27.5.03



NO DIVÃ COM MARTHA MEDEIROS - A escritora gaúcha Martha Medeiros promoveu noite de autógrafos do seu romance DIVÃ, na Livraria da Travessa, na ressaca da Bienal. O prestigiado evento cultural reuniu um interessante grupo do Rio Grande do Sul, que encheu de charme a noite de Ipanema com uma enorme provisão de sotaque gaúcho. Martha é simpática, bonita e atenciosa. No meu exemplar do romance ela escreveu: “Para Waldir, um beijo muito carinhoso da Martha Medeiros.”


Cris Aspesi, que é amiga da Martha, fotografava tudo com sua máquina digital. Ela fez fotos da escritora com Silvia Pfeiffer, cada vez mais linda. Também fotografou Martha autografando livros para o cantor Lobão, que estava de chapéu e trancinhas. Luigi Barricelli apareceu por lá, bonito e gostoso. Tonia Carrero fez a maior festa para o Lobão. A poetisa Elisa Lucinda leu um trecho do livro para o público. Foi muito legal. Geraldinho Carneiro chegou acompanhado da poderosa Isa Pessoa, da Editora Objetiva. Quem também prestigiou o lançamento do livro foi a trepidante Luciana Conde . Assim como Dudu Aspesi, claro. E também Vera Fajardo, a senhora José Mayer. Marcio Malta, do Banco do Nordeste também apareceu no lançamento, mas curiosamente, não comprou o livro nem pediu autografo. O que será que aconteceu com Marcio Malta?



BICHAS ATORMENTADAS Rodrigo Timbeba, de 23 anos; Rafael dos Santos, de 25; Alexandre de Freitas Machado, 24 e Tiago Mesquita Dias, 21. Os quatro foram presos no fim de semana depois de agredir um homossexual que saía da Dama de Ferro, boate GLS localizada em Ipanema. Sem ter algo mais interessante a fazer, os pitboys esperavam algum freguês sair da boate para agredi-los física e verbalmente. Os quatro pilantras foram presos em flagrante e levados para 14a. DP, no Leblon, onde foram indiciados por lesão corporal, desacato à autoridade, desobediência e resistência à prisão.


Militantes do Atobá estão indignados. Afinal, se eles foram presos em flagrante, deveriam ter ficado na cadeia e não liberados depois do pagamento de fiança. A constituição do estado do Rio de Janeiro determina como crime inafiançável a descriminação de qualquer cidadão por causa de sua orientação sexual. Mas as bichas prometem se reunir com advogados essa semana e vão acompanhar o desenvolvimento desse processo com muita atenção.


Rodrigo Timbeta, de 23 anos, foi retirado da delegacia pela avó, que repreendeu e bateu no neto na frente dos próprios policiais. Agora vejam só. Um marmanjo de 23 anos se prestar a um papel desses. Ser preso por agressão a homossexuais e ser retirado da delegacia pela própria avó. Aos 23 anos um homem já é muito mais que um adulto. Mas Rodrigo age como se ainda fosse um adolescente sem educação doméstica.


No fundo Rodrigo, Tiago, Rafael e Alexandre devem ser quatro bichinhas atormentadas. Quatro libélulas torturadas, aflitas e flageladas, escondidas sob a capa de um machão. Esse tipo de gente é muito mais comum do que se pensa. Eles deviam estar passeando por Ipanema e ao verem a boate Dama de Ferro despertaram o homossexual que dormia dentro deles. Sentiram uma incontrolável vontade de dar o cu. Mas os sujeitos foram condicionados a reprimir seus impulsos homossexuais. Por isso decidiram agredir o primeiro homossexual que saísse da boate. Agredindo o homossexual era como se eles dissessem: “eu não sou como vocês.” Mas, infelizmente, são. A diferença entre eles e o homossexual que foi agredido é que os pitboys lutam contra o seu destino. Eles não admitem o desejo que sentem por pessoas do mesmo sexo.


Quem mais inferniza a vida dos gays é exatamente esse tipo de sujeito. Homossexuais reprimidos. Homens que lidam mal com o seu próprio cu. Sujeitos que não aceitam o fato de sentirem desejo na região anal e buscam esconder esse segredo se comportando de forma hostil com os homossexuais que vivem sua sexualidade plenamente. Se fossem realmente heterossexuais eles estariam atrás de mulheres e não parados na porta de uma boate gay. No fundo o que eles queriam era fazer uma orgia com o cara que saiu da boate. Mas a cabecinha deles é por demais reprimida para realizar tão secreta fantasia sexual.


Semanas atrás, um grupo de homossexuais conversava na boate Dama de Ferro sobre as agressões sofridas por várias bichas na rua Farme de Amoedo, durante o carnaval. No grupo, todo mundo conhecia alguém que já tinha sido agredido pelos valentões da famosa rua de Ipanema. Um dos gays disse que estava pensando em fundar uma associação de vítimas da Farme, reunindo todos os homossexuais que haviam sofrido violência dos pitboys de Ipanema.

25.5.03






O MUNDO É DAS DROGAS – A revista Época que foi às bancas neste sábado publica na capa uma moça moderninha com a boca aberta, exibindo na língua um comprimido de Ecstase. A capa é ótima e muito bem sacada. A revista Veja também publica uma grande reportagem sobre o consumo de drogas. E a manchete principal da edição de domingo do jornal o Globo informa que o narcotráfico movimenta R$ 840 milhões, por ano, só no estado do Rio.


