27.11.11







A ousadia é, depois da prudência, uma condição especial da nossa felicidade.



UM BRASILEIRO EM LUXEMBURGO - Quem desembarcou neste sábado no Rio de Janeiro foi o atleta brasileiro Bruno Robusto. Ele estava em Luxemburgo, onde foi participar de mais uma edição do Fight Fever, torneio de MMA muito popular naquele país. 2011 está sendo um ano de vitórias para esse rapaz de apenas 21 anos. Em 2010 ele foi visto treinando em sua academia por um dos organizadores do torneio em Luxemburgo, que ficou impressionado com seu estilo de luta. Daí foi convidado a participar da edição do dia 2 de Abril. A vitória resultou num novo convite para lutar na edição do dia 1 de Outubro. A segunda vitória resultou num convite para ficar em Luxemburgo a fim de participar de mais uma luta, que aconteceu em 19 de Novembro. Mais uma vitória.



De volta a Copacabana, cercado de amigos na feijoada de aniversário do seu parceiro Rafael Tiago, Robusto contou de sua experiencia num país distante e exótico. "Um dia antes da viagem os caras me chamaram para um almoço de despedida. Quando cheguei no restaurante tinham 25 pessoas me tratando com o maior carinho, todo mundo querendo que eu ficasse em Luxemburgo", dizia ele, com sua voz serena e tranquila. Na bagagem trouxe um contrato para uma nova luta, no início de 2012. Os promotores queriam que ele ficasse direto, mas ele preferiu voltar para o Rio. "A temperatura lá estava cinco graus abaixo de zero. Preferi voltar para Copacabana e matar saudades da minha família e dos meus amigos."



Atenção Rede Globo! Bruno Robusto está concorrendo a uma vaga no TUF - The Ultimate Fighter, o reality show de lutas que a emissora vai transmitir no próximo ano. Espero que ele seja um dos escolhidos pela produção desse programa, que é uma espécie de Big Brother só com lutadores.



Bruno Robusto voltou com a bagagem carregada de sua viagem. Por isso trouxe na mão os dois troféus que ganhou em Luxemburgo. Viajou tranquilamente de Luxemburgo para Paris. Mas, quando fez escala no Charles De Gaulle, o aeroporto da capital francesa, a segurança não permitiu que ele viajasse com os troféus na mão. "Você pode machucar alguém com esses troféus", lhe disse a bela e rude agente de segurança. Ele então teve que comprar uma mala apenas para despachar os troféus. "Gastei uma grana, já que no Charles De Gaulle é tudo muito caro", disse.



Mas, da temporada na Europa, ele só trouxe boas lembranças. Fez amigos e fãs com suas vitórias em Luxemburgo. "O MMA é muito popular no país, então eu andava pela rua e todo mundo vinha falar comigo, pedia pra fazer foto". Luxemburgo é um grão ducado que faz fronteira com a França, Bélgica e Alemanha. A proximidade fez com que Bruno pudesse fazer grandes passeios por esses países e se deliciar com a cultura, as paisagens, a comida e tudo o mais que a Europa tem para oferecer.



Bruno Robusto começou a lutar Muay Thai com dezesseis anos e logo se destacou na modalidade de luta que escolheu para treinar. Desde então começou a juntar dinheiro para viajar para a Tailândia, berço dessa arte marcial. Com calma e persistência conseguiu realizar seu sonho. Em 2010, pagando as despesas do seu próprio bolso, viajou para Bangkok a fim de participar de importante torneio local. Na volta ao Brasil, quando estava treinando, foi convidado para fazer fotos para um ensaio de moda da edição alemã da revista Vogue. "Os outros lutadores eram muito mais bonitos, mas, não sei porque, eu é que fui escolhido", diz com sua voz mansa. E quando lhe perguntam dos seus planos para o futuro ele não sabe o que dizer. "Eu simplesmente vivo a minha vida e deixo que as coisas aconteçam".



