29.8.12








SAMBA NA GAMBOA - Muito bacana o DVD que Diogo Nogueira gravou em Cuba. A viagem a Cuba fez muito bem ao cantor. Sua música, o samba brasileiro, ficou mais “saleroso” com a influência dos ritmos caribenhos. O show de lançamento, no Vivo Rio, deixou isso bem claro. O país de Fidel está presente no cenário, um lindo painel que retrata uma rua de Havana, no visual latino adotado pelo cantor e, obviamente, nos arranjos do repertório do show. E tem também um grupo de bailarinos que cria um clima de cabaré que diverte. Um show magnífico.

Diogo Nogueira é, sem dúvida, um dos grandes astros da moderna MPB. É dele o melhor programa de música brasileira exibido na TV, o “Samba na Gamboa”. A televisão brasileira sempre teve uma tradição de bons programas de música. Mas, nos últimos anos, deslumbrados com a programação das emissoras por assinatura, as grandes redes deixaram de lado os musicais com astros da nossa música. Preferem exibir teledramaturgia barata. E o Canal Brasil é quem salva os fãs desse tipo de atração com o “Samba da Gamboa”, apresentado com muito talento pelo filho de João Nogueira. Ele faz entrevistas com sambistas tradicionais e modernos e canta junto com eles. Também costuma levar medalhões da MPB com quem faz incríveis dobradinhas musicais.


Umas das atrações do show de lançamento do DVD gravado em Cuba, foi a cantora Annie Garcés, uma moça de dezesseis anos que o sambista conheceu num conservatório de Havana. Os alunos fizeram uma apresentação especial para ele, recebido em Havana como um dos maiores astros da música brasileira. Algo que ele realmente é. Diogo ficou impressionado com o canto da jovem aluna do conservatório e a trouxe para uma exibição no seu show. Annie canta e encanta com sua voz que parece um instrumento musical, de tão afinada.   

Em tempo: Ângela Nogueira, a mãe do Diogo, é candidata a vereadora, nas eleições desse ano. Vamos votar nela?

23.8.12


Sou tricolor, sempre fui tricolor. Eu diria que já era Fluminense em vidas passadas, muito antes da presente encarnação.  (Nelson Rodrigues - 100 anos)

O DINHEIRO COMPRA ATÉ AMOR VERDADEIRO - Considero essa umas das melhores frases de Nelson Rodrigues. Não só pela capacidade de observação da alma humana, que ela encerra, como também  pelo simples fato de concordar com essa afirmação. O melhor tipo de amor, o mais sincero, o mais profundo e autêntico, é o amor pago. Uma pessoa que se sente recompensada financeiramente pelo seu amor, é capaz de amar com muito mais verdade. Assim, acho que Nelson Rodrigues foi "touché" quando cunhou essa afirmação. Adoro pagar para amar... 

Nesse 23 de Agosto de 2012, quando completaria 100 anos, é bom perceber que ele continua vivo no coração dos brasileiros. Considero um privilégio que um povo, uma nação, uma cultura, tenha entre seus pilares, um talento tão especial como Nelson Rodrigues. É bom vê-lo sendo homenageado pelos brasileiros como um símbolo de sua cultura.  Uma das homenagens mais bacanas foi feita pelo jornal Diário de Pernambuco: toda a primeira página dedicada ao escritor. As notícias do dia ilustradas com frases famosas do dramaturgo. Por exemplo: na notícia sofre o flagrante do Principe William nu o DP estampou: "Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante". E a homenagem não ficou apenas na versão impressa do jornal. Na versão digital, o Diario de Pernambuco criou o Facebook do autor de Vestido de Noiva. Veja aqui: http://hotsites.diariodepernambuco.com.br/2012/nelson/


22.8.12


Não existe nada mais Z do que o público classe A.




