25.12.14








FELIZ NATAL  +  FELIZ 2015

2.12.14





CORAÇÃO REBELDE - Vem aí o novo disco de Madonna, Rebel Heart. Versões pirateadas da música que dá nome ao disco foram disponibilizadas no youtube, mas já devidamente retiradas pela cantora. "Tenham paciência e esperem a versão oficial", pediu a diva a seus fãs, sempre ansiosos por novidades da cantora. Por enquanto ela vai agitando sua presença na mídia. Está na capa da edição de dezembro da revista Interview, de onde foram reproduzidas as fotos acima...

23.11.14






Clarice Lispector e as paixões da filosofia


Por que não podemos chamar Clarice Lispector de filósofa? Nos relatos biográficos a ela dedicados Clarice é sempre chamada de escritora, romancista e jornalista, atividades que ela realmente exerceu. Ela, realmente, sempre se colocou dentro desse universo profissional, onde é chamada de escritora. Mas, quem lê seus escritos, não pode deixar de reconhecer que ela foi, com muita verdade, uma pensadora. Como escritora ela nunca se contentou em apenas contar uma história, como faz a maioria dos romancistas. A reflexão, o pensamento, são partes integrantes das tramas, das situações e do caráter dos personagens de suas obras. “Cada coisa tem um instante em que ela é”, diz a misteriosa personagem do livro Água Viva.  Essa reflexão sobre o tempo, o instante, o passado, o futuro tem um consistente conteúdo filosófico. É uma divagação sobre a existência, sobre a vida do homem no planeta. E esse tipo de divagação está presente em toda a literatura de Clarice Lispector. Não seria ela uma autêntica filósofa, que se desviou do seu verdadeiro caminho e acabou se tornando romancista?

A proposta de realizar um curso de Filosofia que tem como base um texto de Clarice Lispector (em vez de um texto de Derrida, por exemplo) é algo que quebra um paradigma e promove algo de revolucionário no ensino acadêmico. Por que não estudar a filosofia contida na obra de Clarice? Aliás, isso poderia ser o início de uma revolução cultural. O IFCS poderia propor cursos de filosofia tendo como base textos de Guimarães Rosa, Nelson Rodrigues, Machado de Assis, ou mesmo de Gabriel Garcia Márquez. Por que não?
O texto filosófico é considerado – pelo menos nos círculos acadêmicos – como sendo superior, intelectualmente, ao texto puramente literário. O texto filosófico tem mais status intelectual. O texto literário é considerado algo menor, quando comparado a um texto filosófico. Mas, será justa essa discriminação?

Podemos tomar como exemplo o Gabriel Garcia Márquez, um escritor que merece ser estudado num curso de Filosofia. Em seu último livro, “Memória de minhas putas tristes”, ele conta a história de um homem velho que, sentindo a aproximação da morte, resolve se presentear com uma noite de amor com uma jovem prostituta. O ponto de partida literário do livro é esse. Mas, ao contar sua história, Garcia Márquez, faz uma  série de reflexões sobre a velhice, sobre a existência, sobre o tempo e sua relação com o homem. Ao leitor, impressiona não só o enredo do romance, mas, principalmente, as reflexões contidas no texto. Não poderíamos considerar esse, um texto filosófico? Em outro romance do autor, “O amor nos tempos do cólera”, a trama do livro serve de base para uma série de reflexões sobre o amor, a paixão e a existência humana. Não poderia esse livro ser adotado por um curso de Filosofia?

Jean Paul Sartre foi bem sucedido nos dois universos. Conseguiu se destacar não só com seus textos filosóficos, mas também com seus textos literários. Escreveu romances (A idade da Razão), peças de teatro (Entre quatro paredes) e textos filosóficos (Crítica da razão dialética).  Sartre foi essencialmente um filósofo e seus textos literários parecem ter sido construídos com o objetivo de fazer reflexões sobre a existência, não fosse ele um representante da corrente filosófica conhecida como existencialismo.  Pois bem. O próprio filósofo, em entrevista que faz parte do documentário “Sartre por ele mesmo”, distingue, de forma discriminatória, o texto literário do texto filosófico.  “A filosofia não pode ser exercida através da literatura, já que o texto filosófico precisa de uma linguagem própria, precisa usar termos técnicos para ser reconhecido como tal”, disse Sartre.