25.11.11




















ZÉ CARIOCA - Renato Gaúcho, na praia de Ipanema, praticando seu esporte favorito, depois do futebol: o futevolei. A rede em frente a rua Vinicius de Moraes é o seu quintal. Ali ele é o dono do pedaço, jogando futevôlei com os atletas da região. É ali, ao lado do Renato Carioca (sim, ele é um simbolo do Rio) que os grandes atletas do futevolei praticam seu esporte e se exercitam para os diversos torneios que estão acontecendo no Leblon, em Ipanema e em Copacabana.
A história do mundo é, essencialmente, uma história de idéias.



QUAL É, BAIANA - Essa é uma das músicas que mais gosto do Caetano Veloso. Lembro como se fosse hoje a primeira vez que ouvi essa música, tocada num carnaval perdido tempo. Eu era um garoto e estava tão louco no meio da folia, quando de repente a banda começou a tocar essa música. E eu adorei o refrão, o ritmo, a idéia da canção e, principalmente, os versos finais quando ele diz "domingo no Porto da Barra todo mundo agarra mas não pode amar..." É a história da minha vida.


24.11.11



ARTÉRIAS - NOVO LIVRO DE ZECA FONSECA - Escritor dos bons, Zeca Fonseca lançou seu novo livro nesta quarta-feira, na livraria Argumento. Depois dos romances O Adorador e Pandemonium, de conteúdo denso e forte, Zeca mostra seu lado mais romântico e suave em Artérias, que reúne contos e crônicas. Zeca também é editor de um projeto chamado Berçário de Talentos, onde coordena o trabalho de jovens escritores. Abaixo a reprodução de uma crônica publicada no blog do escritor.





Quando eu era bem pequeno me fizeram aquela pergunta clássica “o que você quer ser quando crescer?” E eu, do alto de meus cinco anos, disse: “Quero ser homem casado.” Todos riram daquela minha frase, porque imaginaram uma resposta como ‘quero ser bombeiro’, policial ou qualquer outra coisa, menos homem casado. Bom, meus pais não se preocuparam com aquilo. E sempre contavam a história em tom de piada. Eu nunca entendia a graça da piada; e só hoje, depois de dois casamentos fracassados, consigo entender o que tem de hilário naquele meu desejo infantil. Eu sempre quis ser o chefe de uma família feliz, pois era assim que eu via a minha própria família. Uma ilha cercada de felicidade por todos os lados. Tudo era perfeito, apesar dos percalços normais que por vezes desestabilizavam aquela felicidade reinante na ilha, ou seja, na família.



O tempo passou e eu casei com a mãe de meu filho, ainda na faculdade. Éramos o casal cult da PUC no início dos anos 1980. Nosso filho nasceu logo, em 1982, em plena Copa do Mundo de Futebol. Aquela Copa foi disputada na Espanha e eu, como um bom viciado em futebol, queria ver todos os jogos. Fui forçado a mentir para minha esposa, e disse que estava fazendo hora extra no jornal em que trabalhava na época. Eu era responsável por render minha sogra que ficava com o nosso filho todos os dias para que pudéssemos trabalhar. E os jogos da Copa eram justamente no horário em que eu tinha de chegar para liberá-la. Resultado: a mãe dela passou a ficar até mais tarde para me esperar. Pronto, minha Copa estava salva, só não sabia que no final o Brasil seria desclassificado pela Itália do modo como foi, jogando melhor. Futebol tem isso que nenhum outro esporte tem – nem sempre vence o time que joga melhor. E foi assim naquela Copa de 1982 vencida pela Itália. O Brasil era muito melhor, e jogava um futebol bonito de se ver.