Ou seja, a droga, mais do que nunca, continua na ordem do dia. A manchete do jornal O Globo é um escândalo. Como pode uma mercadoria que movimenta milhões viver à margem da sociedade? Como é possível que algo que tem tal valor de mercado, esteja entregue na mão de bandidos e fora-da-lei? A ilegalidade das drogas vai de encontro aos princípios capitalistas que regem a sociedade em que vivemos. E essa é a razão de todo o stress que envolve o assunto drogas.


Para que as drogas mobilizem valores tão altos e números tão impressionantes como citados pelo jornal é preciso que haja uma grande quantidade de consumidores. E, se existe uma parcela tão grande de consumidores a ponto de mobilizar números tão respeitáveis, essa parcela da sociedade tem que ser levada em consideração. Não pode ser ignorada ou tratada como marginais. Como pessoas que não sabem o que fazem e precisam de tratamento.


As drogas são, antes de tudo, um produto de consumo extremamente popular. Desde sempre, os humanos adoram se drogar. Jovens, adultos, velhos. Qualquer idade é idade. Consumir drogas é uma coisa maravilhosa. Fumar maconha. Cheirar cocaína. Tomar uma bala. Cada droga tem o seu momento. A sua onda. A sua viagem. Consumir drogas é uma forma das pessoas suportarem a dureza da vida. "Todo mundo precisa de uma brecha", já dizia o escritor João do Rio. E não existe brecha melhor do que uma boa droga. Alguns mergulham nas religiões. Outros no trabalho. Muitos mergulham nas drogas. E ponto final.

22.5.03




PROFISSÃO: RECORTER Meu grande mito no jornalismo sempre foi Paulo Francis. Na época em que ele era vivo eu aguardava ansiosamente os dias em que o jornal publicava sua coluna, Diário da Corte. Lia com um fervor quase religioso suas observações sobre a vida, a política, a arte e a cultura. As coisas que ele escrevia, suas opiniões, suas citações, me marcaram muito. Francis foi um cara que me deu informações, que me transmitiu cultura, e me mostrou caminhos. Por isso eu sempre guardarei respeito e reverência ao seu nome como um exemplo de jornalista.


No seu Diário da Corte, vez por outra, o saudoso Francis reclamava de alguns colegas, profissionais de imprensa. De vez em quando ele dizia que as redações dos jornais viviam cheias de recórteres. Recórter é uma palavra que ele inventou para apelidar um certo tipo de repórter, que segundo ele, estava proliferando nas redações dos jornais. Recórter é aquele cara que fica sentado no ar refrigerado das redações e não vai atrás da noticia. É o sujeito que copia material de publicações estrangeiras e os utiliza como sendo seus. Recorter é o jornalista que só faz entrevistas por telefone e não checa, com segurança, a veracidade de suas informações.


Na época do Diário da Corte ainda não havia ocorrido o boom da Internet. Os blogs, então, ainda estavam para nascer. A recortagem era feita através de publicações impressas. Portanto, se Paulo Francis, na sua época, já detectava a existência dos recórteres, se ele fosse vivo hoje ficaria chocado ao constatar que esse tipo de jornalismo continua uma constante nas modernas redações, onde ser recorter é algo não só aceito como até estimulado pelo modus operandi da imprensa do novo século.


A internet foi uma bênção na vida de um recórter. Agora, mais do que nunca, o recórter tem o mundo dentro da refrigerada redação e ele não precisa, de forma alguma, suar a camisa pelo mundo afora em busca de noticias e idéias para o seu jornal. Se o recórter já não gostava de fazer isso nos velhos tempos, imagine agora com os modernos recursos da tecnologia de informática. A popularização e a modernidade da Internet, por si só, já foi uma bênção para os adeptos da recortagem. Mesmo assim, os chamados recórteres ainda iriam receber da maravilhosa rede um presente muito maior e muito mais útil à pratica da recortagem: OS BLOGS.


Para o moderno recorter, o verdadeiro profissional da recortagem do século 21, o blog é como algo que já fizesse parte do seu próprio cérebro. Se o recorter já não gostava de pensar, refletir, ter idéias, agora é que ele não precisa mesmo se preocupar com isso. Quando o jornal em que trabalha lhe requisitar que pense, reflita e tenha idéias, o recorter simplesmente senta na frente do computador e mergulha no mundo dos blogs. Lá ele vai encontrar tudo o que necessita para o seu trabalho. Um inesgotável mundo de idéias, conceitos, estilos, pensamentos e reflexões estão ali na rede, à sua disposição.



Quem tem o hábito de navegar na Internet e costuma frequentar os blogs disponíveis na rede consegue perceber, ao ler as principais publicações brasileiras, quais os blogs favoritos dos recórteres da mídia nacional.


Toda essa consideração à respeito da profissão recorter me veio à mente a partir das sucessivas matérias publicadas no Brasil à respeito do jornalista Jayson Blair, do New York Times, que foi afastado da redação do jornal depois que descobriram diversas falcatruas em reportagens assinadas por ele. O sujeito usava material de outros jornalistas, inventava fontes, forjava informações. Ou seja, Jayson Blair era um autêntico recorter. Paulo Francis não teria a menor dúvida em assim classificá-lo.