VOCÊS NÃO ESTÃO ENTENDENDO NADA - No ano em que Caetano Veloso completa 70 anos, chega aos cinemas o filme Tropicália, um documentário sobre o movimento cultural que eclodiu no Brasil, na virada dos anos de 1960 para 1970, auge do governo militar, que muitos chamam de ditadura. Como foi um movimento que teve como seu maior estandarte as manifestações  áudio-visuais, gerou muitas imagens e muita música. E o filme busca reunir o material artístico resultante da Tropicália e, ao mesmo tempo, procura entender e explicar o que foi todo aquele festival de ideias, cores, sons, imagens, delírios, opiniões e gestos de rebeldia.  Mas, como costumava dizer Chacrinha, um dos símbolos do movimento, "eu não vim aqui para explicar, eu vim para confundir". Assim, o filme chega em boa hora para confundir a cabeça do espectador dos dias de hoje, um careta por excelência. Um espectador com a mente cheia de explicações confusas, por conta desse nosso tempo repleto de tecnologia.  O filme é dirigido pelo cineasta Marcelo Machado e  tem, entre seus produtores associados, o americano Lincoln Forrest Phipps, produtor do filme "Hollywood don´t surf", um documentário sobre como o cinema de Hollywood mostrou o surf ao longo dos anos. Fez muito sucesso no Festival de Cinema do Rio, no ano passado... 


20.8.12















LINDA E LOIRA, MONIQUE VEREADORA - O que mais me impressionou no encontro promovido pela delegada Monique Vidal, para lançar sua candidatura a vereadora, foi o seu discurso. Não apenas o conteúdo, mas a forma, o linguajar, as palavras que ela escolheu para defender seus pontos de vista. Ela tem um discurso próprio, popular, feminista e, ao mesmo tempo, descolado, informal. "Como ela fala bem", pensei, enquanto ouvia seus argumentos. Logo depois, quando chegou sua vez de falar, o prefeito Eduardo Paes sugeriu aos demais políticos presentes que aprendessem a discursar com a policial. Então percebi que não fôra apenas eu quem tinha ficado impressionado com o discurso da moça.

"Se alguém tiver alguma dúvida com relação à minha pessoa, dê um google", disse a delegada, aos seus possíveis eleitores. E arrematou: "Nos dias de hoje, mulher nenhuma sai mais com um homem sem antes dar um google nele". 

(Eu nunca tinha pensado nisso dessa forma, mas o google é um tremendo X-9.)

Sou fã da delegada faz tempo. Desde quando ela apareceu no RJTV, gravidíssima, depois de prender um exímio lutador, que tinha se envolvido em confusões numa casa noturna. Eu achei interessante a sua figura feminina, aparentemente tão frágil, enfrentando com muita personalidade um simbolo da fortaleza masculina. Curioso é que hoje, mais de uma década depois, ela é casada com um dos grandes lutadores brasileiros, Gustavo Ximú.

Nelson Motta, que se inspirou nela para criar a "delegata" do seu livro Bandidos e Mocinhas, já disse que Monique Vidal deveria ser apresentadora de um desses programas de noticias policiais, que fazem tanto sucesso na TV. Uma espécie de "Wagner Montes  linda e loira".  Depois de conferir seu carisma falando para uma plateia, eu concordo com meu colega jornalista. A delegata seria um sucesso na TV.

"Que bom que você está aqui apoiando a Monique", me disse, gentilmente, o deputado federal Pedro Paulo, um dos principais articuladores da campanha. Foi ele, junto com seu inseparável amigo Eduardo Paes, quem concebeu a candidatura da policial. "Nós vimos na Monique a possibilidade de uma aquisição muito positiva para a câmara dos vereadores. É competente, talentosa e tem um sério compromisso com a ordem pública", disse, em seu discurso.

Eu sou fã do Pedro Paulo, que nos últimos quatro anos atuou como chefe da Casa Civil da prefeitura. Acho ele bonito, charmoso e sexy, com aquela franja lhe caindo sobre a testa. E tem fama de competente e profissional. (Já dei um google nele...) Há quem diga que, na prática, é ele quem administra o Rio. O Eduardo Paes seria o político, mas o real administrador é ele. Eu diria, apenas, que eles formam uma grande dupla.

Na sua vez de falar Eduardo Paes elogiou a delegada e explicou, para uma platéia onde a maioria eram policiais, por que achava importante alguém com o perfil da Monique no Palácio Pedro Ernesto. "Nós sabemos que muitas vezes a criminalidade elege candidatos que usam o sagrado espaço da Câmara para atividades criminosas". Ele estava se referindo diretamente a um vereador, eleito com o apoio de milícias na zona oeste, preso no ano passado, que usava seu gabinete no nono andar da Câmara para se reunir com milicianos.

