31.7.04

A JUSTIÇA DE NERO – Ainda rende frutos o artigo publicado no Globo pelo porta-voz da extrema-direita católica Olavo de Carvalho criticando os homossexuais por terem processado o tirano dom Eugênio Sales. Mr. Carvalho, o fascista, quer que os homossexuais suportem calados os artigos preconceituosos do velho cardeal. Dom Eugênio Sales e Olavo de Carvalho se merecem. Se eles fossem americanos estariam fazendo campanha para George W. Bush. Todos fazem parte do mesmo pacote. Existe uma corrente muito forte do fascismo se espalhando pelo mundo. Eles querem se fazer ouvir de qualquer maneira e sufocar tudo o que o homem conquistou nos últimos anos em termos de liberdade de idéias e comportamento. É por isso que o mundo está em guerra. Porque o homem nunca, em toda a história da humanidade, esteve tão perto de ser livre. A maturidade sexual, o feminismo, o movimento gay, a psicanálise. Tudo isso acontecendo ao mesmo que a internet, com o mundo parindo o milagre do desenvolvimento da tecnologia, da ciência e da medicina. Os cardeais do fascismo não estão agüentando ver os seus podres poderes caindo por terra. E estão querendo se fazer ouvir através do terrorismo seja ele bélico, como o de Bush, ou o filosófico-religioso como o da dupla Carvalho-Sales.


SOU GAY, LOGO EXISTO – Bom mesmo foi ler o artigo de Nelson Feitosa, em resposta ao fel asqueroso de Olavo de Caralho. Eu adoro a forma como Feitosa descreve o seu café da manhã em família. A gente chega a sentir o cheiro do café impregnando a casa e o gosto da manteiga derretendo no pão quentinho. Ele só esqueceu de dizer que tem um irmão gostoso, que é faixa-preta de jiu-jitsu. Só isso já seria suficiente para derrubar qualquer argumento dos caretas de plantão. Além de tudo o título é uma pinta só. Clique AQUI e leia o texto de Mr. Feitosa. Ser gay seria apenas um modo entre outros de obter satisfação sexual? E se for? Qual o problema? Dom Eugênio Sales e Olavo de Carvalho por acaso são fiscais de cu? O que é que essa gente tem contra o sexo? Por que o fascismo está sempre querendo reprimir o sexo? Por que é através do sexo que o homem se torna livre. E a liberdade do individuo não interessa a quem sempre cultivou podres poderes.


Decididamente, as bichas não estão a fim de ouvir desaforos caladas. João Silvério Trevisan, o decano do movimento gay no Brasil, também escreveu um interessante artigo na Folha de São Paulo. Trevisan conhece bem a igreja, já que foi seminarista quando garoto. Deve ter dado muito para os padres tarados que administram os seminários de meninos.




RATE MY SCHLONG – Este é um dos meus sites favoritos. É uma das razões por que a internet é uma maravilha. Gostaria de recomenda-lo a todos os que fizeram a polêmica da semana. Neste site os rapazes fotografam seus caralhos e colocam a imagem na tela. Apenas os caralhos. E qualquer um pode entrar lá e dar uma nota. Do lado esquerdo o site publica o top tem, com os dez mais bem votados. É sensacional. Recomendo a Nelson, Trevisan, Eugênio, Olavo e todos os meus 24 leitores. É a coisa mais pura que existe na internet.

26.7.04




Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor.

BETHÂNIA ASSISTE MEDEIA - A cantora Maria Bethânia foi assitir, neste domingo, a peça Medeia protagonizada pela atriz Renata Sorrah, sua amiga de longa data. Bethânia estava muito elegante de tailleur vermelho e coque no cabelo. Na porta do teatro foi ovacionada pelo público que estava na fila, já que no domingo o espetáculo cobra apenas R$ 1,00 pelo ingresso. A diva da MPB deu um show de simpatia e distribuiu sorrisos e adeusinhos para a galera. Lá dentro, quando começou o espetáculo, Bethânia soltou os cabelos e se deleitou com uma atuação memorável da sua atriz favorita.


Medéia parece ter sido escrita especialmente para Renata Sorrah. A intensidade dramática da atriz coube como uma luva no drama da mulher que, ao ser abandonada pelo marido, mata os próprios filhos por vingança. É uma tragédia grega levada às últimas consequencias. E a atriz parece ter nascido para viver aquele personagem. Ela deixa transparecer uma dor, um sofrimento e uma agonia que só uma grande atriz seria capaz. Renata agarrou o personagem com unhas e dentes e fez dessa atuação um marco na sua carreira. Ao final do espetáculo a platéia, emocionada, ovacionou a atriz como se faz com uma prima-donna.


Depois do espetáculo eu fui cumprimentá-la pela sua atuação. E fiquei impressionado com a expressão de felicidade estampada no seu rosto. Renata estava muito feliz. Seu sorriso fluía espontâneo e seus olhos brilhavam, deixando claro que ela estava se sentindo realizada com o trabalho. Quando comentei que gostava muito de todas as peças que ela fazia Renata comentou: Jantar Entre Amigos não era mesmo muito boa, não é? Eu disse que tinha adorado essa peça, que foi um excelente espetáculo e que a crítica tinha sido muito injusta. Ela então abriu mais um sorriso, me deu um abraço e disse: Se você está falando que a peça era boa então é verdade.