Será que devemos concordar com Jean-Paul Sartre? Com seu raciocínio o companheiro de Simone de Beauvoir busca ratificar a convenção intelectual de que a Filosofia é coisa restrita a poucos, é algo para iniciados. Não é qualquer um que pode filosofar. Não basta ser escritor para filosofar. Tem que ser filósofo. Talvez não adiantasse argumentar para ele que o texto literário de Clarice Lispector é absolutamente existencialista. Em Água Viva Clarice não busca contar uma história, uma trama engendrada, um conflito amoroso, ou uma tragédia passional. O livro fala apenas de alguém, um ser humano qualquer e suas reflexões acerca de fatos da vida. O narrador se mostra ser alguém perplexo diante dos dilemas da existência. E ficar perplexo diante de algo ou de um fato é um comportamento típico de um filósofo. O que seria da filosofia se não fosse a perplexidade? Pois ninguém estaria exagerando se dissesse que Água Viva é um texto sobre a perplexidade. Mas o conservadorismo que cerca a Filosofia impediria um filósofo acadêmico de reconhecer Água Viva como um texto filosófico. “Falta os necessários termos técnicos”, diria o saudoso Sartre. E, de certa forma, usar os “termos técnicos”, significa elitizar a Filosofia, fazer com que ela seja algo para iniciados, seja algo relativo aos círculos acadêmicos. Uma vontade clara de que a condição de filósofo seja restrita a poucos, ou apenas àqueles que possuem uma formação acadêmica específica. 

Ter a capacidade de usar os “termos técnicos” significa possuir um status dentro da hierarquia filosófica. Quanto maior a capacidade de usar os “termos técnicos”, maior o seu reconhecimento como filósofo. É o saber sendo usado como balizador de status intelectual. É o conhecimento sendo utilizado como um instrumento da vaidade. Muitos filósofos sem profundidade gostam de exibir conhecimento como forma de definir um status dentro de um grupo. Não é um comportamento muito diferente do de uma madame que usa uma roupa de grife para definir seu status perante as amigas que freqüentam o mesmo salão de cabeleireiro. Muitas vezes, na empolgação de exibir o status intelectual de grande conhecedor dos “termos técnicos” do pensamento filosófico, o pensador se esquece da máxima de Sócrates quando disse “só sei que nada sei”. Será que a humildade intelectual de Sócrates encontra eco entre os filósofos do nosso tempo?

É injusto definir um texto puramente literário como sendo “inferior” intelectualmente ao texto filosófico. É injusto que Clarice Lispector não tenha o tratamento de filósofa, coisa que, sem sombra de dúvidas, ela sempre foi. Seu trabalho nos mostra o retrato de uma pensadora perplexa diante da existência. Pode haver texto mais existencialista do que “A paixão segundo G H”? A literatura de Clarice se enquadra perfeitamente na premissa sartriana de que o ser humano primeiro existe e só depois ele é.
Eleger Clarice Lispector como tema de um curso de Filosofia quebrou um paradigma do ranço intelectual que permeia o estudo acadêmico. A presença da literatura como elemento de estímulo ao pensamento, à reflexão, é algo que só enriquece a Filosofia.
O ensaio “Paixões da literatura: ética e alteridade em Derrida”, da professora Carla Rodrigues, nos mostra o quanto Derrida se valeu da literatura como referencia para turbinar sua filosofia.

 
“Uma das paixões de Derrida pela literatura foi a possibilidade de embaralhar as supostas distinções entre ficção e não-ficção... Neste embaralhamento, a literatura ganhará ao mesmo tempo uma função e um lugar. Embora não sejam termos intercambiáveis, função e lugar vão aparecer como estratégia de questionamento da tradição ético-política, sobretudo como consequência da discussão que Derrida estabelecerá com Kant. A literatura será então o lugar privilegiado de “tudo dizer, tudo aceitar, tudo receber, tudo sofrer e tudo simular”.

Impressionante como o conteúdo do trecho acima nos remete a Clarice Lispector. De qualquer modo, Derrida nos parece fazer, como argumenta o texto, um apaixonado relato sobre o significado da literatura dentro de sua bagagem intelectual. Mas, de qualquer modo, ele coloca a literatura como algo à parte no que diz respeito ao universo filosófico.  O texto literário é uma coisa, já o texto filosófico é outra. Talvez seja o caso de unir esse dois universos. Um texto literário pode sim, servir de pretexto para elucubrações filosóficas. Afinal, não é raro o leitor encontrar reflexões contundentes em peças literárias de Garcia Márquez, Clarice, Guimarães Rosa, Dostoievski, Steinbeck, ou mesmo Nelson Rodrigues.  Trazer a literatura para o universo acadêmico pode injetar sangue novo ao estudo e a compreensão do que seja a Filosofia no século 21.