Eduardo Paes também pediu votos para sua própria candidatura. Não fez nenhuma referência aos seus concorrentes. Falou apenas sobre o que considerava "os pontos positivos" da sua administração e sobre o que ele gostaria de fazer num segundo mandato. Foi um discurso alegre, otimista e cheio de paixão pela cidade.

16.8.12



FELIZ ANIVERSÁRIO, MADONNA! - 54 anos de glória e sucesso. Que você continue,  por muito tempo, dando o que o falar, criando casos, alegrando e divertindo o planeta com sua música, sua energia e sua loucura.


14.8.12




PORVENTURA – Um dos melhores livros do ano teve noite de autógrafos concorrida, na Livraria da Travessa de Ipanema. Porventura, com poemas de Antonio Cícero, tem uma beleza própria, um jeito bonito de olhar a vida como uma dádiva. Dá gosto ler os poemas de Cícero. Nesse livro ele esta mais requintado que nunca. Na fila de autógrafos um outro poeta importante: Eucanãa Ferraz. Junto com Cícero Eucanãa forma a melhor dupla de ataque da poesia brasileira. Algo como Ganso e Neymar. Pois Eucanãa vai lançar novo livro em setembro. Que tal? 2012 está sendo um ano glorioso para a poesia brasileira. Caetano Veloso que o diga. Naquela mesma noite de segunda ele contava que estaria entrando em estúdio para a gravação de um novo trabalho, que pretende lançar em outubro.

Agosto, setembro e outubro...



Palavras aladas

Os juramentos que nos juramos
Entrelaçados naquela cama
Seriam traídos, se lembrados
hoje. Eram palavras aladas
e faladas para não ficar
mas, encantadas, voar. Faziam
parte das carícias que por lá
sopramos: brisas afrodisíacas
ao pé do ouvido, jamais contratos.
Esqueçamo-las, pois, dentre os atos
da língua, ouve outros mais convincentes
e ardentes sobre os lençóis. Que esses,
em futuras noites, em vislumbres
de lembranças, sempre nos deslumbrem  

UMA LÁGRIMA PARA DI CAVALCANTI - A arte brasileira está de luto. A destruição do quadro "Samba", de Di Cavalcanti, no incêndio do apartamento do colecionador Jean Boghici é uma perda inestimável para a cultura brasileira. Triste. Muito triste!

13.8.12


















SAUDADES DAS OLIMPIADAS – Foram duas semanas inesquecíveis. Já estou com saudades das Olimpíadas de Londres. É muito bom ver os jogos e as disputas pela TV. Com as novas tecnologias a gente se sente bem perto dos atletas. São tantas competições, tanto esforço físico que, mesmo assistindo deitado na minha cama, muitas vezes eu me sentia cansado só de olhar os atletas competindo. Nos próximos jogos, mesmo sendo no Rio, pretendo assistir a tudo pela TV.

E por falar nas Olimpíadas do Rio, o que foi aquele gari na abertura  da apresentação brasileira da festa de encerramento? Oh my god!, diriam os ingleses. Muito melhor foi a entrada de Marisa Monte cantando as bachianas de Villa Lobos. Mas, o que houve com a voz da moça? Ela tinha que entrar cantando as bachianas arrasando nos vocais. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu. Será que o som do microfone estava baixo? Deviam ter chamado Maria Bethânia ou Marilía Pêra. Assim teríamos, realmente, uma entrada triunfal. E o B. Negão cantando Maractu Atômico? O que foi aquilo? Socorro! Preferia Toni Platão cantando Mammy Blue. Também não se pode dizer que Seu Jorge arrasou. Quem fez bonito mesmo foi Pelé, sempre glorioso. E o Prefeito Eduardo Paes, que transmitiu alegria e jovialidade ao empunhar a bandeira olímpica.