Jantar Entre Amigos foi a última peça encenada pela Renata, antes de Medéia. Era um espetáculo genial, sobre dois casais amigos, totalmente diferente da tragédia grega em cartaz no teatro Dulcina. Era teatro moderno, cheio de sutileza, cuja história se passava nos Estados Unidos. Os atores vestiam roupas elegantes e o cenário totalmente clean enquanto Medéia tem um cenário árido e os figurinos traduzem o sofrimento dos personagens. A crítica falou mal da peça e, talvez por isso, o público não compareceu como deveria. Quem não assitiu não sabe o que perdeu. Jantar entre amigos era teatro inteligente, realizado com muito talento por parte do elenco e da direção.




AVANT-DERNIÉRES PENSÉES - Foi assim que o compositor Erik Satie batizou uma de suas mais belas sinfonias. Agora o nome serviu de inspiração para um blog digno de nota. O texto é bacana e rebuscado. Tem receitas de pratos deliciosos; citações do kama sutra; ácidas críticas aos programas da tv e reminiscências de Polperro, uma cidade da Inglaterra.




CALÚNIA SOCIAL - É um blog que se define como colunismo social para a marginália. Divertido e original. É a versão em web da coluna homônima publicada no jornal Gazeta do Povo. O autor tem consciência do significado de um BLOG e recomenda aos leitores: copie o que quiser, cite o autor se quiser, apareça sempre que puder. Totalmente diferente de certos blogueiros que escrevem sempre sobre a mesma coisa e acham que estão revolucionando a mídia brasileira com seus escritos.




MULHER DE BIGODE - Assim como existem Drag queens, homens que se vestem de mulher, também existem Drag kings, mulheres que gostam de se vestir de homem. Pois bem. Em Chicago, nos EUA, será realizada de 15 a 17 de outubro, a sexta edição do IDKE - International Drag King Extravaganza, uma espécie de congresso que reúne lésbicas do mundo inteiro que gostam de se vestir de homem, além de fãs e estudiosos do assunto. O festival começou em 1999, em Ohio e foi organizado pelas drag kings Julie Applegate, conhecida como Jake e Shani Scott, conhecida como Maxwell. O ponto alto da edição deste ano é um show com o grupo Chicago Kings, um grupo de moças decididas que cantam e dançam, sempre vestidas de ternos, gravatas, ou fardas de marinheiro e bigodinho desenhados a lápis. Quem quiser saber mais sobre as drag kings clique AQUI




ELEIÇÕES 2004 - São 18 os homossexuais assumidos de todo o Brasil que vão concorrer, nas próximas eleições, a uma cadeira de vereador. Afinal, gays também gostam de mamata. Eu disse mamata! Tem Danilo Oliveira, do PV de Belo Horizonte, Fernando Quaresma do PPS, de São Paulo, Virgínia Figueredo, do PT Rio de Janeiro. Com o sucesso das paradas gays em todo o Brasil, é possivel que candidatos com esse perfil possam conseguir bons resultados nas urnas. Marcelo Cerqueira, integrante do Grupo Gay da Bahia, militante de longa data, confia na sua popularidade em Salvador para conseguir se eleger pelo PV. "O símbolo de nossa luta é o arco-íris, que representa a diversidade. Temos uma orientação de esquerda e queremos, antes de tudo, trabalhar para diminuir a miséria e a violência do nosso país." xi... falou o político...

22.7.04




Não é preciso entrar para a história para fazer um mundo melhor.

UM LIVRO INESQUECÍVEL - A Record está lançando uma nova edição do livro Pedro Páramo , de Juan Rulfo. Passado o tempo, Rulfo continua sendo uma das poucas, quase únicas, unanimidades na literatura da América latina: é um dos autores mais estudados e reverenciados, um dos menos imitados. Rulfo é uma espécie de ícone para escritores de linhas, tendências, épocas e estilos completamente diferentes, como Carlos Fuentes e Gabriel García Márquez. São poucos os autores que, como ele, dividiram o cenário das letras em um antes e um depois. Foi dono de técnicas de escrita especialmente audazes e modernas em seu tempo, e com elas tornou universal uma realidade local. Escreveu e revelou o mundo de seus fantasmas e esperanças, e, assim, nos revelou o mundo de todos nós.


Seus contos esparsos, publicados em revistas e suplementos a partir de 1945, chamaram a atenção em alguns círculos literários. Ao reuni-los em um único volume, CÉU EM CHAMAS, seu prestígio aumentou bastante. Passou a ser considerado um novo expoente da literatura regionalista mexicana, mas essa visão durou quase que nada. Ficou claro que seus contos rompiam qualquer classificação, negavam-se a ser reduzidos a rótulos. A linguagem de seus personagens é sempre a mais próxima possível da fala do campo. O cenário é descrito com exatidão: nada sobra, nada falta. Há sempre expressões populares, porque o narrador é sempre, ou quase, um homem do campo.