O que me diverte e me choca nesse caso é o cinismo da nossa imprensa, ao tratar do assunto. As publicações tupiniquins tratam o caso com uma certa indignação. Como se estivesse diante do maior dos absurdos quando, na verdade, boa parte da imprensa moderna é feita dessa forma. Basta um leitor mais atento observar com um pouco de atenção algumas das melhores publicações brasileiras e vai perceber que a profissão recorter é, praticamente, uma instituição nas nossas redações. E se Paulo Francis já registrava a onipresença desse tipo de profissional na sua época, imagina-se como deve ser hoje em dia. . Waaaal...

21.5.03




AVENIDA PAULISTA – Sempre achei São Paulo uma cidade muito especial. Um lugar cheio de encantos e magia. Existe uma poesia toda especial que parece emanar daquele amontoado de prédios. E um charmoso ar de superioridade que é ostentado pelo seu povo. Adoro São Paulo. Sempre que visito a cidade sinto uma vontade enorme de ficar morando lá e ter a avenida paulista só para meus delírios. Com seus edifícios uniformes. Suas amplas calçadas. E seu sotaque tão charmoso e original.


Estive em São Paulo para assistir ao ABU DHABI BRASIL e pude acompanhar de perto todas as facetas do evento. O campeonato em si, como também os bastidores. Um mundo de atletas do Brasil e de lugares como Finlândia, Alemanha, Rússia, Japão, Dinamarca, Argentina e Nova Zelândia. Todos concentrados no confortável hotel Pestana, localizado a duas quadras do estádio do Ibirapuera.


Na sexta feira, antes do café da manhã, foi feita a pesagem dos atletas. Numa enorme sala de convenções do hotel, uma equipe de juizes ficou checando o peso dos atletas envolvidos no evento. Agora imaginem a cena: todos aqueles caras incríveis, vestindo apenas sungas ou cuecas, conferindo o seu peso para uma bancada de juízes. O melhor de tudo: alguns faziam questão de ficar nus para deixar bem claro que estavam no peso certo. O curioso é que, na sala de convenções ao lado, havia uma reunião de executivos de uma multinacional. E aqueles senhores engravatados e mulheres de tailleur não entendiam nada quando se deparavam com aqueles homens musculosos circulando seminus pelos corredores do hotel. O café da manhã foi por demais divertido e inspirador.


No sábado, o show de lutas começou as nove da manhã e só parou as sete da noite. Foi um verdadeiro carrossel de emoções. Havia três tatames no centro do estádio. Em cada um acontecia uma luta. O tempo inteiro, o público tinha que se concentrar para poder acompanhar as três lutas que aconteciam ao mesmo tempo. Participando do evento ou prestigiando como platéia, estavam presentes todos os grandes nomes das artes marciais do Brasil. Um verdadeiro quem é quem dos tatames brasileiros. Zé Mario Sperry. Murilo Bustamente. Rodrigo Minotauro. Fernando Margarida. Ricardo Arona. Vitor Shaolin. Marcio Feitosa. Vitor Belfort. Amauri Biteti. Royler Gracie. Renzo Gracie. Ryan Gracie. Roger Gracie. Carlos Gracie Jr. Marcelo Yogui.


As lutas foram sensacionais. Técnica, estilo, força, vigor, coragem, raça. Cada luta, condensava todos esses elementos, transformando o embate num épico das artes marciais escrito num tatame. Um espetáculo com um roteiro próprio, com seu próprio ritmo e sua própria direção. Um show para toda a família, protagonizado pelos samurais do alvorecer do novo século. Cada luta narrando sua própria história de abnegações, anseios, sonhos, delírios e paixões.

14.5.03



ABU DHABI BRASIL - Pelos poderes de Alá!!! Nos tatames do país não se fala em outra coisa que não seja o Abu Dhabi Brasil. O clima é de muito nervosismo e excitação. Os organizadores estão histéricos com a chegada das equipes estrangeiras e com a montagem da estrutura do evento. Os lutadores que vão competir estão todos à beira de um ataque de nervos. Os praticantes de artes marciais não falam noutra coisa que não seja o torneio. Caravanas de lutadores de vários pontos do Brasil estão se dirigindo a São Paulo para assistir ao evento e torcer pelos ídolos e pelos colegas de equipe. Mais da metade dos ingressos já foram vendidos.


O conceito do torneio foi idealizado pelo Sheik Tahnoon Bin Zayed, um dos filhos do sultão que governa os Emirados Árabes Unidos. Quando estudava na Califórnia Tahnoon teve contato com o Jiu-Jitsu brasileiro por intermédio da Família Gracie. Depois de tornar-se fã incondicional do Brazilian Jiu-Jitsu, o Sheik idealizou um torneio em que todos os praticantes de lutas agarradas pudessem competir entre si, sem o uso de golpes traumáticos, onde chutes e socos são proibidos. Assim nasceu o torneio de Submission Wrestling, popularmente conhecido como torneio de Abu Dhabi, por causa do nome da cidade onde normalmente é realizado, capital dos Emirados Árabes. No torneio é proibido o uso do quimono. Os atletas lutam apenas de sungão. Essa e a essência do campeonato.


Três vezes campeão do torneio de Abu Dhabi, Royler Gracie aposta suas fichas na edição brasileira de Abu-Dhabi, em que estará lutando na categoria até 65kg. "Espero que seja um evento classe AA", enfatiza, confiando na organização da edição brazuca do maior evento de Submission. A preocupação de Royler está ligada à imagem do esporte no exterior. "Temos que provar para os gringos que além de bons lutadores, nós também sabemos organizar uma competição de alto nível".
Faltando menos de uma semana para o torneio, a preparação física de Royler está em fase de finalização. "Até quarta-feira fiz um treino leve, um "bate-bota", mas agora quero só descansar e me concentrar para o final de semana", comenta o faixa-preta, que terá entre os seus adversários o campeão mundial de Jiu-Jitsu Leo Vieira. Logo após o torneio Royler viaja para a Austrália. Vai passar quatro semanas treinando professores de academias de Sidney, agora que o jiu-jitsu é a última moda na terra dos cangurus.



