30.6.06




O meu marido tem mais intimidade com as pessoas com quem ele pratica jiu-jitsu do que comigo. (Madonna)







Renzo Gracie, o herói de Guy Richie







O casal Guy Richie e Madonna







Os bonitões da família Gracie: Renzo, Ryan, Royler e Robin


MADONNA E O JIU-JITSU – Numa das cenas do recém-lançado DVD com o documentário sobre os bastidores da turnê Re-Invention tour, de 1994, o marido de Madonna, o cineasta Guy Richie, aparece lutando jiu-jitsu com o faixa-preta brasileiro Renzo Gracie. Um dos grandes lutadores da família Gracie, Renzo é identificado no documentário como Guy´s hero, o herói de Guy. No filme, enquanto Renzo e Guy lutam na academia Gracie de Nova York, em off, a cantora tece comentários sobre a paixão do marido pelo jiu-jitsu:


Acho que os homens não conseguem resistir a um convite para lutar uns contra os outros. Eles põem o short se deitam no chão. Daí eles ficam se abraçando por umas duas horas. Eles suam, se agarram, grunhem e sentam um na cara do outro. O meu marido tem mais intimidade com as pessoas com quem ele pratica jiu-jitsu do que comigo. Às vezes, ao vê-lo lutando, eu chego e digo: “Não tentamos essa posição ainda”.


O Guy consegue, não sei como, sujeitar os guardas de segurança do show e transformá-los em parceiros de jiu-jitsu. Principalmente o Kelly, com quem ele está sempre rolando no tapete.


A paixão do cineasta Guy Richie pelo jiu-jitsu é velha conhecida dos membros da família Gracie. Quando está em Nova York Guy treina na academia do Renzo. Quando está em Los Angeles ele treina com Rikson, Royler ou Royce. Desde que os filhos de Hélio Gracie se mudaram para os Estados Unidos o jiu-jitsu virou um esporte cultuado pelos americanos.


Royler Gracie, único dos irmãos Gracie que ainda mora no Rio, conta que conheceu Guy Richie na academia do irmão Royce em Los Angeles. Foi logo depois do atentado ao World Trade Center. Ele estava treinando com os alunos americanos do irmão e depois do treino Guy perguntou se os irmãos Gracie iam ao show da Madonna. Era o primeiro show da cantora depois do atentado em Nova York e havia muita expectativa na cidade, já que era o primeiro grande evento em Los Angeles depois da tragédia. Royler respondeu que gostaria muito de ir, mas não tinha tíquete, os ingressos já haviam se esgotado. Na mesma hora Guy disse que todos podiam se encontrar na casa dele, de lá iam para o show. Royler não entendeu nada. Só quando ele foi embora é que o irmão explicou que aquele sujeito boa praça era o marido da Madonna. Naquela noite Royler, Rikson e Royce foram para a mansão da cantora. Lá se encontraram com o casal e mais um grupo e foram todos para o estádio onde Madonna fez mais um show da Drowned World Tour.


Royler fala com muito carinho do cineasta inglês. O Guy é um cara muito legal. Simples, alto astral, gente fina. Ele é muito na dele. Royler conta que certa vez estava na casa do casal, treinando com Guy quando chegou a Madonna. Ela cumprimentou, foi super simpática, olhou para o marido e falou em tom de deboche: Guy, você não perde essa mania de ficar se agarrando com outros homens.


Os filhos do velho Hélio Gracie continuam fazendo história na América. Recentemente, uma luta entre Royce Gracie e Matt Hughes reuniu vinte mil pessoas no Staple Center, o estádio dos Lakers. A luta, ignorada pela grande imprensa do Brasil, teve muita repercussão nos EUA. Em Manhattan, do outro lado do país, um anúncio da competição ocupou oito andares de um prédio.






JE VAIS TE DIRE UN SECRET – O anúncio de que Madonna não iria fazer show no Brasil provocou reações iradas em alguns fãs. Sentindo-se rejeitados pela cantora, fãs tupiniquins reagiram com fúria. Na área de comentários de vários sites da internet a cantora é xingada de tudo quanto é nome. Alguns rogam pragas e se referem a artista com palavrões cabeludíssimos. No divertido blog Phillipinas , o adjetivo mais gentil dedicado a diva pop é vacona.


Para acalmar os ânimos exaltados esses fãs devem assistir imediatamente ao DVD I´m going to tell you a secret, que documenta os bastidores da turnê Re-Invention Tour de 2004. É um filme nos moldes de Na cama com Madonna. Só que, agora, a cantora está mais madura, mais consciente e mais zen. Assim, o filme é quase um tratado sobre valores espirituais e religiosidade. Todo o tempo, de forma explícita ou subliminar, o documentário procura difundir mensagens de harmonia, de serenidade, consciência social, amor à natureza, encanto pela vida e amor ao próximo. É quase gospel de tão religioso. Isso é a maturidade, diz Silvio Ciccone, pai da cantora, depois de assistir ao show, que tem o mesmo conceito espiritual do vídeo.


