25.2.08




Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal.


CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - Foi o prêmio mais justo da noite. Ao mesmo tempo, a maior surpresa. A atriz francesa Marion Cotillard ganhou o prêmio de melhor atriz do ano por sua atuação em Piaf. Foi a consagração definitiva para essa que é uma das maiores performances da história do cinema. Daniel Day Lewis, mesmo estando exagerado e excessivo em Sangue Negro, ganhou o prêmio de melhor ator. O melhor roteiro original foi para a estreante Diablo Cody pelo filme Juno. Os irmãos Joel e Ethan Coen ganharam melhor roteiro, diretor e filme por Onde os fracos não têm vez.

Onde os fracos não têm vez e Sangue negro, os grandes premiados da noite, são filmes fracos. Muito melhor que eles é o thriller A identidade Bourne, ganhador de 3 prêmios técnicos, melhor som, edição de som e montagem. Ou Desejo e reparação, premiado apenas em trilha sonora. O filme dos irmãos Coen tem bons momentos, começa bem, tem cenas bem dirigidas, uma bela atuação de Javier Bardem, mas não é o melhor trabalho dos Coen. O Quentin Tarantino já conseguiu melhores resultados com esse tipo de filme no seu Pulp Fiction. Por outro lado, o filme só deveria ter ganhado o prêmio de melhor roteiro adaptado se os brothers explicassem ao público qual a função do personagem de Woody Harrelson na trama.

Sangue negro é uma mentira do começo ao fim. Não dá para levar a sério um filme que se sustenta na canastrice premiada de Daniel Day Lewis. O desempenho do ator está exagerado e isso foi confundido com talento. O roteiro tira o filme do nada e o leva ao lugar nenhum. A fotografia insossa ainda faturou um Oscar. E a direção do Paul Tomas Anderson é medonha. Alguém devia proibir esse diretor de fazer filmes. Teria sido deprimente assistir a premiação de uma safra tão fraca de filmes se o show não tivesse sido tão bem produzido. A festa de entrega do Oscar foi um espetáculo muito mais completo do que foram os principais filmes premiados. É que, como o Oscar estava completando 80 anos, foi feita uma retrospectiva dos grandes momentos da festa nos últimos 79 anos. E essa foi a melhor parte do show. Teve desde Julie Andrews recebendo o prêmio em 65, até Elton John sendo premiado pela música de O rei leão. Mostrou Marlon Brando agradecendo o Oscar por Sindicato de ladrões. E mais Robert de Niro, John Wayne, Sophia Loren, Frank Sinatra, Shirley Mac Laine e muitos outros. Num dado momento o programa exibiu um clipe inteiro com os 79 filmes premiados com o Oscar de melhor filme.

A transmissão pela TV foi polêmica. Quem pôde assistir pelo canal TNT teve uma excelente cobertura da festa, com direito até a boas cenas do tapete vermelho na entrada do teatro. Mais os desafortunados que não têm TV a cabo e ficaram na dependência da Globo foram obrigados a abrir mão de boa parte do show. A emissora deixou de apresentar cerca de 20 minutos da festa do cinema para transmitir o Big Brother Brasil. Com a desculpa de que os primeiros prêmios eram técnicos a Globo optou por mostrar o delírio de seu reality show.

É uma pena que a emissora tenha feito essa opção já que, em anos passados sempre apresentou a premiação integralmente. Prêmios técnicos? O que seria do cinema (e da TV) sem o pessoal da maquiagem, dos figurinos e dos efeitos especiais? Os cinéfilos não tiveram o direito de assistir às premiações de figurino (Elizabeth: A era de ouro), filme de animação (Ratatouille), maquiagem (Piaf), efeito especial (A bússola de ouro), direção de arte (Sweeney Todd) e curta metragem (Le Mozart des pickpockets). Durante a premiação de Javier Bardem, melhor coadjuvante masculino, a emissora entrou no ar às pressas, para não deixar de exibir um dos prêmios mais aguardados da noite. Caso houvesse esse prêmio, a Globo não mereceria ganhar o Oscar de melhor transmissão.


