vestido, como seu noivo e avisava que o casamento será em janeiro, numa grande festa na sua mansão da Barra da Tijuca. Depois de muito champanhe, e do delicioso jantar foi o momento de curtir a pista de dança até o fim da noite.
Durante todo o mês de dezembro, até o dia 6 de janeiro, a Casa Julieta de Serpa estará sendo palco de um gigantesco presépio, com cenário e figuras em tamanho natural, além de iluminação e efeitos especiais. Quem viu a beleza que foi o presépio no ano passado vai ficar ainda mais encantado este ano. No primeiro andar foi montada uma casa de Papai Noel, com atores representando o bom velhinho e um grupo de duendes. Programa perfeito para a família, casais de namorados e crianças em geral. Feliz Natal!
A ERA DO JAZZ – Se alguém quiser dar como presente de natal algo realmente valioso, gostaria de sugerir o livro 24 Contos de F. Scott Fitzgerald, da Editora Companhia das Letras. Eu estou lendo esse livro e tendo verdadeiros orgasmos a cada página virada. É inestimável o valor literário dos textos constantes desse livro. Para valorizar ainda mais a sofisticada literatura do autor de O Grande Gatsby, a tradução foi feita pelo mestre Ruy Castro. Cada vez que eu pego o livro é como se ali estivesse contido o mistério mais sublime que rege a existência humana.
Vivendo na América nos anos 20 do século passado, seus personagens são puro fascínio. Personagens como John T. Unger, o rapaz de uma cidade do interior, que vai fazer faculdade na cidade grande e lá fica amigo de um jovem milionário excêntrico que o convida a passar férias na casa dos seus pais. Durante a viagem o amigo lhe revela que o pai é o homem mais rico do mundo e pede que ele não revele isso a ninguém. Como também pede segredo do lugar onde fica a residência da família. John T. Unger fica encantado com a família do amigo e com o lugar fascinante onde vive sua família. Um palácio cheio de objetos de ouro, localizado num vale verdejante, com lagos, animais selvagens, cachoeiras. Depois de um breve romance com a irmã do rapaz, o herói do conto descobre que as pessoas que são levadas a visitar a família nunca mais voltam para suas casas. O Pai as mata para que a pessoa não revele ao mundo a existência de tamanha fortuna.
As histórias sempre têm algo de trágico, mas Scott Fitzgerald se revela um romântico. Pois, quase sempre, suas tramas têm um final feliz.
O cenário do casamento merece destaque especial. Como descrever tanto requinte e elegância? Carlos Alberto de Serpa, o bem sucedido empresário e educador, fundador da Cesgranrio, acertou em cheio quando, ao lado da mulher Beth Serpa, decidiu transformar o suntuoso palacete num ambiente refinado, acessível à todos os cariocas de bom gosto. Lá são realizadas exposições das mais diferentes expressões de arte, concertos de música clássica e popular, desfile de modas e de jóias, lançamentos de livros e CD´s, casamentos, coquetéis e jantares sociais e de negócios, além de eventos performáticos e empresariais.
O palacete, inspirado no estilo do Primeiro Império, possui ricos detalhes em bronze dourado, portas espelhadas, medalhões com motivos mitológicos, colunas gregas, escadarias, vitrais extraordinários e muitos lustres de Baccarat. E dispõe de salão de chá, salão de antiguidades, bistrô, galeria de arte, cinema, pérgula, além de dois ambientes que já caíram no gosto do high society: o requintado restaurante Blason, com decoração do século XIX e cozinha francesa e o J Club, recém-inaugurado piano-bar que se destaca como espaço de boa música.
Pois foi neste lugar tão especial que Ana Luisa e Carlos Eduardo se tornaram marido e mulher. Mesas finamente decoradas com arranjos florais foram espalhadas por todos os lugares. No piano-bar o DJ animava uma pista de dança enquanto garçons belíssimos serviam espumantes e destilados. Aliás, os rapazes do cerimonial da Casa Julieta de Serpa merecem destaque especial. Belos, elegantes e educados, são treinados para que a presença deles faça parte daquele ambiente com a mesma harmonia que os lustres de Baccarat e as cortinas de seda.