Em 1953, passou a escrever um romance cujo o título inicial era Los murmullos. Seria publicado em 1955 com outro título: PEDRO PÁRAMO . O livro move-se entre diferentes tempos, em distintos planos narrativos, e em suas páginas rompem-se todas as fronteiras entre vivos e mortos. Há vários livros dentro desse romance conciso e contido. Uma história de amor desmesurado, desesperado e belo; também uma história da injustiça; outra, de vingança; e mais um painel depurado e amargo da realidade social nos campos do México de uma época imprecisa e, por isso mesmo, permanente; e também a história de um filho à procura do pai; e a de um povoado habitado por mortos e fantasmas.


Juan Rulfo (1917-1986) nasceu em Sayula, no estado de Jalisco, no México. Seu nome completo era Juan Nepomuceno Carlos Pérez Rulfo Vizcaíno. Estabelecido na Cidade do México, começou a publicar seus contos em revistas a partir de 1945. Deixou também um legado como fotógrafo, tendo publicado o livro de fotografias, Inframundo, em 1981. Recebeu o prêmio nacional de Literatura do México em 1970 e o Prêmio Príncipe Astúrias na Espanha em 1983. Grandes nomes da literatura latino-americana são agraciados com Prêmio Juan Rulfo, criado em 1991.




A seguir, trecho de Pedro Páramo. Quem quiser ler o livro no original é só clicar AQUI!

Vim a Comala porque me disseram que aqui vivia meu pai, um tal de Pedro Páramo. Minha mãe me disse. E eu prometi que viria vê-lo assim que ela morresse. Apertei suas mãos em sinal de que faria isso; pois ela estava morrendo, e eu decidido a prometer tudo. “Não deixe de ir visitá-lo”, recomendou ela. “O nome dele é assim e assado. Tenho certeza que ele vai gostar de conhecer você.” Então não tive outro jeito a não ser dizer a ela que faria isso, e de tanto dizer continuei dizendo mesmo depois que minhas mãos tiveram trabalho para se safarem de suas mãos mortas.

20.7.04



A única maneira de ter amigos é ser amigo.





GEORGE SOROS ESTOURA A BOLHA DA SUPREMACIA AMERICANA - Livro corajoso e polêmico de um homem que quer defender apaixonadamente os valores americanos da descuidada e arrogante administração Bush. George Soros demonstra brilhantemente como mecanismos que construíram o mais forte capitalismo de mercado, a aplicação da lei e da autoridade moral estão agora ameaçados com a atitude de supremacia de alguns de Washington. Assim o prêmio nobel de economia Joseph Stiglitz apresenta o livro A Bolha da Supremacia Americana, que o mega investidor George Soros escreveu para desafiar o atual governo dos EUA. Numa linguagem clara e objetiva, o milionário se revela um arguto analista político ao analisar os bastidores do governo, e o jogo de interesses  escusos manipulados pela Casa Branca.


Ao mesmo tempo, o retrato que pinta do presidente George W. Bush não é nem um pouco lisonjeiro. Para ele o governo dos EUA é uma reencarnação do governo fascista de Adol Hitler. Quando escuto o Bush dizer 'ou estão conosco ou contra nós' lembro dos alemães. Soros sabe bem o que está dizendo. Na sua infância, em 1944 viu quatrocentos mil judeus serem exterminados na Hungria pela fúria da ditadura nazista. Sua família conseguiu sobreviver depois de passar momentos de horror. Além do fascismo alemão a família Soros ainda sofreu com a tomada da Hungria pelos soviéticos. O livro de George Soros tem um tom de desespero caracteristico de quem já sentiu de perto os horrores do fascismo, sobreviveu a duas ditaduras e está vendo a possibilidade da história se repetir. Na apresentação do livro ele escreve: Este livro foi publicado com grande pressa tendo em vista a urgência do tema.

   
George Soros é uma figura lendária do mercado finaceiro internacional. Nasceu em 1930 em Budapeste, numa família classe média. Seu pai Trivadar Soros foi prisioneiro na primeira guerra mundial e foi essa experiência que ajudou a família a sobreviver ao terror nazista. Depois de fugir para a Suécia, foi estudar economia na Inglaterra onde sobreviveu trabalhando como  pintor de paredes, garçon e carregador na estação de trens. Em 1956, com 26 anos, mudou-se para Nova York a  fim de trabalhar no mercado financeiro. Chegou na cidade com US$ 5 mil no bolso. Hoje sua fortuna é calculada em US$ 7 bilhões.


No livro, Soros usa sua experiência nos mercados financeiros e faz uma comparação do empenho do governo Bush pela supremacia americana com o fenômeno das bolhas que provocam altas e baixas no mercado de ações. Assim, analisa como houve uma exploração deliberada dos atentados ao World Trade Center para promover políticas que de outra forma o povo americano não teria aceitado. Para ele a ideologia supremacista do governo Bush vai de encontro aos princípios de uma sociedade aberta, pois se diz detentora da verdade definitiva. Ela postula que, como os EUA são mais forte que os outros, eles tem sempre razão e o direito está do lado deles. É esse ponto em que convergem o fundamentalismo religioso e o fundamentalismo de mercado para formar a ideologia da supremacia americana.   