O campeão da seletiva brasileira para o Abu Dhabi Brasil, Alexandre Cacareco é um dos favoritos ao título da categoria até 99kg. Sobre sua expectativa para a disputa da competição, ele diz: 'Vou lutar de acordo com o desenrolar dos combates e a característica dos adversários'. Cacareco, falou sobre a dificuldade de sua categoria. 'Para ser campeão, terei que enfrentar algumas das maiores feras dos tatames brasileiros. Feras como Zé Mário Sperry, Rodrigo Comprido e Saulo Ribeiro. Alexandre Cacareco também quer lutar no absoluto: 'A minha participação no absoluto vai depender da organização do evento'.


O famoso ilusionista americano Leonard Montano, mais conhecido como Mr. M, já está no Brasil para participar do Abu Dhabi Brasil. Mr. M vai fazer um show de mágicas no encerramento do torneio. O mágico, que se tornou popular no país depois de uma série de apresentações no programa Fantástico, prometeu fazer levitar os lutadores Ricardo Arona e Mark Kerr, que fazem uma luta como convidados dos organizadores.

13.5.03







THE BEACH A Tela Quente arrebentou esta segunda-feira exibindo A PRAIA, o clássico pop estrelado por Leonardo di Caprio. Poucas vezes, a tela da Globo esteve tão quente quanto durante a exibição deste filme. A PRAIA é uma verdadeira celebração à maconha, onde o belo di Caprio, mais irresistível do que nunca, fuma um baseado atrás do outro. Em algumas cenas, o filme parece um desses anúncios de cigarros da TV, ambientados num lugar paradisíaco. Só que em vez de Minister, Free ou Hollywood, o anúncio pretende vender apetitosos cigarros de maconha. Alem dos baseados, propriamente dito, algumas das melhores cenas do filme acontece numa enorme plantação de marijuana. Aliás, os cenários naturais do filme são magníficos. Uma ilha paradisíaca, onde uma comunidade de gente jovem, cultiva o espírito hedonista e vive numa saudável comunhão com a natureza.


Não é por acaso que a maconha está nesse filme. A Praia é um filme sobre a maconha. Sobre as sensações que ela provoca. O espírito hedonista. A sensualidade. A sensibilidade às manifestações da natureza. A predisposição ao prazer. Uma adoração ao sentimento de aventura. O culto a beleza. A história do filme é sobre todo o espírito que envolve o ato de fumar maconha. A praia busca traduzir em cinema a deliciosa sensação de delírio provocada pela maconha.


Foi muito curioso ver a família brasileira assistir a esse filme na tela da Globo, logo após a novela das oito. No começo do filme Di Caprio fuma um baseado com um vizinho de quarto de hotel. Em seguida ele aparece fumando um outro baseado em closes em que aparece numa beleza retumbante. Bonito como um galã da Hollywood de antigamente. Dava a impressão que ele, de repente, iria oferecer ao telespectador, com aquele sorriso cativante: "Quer dar um tapinha?"


Muito interessante que o filme tenha sido exibido nesse momento em que a questão das drogas domina o noticiário policial, político e econômico. Quando alguns setores da sociedade querem culpar os consumidores de drogas pelos crimes dos traficantes. Só no dia da exibição o noticiário registrava que três policiais haviam sido assassinados por traficantes. A delegada que investiga o caso da estudante baleada na Universidade afirmava que os usuários de drogas devem ser penalizados criminalmente. Enquanto isso, em São Paulo, duas irmãs gêmeas, de apenas 18 anos foram presas no aeroporto carregando setenta quilos de maconha.


Foi como se Mr. Di Caprio estivesse dizendo a família brasileira: “Acho que está na hora da sociedade rever seus conceitos.” A questão das drogas não pode ser resolvida escondendo as drogas embaixo do tapete. É muita quantidade e não dá para disfarçar. Mas a sociedade insiste em querer administrar a questão das drogas dessa forma. O governo, os conservadores, as famílias... Todos querem jogar as drogas para debaixo do tapete quando a solução mais eficiente seria exatamente jogar fora o tapete e deixa-las à descoberto para que todos vissem. E quem quiser experimentar, usar e consumir, que faça bom proveito.


E viva Leonardo di Caprio!!!

12.5.03







O grande amigo não é o que vem separar a briga, mas sim aquele que chega dando a voadora.


O bicampeão do torneio de Abu-Dhabi, Ricardo Arona, promete surpreender o atual campeão da super-luta do evento, o wrestler americano Mark Kerr. Com uma preparação intensiva, baseada em trocar força e em treinamentos de queda, a estratégia de Arona é cansar Kerr para depois pegá-lo.


"Ele descansado é muito forte, vou tentar derrubar e jogar por cima, mas antes disso terei que cansá-lo", revela o faixa-preta do Brazilian Top Team que, se ganhar de Kerr, estará mais uma vez vingando seu amigo Zé Mário Sperry, que perdeu a super-luta do último ADCC para o americano. "Vou vingar o Zé Mário. Já fiz uma vez quando venci o Ninja no Pride e agora espero que o mesmo aconteça no ADCC contra o Kerr".