A relação dos premiados:


MELHOR FIGURINO: Elizabeth: A Era de Ouro

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO: Ratatouille

MELHOR MAQUIAGEM: Piaf - Um Hino ao Amor

MELHOR EFEITO ESPECIAL: A Bússola de Ouro

MELHOR EDITOR DE ARTE: Sweeney Todd

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Javier Bardem

MELHOR CURTA-METRAGEM: Le Mozart des Pickpockets

MELHOR ANIMAÇÃO CURTA-METRAGEM: Peter and the Wolf

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Tilda Swinton

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Onde os Fracos Não Têm Vez

MELHOR EDIÇÃO DE SOM: O Ultimato Bourne"

MELHOR MIXAGEM DE SOM: O Ultimato Bourne

MELHOR ATRIZ: Marion Cotillard

MELHOR EDIÇÃO: O Ultimato Bourne"

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: The Counterfeiters" (Stefan Ruzowitzky - Áustria)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Falling Slowly (Do filme "Once")

MELHOR FOTOGRAFIA: Sangue Negro

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL: Desejo e Reparação (Dario Marianeli)

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM: Freeheld

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Taxi to the Dark Side

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Juno

MELHOR ATOR: Daniel Day-Lewis

MELHOR DIRETOR : Ethan e Joel Coen ("Onde os Fracos Não Têm Vez)

MELHOR FILME: Onde os Fracos Não Têm Vez


21.2.08




Nunca é cedo para uma gentileza, porque nunca se sabe quando poderá ser tarde demais.


AMIGOS QUERIDOS - Contar uma história densa e com personagens bem definidos. Esse parece ter sido o ponto departida usado por Maria Adelaide Amaral para construir uma minissérie dramática e comovente sobre um grupo de amigos que se reúnem depois de dez anos separados. Ao fugir da narrativa linear constante na teledramaturgia, Queridos Amigos dá um refresco ao público da Globo que, cada vez mais, tem sido brindado com o lugar comum. Às vezes parece que se está assistindo a um filme francês, desses que valorizam a inteligência do espectador. A diretora Denise Sarraceni entendeu a proposta da autora e soube traduzir suas aspirações literárias para a linguagem da TV.

O elenco parece muito à vontade nos seus papéis e têm brindado o público com atuações primorosas. Vale destacar Dan Stulbach, Luiz Carlos Vasconcelos, Mateus Natchgaerle, Malu Galli, Maria Luisa Mendonça, Fernanda Montenegro, Juca de Oliveira e Débora Bloch. São atores com um histórico no teatro, sabem compor um personagem e contracenar. Sob esse aspecto Queridos amigos tem exibido momentos gratificantes para quem gosta de admirar a performance de atores. Os conflitos e diferenças entre pessoas próximas que se gostam, mas têm restrições, é o mote para boas cenas de tons tanto dramáticos, como cômicos.

O pano de fundo da história de Maria Adelaide Amaral é a ditadura militar. E esse é o ponto negativo da história. É o ponto frágil da dramaturgia do bom texto do programa. Maria Adelaide nos mostra personagens vítimas da ditadura que foram presos e exilados. Sendo assim, ela os mostra como guerreiros e desbravadores. Em suma: personagens heróicos. Até um tempo atrás esse recurso de usar pessoas que lutaram contra a ditadura como heróis emocionava o público. Depois que essas pessoas assumiram o poder no Brasil atual e transformaram a nação em algo muito pior que a ditadura fica difícil vê-los como mártires.

Quando a personagem de Denise Fraga diz que foi torturada pelos militares isso já não provoca a empatia do público. Pelo contrário. O sentimento de quem assiste é de que, certamente, alguma ela aprontou para ser perseguida pelos militares. Depois de tudo que tem acontecido no Brasil recente, governado por muitos que foram perseguidos, não dá mais para acreditar que aquelas pessoas lutaram pela democracia. Hoje, vemos com clareza, que elas lutavam pelo poder. Elas queriam o poder para fazerem o mesmo que a ditadura fazia. Para terem acesso as riquezas do país.