O tempo não parou e casei novamente, desta vez nasceu uma menina. Assim como no nascimento do meu filho, em 1992 o Vasco da Gama, meu time de coração, também foi campeão carioca. Hoje meu filho continua sendo vascaíno e isso é motivo de muito orgulho para mim. Minha filha foi contaminada pela família de sua mãe e hoje em dia torce pelo Flamengo. Isso poderia ser motivo de profunda tristeza para mim. Mas sei que um dia ela vai acordar desse pesadelo preto e vermelho em que vive. Nesse ano meu time está demais. O Vasco já ganhou a Copa do Brasil, está em segundo no campeonato brasileiro e ainda tem chance de ganhar a Copa Sul Americana. Se isso acontecer será um feito inédito; nunca um clube brasileiro venceu essas competições em um mesmo ano. Ah preciso dizer que me casei pela terceira vez. O relacionamento começou devagar, sem muita pretensão e hoje em dia não sei como viver sem essa mulher. Não tenho filho com ela, mas sinto muito carinho pelos filhos dela. Eles não são vascaínos, mas respeitam a minha forma doente de torcer pelo Vasco.



Dizem que o terceiro casamento é o melhor de todos, e eu tive a felicidade de comprovar isso.Muitos não passam do primeiro casamento por preguiça de descasar, e eu até entendo. Todos querem ter prazer, mas ninguém quer ter trabalho. Vivemos a era do hedonismo e da falta de confiança. Ameaças constantes para qualquer relacionamento, oficializado ou não.Eu sou feliz na maioria das horas, e ainda bem que sou triste de vez em quando. Sem experimentar tristeza uma pessoa não pode saber se está feliz ou não.Eu que sempre quis ser homem casado, hoje sou feliz como nunca fui porque hoje tenho a mulher que amo. E olhem a coincidência: ela torce pelo Vasco! - (Zeca Fonseca)



Quando eu era bem pequeno me fizeram aquela pergunta clássica “o que você quer ser quando crescer?” E eu, do alto de meus cinco anos, disse: “Quero ser homem casado.” Todos riram daquela minha frase, porque imaginaram uma resposta como ‘quero ser bombeiro’, policial ou qualquer outra coisa, menos homem casado. Bom, meus pais não se preocuparam com aquilo. E sempre contavam a história em tom de piada. Eu nunca entendia a graça da piada; e só hoje, depois de dois casamentos fracassados, consigo entender o que tem de hilário naquele meu desejo infantil. Eu sempre quis ser o chefe de uma família feliz, pois era assim que eu via a minha própria família. Uma ilha cercada de felicidade por todos os lados. Tudo era perfeito, apesar dos percalços normais que por vezes desestabilizavam aquela felicidade reinante na ilha, ou seja, na família.





O tempo passou e eu casei com a mãe de meu filho, ainda na faculdade. Éramos o casal cult da PUC no início dos anos 1980. Nosso filho nasceu logo, em 1982, em plena Copa do Mundo de Futebol. Aquela Copa foi disputada na Espanha e eu, como um bom viciado em futebol, queria ver todos os jogos. Fui forçado a mentir para minha esposa, e disse que estava fazendo hora extra no jornal em que trabalhava na época. Eu era responsável por render minha sogra que ficava com o nosso filho todos os dias para que pudéssemos trabalhar. E os jogos da Copa eram justamente no horário em que eu tinha de chegar para liberá-la. Resultado: a mãe dela passou a ficar até mais tarde para me esperar. Pronto, minha Copa estava salva, só não sabia que no final o Brasil seria desclassificado pela Itália do modo como foi, jogando melhor. Futebol tem isso que nenhum outro esporte tem – nem sempre vence o time que joga melhor. E foi assim naquela Copa de 1982 vencida pela Itália. O Brasil era muito melhor, e jogava um futebol bonito de se ver.





O tempo não parou e casei novamente, desta vez nasceu uma menina. Assim como no nascimento do meu filho, em 1992 o Vasco da Gama, meu time de coração, também foi campeão carioca. Hoje meu filho continua sendo vascaíno e isso é motivo de muito orgulho para mim. Minha filha foi contaminada pela família de sua mãe e hoje em dia torce pelo Flamengo. Isso poderia ser motivo de profunda tristeza para mim. Mas sei que um dia ela vai acordar desse pesadelo preto e vermelho em que vive. Nesse ano meu time está demais. O Vasco já ganhou a Copa do Brasil, está em segundo no campeonato brasileiro e ainda tem chance de ganhar a Copa Sul Americana. Se isso acontecer será um feito inédito; nunca um clube brasileiro venceu essas competições em um mesmo ano. Ah preciso dizer que me casei pela terceira vez. O relacionamento começou devagar, sem muita pretensão e hoje em dia não sei como viver sem essa mulher. Não tenho filho com ela, mas sinto muito carinho pelos filhos dela. Eles não são vascaínos, mas respeitam a minha forma doente de torcer pelo Vasco.





