27.1.14


CONTROLE REMOTO – A Rede Globo anuncia para os próximos meses um remake da novela O Rebu, um clássico indiscutível da televisão brasileira, escrita pelo dramaturgo Bráulio Pedroso. Mas acho que a Globo deveria deixar os seus clássicos descansarem em paz. Seria mais lógico reprisar a versão original. O autor do remake, George Moura, poderia escrever uma novela original, e não descaracterizar uma obra-prima de um dos maiores autores da TV brasileira, como aconteceu com a novela Saramandaia, que deve ter feito o Dias Gomes se revirar em seu túmulo. Acho uma falta de respeito com os grandes autores. Dias Gomes nunca foi um novelista qualquer. Era uma espécie de Gabriel Garcia Marques da TV. Mas o remake de Saramandaia o tratou como se ele fosse um roteirista de Malhação. Agora, depois do desrespeito à memória do Dias Gomes, a emissora se prepara para violentar a memória de Bráulio Pedroso, um autor que foi um dos responsáveis pela modernização da nossa telenovela.

Bráulio Pedroso estreou em Beto Rockfeller, sem nunca antes ter trabalhado na TV. Como chegou sem os vícios dos antigos novelistas, acabou escrevendo uma novela revolucionária, que conquistou ótimos índices de audiência e mudou a história da teleisão. Depois, ainda na Tupi, escreveu a novela Super Plá, estrelada por Bete Mendes, uma de suas atrizes favoritas. Sua terceira novela, O Cafona, já foi produzida na Globo. Estrelada por Francisco Cuoco e Marília Pêra, O Cafona pode muito bem ser definida como “um Beto Rocfeller com produção global”, já que era, praticamente, uma versão mais refinada e mais bem produzida de sua primeira novela.

Bráulio Pedroso gostava de revolucionar. Suas novelas sempre tinham novidades. Fosse no texto, fosse na narrativa, fosse nas situações que criava. Nas novelas dele sempre havia algo de original, de surpreendente. E com O Rebu não foi diferente. Era uma trama policial cujos 112 capítulos aconteciam durante uma festa onde uma pessoa foi assassinada. A novela abandonava o ritmo da narrativa tradicional do folhetim e exigia uma reflexão do telespectador.

O título O Rebu foi tirado da coluna do Ibrahim Sued, que, nos anos 70, criou essa expressão para noticiar as festas citadas na sua badalada coluna social. Quando noticiava as festas dos personagens de então, Didu e Tereza de Souza Campos, Carmem Mayrink Veiga, Ionita Sales Pinto, Renato e Kiki Carvaglia, Paulo Fernando e Regina Marcondes Ferraz, e tantos outros, Ibrahim escrevia que “o rebu de fulano de tal foi um sucesso”. Rebu era apenas uma corruptela da palavra “rebuliço”, que significa agitação, confusão. Como a novela de Bráulio Pedroso acontecia durante uma festa da alta sociedade carioca, a expressão soou perfeita para ser o nome da novela.

(Aliás, todas as novelas do Bráulio tinham um mesmo princípio: era sempre a história de um homem comum, simplório, um homem do povo que, por um motivo qualquer, acabava se envolvendo com pessoas da alta sociedade. Ele era um mestre em escrever sobre ricos e famosos. Assim foi em Beto Rockfeller, Super Plá, O Cafona, O Bofe e O Pulo do Gato. No caso da novela O Rebu, o personagem em questão era vivido por Lima Duarte, o personagem Boneco, um assaltante que entra de penetra na festa, visando assaltar o cofre da mansão e acaba se envolvendo num crime muito mais cabeludo).

Uma das coisas mais interessantes dessa novela é a maneira como o autor Bráulio Pedroso chegou à trama principal, que resulta no crime que movimenta a novela. Bráulio já estava preparando a sinopse de sua novela, já tinha resolvido que seria uma história policial, que haveria um crime e que a história ia acontecer durante uma festa. Mas ainda não sabia quem seria a vítima, quem seria o assassino, nem a motivação do crime. Estava nesse dilema, quando a atriz Bete Mendes, que viria a ser a protagonista de sua história, sofreu um grave acidente de automóvel.