A colunista Hildegard Angel estava chiquérrima, ao lado do marido, o empresário Francis Bogosian. Da sua mesa ela comandava a festa com muito charme. Todas as personalidades do grand monde carioca iam até lá, como que para pedir a bênção a uma mãe de santo poderosa. Pude assistir de camarote ao beija-mão, já que fui um dos privilegiados que puderam sentar à sua mesa, ao lado do empresário Jair Coser, o maior exportador de café do Brasil, com a mulher Marisa, mais Celina de Farias, Gilson Martins, Mary Carvalho e Sebastião Marinho. Champanhe, champanhe, champanhe...
Circulando pelos salões Tânia Caldas, Vilma Guimarães Rosa com um exuberante colar de esmeraldas, Alice Tamborindeguy, Clara Vasconcelos, Moreira Franco, os muchachos André Ramos e Bruno Chateubriand, Mario Borrielo, Carlos Alberto e Beth Serpa, Leda Nagle e muitos outros. O arquiteto Éder Meneghine exibia o noivo da mesma forma como muitas das socialites exibiam suas jóias. Isso mesmo, leitores. O noivo. O narcisista Éder apresentava a todos um rapaz muito bem apessoado, elegantemente vestido, como seu noivo e avisava que o casamento será em janeiro, numa grande festa na sua mansão da Barra da Tijuca. Depois de muito champanhe, e do delicioso jantar foi o momento de curtir a pista de dança até o fim da noite.
Durante todo o mês de dezembro, até o dia 6 de janeiro, a Casa Julieta de Serpa estará sendo palco de um gigantesco presépio, com cenário e figuras em tamanho natural, além de iluminação e efeitos especiais. Quem viu a beleza que foi o presépio no ano passado vai ficar ainda mais encantado este ano. No primeiro andar foi montada uma casa de Papai Noel, com atores representando o bom velhinho e um grupo de duendes. Programa perfeito para a família, casais de namorados e crianças em geral. Feliz Natal!
A ERA DO JAZZ – Se alguém quiser dar como presente de natal algo realmente valioso, gostaria de sugerir o livro 24 Contos de F. Scott Fitzgerald, da Editora Companhia das Letras. Eu estou lendo esse livro e tendo verdadeiros orgasmos a cada página virada. É inestimável o valor literário dos textos constantes desse livro. Para valorizar ainda mais a sofisticada literatura do autor de O Grande Gatsby, a tradução foi feita pelo mestre Ruy Castro. Cada vez que eu pego o livro é como se ali estivesse contido o mistério mais sublime que rege a existência humana.
Vivendo na América nos anos 20 do século passado, seus personagens são puro fascínio. Personagens como John T. Unger, o rapaz de uma cidade do interior, que vai fazer faculdade na cidade grande e lá fica amigo de um jovem milionário excêntrico que o convida a passar férias na casa dos seus pais. Durante a viagem o amigo lhe revela que o pai é o homem mais rico do mundo e pede que ele não revele isso a ninguém. Como também pede segredo do lugar onde fica a residência da família. John T. Unger fica encantado com a família do amigo e com o lugar fascinante onde vive sua família. Um palácio cheio de objetos de ouro, localizado num vale verdejante, com lagos, animais selvagens, cachoeiras. Depois de um breve romance com a irmã do rapaz, o herói do conto descobre que as pessoas que são levadas a visitar a família nunca mais voltam para suas casas. O Pai as mata para que a pessoa não revele ao mundo a existência de tamanha fortuna.
As histórias sempre têm algo de trágico, mas Scott Fitzgerald se revela um romântico. Pois, quase sempre, suas tramas têm um final feliz.
7.12.04
COISAS DE MULHER - A jornalista ANA MARIA BAIANA publicou interessante artigo no site COMUNIQUE-SE, sobre o arrranca-rabo envolvendo Antonio Calmon e os jornalistas Daniel Castro e Ricardo Valladares. O que motivou o artigo de La Baiana foi o comentário do novelista, classificando o trabalho de seus desafetos como "coisas de mulher". Este blog reproduz aqui o texto da badalada jornalista.
