6.3.15





A fatalidade não é senão aquilo que nós queremos.



IMPEACHMENT NÃO É GOLPE - A Universidade Federal do Rio de Janeiro ameaça começar o ano letivo de 2015 com uma greve geral. Hoje, dia 6 de março, a UFRJ já fez uma paralisação. As aulas, que deviam ter começado dia 2 de março, já haviam sido adiadas para o dia 9, próxima segunda, por conta de falta de pagamento ao pessoal da limpeza, o que teria deixado algumas unidades sem condições de receber alunos e professores. O fato é que a situação é tensa. A Universidade alega que está em dificuldade para fechar contas, devido a uma redução nos repasses financeiros feitos pelo Ministério da Educação. A situação de caos não é recente e já vem se arrastando desde 2012.

Mas há algo intrigante nessa relação complicada entre a UFRJ e o Ministério da Educação, representante do governo, no que diz respeito à educação. Nos últimos anos a relação tem sido de insatisfação e conflitos entre a Universidade e o governo. Mas, ano passado, durante as eleições, a UFRJ apoiou de forma ostensiva e radical a candidata do PT, Dilma Rousseff. A grande maioria dos alunos e professores faziam campanha escancarada. Nas salas de aula e secretarias acadêmicas haviam cartazes com foto da Dilma e o número 13, o que é ilegal. Professores davam aula com camisetas vermelhas com foto da Dilma e o número da candidata. Alunos que não apoiavam a candidata do governo se sentiam visivelmente constrangidos no ambiente escolar. Durante a eleição a UFRJ fez uma verdadeira lavagem cerebral nos seus alunos a favor da candidata do PT.

Ora, bolas! Se deram tanto apoio, se foram tão radicais a favor da Dilma, por que agora estão puxando o tapete da própria candidata que apoiaram? Alguém pode me explicar essa contradição? Se era pra puxar o tapete de Dona Dilma, deviam ter feito isso durante a eleição. Se queriam criticar a forma com que o governo estava tratando a educação, tiveram uma excelente oportunidade durante a eleição e não o fizeram.  A campanha a favor da Dilma dentro da Universidade chegou a ser constrangedora de tão ostensiva e radical. Agora, Inês é morta, como diz o dito popular. Os eleitores xiitas da UFRJ deviam dar mais um prazo para a presidente, antes de partir para a greve geral. 

Agora durma-se com um barulho desses! 

Eu quero aula, não quero greve!

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