Bráulio Pedroso adorava Bete Mendes. Ele a tinha lançado em sua primeira novela, Beto Rockfeller, onde fazia o papel de Renata, a namorada suburbana do protagonista. A mocinha passava a novela inteira sendo enganada pelo anti-herói, que se passava por rico e vivia seduzindo granfinas da alta sociedade paulista. Bete era linda e doce e sua personagem cativou o público, não só por sua beleza e carisma, mas principalmente por causa do tema musical que o autor escolheu para ilustrar suas cenas, a canção francesa F. Comme Femme, de Adamo, uma música que faz sucesso até hoje. Vale lembrar que Beto Rockfeller, por decisão do próprio Bráulio, foi a primeira novela da TV brasileira a ter música pop em sua trilha sonora. E isso foi uma das razões do sucesso da novela. Bráulio levava seus próprios discos para compor a trilha que tinha músicas como "A Whiter Shade of Pale", do Procol Harum, "I Started the Joke", com Bee Gees e até "Here, There and Everywhere", com Beatles.

Mas, voltando a Bete Mendes, depois do sucesso de Renata, ela continuou na Tupi. Fez Super Plá, a novela seguinte de Bráulio Pedroso e outras produções da época como Simplesmente Maria e O meu pé de laranja lima. Foi ainda na Tupi que Bete Mendes conheceu Denis Carvalho. Os dois se apaixonaram, começaram a namorar e acabaram casando. O casamento foi muito feliz no início. Mas, ainda casado com a Bete, sem que ela soubesse, Denis começou a namorar o Marco Nanini. Denis e Nanini se tornaram amantes.

Um belo dia Denis Carvalho, Bete Mendes e Marco Nanini decidiram viajar, de São Paulo para o Rio, de automóvel. Tinham compromissos profissionais na cidade. Bete já desconfiava da “amizade” dos dois atores. E no meio do caminho, conversa vai, conversa vem, ela cobrou uma posição dos dois sobre o relacionamento deles. Denis e Nanini abriram o jogo. e contaram para ela que estavam mesmo tendo um caso. Então os três começaram a discutir enquanto viajavam em plena Via Dutra. A discussão evoluiu para uma gritaria e troca de acusações. Num momento de fúria, pelo sentimento de estar sendo traída, Bette Mendes avançou sobre o volante do automóvel, que era dirigido pelo então marido, aos gritos: “Suas bichas! Agora vai morrer todo mundo!” Denis ainda tentou segurar a onda, mas ela estava furiosa e virou bruscamente o volante. Resultado: o automóvel derrapou e capotou várias vezes em plena Via Dutra. Denis e Nanini tiveram apenas ferimentos leves, mas Bete, que havia provocado o acidente, ficou gravemente ferida.

“Em sociedade tudo se sabe”, diria Ibrahim Sued, o colunista social que criou a palavra “rebu”...

Bráulio Pedroso ficou comovido com o drama da atriz que ele tanto admirava. E quando ela se recuperou do acidente decidiu convida-la para ser a protagonista de sua novela. Com o episódio do acidente de Bete Mendes, Bráulio Pedroso não só resolveu a questão da atriz principal de sua novela. O acidente também concedeu ao autor elementos fundamentais para a  criação da trama principal da novela: a vítima, o assassino e a motivação para o crime. 

Silvia, a personagem que Bráulio escreveu para Bete em O Rebu, era uma moça da alta sociedade, que vivia um triângulo amoroso como aquele que a atriz tinha vivido na vida real. Silvia namorava Cauê, um jovem bonitão de baixa renda, que acaba sendo adotado pelo banqueiro Conrad Mahler, uma bicha velha e poderosa que adorava um bofe. Ciente que o bonitão estava em dificuldades financeiras, ele o convida para morar em sua cinematográfica mansão no Alto da Tijuca. A socialite fica indignada e resolve dar o troco na tal festa.  E é esse triângulo amoroso que conduz toda a história.

Conrad Mahler está dando uma grande festa para uma princesa italiana. Ao mesmo tempo, disfarçadamente, a festa também é um pretexto para ele apresentar Cauê a alta sociedade como seu companheiro. Era assim que se fazia antigamente, quando não havia essa obsessão careta com o casamento gay. Era tudo muito discreto.. Silvia, obviamente, não foi convidada para a festa. Mas ela vai mesmo assim. “Eu não preciso de convite para vir numa festa da sociedade carioca”, diz ela, uma espécie de Narcisa Tamborindeguy mais jovem, mais bonita e menos doida, quando lhe pedem convite na entrada. Sem ser convidada, ela passa a festa inteira infernizando a vida do namorado Cauê com ironias, piadinhas, insinuações e venenos. O mesmo ela faz com o anfitrião Conrad, a “tia velha”, que vai ficando cada vez mais irritado com a moça, até que, num dado momento, ele perde a paciência, dá uma porrada nela, ela bate com a cabeça e cai morta dentro da piscina. 

