27.2.12

O homem se diferencia de todas as outras criaturas pela faculdade de rir.

22.2.12




















































SAUDADES DO CARNAVAL - Quarta-feira de cinzas e já estou morrendo de saudades do carnaval. Minha farra começou na semana pré-carnavalesca com aquele festival de blocos bacanas: Me esquece, Velosos e Furiosas e Spanta Nenem. E, claro, a feijoada da Escola Grande Rio que é um dos mais importantes eventos da semana que antecede o carnaval. Muita gente bacana, alegria, farra e pegação. Foi lá que eu encontrei o Vincent Cassel com a Monica Belucci. No carnaval do ano passado eu já havia estado com o ator no Baile do Copa, quando fiz uma linda foto dele com a Liége Monteiro. Ele é um folião bem animado, dança o tempo inteiro. Adora o carnaval. Mas parece que esse ano madame Belucci queria descansar, então eles foram passar o carnaval em Itacaré. O que é uma ótima pedida. Cassel adora capoeira e disse que queria praticar com os baianos. Mas o casal pretende comprar um apartamento no Rio. Eles adoram o Brasil e querem filmar com cineastas brasileiros.



O desfile do Me Esquece foi inesquecível. Encontrei muitos amigos, pessoas que gostam de mim. Ganhei muitos beijos. Foi o momento em que ganhei os melhores beijos do carnaval. Destaque para o beijão do meu querido amigo Sergio Major, folião de primeira grandeza, que tocou na bateria do bloco. Além disso, vale registrar: os blocos do Leblon são os que tem o povo mais bonito. Me esquece e Azeitona sem caroço foram demais nesse quesito.



Adoro o carnaval de rua. Tanto, que esse ano cometi uma heresia: recusei credenciais para os disputados camarotes da Brahma e da Devassa pra ficar atrás dos blocos. Quando contei isso para o Miguel Kelner ele ficou chocado. "Detesto carnaval de rua. Gosto de mordomia", me disse. Também gosto de mordomia, mas gosto do carnaval em que a gente pode participar. Ali no sambódromo é tudo certinho, arrumadinho. É um carnaval para o público assistir e não para participar. Tou fora! Além disso, para chegar ao carnaval de rua eu só precisava sair de casa. Quando atravessava o portão do meu prédio eu já estava num mundo de loucuras e fantasias.



A feijoada do Amaral também foi muito legal. Primeiro fui ao bloco Azeitona sem caroço. Dancei, cantei, pulei, bebi, fiz uma farra maravilhosa. De lá, fui direto para a feijoada. Cheguei morto de fome, mas comi pouquinho, para poder brincar o carnaval. A feijoada se transformou num grande baile de carnaval. Maior alto astral. O lugar onde rolou a feijoada, uma tenda montada no Jóckey Clube, é o lugar onde foram realizados todos os Bailes do Rio. A decoração ficou muito bacana, a banda tocando todas aquelas marchinhas de carnaval. Depois entrou em cena o DJ Zé Pedro tocando música brasileira mixada com som eletrônico. O som ficou muito legal. Além disso o Zé Pedro é hilário! Ele fica fazendo performances durante as músicas, dublando os cantores, eu rolava de rir...



No dia anterior eu já tinha ido no Baile da Devassa, no mesmo lugar. Foi muito legal todo o evento. Som da melhor qualidade. Grupo de pagode, banda de música cantando as marchinhas que fazem parte da festa e uma bateria tocando samba. Meu carnaval foi inesquecível.



























VEM NI MIM QUE EU SOU FACINHA - Ufa! Mega cansado do carnaval. Blocos, bailes, desfiles e feijoadas. Mas eu gostaria que não acabasse nunca. O mundo deveria ser assim. Como se a vida fosse um eterno beijo na boca. Pois foi dessa forma que eu vivi o carnaval de 2012. Como se eu fosse a própria encarnação da personagem que deu o titulo ao bloco "vem ni mim que eu sou facinha". Vive melhor quem é "facinha".

8.2.12





























UM OUTRO CARNAVAL - O bloco me esquece fez um desfile inesquecível. A multidão calculada pela prefeitura em 15 mil pessoas não se deixou intimidar pelo sol forte e seguiu o bloco pela Delfim Moreira, cantando e dançando sambas, marchinhas e funks. O samba oficial levantou o público com o refrão que dizia "Pode vir a pé, de buzão ou de chevette / vem suingando na batida do me esquece". Além da beleza dos foliões, a alegria de viver e o alto astral fizeram toda a diferença na apresentação do bloco. A bateria deu um show à parte tocando com muito suingue e fazendo coreografias com a madrinha Karen Mota. Foi bacana ver a felicidade dos garotos de Ipanema que fundaram o bloco.