Bom mesmo foi a apresentação dos astros ingleses. Adorei os Pet Shop Boys cantando “West end girls”. Definitivamente, as bichas arrasam. Não é mesmo, George Michael? E Freddie Mercury ressuscitado? E Annie Lenox? E a entrada das Spice Girls naqueles automóveis? E o vocalista da banda Kaiser Chiefs entrando em cena na garupa da moto? John Lennon cantando Imagine foi lindo  demais. As modelos, as coreografias, os efeitos especiais. Foi um espetáculo super pop. (Mas eu senti falta de Sir Elton John. Onde é que ele estava?) Eu só espero que nas festas de abertura e encerramento das olimpíadas do Rio nao utilizem o recurso fácil de fazer do espetáculo um desfile de escola de samba. Nada contra. Apenas acho que esse é um tipo de espetáculo que já fazemos todos os anos. Valei-me Charles Moeller e Claudio Botelho!

10.8.12












Ai de mim, Copacabana


Um dia depois do outro
numa casa abandonada
numa avenida
pelas três da madrugada
num barco sem vela aberta
nesse mar
nem mar sem rumo certo
longe de ti
ou bem perto
é indiferente, meu bem

Um dia depois do outro
ao teu lado ou sem ninguém
no mês que vem
neste país que me engana
ai de mim, Copacabana
ai de mim: quero
voar no concorde
tomar o vento de assalto
numa viagem num salto
(você olha nos meus olhos
e não vê nada -
é assim mesmo
que eu quero ser olhado).

Um dia depois do outro
talvez no ano passado
é indiferente
minha vida tua vida
meu sonho desesperado
nossos filhos nosso fusca
nossa butique na augusta
o ford galaxie, o medo
de não ter um ford galaxie
o táxi, o bonde a rua
meu amor, é indiferente

Minha mãe, teu pai a lua
nesse país que me engana
ai de mim, Copacabana
ai de mim, Copacabana
ai de mim, Copacabana
ai de mim.

7.8.12


Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

70 VEZES CAETANO – Taí um artista que nunca me decepcionou. Com suas canções, seus shows, suas opiniões sobre tudo, seu humor, seu sotaque baiano, seus escritos, Caetano Veloso só me deu alegria. Alegria, alegria. Caetano sempre me diverte, sempre me surpreende positivamente, sempre me acrescenta intelectualmente. No dia em que completa 70 anos, não poderia deixar de lhe desejar um feliz aniversário.


70 CANÇÕES – Para comemorar os 70 anos de Caetano Veloso, uma seleção de 70 músicas do artista. Tem desde “Qual é, baiana?”, minha música favorita, até “Help”, a canção dos Beatles que Caetano reinventou com sua interpretação. Ou seja, são músicas do Caetano compositor e músicas do Caetano intérprete, que recria músicas de outrem como se fossem suas. Depois de selecionar minhas 70 músicas favoritas, cheguei a conclusão que ficaram faltando outras 70.


Qual é, baiana? - De todas as músicias do Caetano, essa é a minha  favorita. A história de uma menina que “é só de brincadeira, só dá bandeira”. Adoro os versos: “Domingo no Porto da Barra, todo mundo agarra, mas não pode amar”. Essa é uma música que conta a história da minha vida.

Neguinho – Música feita para o último disco de Gal Costa. Uma finíssima crítica ao estilo de vida brasileiro. Perfeito senso de observação.

Help – A música dos Beatles é uma obra-prima e Caetano a recriou de forma brilhante com um interpretação sensível e doce.

Sampa – A poesia me chamou atenção desde a primeira vez que ouvi, ainda garoto. Linda demais. "É que Narciso acha feio o que não é espelho".

Dans Mon Ile – Um clássico da “chanson française”, sucesso do cantor Henri Salvador, que Caetano gravou com estilo e personalidade. Adoro.

Cajuína – Comunhão perfeita entre letra, música e suingue. "Pois quando tu me deste a rosa pequenina, vi que és um homem lindo e que se acaso a sina..."

Menino do Rio – A mais perfeita tradução do homem carioca em forma de canção. "Calor que provoca arrepio, dragão tatuado no braço, calção, corpo aberto no espaço". Arraso total!

Cavaleiro de Jorge – Singela canção em homenagem a São Jorge. Bacana, bacana, super bacana...