Muito já foi dito sobre a legitimamente folhetinesca missiva de Antonio Calmon, provocada por e dirigida a jornalistas que acenderam seu pavio. De tudo na carta, uma coisa me chamou a atenção de um modo tal que não posso deixar de comentar, por mais que eu queira me manter fora do alcance deste arranca-toco.Foi este trecho aqui: “Por que vocês odeiam tanto as mulheres? Por que você faz um trabalho de mulher?” Eu até estava seguindo o fiapo de raciocínio da trama novelesca na primeira frase. Na segunda Calmon me perdeu. Podem me chamar de ingênua, mas eu achava, sinceramente, que este tipo de expressão e a mentalidade que ela revela estavam mortas e incineradas em sociedades civilizadas. A não ser que Calmon estivesse sendo irônico – uma possibilidade, decerto, mas uma possibilidade um pouco remota diante do tom apoplético do resto do texto.
O uso da expressão “trabalho de mulher” para definir tudo o que é trivial, insignificante e desprezível era muito usado quando comecei a trabalhar profissionalmente, três décadas atrás. Nesse tempo não tão remoto, jornalismo cultural era repleto de status, projeção e salários relativamente bons. Era, portanto, a província de homens. Durante um bom tempo, fui considerada um fantasma _-certamente o pseudônimo de algum jornalista do sexo masculino impedido de trabalhar pelos rigores da censura. Claramente aquilo que eu fazia, do modo como eu o fazia, era trabalho de homem, não de “de mulher”.
Na verdade, o primeiro endosso público do meu trabalho veio através de uma nota superbem intencionada de uma pessoa que, ao longo do tempo, aprendi a apreciar, respeitar e admirar, e por quem tenho grande carinho. Ele disse, sem meias palavras, que eu “escrevia igual um homem”. Conhecendo o contexto, tomei a frase como um elogio. Mas isso foi, como disse, algumas décadas atrás. Jamais imaginaria que, em pleno 2004, alguém fosse tentar ofender outra pessoa dizendo que ela faz “trabalho de mulher “ - teria sido esta a intenção da frase? Ou teria sido um pouco pior - que mulher é intrinsecamente fofoqueira, maledicente, mesquinha como Calmon desenha, na carta, seus algozes/oponentes?
Esta pequena reflexão paralela oferece um breve insight em um aspecto intrigante do atual estado de coisas em boa parte do jornalismo cultural – teria ele voltado aos meados do século 20, quando a cobertura da produção cultural não-erudita resumia-se, com raras exceções, a fofoca? Louella Parsons, Hedda Hopper, Candinha. Poderosas, sim. Populares, sim. Mas dificilmente no topo da pirâmide da consideração, do respeito, do status profissional. Trabalho de mulher, num tempo em que, em muitos países, mulheres não votavam e precisavam da permissão do marido para abrir crediário.
Temos hoje mulheres em todas as esferas da vida pública e profissional, e curiosamente nossa cultura da celebridade reinstaurou a fofoca no centro do que já foi um dos setores mais nobres do jornalismo. E então, num momento de fúria, um leitor ferido diz que seus possíveis detratores fazem “um trabalho de mulher”. É uma curiosa escolha de palavras para um estranho modo de fazer jornalismo. - Ana Maria Baiana
A mensagem de Antonio Calmon para Daniel Castro
Bom dia, Daniel Castro! Dormiu bem? Como se sente depois de ter provocado em mim uma crise de hipertensão? Feliz? Realizado? Parabéns!, a partir de hoje você será finalmente famoso, quer queira, quer não. A má notícia? Você se meteu com um sujeito que não tem medo de nada, que escreve mil vezes melhor e que fará tudo para devolver o café da manhã que você me serviu anteontem.Meu coração poderia ter explodido. Uma veia em meu cérebro poderia ter estourado. Mas, para desgraça sua, isso não aconteceu. Por que você faz esse tipo de coisa? Inveja? Para agradar seu editor? Acha que consegue um aumento? Espera tornar-se Um Deles? Péssimas notícias para você, Daniel. Você jamais será Um Deles. Quarenta anos, uma coluna de tv num jornal esnobe, os artigos realmente importantes sendo escritos pelas duas mulheres, a barriguinha crescendo, essa vidinha de merda... Não vejo muito futuro para você.