 
BRASIL MODERNO - Os casais homossexuais estão em lua de mel com a justiça brasileira. Tudo porque o Tribunal da 17ª Vara Cível da capital paulista determinou que as empresas de planos privados de saúde devem aceitar a inscrição de dependentes de associados homossexuais. Foi um veredicto sem precedentes na justiça do país. Depois do apoio do presidente Lula as reinvidicações de gays e lésbicas agora é o poder judiciário que dá sinais de modernidade. Viva o Brasil! 
 


 
TIA EUGÊNIA - Ativistas do movimento gay preparam uma avalanche de processos contra o cardeal emérito do Rio de Janeiro Dom Eugênio Salles. Indignados com a série de artigos condenando o homossexualismo escritos pelo cardeal as bichas decidiram partir para o ataque. Com o apoio da defensoria homossexual do estado de São Paulo o grupo esta entrando com uma série de processos, alegando que as afirmações do reverendo são caluniosas e incitam o preconceito por isso  reinvindicam idenização por danos morais e  retratação pública. O editor da revista Homens José Viterbo assim definiu sua posição: Dom Eugênio deseja reserva de mercado. Ele quer que o homossexualismo seja privilégio dos padres.
 


 
COWS DON'T FLY - O DJ Bruno Astuto, personagem de ponta do nosso gay society, se uniu a Alexia Namur e Thix Gregory e formaram o grupo CDF - Cows don´t fly, a primeira banda de electrochic do mundo, que toca dia 22 de agosto no Phosphobox. Com inserções minimalistas e debochadas, o trio incendiário faz remixes impensáveis de sucessos hoje esquecidos como também de  músicas inéditas. Os refrões são intercalados com gritos histéricos e perfomances absurdinhas e o som varia entre o mais baixo nível do trash à nobreza das grandes famílias francesas. Chá com cicuta. 









Há duas maneiras de viver a vida. Uma, como se nada fosse milagre. A outra, como se tudo fosse milagre.



CRISTAL BACHARACH – Eu me senti acordando de um sonho, quando saí do Teatro Glória, depois de assistir ao musical Cristal Bacharach. Acordando de um sonho maravilhoso de luzes, cores, risos, alegria e belas canções. Charles Moeller e Cláudio Botelho são do ramo. Eles sabem fazer espetáculos musicais. Sabem, gostam e fazem bem. O estilo Broadway de fazer teatro está no DNA do casal. E o mais novo resultado dessa paixão pela Broadway é o espetáculo produzido a partir das músicas de Burt Bacharach.


A idéia por si só já é brilhante. O repertório de Burt Bacharach é de uma riqueza imensa e de uma beleza infinita. Clássicos da canção americana, com uma sofisticação melódica que passeia do rock romântico aos grandes momentos da era do rádio. Montar uma peça tendo como gancho reunir num palco algumas dessas canções foi uma sacada de gênio da dupla Moeller & Botelho.


Se o espetáculo é musical os atores precisam saber cantar. Os pombinhos Moeller & Botelho sabem disso. O elenco de Cristal Bacharach canta muitíssimo bem. Eles sabem cantar. São afinados, cantam com personalidade, têm belas vozes. As canções do velho Burt são tratadas com carinho pela troupe e isso é comovente. Parece que os artistas estão acariciando as canções. Saboreando as melodias. Degustando os acordes, empenhados em fazer um tributo a um gênio da música.


E se é para fazer um tributo a um gênio, o espetáculo teria que ser genial. Assim devem ter pensado o casal Moeller & Botelho, quando conceberam o musical. Os pombinhos são responsáveis por sucesso de bilheteria como Company, Opera do Malandro e Cole Porter, ele nunca disse que me amava. A história de uma mãe casadoira e seus cinco filhos tem humor, ternura, paixão, amor. Além dos ganchos necessários para a entrada das canções.


Totia Meirelles está sensacional como a mãe rica e fútil. Eu já a tinha visto brilhar em Company, também de Moeller & Botelho. Mas em Cristal Bacharach ela supera todas as expectativas, com sua voz colocada, seu domínio de palco e um incrível par de pernas. O restante do elenco segue os passos da protagonista e também arrasa tanto no canto quanto na performance dramática. Cristal Bacharach merece ser visto muitas e muitas vezes.


Dez músicas incríveis de Burt Bacharach:

1 – The look of love
2 – What the world needs now is love
3 – Close to you
4 – One less bell to answer
5 – I never fall in love again
6 – Don’t make me over
7 – Do you know the way to San José
8 – I say a little prayer
9 – Make it easy on yourself
10- Walk on by

14.7.04




O homem não é tão ferido pelo que acontece, e sim por sua opinião sobre o que acontece.

NOS TATAMES DA CIDADE - O circo do Jiu-Jitsu aterrisa na Tijuca. Entre os dias 22 e 25 de julho será realizada no Tijuca Tênis Clube a nona edição do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, o mais importante torneio dessa modalidade esportiva. O campeonato reúne os mais importantes lutadores do Brasil e do exterior. A rapaziana já está preparando seus quimonos para fazer bonito no tatame. São muito aguardadas as revanches entre os lutadores Leonardo Leite e Fabricio Verdun e Eric Wanderlei e Roberto Tozi.




