26.2.09




Um amigo é um presente que você dá a você mesmo.

25.2.09

YESJá está disponível na internet a primeira das onze faixas de “Yes”, novo disco do duo Pet Shop Boys. A canção chama-se Love etc e já tem até videoclipe disponível no You Tube. Os fãs da dupla não podem perder. Uma das canções, All over the world, é uma parceria de Neil Tennant e Chris Lowe com Tchaikovski.

Clique aqui e veja o clipe de Love etc


1. "Love etc." (Pet Shop Boys, Xenomania) 3:34
2. "All over the world" (Pet Shop Boys, Tchaikovsky) 4:12
3. "Beautiful people" 4:09
4. "Did you see me coming?" 4:40
5. "Vulnerable" 3:32
6. "More than a dream" (Pet Shop Boys, Xenomania) 2:59
7. "Building a wall" 6:13
8. "King of Rome" 6:01
9. "Pandemonium" 3:56
10. "The way it used to be" (Pet Shop Boys, Xenomania) 3:59
11. "Legacy" 4:29



Love etc

Boy it's tough getting on in the world
When the sun doesn't shine and a boy needs a girl
It's about getting out of a rut, you need luck
But you're stuck and you don't know how, oh

(Don't have to be) A big bucks Hollywood star
(Don't have to drive) A super car to get far
(Don't have to live) A life of power and wealth
(Don't have to be) Beautiful but it helps
(Don't have to buy) A house in Beverly Hills
(Don't have to have) Your daddy paying the bills
(Don't have to live) A life of power and wealth
(Don't have to be) Beautiful but it helps

You need more
Than a big blank check to be a lover, or
A Gulfstream jet to fly you door to door
Somewhere chic on another shore

You need more You need more You need more
You need more You need more You need more
You need love
You need love
You need love

Too much of anything
Is never enough
Too much of everything
Is never enough

Boy it's tough getting on in the world
When the sun doesn't shine and a boy needs a girl
It's about getting out of a rut, you need luck
But you're stuck and you don't know how, oh

(Don't have to be) A big bucks Hollywood star
(Don't have to drive) A super car to get far
(Don't have to wear) A smile much colder than ice
(Don't have to be) Beautiful but it's nice

You need more
Than the Gerhard Richter hangin' on your wall
A chauffeur-driven limousine on call
To drive your wife and lover to a white tie ball

You need more You need more You need more
You need more You need more You need more
You need love

I believe that we can achieve
The love that we need
I believe, call me naïve
Love is for free

(Don't have to be) A big bucks Hollywood star
(Don't have to drive) A super car to get far
(Don't have to live) A life of power and wealth
(Don't have to be) Beautiful but it helps
Beautiful but it helps
Beautiful but it helps




Primeiro apure os fatos. Depois, pode distorcê-los à vontade.

A MÍDIA TAMBÉM EXISTE PARA SER MANIPULADA - Paula Oliveira, a suposta vítima brasileira de neonzistas na Suíça, foi destaque no carnaval. Além de assunto sempre presente nas rodas de conversa, a moça também inspirou algumas foliãs sem noção que desfilaram nos blocos da cidade fantasiadas com o corpo com marcas de cortes superficiais, feitos de batom, como os cortes vistos nas fotos da moça.

A edição de carnaval da revista Época também publicou a tal Paula Oliveira na capa, com a seguinte chamada: Por que as pessoas mentem? Eu acho que a manchete da capa deveria ser: Por que jornalistas publicam matérias sem apurar? Muito mais do que a questão da mentira, o que chama atenção nesse caso é como uma notícia grave como essa foi publicada pelo jornal O Globo sem que tenha havido a necessária apuração.

A culpa foi do jornalista Ricardo Noblat. Foi ele quem primeiro publicou a noticia no seu blog. Em seguida o jornal O Globo deu a notícia como fato, certamente confiando no prestígio jornalístico do Noblat. Depois, o que se viu foi um show de amadorismo jornalístico, que quase provoca um crise política entre o Brasil e a Suíça.

Eu sempre achei exagerado o prestígio do Ricardo Noblat, que até já publicou um livro com o presunçoso título O que é o jornalismo?. Depois do caso da Paula Oliveira eu fico imaginando quantas e quantas matérias do Noblat foram publicadas de forma leviana, sem a devida apuração. Talvez na próxima edição do seu livro, Noblat possa acrescentar um capítulo especial sobre o caso Paulo Oliveira.

Nesse episódio da notícia publicada de forma leviana, eu sinto falta da imprensa estar fazendo o devido mea culpa. Afinal, o caso merece ser estudado pelas escolas de jornalismo, como exemplo de como não se deve exercer a profissão de jornalista. Tudo bem. Não quero ficar atirando a primeira pedra. Todos nós estamos sujeitos a esse tipo de erro. A obsessão pelo furo é uma neurose que persegue jornalistas de todos os matizes. E é a razão de muitos equívocos da profissão.