Clinton será o último presidente dos Estados Unidos, porque a partir de agora as corporações já não necessitam de intermediários políticos. Frase do escritor Norman Mailer, prevendo os dias negros em que a América estaria sendo governada por testas-de-ferro de corporações perversas como a indústria bélica e o petróleo.

8.5.03



JACKIE MILLER CONTA – Um blog chamado Tarcisio & Glória




Ao aproximar-se do balcão da recepção de um hotel, um homem tem a
sua atenção atraída por um barulho e, ao virar-se, esbarra o cotovelo
no seio de uma linda mulher.

Meio sem graça, ele diz:

- Mil desculpas. Se o seu coração for macio como seu seio, tenho
certeza de que me perdoará.

A mulher responde:

- E se o seu pinto for duro como seu cotovelo, meu
apartamento é o 1221.

7.5.03



Não procures a verdade fora de ti, ela está em ti, em teu ser. Não procures o conhecimento fora de ti, ele te aguarda em tua fé interior. Não procures a paz fora de ti, ela está instalada em teu coração. Não procures a felicidade fora de ti, ela habita em ti desde a eternidade.







LEMBRANÇAS DE MAURO RASI - “Para o Valdir Leite, com um beijo carinhoso do Mauro.” Essa é a dedicatória que consta do meu exemplar do livro Trilogia Mauro Rasi, lançado pela editora Relume Dumará. O livro contém os textos das peças A Estrela do Lar, A Cerimônia do Adeus e Viagem a Forli. São as peças que formam a chamada trilogia autobiográfica, onde Mauro retrata de forma bem teatral episódios que marcaram sua vida pessoal e familiar. De certa forma, foi com esses espetáculos que Mauro rompeu definitivamente com o chamado “besteirol” e passou a fazer aquilo que chamamos de “grande teatro”. Apesar de que, o “besteirol” sempre foi “grande teatro”.


Para lançar a trilogia editada em livro Mauro fez uma grande festa no Copacabana Palace. Foi uma noite de glória para ele. Garçons elegantes serviam o melhor champanhe as maiores estrelas do teatro, da política e do soçaite carioca. A pérgula do Copacabana fervilhava com tanta gente conhecida. Uma fila enorme de celebridades aguardava ansiosa por um autógrafo do nosso maior dramaturgo. E o teatro brasileiro, naquela noite, foi unânime em reafirmar que Mauro Rasi era o nosso maior dramaturgo vivo.




Na época do lançamento do livro, a peça de Mauro que estava em cartaz era Pérola, cujo personagem principal era sua própria mãe. A família, como sabemos, sempre foi a maior das inspirações de Mauro Rasi, assim como foi com Nelson Rodrigues. Então, no meio da sua festa, as luzes se apagaram. Um grupo de bailarinas mergulhou na piscina do Copa e começou a fazer um balé aquático. Todo mundo parou para assistir, com taças de champanhe na mão, as moças evoluindo na piscina graciosamente iluminada, dançando em volta de um pequeno barco cheio de flores. Foi então que surgiu, gloriosa sob um facho de luz, a atriz Vera Holtz, caracterizada como Pérola, personagem que interpretava no teatro. O Copacabana Palace veio abaixo com aplausos e assobios. Ela então caminhou graciosamente até a piscina, entrou no barco e ficou navegando entre bailarinas que dançavam ao som de uma bela canção italiana. Os convidados ficaram embevecidos com a capacidade de Mr. Rasi de viver o teatro em toda a dimensão.




Uma das pessoas mais animadas da festa do Copacabana Palace era a crítica Bárbara Heliodora, que parecia muito feliz com toda aquela celebração ao teatro, que estava acontecendo no Copa. Sempre ao lado de sua grande amiga Jaqueline Lawrence, ela ria muito com os sinais de vida do teatro que pululavam por todos os cantos da festa. Como não podia deixar de ser, foi de Madame Bárbara a apresentação do livro do Mauro. Entre outras coisas ela escreveu: “Além de difícil empreitada, uma trilogia é também uma prova de fôlego e o que temos aqui é uma sinalização que Mauro Rasi nos manda, avisando que sua intenção é a de cumprir uma longa carreira de autor teatral, disposto a lutar para que não haja mais interrupções em nossa dramaturgia. Que assim seja.


As peças que compõem a trilogia são três clássicos do teatro brasileiro. Donas de uma teatralidade que permitirá a existência delas, ao longo do tempo, independentes da presença do seu autor. Conheci Mauro Rasi no Teatro Candido Mendes, quando estava em cartaz o espetáculo Pedra, a Tragédia, que assisti várias vezes. Lembro que, enquanto conversávamos, ele me contou que estava escrevendo um novo texto. Curioso, perguntei como se chamava ele disse que só queria revelar o título quando o espetáculo estivesse sendo ensaiado. “É que se eu falar o nome da peça as pessoas vão saber do que se trata. E eu quero que isso seja uma surpresa”. A peça era A Cerimônia do Adeus.