O Brasil precisa esquecer 1964. A nação precisa parar de olhar para trás e seguir em frente. O Brasil moderno precisa desistir de hipervalorizar aqueles que combateram a ditadura e tratá-los como heróis. Hoje vemos que eram todos farinha do mesmo saco.

Quem rouba a cena na minissérie Queridos Amigos é o personagem Benny, numa fabulosa atuação do ator Guilherme Weber. Benny é uma bichona ressentida e neurótica, que adora chocar as pessoas. Principalmente seus amigos mais próximos. Sua antipatia e petulância, na verdade, são fachadas para se defender do complexo provocado pela sua homossexualidade. Benny tem diálogos ótimos, cenas bem construídas. E Guilherme Weber entendeu a personalidade de Benny e compôs um personagem perverso e lírico. Com Benny o ator tem conseguido os melhores momentos da minissérie.


12.2.08




O silêncio é um amigo que nunca trai.






CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO – Não entendi porque Javier Bardem foi indicado ao Oscar de Melhor Coadjuvante se ele é o ator principal do filme Onde os fracos não tem vez. Aliás, nem entendi por que esse filme recebeu tantas indicações. O filme é apenas mediano. Claro que tem bons momentos. O início é muito promissor. As cenas de violência e de suspense são bem dirigida, mas o filme se perde um pouco em vários momentos. O personagem do Woody Harrelson faz exatamente o que naquela história? Além disso, o final é frustrante. Na sessão que assisti, no Roxy, houve até um princípio de vaia. Muito justo. O filme promete mundos e fundos ao espectador e chega no final a promessa não se cumpre. O roteiro nos induz a acreditar que vai haver um happening de violência e ação, mas nada acontece. É o contrário do filme Desejo e Reparação. Esse tem um final tão genial e surpreendente que só a partir da sua conclusão que o espectador toma consciência que assistiu a uma obra-prima.

É injusto que 300 não tenha sido indicado ao Oscar. Foi o melhor filme americano de 2007, sem sombra de dúvida. Um filme extremamente bem dirigido. E que trouxe algo de novo ao cinema. Tudo o que se vê em Onde os fracos não tem vez já foi feito com muito mais talento por Sam Peckimpah. Os irmãos Coen deviam dar um tempo.






ECOS DO CARNAVAL – O carnaval continua na ordem do dia. De um lado César Maia, o prefeito cretino, que afirmou que o carnaval de rua do Rio superou o carnaval de Olinda e Salvador. Como é que ele sabe? O pilantra não foi passar o carnaval em Paris? O imbecil largou a cidade na desordem geral e foi curtir o bem bom gastando nosso suado dinheiro. Depois ele volta falando como se tivesse promovido um carnaval maravilhoso na cidade. Por que alguém não dá um tiro no César Maia? A cidade vai demorar décadas para se recuperar do mal que esse prefeito lhe fez.




A REPÚBLICA DOS MIJÕES - Outro assunto que não tem saído do noticiário é o bloco dos mijões. A imprensa carioca e as emissoras de TV não param de falar do assunto. Vivem reclamando que durante o carnaval os homens mijam no meio da rua e ficam “emporcalhando tudo” como escreveu um jornal carioca. Pois eu peço licença para ser do contra e afirmar que a coisa que eu mais gosto no carnaval é o bloco dos mijões. Para quem gosta de manjar rôla o carnaval carioca é algo como uma Disneylândia. Desde sempre os mijões são uma atração à parte do carnaval de rua. A reação da mídia a esse comportamento só mostra como é nova a convivência do Rio de Janeiro com o grande, o verdadeiro, o autêntico carnaval de rua.