19.11.14



ENCONTRO DE ESTRELAS - Quando esteve em Los Angeles o Presidente Juscelino Kubitschek visitou os estúdios de cinema em Hollywood. Ali encontrou com Marlon Bando, que estava filmando cenas do filme "O grande motim". Marlon Brando foi muito simpático e gentil com o presidente brasileiro e, ao posar para fotos, segurou no braço de JK, puxando-o para ficar mais perto de si. A foto é de 1961 e, na ocasião, JK já não era mais presidente, pois já tinha passado o cargo para seu sucessor, Janio Quadros. O filme "O grande motim" foi dirigido por Lewis Milestone etinha no elenco Richard Harris e Trevor Howard.


13.11.14



UMA LÁGRIMA PARA DOM PEPE - Já dancei muito ao som desse cara. Desde a época em que os DJ´s eram chamados de discotecários. O querido Dom Pepe morreu essa semana. E essa notícia, além de tristeza, me encheu de nostalgia. Eu era um garoto quando ia ao Morro da Urca vê-lo tocar no Dancing Days. Naquele tempo eu adora boate, discoteca ou qualquer coisa que tivesse uma pista de dança. Mas lá no "Dancing" era diferente. (Era assim que os íntimos se referiam a casa noturna: "o Dancing"). Só lá tocava "Hurricane", com Bob Dylan, que na época eu achava a melhor música ara dançar que poderia existir. Quando Dom Pepe tocava "Hurricane" eu corria para a pista de dança. Isso se eu já não estivesse por lá, me esbaldando a noite inteira. Foram noites incríveis. A Scarlet Moon estava sempre por lá, linda, com aquele sorriso largo que era a cara do Rio. E tinha toda uma fauna de cariocas descolados que ficavam a noite inteira bebendo, fumando e curtindo. E quando a gente ia embora o dia estava amanhecendo. Tantas vezes eu desci do Pão de Açúcar com o sol nascendo no horizonte, e o bondinho lotado com um monte de gente doida e bacana. E Dom Pepe lá, entre eles. Mas isso foi nos primórdios de todo um movimento dançante da vida do Rio. Alguns verões depois o Dancing Days se transformou no Noites Cariocas, tocando essencialmente música brasileira. Depois teve a época do "African Bar", no Leblon. Esse lugar era uma loucura! E Dom Pepe estava no comando do som, arrasando nas carrapetas. E também teve os bons tempos do "Mamma África", que os bofes de Ipanema logo apelidaram de "Mamma Rôla". Era hilário. Em vez de falar que iam ao "Mamma África", os debochados falavam que iam ao "Mamma Rôla"...   Mas Don Pepe não era apenas vida noturna. Sua praia era o Arpoador, onde gostava de ficar até o pôr do sol, batendo papo com os surfistas veteranos do lugar.

Descanse em paz, meu querido...



5.11.14









Marilena Ansaldi: 80 anos em cena 


O público que lotou o Teatro Municipal na noite desta terça ficou boquiaberto com o espetáculo "Paixão e Fúria - Callas o Mito", criação do "Studio 3 Cia de Dança". A união perfeita entre uma coreografia original e uma sucessão de efeitos visuais bacanas mexeu com os sentidos de todos. No centro de tudo a lendária bailarina Marilena Ansaldi que, naquela noite, completava 80 anos. Festejou o aniversário como gosta: dançando. Com a leveza de uma adolescente, dominou a cena numa coreografia inspirada no mito de Maria Callas. Grata por estar participando de um momento tão especial da grande artista, a plateia encerrou a noite cantando parabéns, enquanto a diva rodopiava em cena. Foi comovente!

29.10.14



Ser pai é padecer no paraíso?









EASY MONEY - O bom e velho rock and roll faz a diferença quando a guitarra é do Johnny Marr...