Dizem que o terceiro casamento é o melhor de todos, e eu tive a felicidade de comprovar isso.Muitos não passam do primeiro casamento por preguiça de descasar, e eu até entendo. Todos querem ter prazer, mas ninguém quer ter trabalho. Vivemos a era do hedonismo e da falta de confiança. Ameaças constantes para qualquer relacionamento, oficializado ou não.Eu sou feliz na maioria das horas, e ainda bem que sou triste de vez em quando. Sem experimentar tristeza uma pessoa não pode saber se está feliz ou não.Eu que sempre quis ser homem casado, hoje sou feliz como nunca fui porque hoje tenho a mulher que amo. E olhem a coincidência: ela torce pelo Vasco!





Zeca Fonseca



Quando eu era bem pequeno me fizeram aquela pergunta clássica “o que você quer ser quando crescer?” E eu, do alto de meus cinco anos, disse: “Quero ser homem casado.” Todos riram daquela minha frase, porque imaginaram uma resposta como ‘quero ser bombeiro’, policial ou qualquer outra coisa, menos homem casado. Bom, meus pais não se preocuparam com aquilo. E sempre contavam a história em tom de piada. Eu nunca entendia a graça da piada; e só hoje, depois de dois casamentos fracassados, consigo entender o que tem de hilário naquele meu desejo infantil. Eu sempre quis ser o chefe de uma família feliz, pois era assim que eu via a minha própria família. Uma ilha cercada de felicidade por todos os lados. Tudo era perfeito, apesar dos percalços normais que por vezes desestabilizavam aquela felicidade reinante na ilha, ou seja, na família.





O tempo passou e eu casei com a mãe de meu filho, ainda na faculdade. Éramos o casal cult da PUC no início dos anos 1980. Nosso filho nasceu logo, em 1982, em plena Copa do Mundo de Futebol. Aquela Copa foi disputada na Espanha e eu, como um bom viciado em futebol, queria ver todos os jogos. Fui forçado a mentir para minha esposa, e disse que estava fazendo hora extra no jornal em que trabalhava na época. Eu era responsável por render minha sogra que ficava com o nosso filho todos os dias para que pudéssemos trabalhar. E os jogos da Copa eram justamente no horário em que eu tinha de chegar para liberá-la. Resultado: a mãe dela passou a ficar até mais tarde para me esperar. Pronto, minha Copa estava salva, só não sabia que no final o Brasil seria desclassificado pela Itália do modo como foi, jogando melhor. Futebol tem isso que nenhum outro esporte tem – nem sempre vence o time que joga melhor. E foi assim naquela Copa de 1982 vencida pela Itália. O Brasil era muito melhor, e jogava um futebol bonito de se ver.





O tempo não parou e casei novamente, desta vez nasceu uma menina. Assim como no nascimento do meu filho, em 1992 o Vasco da Gama, meu time de coração, também foi campeão carioca. Hoje meu filho continua sendo vascaíno e isso é motivo de muito orgulho para mim. Minha filha foi contaminada pela família de sua mãe e hoje em dia torce pelo Flamengo. Isso poderia ser motivo de profunda tristeza para mim. Mas sei que um dia ela vai acordar desse pesadelo preto e vermelho em que vive. Nesse ano meu time está demais. O Vasco já ganhou a Copa do Brasil, está em segundo no campeonato brasileiro e ainda tem chance de ganhar a Copa Sul Americana. Se isso acontecer será um feito inédito; nunca um clube brasileiro venceu essas competições em um mesmo ano. Ah preciso dizer que me casei pela terceira vez. O relacionamento começou devagar, sem muita pretensão e hoje em dia não sei como viver sem essa mulher. Não tenho filho com ela, mas sinto muito carinho pelos filhos dela. Eles não são vascaínos, mas respeitam a minha forma doente de torcer pelo Vasco.