ESTRELA DE DAVI - De 9 a 15 de agosto vai rolar em São Paulo a oitava edição do Festival do Filme Judaico. O destaque desta edição é o lançamento do filme Olga, superprodução dirigida por Jayme Monjardim, baseado no livro de Fernando Morais, que conta a história de Olga Benário, a judia revolucionária que viveu no Brasil e foi entregue a Hitler por Getúlio Vargas. Na abertura do festival será exibido Lost Zweig, de Sylvio Back, que narra a última semana de vida do escritor humanista Stefan Zweig, que fugiu da Segunda Guerra Mundial e cometeu suicidio no Brasil.


Participam da mostra competitiva filmes inéditos e premiados, como as comédias Bit by Bit de J. Metzger (Suécia), Deus é Grande, Eu Não de P. Bailly (França), e o hilariante super-herói das causas judaicas The Hebrew Hammer, de J. Kesselman (EUA). Dramas como Monsieur Batignole, de G. Jugnot (França), Embaixo d'água de E. Londner (Israel), Mendy de A. Vardy (EUA) e Passagem Secreta de A. Kenovic (UK). O musical Gevatron sobre o famoso coral de Israel dos anos 70 e, o policial Sociedade Cemitério de N. Racz (Canadá). Entre os documentários, o destaque é o brasileiro "33" de Kiko Goifman, e o premiado Esqueça Bagdá de Samir sobre judeus do Iraque.




X DEMENTE - Sábado que vem a Lapa vai pegar fogo com mais uma edição da festa X-Demente do produtor Fabio Monteiro. Os modernos, os freaks, os clubers, os fashion-victims e os antenados já estão resevando seus comprimidos de ecstase e seus baseados. Todos na maior excitação por causa da festa, que vai rolar na Fundição Progresso. Fabio Monteiro promete duas pistas de dança descoladíssimas. Na primeira a DJ Ana Paula vai tocar house tribal, seja lá o que isso for. Na pista 2 só Eletro com os DJs Gustavo Tatá e Breno Ung. Vai ser imperdível.




A CHINA É AZUL - Gilberto Scofield já está devidamente instalado em Pequim. Antes de viajar o jornalista reuniu os amigos para uma despedida no Galeria Café com muita vodka e a música do DJ Binho. Durante a festa ele contou histórias muito engraçadas sobre a China, já que ele foi fazer a cobertura da viagem do presidente Lula. Lá do outro lado do mundo Gilberto manda noticias através do seu fotolog.




BABY BEBEL - Bebel Gilberto fez show em Paris, no chiquérrimo Bataclan. O Le Monde publicou longa reportagem sobre a cantora. Quando lhe perguntaram porque ela cantava músicas em inglês e não apenas em portugues La Gilberto respondeu: É que eu nasci em Nova York. O Le Monde contou que as estações do metrô de Paris estão ilustradas com enormes fotos da Bebel. Ao mesmo tempo a última edição da revista Billboard, a bíblia da música nos EUA, tem Bebel Gilberto na capa, anunciando que a partir de agosto ela vai fazer uma série de 20 shows nos EUA.


Pena que os críticos brasileiros tenham sido tão blasés com o disco da Bebel. Mauro Ferreira, o crítico do jornal O DIA, disse que ela não tinha voz e que não sabia compor. E que o seu primeiro disco tinha feito sucesso no exterior mais por um golpe de sorte do que por talento da artista. Eu posso com essa bicha? O disco é ótimo, Bebel tem uma voz belíssima e ela é super dedicada ao seu trabalho. Além disso ela compõe desde adolescente. Guardei um exemplar da Billboard para esfregar na cara do Mauro Ferreira quando encontrar com ele.

12.7.04





A inveja é o mais sincero dos elogios.

GLÓRIA FEITA DE SANGUE - É impressionante o filme de Stanley Kubrick Paths of Glory, cujo título no Brasil é Glória feita de sangue. Ambientado na primeira guerra mundial, o filme mostra como uma guerra pode servir apenas a interesses menores de governos e autoridades. Kirk Douglas interpreta um oficial que é induzido por seu superior a levar seus homens numa operação arriscada, apenas porque o general deseja adquirir mais uma estrela na sua patente. Ele sabe que a operação resultará na morte de metade do seu batalhão, mas a sua vaidade é mais importante. O general, como é comum nestes casos, apela para o patriotismo de seus homens. É nesse momento que o personagem de Kirk Douglas cita nominalmente o pensador Samuel Jonhson e sua famosa frase: O patriotismo é o último refúgio de um canalha.


Glória Feita de Sangue é a metáfora perfeita para as implicações políticas da invasão do Iraque. O governo americano mentiu e falsificou documentos como desculpa para justificar a guerra. Agora tenta de todas as maneiras uma saída honrosa para seus crimes. A última tentativa dos gangsters da Casa Branca foi demitir o chefe da CIA, alegando que foram erros dos relatórios do serviço de inteligência que induziram os EUA a invadir o Iraque. Bullshit!