Para mim foi uma experiência mágica assistir A Cerimônia do Adeus. Um encontro visceral com a arte de fazer teatro. Foi como estar frente a frente com os deuses do teatro, tal o grau de perfeição e entrosamento havido entre texto, direção e atuação dos atores. A peça narra a adolescência de Juliano (Marcos Frota), o alter ego de Rasi, vivendo numa cidade do interior. Juliano é um jovem moderno, culto, se acha um grande artista e tem certeza que Bauru é uma cidade pequena demais para seus sonhos. Obcecado pela leitura, ele vive agarrado aos livros de Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre. E nesse momento entra a grande sacada teatral do Mauro. Ele deu vida aos livros, que na peça eram interpretados por Sergio Britto (Sartre) e Nathalia Timberg (Simone). Então Sartre e Simone, como personagens, participavam da vida daquela família do interior, dando conselhos, fazendo as refeições, se envolvendo nas discussões. Era muito engraçado. E brilhante!




A Estrela do Lar mostra Juliano escrevendo uma peça. É um texto sobre uma espiã nazista e sua paixão por um oficial do III Reich. Mas, para escrever os diálogos ele grava as conversas de seus pais e os utiliza na peça que escreve. Além disso, a espiã é um personagem inspirado em sua própria mãe. A Estrela do Lar começa mostrando o cotidiano familiar do Juliano e depois, como num delírio, esse cotidiano vai se transformando na peça que ele escreve, uma história policial no glamour da segunda guerra. Parece uma obra de Woody Allen de tão inteligente e bem sucedida.


Viagem a Forli é o momento em que Juliano sai da casa dos pais e ganha o mundo. Forli é uma cidadezinha da Itália, que representa o sonho de realização do jovem Juliano. Nessa peça, além da dramaturgia bem engendrada do texto, havia uma bem sucedida utilização de recursos visuais que fazia o espectador viajar com o personagem por uma paisagem italiana, com a neve caindo durante o inverno. Era um espetáculo comovente e melancólico. E inesquecível.

5.5.03





Algum dia, quando tivermos dominado os ventos, as ondas, as marés e a gravidade, utilizaremos as energias do amor. Então, pela segunda vez na história do mundo, o homem descobrirá o fogo.



ABU DHABI BRASIL É o assunto do momento entre os praticantes de artes marciais. A realização, nos dias 17 e 18 de Maio, no estádio do Ibirapuera, em São Paulo, do maior torneio de luta agarrada do mundo. O ABU DHABI BRASIL é o famoso campeonato promovido pelo Sheik dos Emirados Árabes. É a quinta edição do evento. Durante quatro anos ele foi realizado na cidade de ABU DHABI, a capital dos Emirados Árabes. Pela primeira vez o torneio será realizado em outro país. O Brasil foi escolhido por causa do prestigio internacional dos seus lutadores.


Não é um torneio de Vale Tudo, apesar dos lutadores competirem de sungão. (Oba!) As regras permitem que os lutadores utilizem técnicas do jiu-jitsu, do judô e do kung-fu. Com a ausência do quimono, existe apenas o corpo do adversário para se agarrar. Por isso muitos se referem ao Abu Dhabi como um torneio de luta agarrada.


Com a realização do ABU DHABI os lutadores profissionais brasileiros têm esperança de mudar a imagem que a mídia faz do esporte que praticam. Agora, muitos lutadores já se referem a si mesmo como artistas do tatame. A exemplo do Japão, eles querem vender os torneios de luta como um espetáculo. Um show de luzes e cores para toda a família. Enquanto países como Estados Unidos e Japão possuem circuitos profissionais milionários, onde muitos lutadores brasileiros são ídolos, aqui no Brasil os atletas ainda são tratados pela mídia com cautela e descaso.


O ABU DHABI BRASIL começa dia 17 com o desfile das delegações, por países. Ao final haverá a apresentação de uma escola de samba. Os ingressos custam de R$ 15 a R$ 60. No primeiro dia haverá um Super Fight, uma luta-espetáculo, como uma atração a mais do evento. Essa luta será entre dois dos maiores nomes do circuito internacional de lutas. O brasileiro Ricardo Arona e o americano Mark Kerr. Ou seja. O bicho vai pegar!!!






ROYLER GRACIE - Um Lutador das Arábias - Pelos poderes de Alá! Ele é tri campeão em Abu Dhabi. O mitológico Royler Gracie não se deixou intimidar pelo calor do deserto. Nem pelos poços de petróleo que jorravam a cada esquina. Durante três campeonatos seguidos ele foi um rei nos Emirados Árabes, conquistando o respeito e a reverência do Sheik. Por essa e por outras é que a participação de Royler Gracie no ABU Dhabi Brasil é mais do que aguardada. Os amantes das artes marciais não vêem a hora de assistirem ao vivo uma exibição de gala deste que é um dos mais conceituados samurais brasileiros.






Espere o melhor, prepare-se para o pior e receba o que vier.



Os lutadores profissionais brasileiros se queixam do desinteresse e do boicote da mídia, nos eventos realizados no Brasil. Alegam que, no exterior, eles são muito mais respeitados e recebem tratamento de estrelas. Aqui, mesmo que o lutador seja um sucesso nos eventos esportivos do Japão e dos Estados Unidos, eles são tratados com desdém e pouco caso. Os realizadores do Abu Dhabi Brasil dizem que, apesar de distribuir prêmios milionários, e de ser patrocinado pelo Sheik dos Emirados Árabes, a mídia tem mostrado total desinteresse pelo evento. Só para se ter uma idéia, o caderno de esportes do jornal O Globo se recusou a fazer uma matéria sobre o torneio alegando que campeonato de lutas não é esporte, e que esse tipo de evento incita a violência. Waaaal, diria Paulo Francis.