Dizem que o terceiro casamento é o melhor de todos, e eu tive a felicidade de comprovar isso.Muitos não passam do primeiro casamento por preguiça de descasar, e eu até entendo. Todos querem ter prazer, mas ninguém quer ter trabalho. Vivemos a era do hedonismo e da falta de confiança. Ameaças constantes para qualquer relacionamento, oficializado ou não.Eu sou feliz na maioria das horas, e ainda bem que sou triste de vez em quando. Sem experimentar tristeza uma pessoa não pode saber se está feliz ou não.Eu que sempre quis ser homem casado, hoje sou feliz como nunca fui porque hoje tenho a mulher que amo. E olhem a coincidência: ela torce pelo Vasco!





Zeca Fonseca



16.11.11

Não existe nada de grandioso sem paixão.




UMA LÁGRIMA PARA ROBERTO - O feriado da Proclamação da República foi triste para o Posto Seis, em Copacabana, com a morte de Roberto, um dos seus queridos personagens. Seu nome era Roberto, mas todo mundo o conhecia como Boi. Era frequentador do Clube dos Marimbás, bebia chope no Césare, foi jogador de futebol de praia e marcou época vestindo a camisa do Lá Vai Bola, um dos mais tradicionais e irreverentes times. Jogava vôlei, treinava jiu-jitsu. Era um atleta forte, másculo e vigoroso e por isso ganhou o apelido de Boi. Um grande sujeito. Pacífico, amoroso, querido pelos amigos. Ele teve um enfarte enquanto tomava banho em casa.


Na juventude fizemos muitas farras juntos. Noitadas, bebedeiras, farras homéricas. Cada vez que o Lá Vai Bola ganhava uma partida, a rapaziada parava o Posto Seis. E quando perdia era a mesma coisa. Tudo era desculpa para fazer uma festa. Com o passar do tempo, o pessoal foi ficando mais sossegado. Casamentos, filhos, maturidade. Mas a turma sempre se encontrava nos aniversários, ou então no Natal e no Ano Novo. Um grupo muito unido e afetuoso que, quando se encontrava, se transformava numa explosão de alegria. E ontem, pela primeira esse grupo esteve reunido para uma despedida.


Nos últimos anos Boi se tornou espírita. Estudava o assunto, participava de reuniões. E, sempre que a gente se encontrava, comentava como a vida dele tinha mudado depois que passou a se dedicar ao espiritismo.


A última vez que o vi, foi num encontro apressado. Eu estava atrasado para um compromisso e ele caminhava apressado do outro lado da rua. Trocamos um cumprimento rápido, mas lembro bem do seu sorriso. Ele me deu um sorriso franco, um sorriso que era um gesto de carinho. Foi um sorriso tão envolvente que quase que eu atravesso a rua para lhe dar um abraço. Mas eu estava com pressa e segui em frente, sem imaginar que aquela seria a última vez que eu veria o seu sorriso.


A última vez que nós conversamos também aconteceu algo marcante. Eu tinha saído do cinema, onde assistira "Meia noite em Paris", o filme de Woody Allen, e o encontrei em frente a portaria do prédio onde ele morava. Boi fez a maior festa quando me viu. Eu comentei sobre o filme, disse para ele ir assistir e começamos a conversar. Uns quarenta minutos de conversa. E no meio do papo ele me disse uma coisa que me chamou atenção. "Você é um cara movido pela paixão. O que te move na vida não é o dinheiro, nem o sucesso, nem a ganância. O que faz você seguir em frente é a paixão pelas coisas, pelas pessoas..." Quando ele me disse isso eu me senti completamente nu. Nunca havia pensado nisso, mas, foi como se ele tivesse me revelado um segredo que eu mantinha guardado. Fiquei vários dias pensando nisso, impressionado como ele me conhecia, como ele sabia de mim, como ele me observava com atenção. E ontem, enquanto jogava pétalas de flores sobre a sua sepultura, lembrei da expressão máscula e bela do seu rosto, com sua voz gentil me dizendo "você é um cara movido pela paixão..."