A prisão de Saddam Hussein é um absurdo. Se ele foi um ditador, para o povo do seu país, é esse mesmo povo quem tem que se livrar deste problema. Quem deu a George Warren Bush o poder de polícia internacional e prender Saddam Hussein? Até porque, todos os crimes que estão sendo atribuídos a Saddam também podem (e devem) ser atribuídos a George W. Bush. Se Saddam praticou torturas contra cidadãos iraquianos, Bush também praticou. Se Saddam invadiu um país, Bush também invadiu. Se Saddam descumpriu leis internacionais, Bush também descumpriu. George W. Bush também tem que ser preso, julgado e condenado pelos seus crimes de guerra.


Existe no mundo um pensamento conformista que aceita as monstruosidades desse sujeito apenas porque ele é americano, branco e fala inglês. É uma nova leitura do nazismo, preconizado por Adolf Hitler, que encontrou eco no império americano. Esse raciocínio determina que os americanos são uma raça superior. Sendo assim, eles podem tudo. Até invadir outro país, atirar bombas em seus cidadãos e se apoderar de suas riquezas.


George W. Bush é um grande aliado do terrorismo. Como nenhum outro, o pilantra usa o terrorismo a seu favor. Agora, por exemplo, ele está reinvidicando o direito de adiar as eleições, caso haja algum ato terrorista nos EUA. Isso é uma tentativa de golpe. Primeiro, ele está aterrorizando a população americana. Segundo, não me surpreenderia se o próprio governo dos EUA já estivesse planejando um ataque terrorista, visando apavorar os americanos e se manter no poder. Bush chegou num ponto em que sua sobrevivência política depende de um ataque terrorista.




CINEMA É A MELHOR DIVERSÃO - A seguir, uma lista dos dez últimos filmes que assisti no DVD. Barry Lyndon assisti várias vezes no cinema. E quanto mais eu assisto, mais gosto do filme. A narrativa, a forma de atuação dos atores, a direção mágica de Kubrick, a fotografia e a trilha sonora. Sem dúvida, é um dos meus filmes favoritos. Quando os homens são homens é um faroeste dirigido por Robert Altmann, com Warren Beatty e Julie Christie. É um filme pertubardor, belo e triste. Gostei tanto que assisti novamente no dia seguinte. É todo sublinhado por uma trilha sonora sensacional composta de canções de Leonard Cohen. Os deuses vencidos assisti por ocasião da morte do Marlon Brando, neste filme em que ele contracena com outro ícone do cinema, Montgomery Cliff, que é o protagonista de Quando uma mulher erra, um dramalhão do Vittorio de Sica. Brigitte Bardot está maravilhosa em Ao cair da noite. E é tão raro encontrar um filme estrelado por BB nas locadoras. Três homens em conflito tem uma das fórmulas mais bem sucedidas da história do cinema: Clint Eastwood + Sergio Leone + Ennio Moricone.


1 - Barry Lyndon, de Stanley Kubrick
2 - Glória feita de sangue, de Stanley Kubrick
3 - A morte passou por perto, de Stanley Kubrick
4 - A última vez que vi Paris, de Richard Brooks
5 - Os Deuses Vencidos, de Edward Dmytryk
6 - Quando a mulher erra, de Vittorio de Sica
7 - Quando os homens são homens, de Robert Altmann
8 - A vida de David Gale, de Alan Parker
9 - Ao cair da noite, de Roger Vadim
10- Três homens em conflito, de Sergio Leone




SHOCKING BLUE foi uma banda marcante na história da música pop. Sua canção Vênus é um hit até hoje. Diz a lenda que Vênus é a única música a figurar três vezes em primeiro lugar na lista da Billboard. A primeira vez, em 1970, quando a música foi lançada. A segunda vez em 1981, na gravação do grupo Stars on 45. A terceira vez em 1986, quando a música foi regravada pelo grupo Bananarama. Mas nenhuma das regravações supera a gravação original, capaz de incendiar qualquer pista de dança. A segunda música mais famosa do Shocking Blue, Never Marry A Railroad Man , é uma canção belíssima, cantada de forma pungente pela vocalista do grupo, a holandesa Mariska Veres. Gregory Ofman, fã do grupo, criou um site muito especial dedicado a sua banda favorita. Clique aqui e saiba tudo sobre o Shocking Blue.


NEVER MARRY A RAILROAD MAN


Have you been broken-hearted once or twice
If it's yes how did you feel at his first lies
If it's no you need this good advice


Never marry a Railroad man
He loves you every now and then
His heart is at his new train. No, no , no
Don't fall in love with a Railroad man
If you do forget him if you can
You're better off without him


Have you ever been restless in your bed
And so lonely that your eyes became wet
Let me tell you then one thing


Never marry a Railroad man
He loves you every now and then
His heart is at his new train. No, no , no
Don't fall in love with a Railroad man
If you do forget him if you can
You're better off without him

8.7.04




O prazer dos grandes homens consiste em tornar os outros mais felizes

REVISTA O GLOBO - O novo suplemento dominical do jornal O Globo, será lançado no domingo, 1 de agosto. Em formato tablóide, terá setenta páginas e vai substituir o Jornal da Família, que será assimilado pelo novo produto. Farão parte do novo suplemento os colunistas José Hugo Celidônio, Agamenon Mendes Pedreira, Isabel de Lucca, Alberto Goldin, Ana Cristina Reis, Paulo Coelho, Pasquale Cipro Neto e a maravilhosa Elisabeth Orsini. Todo esse elenco já faz parte da equipe do jornal. A única novidade, por enquanto, é a escritora gaúcha Martha Medeiros. A editora responsável será a jornalista Marília Martins.