Você e o Ricardo Valladares trocam figurinhas quem nem duas colegiais maldosas no início da puberdade? Ele te contou como torceu minhas palavras e jogou-me contra a jovem atriz? Vocês deram risadinhas malvadas com a dor que ele inflingiu a ela, culpando a mim, e que você agora repicou? Vocês acham que podem manipular a verdade a esse ponto, impunemente? Eu vi esse outro cretino, pomposo e arrogante, com sua roupa cafona e barba pretensiosa, andando pela festa da novela como se fosse dono dela. Foram logo me avisando: esse cara é uma cobra, cuidado com ele! Ele me cumprimentou do alto da sua mediocridade. Patético e deslumbrado, um infeliz que nem você, visivelmente mal resolvido. Ao telefone, mal conseguia disfarçar o prazer que estava sentindo em me apunhalar. Eu só queria promover a Carolina Ferraz. Ele estava mais interessada em desmoralizar a Giselle Itiê. Por que vocês odeiam tanto as mulheres? Por que você faz um trabalho de mulher?
Um homem casado, com filhos, que inventa fofocas sobre a vida conjugal de um homem descasado, com filhas, não é um homem digno de respeito. O Marcos Paulo te perturba tanto assim, Daniel? Você acha que ele não é um galã, meu bem? Você não tem vergonha de fazer mexericos da Candinha? E seus ideais de juventude, onde foram parar? Temos muitos meses pela frente. Toda vez que mencionar meu nome ou meu trabalho, cada vez que agir tão baixo com outra pessoa como fez comigo anteontem, eu juro que descerei sobre você e te exporei nu, a todos. Você é transparente, Daniel Castro. Senti a depressão e a covardia na tua voz ao telefone. Por mais neutro e digno que tente ser seu estilo, você está lá inteiro, no esplendor da sua insignificância. Vai ser moleza.
Não importa que você não leia minha mensagens, a conselho de seu analista ou advogado. Os outros lerão. Não importa que você mude seu endereço de e-mail ou ponha um filtro em seu computador. Os outros saberão. Estarei sempre mandando mensagens como essa. Com a mesma frieza com que você e o Ricardo Valladares provocam sofrimento nas outras pessoas. Seja bem-vindo ao Outro Lado. Aprendi com um samurai cego: para poder bater nos outros, é preciso saber apanhar. Eu vou te ensinar a apanhar, Gafanhoto, lição por lição. As hemorrídas do fã purista do pop vão arder.
Antonio Calmon
1.12.04
"Desgraçados dos que medem mal e pesam mal! Desgraçados daqueles que, quando outros medem para ele, exigem medida cheia; mas, quando eles próprios medem para outros, diminuem as medidas e o peso." (O Alcorão)
BABADO FORTE - Dom Paulo Evaristo Arns voltou a criticar o governo. Segundo Ricardo Boechat, na sua coluna do JB, o sacerdote lamentou a demora na abertura dos arquivos da ditadura. Afinal, um governo que surgiu de um partido, teóricamente de esquerda, deveria ser o primeiro interessado em abrir os arquivos da ditadura. Porque então tanta relutância? Relutância? Não é essa a palavra. Porque tanto desinteresse do governo em revelar para a sociedade os segredos dos porões do governo militar? Aliás, a atitude do governo petista no que se refere aos bastidores da ditadura é mais uma constatação de que o Lula apenas faz tudo igual a Fernando Henrique. Não se pode esquecer que FHC assinou um decreto tornando invioláveis os ditos arquivos. O que será que Fernando Henrique teme? O que será que FHC tem a esconder?
O mistério sobre os arquivos da ditadura dá margens a todo tipo de especulação. Tanto nos meios jornalisticos como nos quartéis das três armas, as histórias sobre os arquivos são as mais sórdidas possíveis. Sobre Fernando Henrique Cardoso conta-se que ele teria dedurado integrantes da esquerda. Gente da imprensa paulista da época. Uma serpente venenosa, que se arrasta com muita volúpia pelos corredores do Estado Maior das Forças Armadas, contou em Brasilia que a revelação dos arquivos da ditadura pode provocar uma mancha gigantesca na biografia de FHC.