Esse comportamento dos homens mijarem no meio da rua sempre foi uma característica do carnaval de Salvador. É tão característico que lá ninguém nem fala do assunto. O povo de Salvador encara aquilo como parte do carnaval. Aqui no Rio a mídia parece escandalizada. O Ancelmo Góes, com aquela cara de manja rôla, adora falar do assunto. Eu lembro que certa vez li na coluna da Joyce Pascowitch na Folha de São Paulo uma nota sobre o assunto. (Há quanto tempo Joyce deixou de ser colunista da Folha?) Joyce dizia que algumas dondocas paulistas, que tinham ido passar o carnaval em Salvador, tinham ficado muito impressionadas com a naturalidade com que os baianos botavam seus documentos para fora e faziam xixi em qualquer lugar. Pois é, Joyce. Bota naturalidade nisso.

É a melhor parte do carnaval. Os rapazes bebem, ficam à vontade, relaxam e daqui a pouco estão exibindo suas malas em público. Pessoalmente eu acho lindo. Diria até que é um momento poético e romântico do carnaval. Minhas amigas adoram. Esse ano, no primeiro desfile da Banda de Ipanema, eu estava em casa e recebi um telefonema da fotógrafa Thereza Eugênia. “Eu nunca vi tanto pau de fora na minha vida. O que é que você está fazendo em casa? Ipanema está uma loucura. Vá para a rua imediatamente”, dizia Thereza, completamente eufórica. Vale registar que Thereza Eugênia é baiana.

Deixem os bofes mijarem à vontade. É um espetáculo maravilhoso. Abaixo os banheiros químicos. Aliás, para quem gosta de ver bofes mijando, mas é tímido ou tímida, a Internet, esse mundo maravilhoso, tem a solução. O blog espanhol Tios Meando é recheado de fotos de rapazes tirando água do joelho. O Ancelmo Góes precisa marcá-lo entre os seus favoritos.


7.2.08




O mais real dos homens é aquele que é rei de si mesmo.


VIDA MUNDANA - A lembrança mais marcante do carnaval de 2008, para mim, foi a entrada triunfal de Hildegard Angel no Baile do Copacabana Palace. Quando eu a vi fantasiada, pensei: “Meu Deus, ela enlouqueceu definitivamente”. Hildezinha estava hilária. Ela usava enorme arranjo na cabeça, feito de um tecido dourado, amarrado com penas de pavão. A grande dama do colunismo social no Brasil atravessou os salões do Copa, decorados com rigor cinematográfico, como se fosse a Imperatriz de uma antiga novela da Glória Magadan. Detalhe: de mãos dadas com Adriane Galisteu. Em volta delas um séqüito de repórteres, fotógrafos e curiosos, tentando decifrar o significado daquela entrada triunfal.

O baile, cujo tema foi A lenda do Eldorado, foi do jeito que Hildegard gosta: cheio de gente rica e poderosa, colunáveis, estrelas, glamour, champanhe e cascatas de camarões. Homens de black-tie e mulheres de vestidos longos e arranjos exóticos na cabeça. O baile foi lindo. Divertido. Alto astral. Muito bem produzido pelo Zéka Márquez. Aconteciam eventos o tempo inteiro. Vários tipos de música de carnaval: desde marchinhas, passando por samba enredo, música baiana e até frevo pernambucano. Durante o baile, em várias ocasiões, grupos de bailarinos e performers entravam no Golden Room fantasiados e executando coreografias absurdas. Mulheres sensuais e rapazes seminus faziam a temperatura do ambiente subir ainda mais.

Os turistas olhavam para tudo sem conseguir esconder a expressão de encantamento em seus rostos. O Baile do Copa parecia aquela festa do filme O Grande Gatsby. Muito frenesi, muita agitação. Claro que o camarote da Hilde foi o mais badalado da festa. Estavam lá Beth Lagardére, Gisela e Ricardo Amaral, Narcisa, Galisteu, Luiza Brunet, Ivo Pitanguy, Tânia Caldas, Verinha Bocayuva, mais um monte de gente. “Você viu como bombou meu camarote?”, me perguntou Hilde, chacoalhando suas pulseiras e colares de Imperatriz. “Tive que barrar um monte de gente”, continuou ela dando uma gargalhada que me pareceu ecoar por todo o Golden Room. Ao seu lado o gentleman Francis Bogosian, seu marido.