O acidente com Bete Mendes também serviu para definir o visual da personagem. Ela, que sempre teve cabelos caídos nos ombros, como toda boa mocinha das telenovelas de então, surge em O Rebu com um cabelo curto. É que, por conta do acidente, ela teve que fazer uma neurocirurgia e precisou raspar a cabeça. Além dos cabelos curtos, o visual de Silvia, como figurinos, jóias e maquiagem, foi todo calcado em cima da personagem de Mia Farrow no filme O Grande Gatsby, que havia feito sucesso dois anos antes nos cinemas brasileiros, na primeira versão estrelada por Robert Redford. Aliás, a própria festa da novela, tinha a pretensão de ser como uma das festas retratadas no filme inspirado no livro de F. S. Fitgerald.

Sensacional! Veja a seguir, cenas da novela o Rebu.






26.1.14


LEONARDO, O GRANDE - Leonardo DiCaprio está magnífico em "O Lobo de Wall Street", o delirante filme de Martin Scorsese. O roteirista Altenir Silva notou que o filme tem algo de "Terra em Transe"  na sua narrativa algo carnavalesca. Faz sentido. Scorsese é fã de Glauber Rocha e sua produtora é a responsável pela distribuição do filme de Glauber nos Estados Unidos.  Há algo de comum no discurso de ambos os filmes, no tom meio operístico, meio teatral de contar a história. O fato é que Scorsese deixa o espectador atordoado com o ritmo frenético da sua direção. Parece querer fazer com que o público sinta aquela mesma fissura dos personagens drogados que vemos na tela. DiCaprio se entrega totalmente ao personagem. A ponto de, numa determinada cena, aparecer nu, de bruços, com uma vela vermelha atochada no traseiro. Só por esse sacrifício ele já merece ganhar o Oscar para qual foi indicado.

Mas DiCaprio não merece um Oscar apenas pelo filme de Scorcese. Em 2013 ele também nos brindou com uma atuação impecável no comovente "O Grande Gatsby", do australiano Baz Luhman. E o comum entre as duas películas não é apenas a presença do ex namorado de Gisele Bundchen. Em ambos os filmes prevalece uma narrativa delirante e carnavalesca, fazendo a tela quase explodir com interpretações exageradas e sequências de tons operísticos. E DiCaprio está totalmente à vontade em ambas as produções, se entregando de corpo e alma aos desvarios de seus diretores. Oscar para ele!



23.1.14



MEU QUERIDO NELSON  - Fiquei muito emocionado com a morte do meu querido Nelson Motta, que os amigos chamavam de Nelsão. Um homem notável. Uma pessoa adorável. Sinceramente, me sinto um privilegiado, por ter tido a sorte de conviver com ele e sua adorável família. Ele foi um grande advogado, um profissional bem sucedido, um pai de família exemplar, um homem bom e honrado. Eu o conheci logo que mudei para o Rio, por ter me tornado amigo de suas filhas Graça e Maria Cecília. E ele, com sua mulher, Cecília, que todos chamam de Xixa, sempre receberam muito bem os amigos dos filhos. Quando os conheci eles já moravam numa linda casa no Gávea, com dois andares e um amplo jardim, que tinha até um riacho que passava lá dentro. Quantos momentos agradáveis eu ali vivi. Tinha um pedaço do jardim onde havia uma clareira, com árvores frondosas. Eu gostava de sentar no banco que ali havia e ficar ouvindo o ruído do riacho...

Dona Cecília cuidava da casa com muito carinho, com muito apreço. Ali era, realmente, um ninho de amor. Eu conseguia perceber isso claramente. Nelson e Cecília se amavam muito e aquela casa exalava o amor que sentiam um pelo outro. Era uma casa grande, exatamente para ter muito espaço para os filhos, os netos, e os amigos dos filhos e dos netos. Foram casados durante setenta anos...

Nos primeiros tempos a gente ia lá e fazia a maior farra. Gente bacana como Maria  Carmem Barbosa, Babita Mendonça, Cazuza, Arnaldo Brandão, Helena Gastal, Alexandre Agra, Serginho Amado, Sergio Maciel, Euclydes Marinho e tantos outros músicos, atores e escritores. Eles gostavam de receber artistas.  Do lado direito do jardim havia um enorme estúdio-biblioteca com piano, teclado, imensas prateleiras de livros, revistas, quadros e livros de arte. E a galera se reunia ali e trocava informações, jogava conversa fora, compunha músicas, fazia poesias, bolava roteiros e bebia muito porque no bar sempre havia bebida farta. Mesmo antes de conhecê-los, quando eles moravam em Copacabana, eles já recebiam em casa o pessoal da bossa-nova para saraus. Dona Cecília toca piano muito bem. Ela gosta muito de música e é grande fã do João Donato.