O lançamento da revista O Globo é o assunto do momento nos bastidores do circuito jornalístico. Todo mundo curioso para ver o que o tradicional jornal carioca tem, de novo, para oferecer aos seus leitores. O projeto do suplemento tem circulado entre agências de publicidade onde foi recebido com entusiasmo, por ser um produto novo e que, certamente, vai cativar ainda mais os leitores do matutino. Por outro lado, algumas questões estão sendo levantadas por publicitários que tiveram acesso ao número zero. Um deles observou que o suplemento não apresenta novidade alguma, apenas remaneja atrações que já fazem parte do jornal. Uma divulgadora, que circulou nos corredores do Jornal do Brasil com um exemplar, definiu o suplemento da seguinte maneira: É o Jornal da Família em formato de revista.




PELO LEITE DERRAMADO - Enquanto a literatura brasileira é celebrada na FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty, na internet um autor brasileiro fura o bloqueio das grandes editoras, e mostra seu trabalho na revista O CAIXOTE , dedicada a produção literária: Jango Rodrigues. Seu conto Pelo Leite Derramado fez tanto sucesso na web que foi convidado para ser publicado na Espanha, numa coletânea de autores latinos.




O BLOG DE JOHN KERRY - O candidato democrata à presidência dos EUA também têm seu blog. Além de informações sobre o cotidiano do político, o blog apresenta uma lista de political blogs, que oferecem um interessante panorama da politica americana. Essencial para observadores de política internacional.




O RIO TEM SOLUÇÃO - Esse é o mote do candidato a vereador pelo PFL Rafael Gherardi. Só que o moço, com cara de yuppie boa pinta, começou muito mal. Quarta e quinta-feira haviam dois enormes cartazes de sua campanha eleitoral, em pleno calçadão de Ipanema. Agredindo com sua pilantragem a paisagem carioca. É incrível a cara de pau dos políticos.


6.7.04




A felicidade é difícil de se atingir, pois só a atingimos tornando felizes os outros.



MENTE SÃ - Quem está no Brasil é a filósofa australiana Maharishi Sakti Ishaya, adepta da técnica de meditação conhecida como Ascenção dos Ishayas, um conhecimento que veio do Tibet há mais de 2000 anos e se baseia em três verdades fundamentais: louvor, amor e gratidão. Através da prática dessas técnicas podemos superar medos, vícios, síndromes, insônia, remover o stress do sistema nervoso, elevar e expandir a consciência, e sincronizar os dois hemisférios do cérebro. Segundo pesquisas da Universidade de Stanford, um ano de prática dessas técnicas são capazes de rejuvenescer em até sete anos nosso sistema nervoso. Através desse aprendizado, deixamos de nos projetar para o futuro e de carregar o passado, e passamos a viver o aqui-agora. São muito fáceis de praticar, não tem nenhuma conotação religiosa e não é preciso nenhuma respiração, ou postura especial. São muito efetivas e seus benefícios são percebidos imediatamente.


Quem está promovendo a visita de Maharishi Sakti Ishaya é a atriz Patricya Travassos. Sábado e domingo próximos, a filósofa estará ensinando sua técnica de meditação aos cariocas, no salão Sartre do Hotel Glória.




SOLITÁRIO SURFISTA


Acorde num domingo
Tome seu café
Pegue a sua prancha
Tome a benção a mãe
Reze com fé
E vai pro mar



Descubra a naturza, o encanto e o mistério
Desta contagiosa beleza
Que o divino Deus criou
Por isso agradeça e pegue
Uma onda verde-esmeralda
Entre no tubo
E peça licença aos peixes
E namore as sereias
E mostre um front side, um cut back
Um back side, um loop
Um cento e oitenta, um trezentos e sessenta graus
Pois o mar é de graça, e é todo seu



(Jorge Ben Jor)




O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesses. O do socialismo é a distribuição por igual das misérias - Winston Churchill

3.7.04




Uma lágrima para Marlon Brando!

DECADENCE AVEC ELEGANCE – O último dia do Fashion Rio foi excitante e agitado. No lounge do Jornal do Brasil um coquetel para anunciantes com toda a diretoria da empresa. Adriane Galisteu, capa da última edição do Caderno H esteve lá, acompanhada do namorado gostoso, o craque Roger do Fluminense. No stand chamado Jóia Brasil um grupo de joalheiros mostrava seu trabalho. Colares, pulseiras, anéis, broches. Peças lindas e caras. Foi lá que encontrei o empresário Marcus Buaiz. Ele é um rapaz jovem, dinâmico e trabalhador. Mr. Buaiz me disse que tinha fechado um contrato com Eloysa Simão, a organizadora do Fashion-Rio, para levar versões do evento para as cidades de Salvador, Recife e Fortaleza.