Na última edição do Manhattan Connection o Diogo Mainardi criticou o Presidente Lula por ele ter se pronunciado sobre o caso de forma muito incisiva contra a Suíça. O Diogo é o melhor crítico do Lula, mas nesse caso acho que o Presidente foi induzido ao erro pela imprensa. Não só o Presidente, como também os leitores, a opinião pública. Agora essa mesma imprensa crítica Lula, sem antes fazer uma necessária autocrítica. Penso que a imprensa se considera acima do bem e do mal.

O Manhattan Connection deveria ter discutido o caso da Paula Oliveira com mais profundidade. Afinal, o programa tem entre seus apresentadores o célebre Pedro Andrade, que já fez a mesma coisa que a Paula Oliveira. Foi algo quase do mesmo nível. Manipulou a mídia com informações falsas a seu respeito. O caso Pedro Andrade deveria ser discutido pelos rapazes do Manhatan Connection, dada sua semelhança com o caso da jovem pernambucana radicada na Suiça.

A história foi assim. Disposto a se tornar famoso quando foi morar em Nova York em 2002, Pedro Andrade espalhou pela cidade que havia feito um teste para atuar num filme do cineasta David Lynch. O boato foi tão forte que Sonia Bridi a então correspondente da Rede Globo em Nova York entrevistou o rapaz no Central Park. Na reportagem exibida no Jornal da Globo, a chamada afirmava que “modelo brasileiro vai fazer filme com David Lynch”. Na ocasião Pedro contou como ia ser o personagem, como havia sido o teste. Tudo mentira do cínico e ambicioso Pedro, um arrivista disposto a se dar bem de qualquer maneira. Curiosamente, a jornalista esqueceu de apurar se era verdade o que o modelo estava dizendo. Sonia Bridi esqueceu de checar com o diretor, ou ao agente dele, as afirmações do esperto Pedro.

Depois que a notícia foi destaque no Jornal da Globo o jovem modelo se tornou uma celebridade instantânea aqui no Brasil. Até que o jornal Folha de São Paulo se deu ao trabalho de ligar para David Lynch para saber o porquê de um brasileiro no elenco de seu filme. O diretor disse que nunca havia feito teste com nenhum brasileiro, que era tudo mentira.
Leia aqui a matéria da Folha

A mídia também existe para se manipulada.

Outro caso famoso de gente que conseguiu manipular a mídia foi o da “atriz” Ísis de Oliveira, irmã da Luma. Essa daí espalhou através de várias colunas de jornais que estava namorando o ator George Clooney. Lembram disso? A notícia (?) saiu em tudo quanto é coluna de celebridades publicada no Brasil. O noticiário acabou chegando aos ouvidos do agente do ator, que mandou dizer aos jornalistas brasileiros que Clooney não conhecia nenhuma Ísis de Oliveira. Tem gente que faz qualquer coisa para se promover. São aquilo que a colunista Hildegard Angel chama de LPM, Loucos Pela Mída.

9.2.09






A vida por fora de nós é um reflexo daquilo que somos por dentro.
UMA LÁGRIMA PARA HELIO GRACIE - Minha maior emoção neste verão 2009 foi quando soube a notícia da morte do Senhor Hélio Gracie. Não consegui evitar as lágrimas ao lembrar a última vez que estive com ele, no seu aniversário de 95 anos, em outubro passado. Fique tocado com sua vivacidade, energia e serenidade. Cercado pelos filhos e discípulos ele fez um discurso onde disse: “Espero que vocês cheguem a minha idade com mais facilidade do que eu. E aconselho a terem cuidado com o que comem. Pois os males entram pela boca”.

Veja na
TATAME TV o discurso de aniversário do Senhor Hélio Gracie.

Um dia antes do aniversário eu estava em casa quando o telefone tocou. Era Royler, um dos filhos do Hélio. “Waldir, amanhã é o aniversário do meu pai, a gente vai cantar um parabéns pra ele na Academia. Não é festa, não. É só um bolinho e um guaraná. Passa lá pra comemorar com a gente”. Eu me senti muito honrado com o convite e fiz questão de festejar junto com eles.

Durante a comemoração a Academia Gracie do Humaitá ficou lotada. Todos os lutadores vestidos de quimono e, puxa vida, se existe uma roupa que deixa o homem elegante, essa roupa é o quimono. Lutadores de todas as faixas e gerações lotavam a Academia. Desde os bem jovens, até os maduros, todos estavam ali, empenhados em festejar o aniversário do homem que era um símbolo da arte marcial que praticavam. Havia um clima muito respeitoso no ambiente. Sabe aquele respeito que as pessoas adotam quando estão dentro de um templo religioso? Era algo assim. Um comportamento quase formal, cerimonioso. Os atletas fizeram uma fila para tirar fotos ao lado do Mestre que, paciente e sereno, atendia a todos e os tratava com carinho paternal.