Eles deixavam todos muito à vontade, mas, de vez em quando apareciam no estúdio e pediam para o pessoal evitar os excessos. (E às vezes, realmente, aconteciam excessos. Afinal, éramos todos jovens com alma de artista...) Mas sempre com muito carinho e sempre incentivando o talento e a criatividade de todos. Aos poucos, fui aprendendo a admirá-los e, quanto mais eu os conhecia, mais gostava deles.

Os melhores natais da minha vida eu passei na casa do Nelson e da Cecília. Todos os anos eles promoviam uma linda ceia de Natal em que reuniam toda a família. E, sempre que estava no Rio, nesta época, eu ia passar o Natal com eles. E era sempre tão agradável, e feliz e alto astral! Eu achava lindo o amor deles dois, a harmonia, o carinho que sentiam um pelo outro. O modo como eles preparavam tudo para receber os filhos e os netos. O único que não era da família era eu.

“Vavá, meus pais te adoram”, me disse algumas vezes minha amiga Graça Motta. E a recíproca sempre foi verdadeira. Eu também os adoro.

Na época em que eu trabalhava no Jornal do Brasil foi lançado um filme sobre Dom Hélder Câmara. Antes do filme estrear nos cinemas, a produtora me mandou uma cópia em CD para que eu fizesse uma reportagem para o jornal. Vi o filme e logo liguei para o Nelson, já que ele foi amigo de Dom Hélder. Contei que o filme era sensacional e tinha imagens incríveis. Ele quis ver e eu deixei a cópia com ele. Dias depois, dona Cecília me ligou pra avisar que já tinham visto o filme e me convidaram para um almoço. E naquele dia almoçamos apenas nós três. Dona Cecília mandou a cozinheira preparar algo muito especial e um excelente vinho como era comum naquela casa.  Então conversamos muito sobre o filme. Eles falaram o quanto tinham ficado emocionados. E me contaram detalhes da convivência com Dom Hélder, na época em que fundaram o Banco da Providência, cujos estatutos foram redigidos pelo advogado Nelson Motta.  Depois de muita conversa eles foram descansar e eu fui mergulhar na piscina.

As lembranças que guardo dele são sempre ligadas a bons sentimentos. A sua generosidade como patriarca. O seu amor pela Cecília. Bons papos. Bons conselhos. A sensibilidade como ser humano. Sua gentileza...  Poxa vida! Eu poderia escrever um livro sobre ele.

Descanse em paz, querido Nelson. Que Deus o tenha num lugar muito especial...  



17.1.14



O MELHOR FILME DO ANO - Saíram as indicações para o Oscar, mas o melhor filme do ano foi completamento esquecido. Como puderam esquecer Rush? Não importa. O tempo vai saber fazer justiça a esse filme. Lembro que quando Blade Runner foi lançado o filme passou batido. Assim como Rush, recebeu boas críticas, os que foram ver se deliciaram com o filme, mas logo de cara o grande público fez vista grossa com o filme. Mas, com o tempo, Blade Runner foi tendo o reconhecimento que realmente merece. Assim vai acontecer com Rush.

Nunca pensei que pudesse gostar de um filme que tivesse o automobilismo como tema. Mas o filme de Ron Howard é mais do que isso. É um incrível história de amor entre dois homens. Não um amor carnal ou sexual. Mas um amor de rivais. E o filme conta isso de um jeito tão poético. Tão francês... Dois atletas buscado superar seus próprios limites, mas que precisam de um grande rival para resolver essa questão. Rush também tem o charmoso design dos anos 70 e uma excelente dupla de atores. Daniel Bruhl está comovente no papel de Nikki Lauda. E Chris Hemsworth é puro carisma vivendo James Hunt. O diretor Ron Howard nunca esteve tão sensível. E a música de Hans Zimmer é inigualável.

Para mim é o Oscar de Melhor Filme.


11.1.14




O INCRÍVEL OTTO! – Quem viu O Abismo Prateado, o filme de Karim Anouiz, não pode perder Preciso Andar, a peça de Nick Payne. Em comum entre os dois espetáculos a presença do ator Otto Jr. No filme ele é Djalma, o marido que abandona Alessandra Negrini sem dar maiores satisfações. Nas telas, além de uma atuação pungente, Otto Jr proporcionou ao público uma arrebatadora seqüência de nu frontal. No teatro, ele não chega a tanto. Mas, no papel do professor Alan, ele seduz o público com seu talento e sua personalidade.  