Um escritor sempre está trabalhando num livro, mesmo quando não está escrevendo. (Antonio Callado)


SALVE 29 DE OUTUBRO: DIA NACIONAL DO LIVRO - Em Ipanema, quase na esquina da rua Barão da Torre com Farme de Amoedo, tem um senhor que vende livros usados. Ele espalha seus livros pela calçada e tenta arrumar uns trocados com essa função. Faz muitos anos que usa aquele trecho da rua como seu ponto de negócio. Sempre que passo ali, olho rapidamente, apenas por uma curiosidade natural de quem ama os livros.

Semana passada, ao passar por ali, vi que ele estava vendendo dois exemplares do meu livro "A última canção de Bernardo Blues". Eram exemplares da primeira edição, do ano de 1997, publicado pela Francisco Alves Editora. (O livro foi relançado ano passado pela Editora Faces). Ao ver os exemplares do meu livro eu parei e, com certo orgulho, vi que ele estava em ótima companhia. Junto com ele, exemplares de "A moreninha", de Joaquim Manoel de Macedo; "Se houver amanhã", de Sidney Sheldon; "Agosto", de Rubem Fonseca; e "A paixão segundo G H", de Clarice Lispector, entre outros. Peguei um dos exemplares de "Bernardo Blues" e fiquei folheando. Então o vendedor se aproximou e foi logo dizendo: "vendo por três reais". Olhei para ele e sorri, pois estava surpreso com tudo aquilo. Foi então que ele disse: "esse livro é bom pra caramba, você vai gostar". Eu me dirigi a ele. "O senhor já leu?" O homem não titubeou, "Já li duas vezes. A história tem o maior suspense." Daí ele começou a contar a história e eu não tive dúvida alguma que ele já tinha mesmo lido o meu livro. "A história se passa aqui em Ipanema, por essa rua, por aquele bar...", me disse ele, apontando o Carolice, o botequim na esquina da Farme com Barão da Torre, onde acontece uma das cenas mais importantes da história. Peguei os dois exemplares, paguei ao vendedor e saí o mais rápido possível. É que se continuasse ali, diante dele, eu ia começar a chorar...

17.10.14



QUEM TEM MEDO DE GERALD THOMAS? - Ney Matogrosso fez um show na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, com produção de André Midani. Foi um show especial, com canções latinoamericanas. E para acompanhá-lo Ney montou uma banda formada por Dado Villa-Lobos, Charles Gavin. Dé Palmeira e pelo cantor Toni Platão, que abre o show com seu vozeirão cheio de estilo. Por conta do sucesso do show, a jornalista Lu Lacerda deu uma nota em sua coluna, e reproduziu a nota em seu Facebook. Pois bem. Gerald Thomas, que estava na plateia do show, publicou o seguinte texto, na área de comentários do post da Lu



Só tem que tirar o NÃO talento do cantor que entra antes do Ney - um HORROR sem talento - uma besta egoísta que quer ser exibir. Feio, sem talento e sem carisma. Alguma coisa casado com a D Colker, me disseram. Ney Matogrosso é DIVINO e não precisa dividir o palco com MEDÍOCRES aspirantes de NADA !!!



Toni Platão é um dos maiores cantores da história da MPB. Um interprete magnífico. Um artista sensacional. É um cantor do mesmo nível de Tim Maia, João Gilberto, Ney Matogrosso, Francisco Alves, Cauby Peixoto e tantos outros. Se o Brasil ainda não descobriu isso, pior para o Brasil. O país devia estar ajoelhado aos pés do Toni Platão. 

Como pode o Gerald Thomas se referir a um dos nosso grandes cantores nesses termos? Quem estava certo era o Antonio Calmon que só se referia ao Gerald Thomas como "Gerald Lamas"...


15.10.14



UMA LINDA MULHER - Gisele Bundchen está incrível no anúncio do perfume Chanel n.5. Dizer que ela está linda é chover no molhado. Ela sempre está linda. Mas nesse filme, dirigido pelo craque australiano Baz Luhrmann, ela consegue se superar. Não apenas como modelo, mas como atriz. Ela está incrível como uma modelo-surfista-mãe, vivendo uma crise no casamento. Na sua concepção visual, a propaganda tem ecos dos filmes do diretor, como O grande Gatsby e Moulin Rouge. E Gisele está totalmente à vontade num papel de tensão dramática. Depois desse anúncio, Baz Luhrmann tem a obrigação de escalar a modelo para seu próximo filme. Outra coisa bacana no anúncio é a trilha sonora. A música "The one that I want", que John Travolta e Olivia Newton John cantavam no filme "Grease", está irreconhecível na interpretação do cantor Lo-Fang, desde já alçado a condição de novo astro da música pop. Veja o anúncio? 
