A relação entre a mídia e as artes marciais no Brasil foi alvo do editorial de apresentação da última edição da revista TATAME , a bíblia dos praticantes de lutas no país. Assinado pelo jornalista José Mauricio Costa, o texto fala sobre diferentes visões do que é violência e lamenta a derrota de Rodrigo Monotauro no Pride 25. A seguir, o texto:


A TATAME deste mês chega às bancas de luto. Não bastasse a derrota de Rodrigo Minotauro no Pride, assistimos estarrecidos à explosão de mais uma guerra, a primeira deste novo milênio. Lamentavelmente temos que aceitar o fato de que não será a última. Ao contrário do bom lutador, que procura aprender com os seus erros, os líderes políticos não costumam olhar para trás. Traçam metas, analisam números e executam estratégias que lhes permitam, a qualquer custo, conquistar seus objetivos.


O que muito nos surpreende é o fascínio demostrado pela mídia, sempre pronta a condenar a violência do Vale-Tudo, em relação ao aparato bélico utilizado no confronto. Relatórios diários analisam a extensão dos ataques, simulações reconstituem as trajetórias dos mísseis e especialistas explicam, em detalhes, o funcionamento das armas e equipamentos de última geração. Um verdadeiro espetáculo. Quando sobra espaço, fala-se de gente. Homens, mulheres e crianças que pagam com suas vidas o preço da intolerância do único animal neste planeta que não age por instinto.


Apesar do luto, a mensagem que queremos deixar é de esperança. Que Deus ilumine a cabeça daqueles que agem como tal e permita que o confronto no Oriente Médio não se arraste por muito tempo. Quanto ao Minotauro, a solução é bem mais simples. Conhecendo o potencial do nosso campeão baiano e sabendo que ele não se furtará a olhar para trás para corrigir eventuais falhas, reconquistar o cinturão do Pride será uma questão de tempo.


Fica ainda o registro das centenas de mensagens que recebemos incentivando o baiano que começou a virar ídolo nas páginas da TATAME. Fato que serviu para provar que o público também soube acompanhar o profissionalismo do Vale-Tudo. Minotauro, como qualquer grande esportista, não está imune à derrota e os brasileiros entenderam isso.

2.5.03




Um dia a maconha será inevitavelmente legalizada. Todos os estudantes de Direito a fumam.




TIAGO SANTIAGO comemorou 40 anos e fez festa de arromba em sua mansão na Barra da Tijuca. Sempre alto astral, Tiago é o tipo de sujeito que sabe fazer e cultivar amizades. Atencioso, gentil, educado... Ele é muito querido pelos colegas de trabalho, pelos alunos, pelos amigos... A festa foi tudo de bom. No térreo havia a pista de dança e o buffet, além de mesas espalhadas pelo jardim. Do terraço, no primeiro andar, podia se ver uma bela vista da pedra da gávea, iluminada pela lua que emanava de um céu cheio de estrelas.


A festa estava cheia de gente jovem que estuda teatro. Candidatos a “estrela”! Uns rapazes bem interessantes. E uma meninas bem bonitas. Além disso tinha Domingos de Oliveira e Priscila. Luiz Carlos Maciel, sempre gentil e agradável. Fabio Barreto. Graça Motta chegou acompanhada do seu velho amigo Alexandre Agra. Graça está linda e charmosa. Ela me disse que tem conhecido uma pessoas bem interessantes pela Internet. Silvio Tendler está angustiado com o governo de Fidel Castro. “Está muito difícil defender Cuba”, ele me disse, antes de atacar uma bandeja carregada de deliciosos canapés de salmão. Carla Daniel estava uma gracinha!


Milton Nascimento ficou a noite inteira conversando com Cláudio Heinrich. Adriana Garambone estava deslumbrante. Adoro Adriana. Ela é uma atriz com muito estilo. “Eu te procurei tanto na estréia da peça do Falabella. Quero muito que você vá me ver fazendo Cole Porter – Ele nunca disse que me amava.” Marcelo Serrado parece que me persegue. Eu encontro com ele em todos os lugares em que vou. Será que ele está de olho em mim? Depois chegou Eri Jonhson, com uns atores que eu conheço de vista, mas que não sei o nome. Na festa também estava o Beto Brandt e Rui, um cara super legal, que eu não via há pelo menos uns quinze anos. Ele demonstrou muita alegria em me ver. Perguntou o que eu estava fazendo da vida. E me contou que estava morando em São Francisco com um cara mas o romance acabou então ele resolveu voltar para o Rio.


Passei a maior parte da festa conversando com o Leonardo Vieira. Leo está mais lindo do que nunca. De cabelo grande e barba. Se a beleza e o charme não forem suficientes, ele ainda tem o astral, o bom humor e a inteligência. Eu perguntei se ele tem visto a Duse Nacarati então ele fez uma verdadeira declaração de amor a ela. Disse que adora a Duse e que ela é uma das melhores pessoas que conhece. Disse também que não passa um dia sem vê-la. “Às vezes eu saio da minha casa na Barra e vou até o Leblon só para tomar um café com ela. A Duse é uma grande amiga. As pessoas, hoje em dia, perderam um pouco a noção do que é ser amigo”.


Leonardo Vieira e Duse Nacarati se conheceram quando foram convidados a atuarem juntos na peça Dona Rosita, a solteira, de Garcia Lorca. Isso foi há sete anos. Desde então não se separaram nunca mais. Aliás, no dia 22 de junho Duse Nacarati estará completando 70 anos e a comemoração vai ser em grande estilo. Miguel Falabella vai oferecer uma festa à atriz, em sua cinematográfica mansão no Itanhangá. Eu estarei lá...