PRECISO ANDAR – São muitos os atrativos da peça Preciso Andar, do inglês Nick Payne, ora em cartaz no teatro do Centro Cultural da Caixa. O texto instigante aborda as dificuldades das relações humanas, mas se concentra na eterna insatisfação do homem. Nessa coisa que todo mundo tem de nunca estar satisfeito com nada. A gente sempre quer mais, nada nunca está perfeito, ninguém agüenta ficar muito tempo parado e, por isso, precisa andar. Uma necessidade constante de ir de um lugar para o outro, nem que seja da sala para a cozinha, ou do quarto para o banheiro. E esse eterno mudar de lugar diz respeito também aos sentimentos, às sensações, aos desejos e aos afetos. É como se viver fosse como andar de bicicleta: se parar, o sujeito cai. E para dissertar sobre esse tema, a peça conta história de Alan e Liz, um casal em crise. A mulher se envolve com um antigo colega de colégio que reaparece no seu consultório. O marido, professor universitário, tem um caso mal resolvido com uma colega de trabalho. O filho do casal vive num mundo à parte e não tem muito diálogo com os pais.  E o elemento que impulsiona os conflitos, as crises e também os momentos de realização pessoal dos personagens é o sexo.

Preciso Andar é um espetáculo sobre como o sexo conduz, de modo implacável, o destino das pessoas.

Se o texto de Nick Payne é ótimo, a direção de Ivan Sugahara é melhor ainda. A encenação do espetáculo valoriza as qualidades do texto e as possibilidades teatrais que ele possui. Aliás, o modo como o palco é ocupado pelo espetáculo é digno de nota. A cenografia inteligente, a trilha sonora adequada, figurinos eficientes: tudo ali demonstra reverência e paixão pelo teatro. O mesmo se pode dizer do elenco que atua com harmonia e paixão pelo seu ofício. Otto Jr., Beatriz Bertu, Cristina Lago, Fabio Cardoso, Tárik Puggina e Suzana Nascimento fazem um bonito trabalho, emprestando alma e condição humana aos personagens por eles representados. Um espetáculo que vale a pena assistir.

  

10.1.14




FUTEVÔLEI - Philippe Happ, na foto acima de sunga speedo, é atleta do futebol de praia, onde se destaca atuando como goleiro. Já foi até campeão do Torneio Regional de Copacabana vestindo a camisa do time da Rua Paula Freitas. Mas não é só no futebol de praia que Philippe é um show. Belo como um anjo, ele também é um exímio jogador de futevôlei, o charmoso esporte criado nas praias do Rio. Phillipe é um dos grandes nesse esporte, que costuma praticar na praia do Leblon, na altura da Rua Carlos Góis. E também em Ipanema, na rede em frente a Rua Vinícius de Moraes, point definitivo do jogador Renato Gaúcho, atual treinador do Fluminense. Phillipe e Renato já formaram dupla de jogadores em partidas memoráveis que fizeram a alegria dos transeuntes, turistas ou não, que frequentam o calçadão da praia de Ipanema. Já que Philippe é um excelente goleiro, bem que o treinador Renato Gaúcho podia dar uma chance ao rapaz. A camisa do Fluminense ia cair muito bem no atleta.

Philippe Happ também é modelo e personal trainning. Com seu rosto bonito e o corpo perfeito, Philippe logo foi descoberto pelo mundo da moda. Já fez editoriais de moda e anúncios para a TV. Já apareceu na coluna da jornalista Hildegard Angel como um dos indicados para atuar na nova versão do filme Menino do Rio. Já fez um anúncio para a campanha de reeleição do Prefeito Eduardo Paes. Reza a lenda que depois de ver a foto de Philippe na coluna da Hilde, Eduardo Paes não resistiu e exigiu de seus assessores a presença de Philippe em sua campanha.  Que tal? 

Ninguém resiste a Phillipe Happ. Nem mesmo o badalado fotógrafo americano Scott Schuman. Ao ver Philippe jogando futevôlei no Leblon Schuman sacou sua câmera e fez as fotos acima. Encantado com o resultado das fotos o fotógrafo as publicou em seu blog e declarou que a foto do alto, onde Philippe surge com sua pose de Deus grego, foi a melhor foto que fez no ano de 2013. A gente concorda!