Descanse em paz, meu querido...


















































































CANAL ESPN GRAVA SÉRIE SOBRE FUTEBOL DE PRAIA - Nas próximas semanas o canal de esportes ESPN vai filmar vários jogos do Campeonato Carioca de Futebol de Praia. Dribles, trocas de passes, cobranças de falta, ataques e defesas. As câmeras do ESPN vão registrar cada detalhe dos jogos. As imagens vão ser usadas numa série chamada Ao som do mar, que pretende contar a história do futebol de praia. Desde os times do passado, até as equipes que hoje disputam o Campeonato Carioca. O programa também pretende gravar entrevistas com jogadores de destaques no campeonato. A idéia é fazer da série um raio x do que é o futebol de praia e sua influência na cultura esportiva da cidade. A princípio o programa terá quatro capítulos e será exibido durante o mês de janeiro. Ao som do Com direção do

















as.
.

15.11.11



A ironia é a expressão mais perfeita do pensamento.





VIVER POR VIVER - Foi um lindo dia de sol. E isso foi o suficiente para mim. Comemorar o meu aniversário na praia, mergulhando no mar, encontrando amigos. Foi bom encontrar o surfista Felipe lá em frente ao coqueirão e ele vir em minha direção e me dar um abraço. Feliz aniversário, me disse ele. Como é que você lembrou que hoje é meu aniversário? Vi no Facebook... Conheço Felipe desde criança, tenho por ele o afeto de um irmão mais novo e fiquei muito feliz com seu carinho.



No dia do meu aniversário lembrei muito de um irmão que perdi semanas atrás. Meu pobre irmão! Um homem tão bom, tão dedicado à sua família, tão amoroso com nossa mãe, tão paciente com nosso pai. Uma pessoa querida e bondosa, que não fazia mal a ninguém. No meu aniversário dediquei o dia a ele. Dediquei o dia a pensar nele, lamentar o pouco tempo que tivemos para ficar juntos e lembrar com saudade do jeito carinhoso com que ele me tratava. Mas foi legal passar o dia pensando nele, caminhando na praia sob o céu. Podia até parecer que eu estava sozinho, mas na verdade eu estava muito bem acompanhando. Sentia meu irmão tão presente, como se ele estivesse ali, ao meu lado, descontando o tempo que deixamos escapar. A vida foi mais rápida e não me permitiu dizer o quanto eu o achava um cara bacana. O tiro certeiro de um assaltante menor de idade me privou do privilégio de declarar meu amor ao meu irmão.



Pelo Facebook recebi um monte de mensagens bacanas. "Ousadia sempre", me desejou Bruna Petit. Isso que é um desejo forte. "Champanhe, champanhe, champanhe", me enviou o novelista Tião Maciel. "Parabéns, campeão", mandou meu amigo Rodrigo, que é professor de jiu-jitsu na Califórinia. Mensagens carinhosas de Michelle, Adriana, Bruno, Marcelo, Xande, Xandão, Cazuza, etc... Foi incrível.


11.11.11




11/11/11 - Sou tricolor de coração! Ontem vi o Fred, atacante do Fluminense, na praia de Ipanema, se bronzeando para o jogo deste sábado, no Engenhão. Exibindo aqueles incríveis pernões de jogador de futebol. Fiquei olhando aquelas pernas e acabei não indo à passeata. "Carioca ingrato!", me disse minha querida Hildezinha quando contei que por causa das pernas perdi a passeata. Mas Hilde conta todos os detalhes da passeata no seu blog. Vale a pena ver como foi. No link:




7.11.11












UMA COMENDA PARA JOSÉ ALDO - Na última sexta-feira a Câmara Municipal parou para homenagear o lutador de MMA José Aldo. Ele ganhou uma Medalha Pedro Ernesto, a mais alta comenda do municipio do Rio de Janeiro. É José Aldo quem vai fazer a luta principal do UFC-Rio que vai acontecer no dia 14 de Janeiro, com transmissão da Rede Globo. Radicado nos Estados Unidos, a última vez que lutou no Brasil foi em 2007. Fãs e lutadores lotaram o plenário da Câmara, aproveitando uma oportunidade rara de chegar perto do ídolo. É que José Aldo não luta no Brasil desde 2007. Essa é uma das razões de tanta expectativa em torno de sua luta. A outra razão é a realização do torneio no Rio de Janeiro. Para os lutadores, fãs e adeptos das artes marciais, o sucesso do UFC no Rio é a consagração definitiva para esse esporte.


2.11.11



MIAMI VOICE - Pablo Popovitch liberou mais uma canção para o seu canal de música no Youtube. Depois do sensacional cover de The Masterplan, sucesso do Oasis e de sua linda interpretação de While my guitar gentle weeps, canção dos Beatles, Pablo agora lança uma música própria. Sim, ele também é compositor. Beauty Queen é o nome da canção que ele acaba de disponibilizar na internet. Atleta bem sucedido, dono de uma badalada academia de Jiu-jitsu em Fort Lauderdale, Pablo está decidido a mergulhar fundo na carreira de cantor. "Ele quer ser um novo Jon Secada", diz seu amigo Jairo Brasiliano, também lutador e grande incentivador.



Pablo Popovitch se destacou, desde muito jovem, como lutador de Jiu-jitsu. Na sequência fez sucesso nos torneios de Submission Grappling (luta de submissão), onde os atletas lutam sem quimono, vestem apenas sungas ou calções e usam o corpo do adversário como apoio para a imobilização. Na prática, é o Jiu-jitsu sem quimono. É um tipo de luta que não se usa golpes como socos e pontapés. Quando os amigos perguntam porque ele não participa dos torneios de MMA, sucesso do momento no Brasil, EUA e Europa, Pablo responde que acha o MMA muito violento. "Eu não consigo dar um soco em ninguém, mesmo que seja por esporte", diz o romântico atleta.



Escute a seguir a canção Beauty Queen e visite o canal de música de Pablo Popovitch:




1.11.11


A única pessoa com quem se deve competir é consigo mesmo. Não se pode esperar um desafio mais justo.



UFC-RIO-2 SERÁ DIA 14 DE JANEIRO - E os lutadores brasileiros, hein? Definitivamente, deram a volta por cima... Estrelas do momento do mundo esportivo nacional, eles estão em todas... Nos jornais que antes os esnobavam, nas colunas de fofocas, nos programas de TV e nas rodas de conversa em todo o Brasil... E salve, salve!!! Dana White, o todo poderoso do Ultimate Fighting Championship acaba de confirmar para 14 de Janeiro a segunda edição do UFC-Rio 2. O sucesso da primeira edição não deixou dúvidas quanto a popularidade do esporte no Brasil e Dana White rapidamente bateu o martelo. Com transmissão exclusiva da Rede Globo, o UFC-Rio 2 terá como luta principal o embate entre o brasileiro José Aldo e o americano Chad Mendes...


José Aldo nasceu em Manaus e fez sua fama como lutador de Jiu-jitsu. Seu sucesso nos torneios internacionais lhe valeu um convite para participar do milionário mundo do UFC. Em 2010 ele recebeu o World MMA Awards, como Melhor Lutador do Ano. E na próxima sexta-feira Aldo vai receber a Medalha Pedro Ernesto, a mais importante comenda da cidade do Rio de Janeiro, que será outorgada pelo vereador Professor Uóston, no plenário da Câmara Municipal...


Enquanto isso, os torneios de MMA continuam sendo promovidos por todo o Brasil. Depois do Jungle Fight realizado na Cidade de Deus, que consagrou o lutador Alexandre Pulga, no próximo 12 de novembro vai acontecer o Campos Combat, torneio de MMA promovido no Parque de Exposições de Campos dos Goitacazes. O consagrado Gustavo Ximú faz a luta principal contra o argentino Matias Sosa, de olho numa vaga no UFC.