Mas não é só o ex-presidente que faria a linha "o passado condena". A cúpula do PT também ficaria na maior saia justa com a revelação dos tais documentos. Diz-se que o partido escalou Aloisio Mercadante para bloquear qualquer possibilidade de revelação da misteriosa papelada composta de relatórios, depoimentos, fotos e transcrições de interrogatórios. O que o PT teria a esconder sobre isso? O que o governo Lula gostaria de não ser revelado? Dom Paulo Evaristo Arns ficaria chocado...
Um militar reformado, que era assessor de importante general do regime militar, revelou em Brasilia que José Genoíno, o presidente do PT, teria entregue os guerrilheiros do Araguaia que morrerram fuzilados pelo exército. Segundo ele, é isso que o PT tanto teme. Que seja revelado à opinião pública que o poderoso presidente do PT na verdade foi um traidor dos seus companheiros. Como se sabe, José Genoíno foi guerrilheiro no Araguaia. Fazia parte do grupo que queria acabar com a ditadura através da guerrilha. Pois bem. Segundo esse militar, José Genoíno foi preso e negociou com os militares. Em troca de sua liberdade, ele entregaria os companheiros. Sendo assim, o hoje líder do PT teria conseguido escapar sem nehum arranhão. Mas seus companheiros foram todos fuzilados porque os militares souberam onde eles estavam e já chegaram atirando. E os arquivos da ditadura teria a transcrição do interrogatório feito a Genoíno. Whaal, diria o saudoso Paulo Francis!
Além de José Genoíno um outro importante "membro" do PT ficaria numa, digamos, saia justa. Nada mais, nada menos que o todo poderoso José Dirceu. De acordo com jornalistas que fazem a cobertura do Palácio do Planalto, os arquivos da ditadura teriam comprovantes de que Dirceu foi espião do serviço secreto cubano. Há quem garanta, inclusive, que ele é agente da polícia secreta cubana até hoje. Tem carteirinha e tudo. Não se pode definir o quanto existe de verdade e de especulação nessas informações. Mas tudo isso só vai poder ser esclarecido quando os arquivos da ditadura forem abertos ao público. Afinal, é a história do país que precisa ser contada com todos os pingos nos is. E se o PT, a exemplo de FHC, quer impedir que os arquivos sejam abertos é porque eles têm algo a esconder. O que será?
EU TE AMO, MEU BRASIL!
Letra e música: Don e Ravel
As praias do Brasil ensolaradas,
O chão onde o país se elevou,
A mão de Deus abençoou,
Mulher que nasce aqui tem muito mais amor.
O céu do meu Brasil tem mais estrelas.
O sol do meu país, mais esplendor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Ninguém segura a juventude do Brasil.
As tardes do Brasil são mais douradas.
Mulatas brotam cheias de calor.
A mão de Deus abençoou,
Eu vou ficar aqui, porque existe amor.
No carnaval, os gringos querem vê-las,
No colossal desfile multicor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.
Adoro meu Brasil de madrugada,
Nas horas que estou com meu amor.
A mão de Deus abençoou,
A minha amada vai comigo aonde eu for.
As noites do Brasil tem mais beleza.
A hora chora de tristeza e dor,
Porque a natureza sopra
E ela vai-se embora, enquanto eu planto amor.
BABADO FORTE - Dom Paulo Evaristo Arns voltou a criticar o governo. Segundo Ricardo Boechat, na sua coluna do JB, o sacerdote lamentou a demora na abertura dos arquivos da ditadura. Afinal, um governo que surgiu de um partido, teóricamente de esquerda, deveria ser o primeiro interessado em abrir os arquivos da ditadura. Porque então tanta relutância? Relutância? Não é essa a palavra. Porque tanto desinteresse do governo em revelar para a sociedade os segredos dos porões do governo militar? Aliás, a atitude do governo petista no que se refere aos bastidores da ditadura é mais uma constatação de que o Lula apenas faz tudo igual a Fernando Henrique. Não se pode esquecer que FHC assinou um decreto tornando invioláveis os ditos arquivos. O que será que Fernando Henrique teme? O que será que FHC tem a esconder?