Jorge da Capadócia - A música é de Jorge Benjor, mas a gravação de Caetano é perfeita. Conheci a versão de Caetano antes mesmo da versão do Benjor.  Beleza pura.

Ilusão à toa – A música de Johnny Alf, uma canção de amor reprimido, ganhou uma linda interpretação de Caetano no show Obra em Progresso. Sucesso no You Tube.

Tigresa – A letra é uma crônica sobre o desencanto que a vida impõe ao ser humano.

For no one – Caetano canta Beatles como ninguém. Sua versão dessa música é muito mais bonita do que o original. Sorry, rapazes de Liverpool.

Qualquer Coisa – A letra é um delírio poético que brinca com os sons das palavras. Barato total. "Mexe qualquer coisa dentro doida, já qualquer coisa doida dentro mexe..."

Língua – Outra letra que brinca com os sons das palavras. Adoro a homenagem a Scarlet Moon de Chevalier. E Arrigo Barnabé!

Você não entende nada – “Você traz a Coca-Cola, eu tomo, você bota a mesa, eu como”. Essa música é bem Caetano...

It´s a long way – Linda canção bilíngüe, composta na época do exílio em Londres. Escuto sempre, desde garoto.

Trem das cores – Romantismo tropicalista em grande estilo.

Sonhos – Linda canção romântica do cantor Peninha, que Caetano recriou com lirismo. 

Irene – Uma singela canção sobre a saudade da terra natal. A saudade traduzida na simples lembrança da risada de sua irmã.

Você não me ensinou a te esquecer – Aqui, mais uma vez, o cantor recria com grande beleza uma canção de amor rasgado.

Pecado original – Obra-prima. O cantor e o compositor num encontro perfeito. Canção feita para o filme A dama do lotação, com Sonia Braga.

Nature Boy – Um clássico da canção americana encontrou um eco perfeito na interpretação do artista baiano. Podre de chique.

Terra – Uma apaixonante canção sobre a transitória passagem do homem pela vida. Um furor existencialista.

Samba e amor – Sexy composição de Chico Buarque em que Caetano deita e rola na interpretação.

Da maior importância – Um discurso melancólico sobre os (des)caminhos da paixão.

Coração Vagabundo – “Meu coração não se cansa, de ter esperança, de um dia ser tudo o quer”. Não precisa dizer mais nada.

Onde eu nasci passa um rio – Em seu primeiro disco Caetano já falava do Subaé, o rio que corta Santo Amaro da Purificação.

Quero um baby seu – Um pop dançável e charmoso gravado no disco Outras Palavras. "Como num sonho eu encontrei você perfeita pra mim..."

Rapte-me camaleoa – Mais um exemplo de sua mania de brincar com os sons das palavras.

Chão da praça – Antiga música de carnaval de Moraes Moreira recriada com muita alegria no show Cê. O carnaval da Bahia agradece e Moraes Moreira merece.

London, London – Canção romântica e nostálgica, que carrega um tanto de revolta e melancolia. Tempos do exílio.

Deusa urbana – Canção recente, de letra irreverente e sensual. Super bacana.

Chuva, suor e cerveja – Umas das mais perfeitas músicas de carnaval.  Não se perca de mim...

Piaba – Frevo baiano cheio de suingue e malícia. “Um cardume de surfistas, anda zanzando à sua procura...”

Fora da ordem – Um discurso, em forma de canção,  sobre os desencontros da vida moderna.

Vaca profana – Irreverente discurso contra a caretice em ritmo de iê-iê-iê.

O estrangeiro – Um discurso inflamado sobre tudo, a partir da visão da baía da Guanabara. Obra prima.

A filha da Chiquita Bacana – Uma marcha de carnaval perfeita. "Eu sou a filha da Chiquita Bacana, nunca entro em cana porque sou família demais..."

O conteúdo – Os versos “Deita numa cama de prego e cria fama de faquir” diz todo sobre esse discurso inflamado em forma de canção.

De noite na cama – Maliciosa balada sobre uma paixão não correspondida. Muito boa.

O relógio quebrou – Divertida canção de Jorge Mautner,  onde Caetano injeta graça e suingue.