Havia um clima jovial na comemoração. Parecia uma festa de criança. Na hora de cantar o Parabéns pra você um harmonioso coro de vozes masculinas entoou a tradicional canção de aniversário com muita energia e vigor. Depois o aniversariante partiu o bolo que trazia um triângulo com o símbolo da Academia Gracie e, nas laterais, a palavra Jiu-jitsu. Com a gula singela de crianças numa festa de aniversário, cada lutador fez questão de comer um pedaço daquele bolo, acompanhado de copos de guaraná.

Apenas três dos filhos do Senhor Hélio estavam na comemoração, já que os demais moram no exterior. Royler e Rolker, que dirigem a Academia Gracie do Humaitá, e o lendário Rickson Gracie, o grande campeão. Durante a comemoração Rickson fez um discurso em homenagem ao pai e ressaltou o Jiu-jitsu como um elemento para a formação moral e espiritual do cidadão, seja homem, mulher ou criança. Depois o Senhor Helio impressionou a todos com a firmeza e segurança do seu discurso.

Conheci o Senhor Hélio Gracie quando ele fez 90 anos. Na ocasião fiz uma reportagem para o Caderno H, do Jornal do Brasil, sobre a data. A entrevista foi feita na mesma Academia do Humaitá, onde foi comemorado seu último aniversário. Só que, naquela vez, estávamos apenas eu, ele, seu filho Royler e Jonas Cunha, o fotógrafo do JB. O Senhor Hélio foi muito gentil e conversamos bastante. Fiquei impressionado que ele tivesse vindo de Teresópolis sozinho, dirigindo seu próprio carro. Durante a entrevista ele fingiu que ia me dar um golpe, e eu me assustei, então ele riu e disse que queria testar meu reflexo. No nosso bate-papo ele contou sobre seu cotidiano no sitio. Disse que no sossego do seu lar passava o tempo refletindo sobre a vida e que depois gostava de escrever suas reflexões.

Enquanto a gente conversava, Royler foi ao vestiário trocar de roupa, vestir o quimono, já que ia posar para fotos ao lado do pai. Royler ficou um tempo se trocando e quando saiu do vestiário ele estava lindo. Todo elegante, com um quimono impecável, o cabelo arrumado. O Senhor Hélio olhou para o filho e falou num tom brincalhão: “Nossa! Você se arrumou todo. Quer sair bonito no jornal, não é?”. Royler é casado e pai de quatro filhas adolescentes. E no meio da entrevista, por causa de alguma coisa que estávamos conversando, o Senhor Hélio lembrou de dar um aviso para o filho. Ele disse: “Quero que você leve suas filhas lá no sítio. Preciso ter uma conversa com elas. Uma conversa de avô para netas”.

Depois o pai e o filho improvisaram golpes de Jiu-jitsu enquanto Jonas Cunha fazia as fotos, que ficaram lindas. Foi uma tarde inesquecível. Foi um privilégio ouvir as histórias daquele homem sábio e vitorioso e observar de perto sua serenidade e juventude espiritual.

Descanse em paz, Hélio Gracie. Descanse em paz...
SAMBA E SUINGUE NO LEBLONUma tarde de muita diversão e alto astral. Assim foi o desfile do bloco ME ESQUECE, que animou o domingo, desfilando na Rua Delfim Moreira. Esse bloco foi fundado por um grupo de rapazes de Ipanema e Leblon que são apaixonados por samba e carnaval. No início o bloco se chamava “Me esquece que é sexta-feira”, um recado machista dos meninos para suas namoradas. Isso foi há cinco anos. Nesse tempo o bloco teve reduzido seu nome apenas para ME ESQUECE enquanto via aumentar seu poder de fogo na folia carioca. Os ensaios do bloco na boate Melt, fizeram sensação no verão 2009. Os belos e belas do Posto Nove saem da praia e vão direto para o ensaio, todos os domingos a partir das 17 horas.

Desfilando nas ruas do Leblon o bloco mostrou que tem poder de fogo para ser um dos grandes do carnaval da Zona Sul. Uma bateria eficiente, uma charanga que tocava marchinhas no descanso dos ritmistas e muita organização e profissionalismo. Foi uma surpresa agradável ver como os meninos foram organizados e cuidadosos na produção do seu desfile. Havia uma pureza genuína na paixão devotada por eles ao carnaval. Um dos organizadores, o jovem dentista Fernando Lourenço Sérgio, figura muito querida na Praia de Ipanema, não conseguia esconder sua felicidade diante da realização do sonho de botar seu bloco na rua.

Seguindo o bloco uma multidão de rapazes e moças que pareciam ter saído de um anúncio do Calvin Klein. Garotas belíssimas e meninos sarados. Um verdadeiro colírio para os olhos. E um autêntico convite ao prazer. Todo mundo entregue ao delírio hedonista do ziriguidum e ao skindô skindô do samba.