O mistério sobre os arquivos da ditadura dá margens a todo tipo de especulação. Tanto nos meios jornalisticos como nos quartéis das três armas, as histórias sobre os arquivos são as mais sórdidas possíveis. Sobre Fernando Henrique Cardoso conta-se que ele teria dedurado integrantes da esquerda. Gente da imprensa paulista da época. Uma serpente venenosa, que se arrasta com muita volúpia pelos corredores do Estado Maior das Forças Armadas, contou em Brasilia que a revelação dos arquivos da ditadura pode provocar uma mancha gigantesca na biografia de FHC.
Mas não é só o ex-presidente que faria a linha "o passado condena". A cúpula do PT também ficaria na maior saia justa com a revelação dos tais documentos. Diz-se que o partido escalou Aloisio Mercadante para bloquear qualquer possibilidade de revelação da misteriosa papelada composta de relatórios, depoimentos, fotos e transcrições de interrogatórios. O que o PT teria a esconder sobre isso? O que o governo Lula gostaria de não ser revelado? Dom Paulo Evaristo Arns ficaria chocado...
Um militar reformado, que era assessor de importante general do regime militar, revelou em Brasilia que José Genoíno, o presidente do PT, teria entregue os guerrilheiros do Araguaia que morrerram fuzilados pelo exército. Segundo ele, é isso que o PT tanto teme. Que seja revelado à opinião pública que o poderoso presidente do PT na verdade foi um traidor dos seus companheiros. Como se sabe, José Genoíno foi guerrilheiro no Araguaia. Fazia parte do grupo que queria acabar com a ditadura através da guerrilha. Pois bem. Segundo esse militar, José Genoíno foi preso e negociou com os militares. Em troca de sua liberdade, ele entregaria os companheiros. Sendo assim, o hoje líder do PT teria conseguido escapar sem nehum arranhão. Mas seus companheiros foram todos fuzilados porque os militares souberam onde eles estavam e já chegaram atirando. E os arquivos da ditadura teria a transcrição do interrogatório feito a Genoíno. Whaal, diria o saudoso Paulo Francis!
Além de José Genoíno um outro importante "membro" do PT ficaria numa, digamos, saia justa. Nada mais, nada menos que o todo poderoso José Dirceu. De acordo com jornalistas que fazem a cobertura do Palácio do Planalto, os arquivos da ditadura teriam comprovantes de que Dirceu foi espião do serviço secreto cubano. Há quem garanta, inclusive, que ele é agente da polícia secreta cubana até hoje. Tem carteirinha e tudo. Não se pode definir o quanto existe de verdade e de especulação nessas informações. Mas tudo isso só vai poder ser esclarecido quando os arquivos da ditadura forem abertos ao público. Afinal, é a história do país que precisa ser contada com todos os pingos nos is. E se o PT, a exemplo de FHC, quer impedir que os arquivos sejam abertos é porque eles têm algo a esconder. O que será?
EU TE AMO, MEU BRASIL!
Letra e música: Don e Ravel
As praias do Brasil ensolaradas,
O chão onde o país se elevou,
A mão de Deus abençoou,
Mulher que nasce aqui tem muito mais amor.
O céu do meu Brasil tem mais estrelas.
O sol do meu país, mais esplendor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Ninguém segura a juventude do Brasil.
As tardes do Brasil são mais douradas.
Mulatas brotam cheias de calor.
A mão de Deus abençoou,
Eu vou ficar aqui, porque existe amor.
No carnaval, os gringos querem vê-las,
No colossal desfile multicor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.
Adoro meu Brasil de madrugada,
Nas horas que estou com meu amor.
A mão de Deus abençoou,
A minha amada vai comigo aonde eu for.
As noites do Brasil tem mais beleza.
A hora chora de tristeza e dor,
Porque a natureza sopra
E ela vai-se embora, enquanto eu planto amor.
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O VERÃO 2009 – Que calor! Na Praia de Ipanema os meninos dizem que 2009 terá o verão mais quente da história. Olhando aqueles corpos tinind...