Na festa de encerramento encontrei o modelo Miguel Kelner e ele me disse que tinha desistido de desfilar na Rigy depois que soube que ia entrar em cena num grupo de cinqüenta homens. Miguel estava chateado, pois quando o convidaram para o desfile, achava que ia entrar sozinho na passarela. Dois dias antes eu o havia encontrado, num intervalo entre um desfile e outro, e ele havia me dito, todo feliz, que iria estar na passarela da Rigy, usando apenas um sungão. Mas a marca de moda praia quis inovar e colocaram em cena cinqüenta bofes de sungão. E Miguel se recusou a ser um deles, pois queria entrar na passarela sozinho.


Miguel Kelner é um dos homens mais bonitos do Rio de Janeiro. Alto, porte atlético, elegante, educado, charmoso. Faixa-preta de jiu-jitsu, ele criou polêmica nos tatames da cidade, quando posou nu para a revista G Magazine. Nas fotos Miguel aparecia se despindo sensualmente do quimono. Alguns lutadores acharam que era falta de respeito posar nu com o quimono. Mas eu acredito que era apenas ciúme daqueles que gostariam de estar no lugar dele. As fotos são sensacionais. Numa delas o bonitão aparece baixando a calça do quimono, deixando aparecer um belíssimo pau duro. Mr. Kelner é judeu.


Na festa de encerramento do Fashion-Rio Miguel bebeu todas e se mostrou falante e engraçado. Numa roda de amigos contou que dois dias antes, ali mesmo no MAM, havia conhecido uma mulher que se aproximou dele se dizendo produtora de moda e que tinha contatos na Europa e EUA. A mulher pediu seu telefone e no dia seguinte o tinha convidado para jantar. Mas ele achou que a fulana estava apenas tentando seduzi-lo. Com a voz meio chorosa ele se apoiou no meu ombro e falou: Depois que eu posei para a G Magazine as pessoas só se aproximam de mim com segundas intenções. Mas eu não estou à venda. Eu tenho uma família e tenho educação.

1.7.04




O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa!

UMA NOITE DE GLÓRIA - Assim foi a festa da jornalista Erika Palomino, nos salões do Hotel Glória. Erika é muito querida e respeitada pelos fashionistas de todo o Brasil, graças ao seu SITE , que faz a melhor cobertura dos eventos de moda de S.Paulo, Rio, Europa e Estados Unidos. Durante o Fashion Rio ela sempre monta um lounge, que se transforma no centro nervoso do lugar. No momento que acaba um desfile o site publica as fotos e os comentários de Erika e sua equipe sobre tudo o que foi visto.


Erika Palomino é jovem, bonita, alto-astral, cheia de atitude e meio maluquete. Ela assistiu a todos os desfiles sempre na primeira fila, de minissaia e óculos escuros para se proteger da luz forte dos refletores da passarela. Nos intervalos era comum vê-la andando apressada pelos pílotis do MAM, andando de uma tenda para outra, em busca dos desfile. Haviam quatro tendas diferentes.


Foi para celebrar sua participação no evento que Erika fechou dois salões do Hotel Glória, e promoveu festa super animada. Todos os lindinhos e lindinhas, fofos e fofas, belos e belas, das passarelas marcaram presença. Os salões art decô iluminados com luzes de centenas de velas coloridas. Muitos sofás de veludo vermelho. Cadeiras de espaldar alto. Quadros antigos. A ambientação cheia de climas. Bebida e comida à vontade. O DJ Jackson Araújo animando a pista com uma incrível seleção de hits. Todo mundo dançando a valer.


Erika Palomino adentrou o salão do Glória por volta da meia noite, usando um fechativo modelito Maria Bonita Extra. Foi saudada por todos como uma autêntica diva do universo fashion. Vivas e urras e obas foram gritados enquanto a moça atravessava o salão. Na pista dançou cercada de várias admiradores. Trocou beijos ardentes com o namorado Candê e depois sentou na plataforma, ao lado da mesa do DJ e, como uma rainha, recebeu o beija-mão dos súditos do planeta fashion.


Mariana Weickert, magérrima, a modelo que mais frequentou as passarelas, rodopiava na pista de dança. Os modelos Nicolau Gordeeff e Felipe Terra, lindos de doer. Gabriel Mattar, a boca mais sexie da moda brasileira. E mais Luisa Mariani, Erik Marmo, Luana Piovani, Maxime Perelmuter, Toni Oliveira, Vitor Dzenk, Sergio Matos, Aline Moraes, Amora Mautner, Rodrigo Hilbert, Ana Claudia Michels, Isabela Capeto, Felipe Veloso e mais uma multidão de fashionistas.


Bruno Astuto era um dos mais animados na festa da Érika. "Eu leio todos os dias o seu blog", me disse ele, quando fomos apresentados. Astuto fez a trilha sonora no desfile da grife Frankie & Amaury. - Um beijo, Bruno!




DECADENCE AVEC ELEGANCE - Um momento marcante do Fashion Rio: Cíntia Howllet desfilando na passarela ao som do clássico da bossa-nova Ela é carioca. Para mim que já estou acostumado a vê-la desfilando nas areias de Ipanema, foi um prazer vê-la no MAM, defendendo o conceito da marca Frankie & Amaury, cuja coleção foi batizada de As Cariocas. Linda, exalando uma carioquice que é só dela, Cíntia deu um toque de classe a moda brasileira.