A PREMIAÇÃO - O cinema brasileiro é que foi o grande vencedor do Festival do Rio, já que se fez presente com filmes de excelente nível técnico e artístico. Filmes como "Sangue Azul", "Obra", "Casa Grande", "O último cine drive-in", "O outro lado do paraíso", "Trinta", "Ausência" e "O fim e os meios", mostram que o cinema brasileiros está vivendo um momento de muita criatividade. "Obra", do paulistano Gregorio Graziosi, é um suspense, com uma linda fotografia em preto e branco, que encantou o público com sua linguagem sofisticada e sua estética que lembra os filmes de Antonioni. "Casa Grande", de Fellipe Barbosa, tem aquele humor corrosivo e inteligente dos melhores filmes de Woody Allen. Roteiro e direção numa afinação perfeita. Um filme que provoca gargalhadas da plateia, mas que ao mesmo tempo comove ao retratar o espírito solidário do povo brasileiro. "O último cine drive-in" é uma história sobre o amor ao cinema. Othon Bastos emociona como o dono de um "cine drive-in", que ama tanto o cinema, que batizou seu filho de "Marlombrando". Escrito assim mesmo, tudo junto. "O outro lado do paraíso" é sobre a construção de Brasília e o golpe de 64, vistos aos olhos de uma criança. É triste e belo ao narrar a força de vontade de um trabalhador brasileiro honesto e voluntarioso. "Trinta" conta a história do carnavalesco Joãosinho Trinta, interpretado nas telas por Matheus Nachtergaele. Com clima de super produção, conta a história de um homem que se dedicou com afinco a arte e a cultura. "Ausência" tem um clima do neo-realismo italiano e conta a história de um menino pobre, que foi abandonado pelo pai. A ausência paterna acaba fazendo com que ele supere essa falta na amizade que sente pelo professor gay. "O fim e os meios", de Murilo Salles, foi todo filmado em Brasilia e aborda a relação delicada entre uma jornalista que cobre política e um senador sem escrúpulos. Filmes com ótimos roteiros, boa direção e bem produzidos só fizeram ressaltar aquela velha máxima de Luiz Severiano Ribeiro que diz que "cinema é a melhor diversão".

8.10.14










O ASTRO DO MOMENTO

IRANDHIR SANTOS atuou em quatro filmes exibidos no Festival do Rio 2014. Sendo que três deles foram na mostra competitiva: "Obra", "Ausência" e "Permanência". Além disso, ele é um dos protagonistas do filme "A luneta do tempo", de Alceu Valença, onde faz o papel de "Lampião". Em todos as produções sua presença no elenco fez diferença graças a um dedicado trabalho de ator. 




O BEIJOQUEIRO


Matheus Nachtergaele ganhou o apelido de "o beijoqueiro" do Festival do Rio 2014. O ator, que interpreta Joãosinho Trinta no filme "Trinta", que conta a vida do carnavalesco carioca, deu muito beijo na boca durante o festival. Beijou Michel Melamed, na estreia de "Trinta", no Teatro Municipal. Beijou Irandhir Santos no lançamento de "Permanência, de Leonardo Lacca. E beijou o diretor pernambucano Lírio Ferreira na sessão de gala de "Sangue Azul", grande vencedor do festival.











 A JURADA 

A presença constante de Malu Mader deu um charme todo especial ao Festival do Rio 2014. Como jurada da comissão que escolheu os melhores filmes da mostra competitiva, ela estava diariamente no Cinépolis Lagoon, conferindo as películas que disputavam o Troféu Redentor. Sempre discreta, elegante e simpática. Também estava sempre presente na sede do festival, no Armazém da Utopia, no armazém 6 do Cais do Porto, no centro do Rio. Se recusava a fazer qualquer comentário sobres os filmes que assistia, até o momento da premiação. Mas ela chegou a comentar com amigos que tinha ficado muito impressionada com as cenas de sexo do filme "Sangue Azul", que ganhou o prêmio de Melhor Filme. Malu também marcou presença nas telas. Ela é a narradora do filme "Cássia", que conta a a vida da cantora Cássia Eller.