BABY BEBEL – Encontrei Bebel Gilberto dando um mergulho na praia do Arpoador. Ela está em Londres, gravando um disco novo e veio ao Brasil para fazer um show em São Paulo, junto com Caetano Veloso e aproveitou para visitar a família no Rio. Bebel estava muito satisfeita com o resultado do show em São Paulo. Ela me disse que cantou Baby, com Caetano e que o resultado ficou lindo. “Você precisa saber da piscina / da margarina / da gasolina...”.

COLE PORTER – ELE NUNCA DISSE QUE ME AMAVA – Assisti embevecido ao espetáculo de Cláudio Botelho e Charles Moeller, que está sendo apresentado no Teatro Ipanema. Adriana Garambone está fantástica. Ela interpreta a morte. Não é um papel fantástico para ser interpretado por uma atriz? Ela faz a morte, no momento em que esta vem buscar o compositor Cole Porter. Adriana está muito bem em cena. Ela tem classe, personalidade e uma coisa que o Daniel Filho chama de “star quality”.


Enquanto cantam o repertório de Cole Porter, cinco mulheres contam a vida dele. São elas: a mãe, a esposa, a empresária, a cantora que lançou seus sucessos e a morte. As atrizes são ótimas. Cantam divinamente. Afinadas. Com a voz colocada. Adorei rever Regina Restelli no palco. Sou seu fã desde que a vi no espetáculo Perfume de Madonna.



Robbie Williams é um cantor e tanto. Tem voz, estilo e repertório. Sua música "Feel" está dividindo com "American Life", da Madonna, o primeiro lugar no meu hit parade particular. A seguir, a entrevista que Robbie Williams deu a revista The Advocate.

THE SECOND COMING OF ROBBIE WILLIAMS

At a time when the public wants—in fact, demands—its pop stars in tidy, clearly defined boxes, Robbie Williams is a wild card who aggressively rejects categorization. Rather, he revels in confounding his audience and the media, cultivating a persona rife with contradictions. In his music he frequently darts between playing an embittered, chronically depressed young man and a cocksure celebrity who bluntly admits in songs like the new “Monsoon” that he makes music simply “to make money and get laid.”


It is when the England-bred Williams, 29, steps out from behind his songs that he becomes particularly fascinating—and, as his queer fans know, perfectly happy to play the gay card. Rising from the ranks of the 1990s boy-band army as a member of Take That (long considered the prototype for Backstreet Boys), Williams has built a solo career that has rendered him one of the biggest stars in the world—the United States excluded, with the exception of some video play and the minor hit “Millennium” from his aptly titled U.S. solo debut album, The Ego Has Landed, in 1999. In Europe, meanwhile, Williams has rarely left the pages of the tabloids, which glory in casting him as an alcoholic, womanizing party boy whose alleged amours include former Spice Girl Geri Halliwell and supermodel Pamela Hanson.


But that’s not where the dirt-slinging stops. Reports of trysts with women often give way to rumors of closeted gay affairs with men such as his childhood friend Jonathan Wilkes. Instead of squashing such gossip, Williams has delighted in watching reporters race to report stories of his queer canoodling, often baiting them with comments that intentionally provoke the question “Is he really gay?”


On the eve of the U.S. debut of his new album, Escapology, the rapid-tongued Williams spoke to The Advocate in his spacious new Los Angeles home.


How do you feel about the fact that your following in the States so far is primarily gay?
Is it? Well, cool. That’s fine with me.

Why do you think gay men are so attracted to you?
I hadn’t really thought about it, quite honestly. I suppose I’ll choose to think that it’s more than me bum that they’re after. I’d like to believe that they’re connecting to whatever emotions or ideas come across in my songs. But then again, it’s probably me bum.

You’ve been occasionally painted by the media as a womanizer. There have been some who have speculated that it’s a smoke screen for being gay.
[Laughs] I think that’s funny. I mean, really, who cares? I know what’s going on in my life. That’s what matters. [The speculation] is absurd, actually. If I shagged as many women, men, and farm animals as people claim in the media, I’d be in the hospital. But it’s fine—speculate as much as you want, I say.

Do you think you’d be as compelling to people without the speculation?
Everyone has the things that they find interesting about someone else. The subject of sexuality doesn’t scare me. I find it funny. I find it entertaining. I think every straight man has the capability to have sex with another man. Don’t you agree?

I think every gay man views straight men as “get-able.”
It’s true. It happens a lot, doesn’t it?

1.5.03




O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos.

Cerimônia do Adeus - No feriado de primeiro de maio, a Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, realizou missa em memória ao escritor Mauro Rasi. Fãs, amigos e admiradores do artista se reuniram para rezar e fazer uma corrente de luz e fé. No sermão o Padre falou sobre a breve passagem do homem pela terra e disse que o maior legado do ser humano, para com a vida, é o amor que ele dedica ao próximo.

Estavam na igreja, rezando pelo saudoso Mauro Rasi amigos do teatro e da vida. Ronaldo Bastos. Carmen Mayrink Veiga. Arlete Sales. Roger Levy. Leopoldo Serran. Berta Loran. Guilherme Araújo. Leda levy. Ivone Kassu. Drica Moraes. Bia Nunes. Otavio Augusto. Denise Frossard. Emilio de Mello. Aderbal Freire-Filho...