“Como você está chique”, me disse Liége Monteiro quando eu a encontrei no baile ao lado do maridão Luiz Fernando. Realmente eu estava lindo. Fui ao baile com meu querido amigo Hannes Gissurarson, um dos criadores do plano econômico que revolucionou a economia da Islândia. Que tal? Conosco um casal de islandeses que vieram passar a lua de mel no carnaval do Rio. Na entrada do Hotel havia uma passarela por onde entravam os convidados do baile. Além do cercado o povão se amontoava para observar a chegada dos convidados. A turma do sereno aplaudia alguns, debochava de outros e se divertia com a elegância dos smokings e a criatividade das fantasias. Quando eu e Hannes atravessamos a passarela uma voz masculina gritou bem alto: “Vejam que casal elegante”.

Champanhe, champanhe, champanhe...

Vincent Cassel, o notável ator francês, foi um dos foliões mais animados. Totalmente à vontade, circulou pelos salões do Copa com um drinque na mão, e se esbaldou com a folia. Curtiu o samba e as marchinhas, mas o que ele gostou mesmo foi quando entrou a percussão baiana. Na madrugada, quando todos imaginavam que não haveria mais surpresas na festa, eis que surge em pleno Golden Room um grupo de Afoxé, tocando naquele ritmo original da Bahia. Os foliões piraram. Vincent Cassel se animou tanto com o som do grupo que subiu no palco. Ele conhece bem a terra de Carlinhos Brown. Sabe, inclusive, jogar capoeira. Quando o dia tava quase amanhecendo Cassel sentou na varanda do Hotel e ficou conversando com um grupo de amigos, enquanto bebericava um Martini.

Bruno Astuto, muito elegante, atento a tudo e a todos para contar na sua coluna. Wolf Maia chegou bem tarde, mas não parou de dançar um minuto sequer. Gloria Maria era toda sorrisos. Patrícia Brandão, a Relações Públicas do Hotel, sempre muito atenciosa. O italiano Valentino ficou só meia hora. Natália Guimarães, a miss Brasil, linda e atenciosa. Grazzi Massafera linda e enjoada. Amaury Júnior entrevistando os famosos. E ricos turistas italianos, espanhóis, franceses, argentinos, uruguaios, ingleses e americanos. Meus amigos da Islândia não paravam de se surpreender com o baile. “Tudo muito interessante”, dizia Hannes, com seu português cheio de sotaque, os olhos brilhando.

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MUTANTES EM ALTA - Muitas pessoas duvidaram do poder dos mutantes da Rede Record. Só não podiam imaginar que eles conhecessem a fórmula de registrar a liderança isolada no Ibope. Segundo o site O Planeta TV! nesta quarta-feira de cinzas a novela Caminhos do Coração, de Tiago Santiago, ficou na liderança durante todo o seu período de exibição. O capítulo começou as dez e vinte e cinco e acabou as vinte três e vinte e cinco, marcando uma média de 22,5 pontos com picos de 26 de audiência. No mesmo horário, a TV Globo exibindo futebol, ocupou a segunda colocação com uma média de 18 pontos.

O capitulo começou com a mulher pantera tentando atacar Ângela e Clara, duas meninas que sofreram mutações genéticas. No desespero Angela, que tem asas, acabou voando do alto de um precipício. Os efeitos especiais e a originalidade dos mutantes vêm agradando a audiência. Nos próximos capítulos novos mutantes vão surgir na novela. Uma Sereia cujo canto vai seduzir os homens. Um Minotauro romântico que vai se apaixonar por outra mutante. E o Meduso, um sujeito capaz de matar com os raios que saem dos seus olhos. O personagem mais inusitado, entretanto, é um dinossauro totalmente criado por computador. Mais precisamente um Velociraptor que vai atacar os personagens que desembarcam na Ilha do Arraial.

Ainda esta semana, além do aparecimento de novos mutantes, muitas trapalhadas vão acontecer durante o casamento de Danilinho e Lúcia, personagens de Cláudio Heinrich e Fernanda Nobre. A noiva ameaça desistir do casamento provocando cenas de comédia. E Gór conta a Rodrigo que ele também é um mutante.