Ive Brussel – Caetano adora Benjor e gravou com ele essa que é uma das mais belas canções da MPB.

Haiti – Mais um discurso em forma de canção de protesto. Uma jóia rara.

Nossa gente – Música do Olodum, grande sucesso do carnaval da Bahia, que  Caetano gravou no disco Tropicália-2. "Avisa lá que eu vou chegar mais tarde..."

Esse cara – É uma das músicas mais incríveis do Caetano. “Ele está na minha vida porque quer, e eu estou pro que der e vier”. Então, tá!

A luz de Tieta – Música bacana, feita para o filme de Cacá Diegues, com Sonia Braga fazendo mais uma personagem do Jorge Amado. Legal demais.

Carolina – Caetano arrasa ao cantar essa linda canção de Chico Buarque.

Giulietta Masina – Uma linda homenagem ao cinema, uma das grandes paixões do artista.

Shy Moon – Canção romântica e melancólica, em tom futurista.

Comeu – Antropofágica e sensual canção de amor. "Ela comeu meu coração de galinha num xinxim, ai de mim..."

Nine out of ten – Caetano mais uma vez brinca com os sons das palavras. Dessa vez em inglês.

Salva-vida – Divertida canção de verão. Uma divina e maravilhosa homenagem aos salva-vidas. “Que profissão bonita para um homem jovem”, diz a canção. Também acho.

É hoje – O samba-enredo da União da Ilha ganhou uma linda versão do astro baiano. “Me diga espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu...”

Beleza Pura – “Não me amarrá dinheiro não, mais formosura”, diz essa canção sobre o estilo de vida hedonista do verão brasileiro.

Os argonautas – Belíssima canção sobre versos de Fernando Pessoa. Navegar é preciso, viver não é preciso.

Marinheiro só – O que dizer dessa magnífica canção, inspirada nos temas do folclore brasileiro?

Chuvas de verão – Música de Fernando Lobo que Caetano canta como se fosse sua. “Podemos ser amigos simplesmente, coisas do amor, nunca mais...” Vixe mainha!

Cinema Olympia – Um iê-iê-iê da pesada. “Eu quero pulgas mil, na geral. Eu quero a geral”. Rebelde com causa.

Superbacana – O super herói criado por Caetano merecia um gibi só para ele.

Coração Vagabundo – Belíssima canção romântica. “Meu coração vagabundo, quer guardar o mundo em mim...”

Avarandado – Canção nostálgica que deixa a gente com saudade daquilo que não viveu.

Mora na filosofia – Música de Monsueto. Um clássico da MPB que Caetano recriou com estilo muito próprio.

Guá – Uma canção cuja letra tem apenas quatro palavras: água, guamá, iguape e ibualama. Brincando com os sons dessas palavras ele cria uma sinfonia.

Pipoca Moderna – Uma letra que também brinca com o som das palavras e constrói uma bela canção.

Muito Romântico – Um discurso inflamado sobre as questões do amor. E o amor é lindo.

Oração do tempo – Singela canção sobre a transitoriedade da existência humana.


Um índio – Uma reflexão poética sobre os mistérios do futuro da humanidade. Quem viver verá. Será?

Olha o menino – A música é de Jorge Benjor, mas Caetano arrasa no suingue e na simpatia.

Alguém cantando – Reflexão filosófica sobre a arte de cantar. Linda demais essa canção.

Falso Leblon – Crônica e crítica sobre a vida boêmia carioca, com uma vaga inspiração em Cazuza.
  

6.8.12



UMA LÁGRIMA PARA CELSO BLUES BOY - Sempre fui fã de Celso Blues Boy. Assisti a vários shows dele no Circo Voador. E sempre fiquei impressionado com seu talento. Ele era um excelente guitarrista. Um músico brilhante.Um artista de verdade. Seus acordes brotavam da guitarra que ele dedilhava com tamanha verdade, que era impossível imaginá-lo fazendo outra coisa que não fosse a profissão que escolheu. Era como se a guitarra fosse uma extensão da sua essência como ser humano. Tocava com verdade e paixão. A guitarra perdeu um de seus maiores discípulos.

Descanse em paz, Blues Boy!