Já na abertura a mãe de Lolla e Rocco recita trechos do Novo Testamento. Depois, numa cena durante uma gravação no estúdio, ela tem uma conversa sobre fé com o produtor, quando ele comenta que não acredita em Deus. Isso me deixa chocada, diz Ester (nome judeu que ela adotou depois de se converter a Cabala). Madonna acredita (mesmo) em Deus. No final o filme apresenta seqüências da visita que ela fez a Israel e seu encontro com rabinos em templos religiosos. Mostra a artista conversando com os agentes da segurança e eles dizendo quão perigoso é a visita dela aos lugares sagrados de Israel já que é um possível alvo de terroristas. Mesmo assim ela insiste em visitar os lugares sagrados. Já me disseram que Nova York é um lugar muito mais perigoso do que Israel, argumenta com os agentes.


A relação da estrela com os músicos, bailarinos e a equipe de produção também conta uma história com uma mensagem de harmonia e solidariedade. Ela acompanha a trajetória dos bailarinos desde o teste para o show até a despedida depois da última apresentação. Mostra um pouco a história deles, artistas anônimos, vivendo aquela experiência de estar participando de uma turnê que é uma super produção. Quando estão em Paris ela os leva para assistir a um recital de piano, pois quer oferecer algo mais para os jovens artistas.


A família também está presente no documentário. Tem o encontro dela com o pai e a madrasta. E os comentários do velho dizendo ter gostado muito do espetáculo e elogiando a mensagem espiritual que o show transmite. Quando a turnê chega a Paris Madonna pede a filha Lolla que lhe ensine a pronunciar I´m going to tell you a secret em francês. Je vai te dire un secret, ensina a garota. Depois Lolla aparece na piscina do hotel reclamando que durante as turnês sente muita falta da mãe por causa das viagens. Deve ser por isso que ela não vem ao Brasil. O filho Rocco surge deitado com a mamãe no quarto do hotel. E o marido Guy, quando não está lutando jiu-jitsu, passa para vê-la nos bastidores. Há duas semanas você não aparece no meu show, reclama a estrela.

22.6.06




O dom da fala foi concedido aos homens não para que eles enganassem uns aos outros, mas sim para que expressassem seus pensamentos uns aos outros.

A LIBERDADE ESTÁ NA DOR – O rei da voz Toni Platão esteve endiabrado no seu último show no Bar do Zira. Seus shows sempre são antológicos. Mas, na última terça, ele estava particularmente inspirado e cantou como se Deus estivesse na platéia e ele quisesse garantir o seu ingresso definitivo para o paraíso. Foi lindo. O grande Platão tem o vozeirão de um cantor de jazz e sabe tirar proveito disso. Sua interpretação de Mammy Blue é pungente. Foi incrível, fantástico, extraordinário. A platéia ficou embevecida, encantada e aplaudiu de pé. Depois do show a cantora Zélia Duncan foi até ele e disse: Cara, o trabalho que você está fazendo é muito importante. Zélia não era a única cantora presente: Mart´nália também estava na platéia com sua namorada, a bela empresária Márcia Alvarez. Nunca tinha visto teu show. Eu quero ver na semana que vem. Vamos vir novamente, Mart´nália?, dizia Márcia, piscando o olho para a companheira. Vera Holtz também adorou. Foi levada pelo seu amigo Guilherme Leme que já assistiu várias vezes. Que voz incrível que ele tem, dizia Vera, muito elegante num vestido preto. Já Patrícia Casé, a espevitada irmã da Regina, foi com o DJ Zé Pedro, aplaudiram muito e após o show foram trocar figurinhas com o rei da voz. Zélia Duncan não cansava de elogiar as interpretações de Platão para as músicas Mares de Espanha e Amor meu grande amor, ambas de Ângela Ro Ro. Eu tenho vontade de convidar a Ro Ro para vir um dia cantar comigo, mas eu acho que esse lugar é muito pequeno para ela, disse Platão. O DJ Zé Pedro então arrematou com ironia: Você até pode convidar a Ro Ro. Mas depois aguente as conseqüências.






CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO Dira Paes convida para o III Festival de Belém do Cinema Brasileiro. A estrela de filmes como Dois filhos de Francisco e Meu tio matou um cara é uma das organizadoras do festival, patrocinado pelo governo do Pará com o patrocínio da Petrobrás. Dira Paes, que os paraenses consideram um símbolo de seu estado, é uma ativista da produção cultural da sua terra natal. De 1 a 7 de Julho ela vai estar trabalhando no festival, que terá a participação de 44 trabalhos audiovisuais entre longas e curtas, disputando o Prêmio Ver-O-Peso do Cinema Brasileiro. Os filmes serão exibidos num cinema que fica a 100 metros do cais do porto. É lá no porto que, num luxuoso navio ancorado no rio Guajará, serão realizadas as festas de confraternização do festival.






MADONNA NÃO VEM AÍ – No recém-lançado site do jornalista Sidney Rezende um trailer do novo DVD da Madonna I´m going to tell you a secret. Na cena de abertura a Material Girl pergunta a sua filha, Lourdes Maria, como se diz em francês Eu vou lhe contar um segredo. A mãe coruja não esconde o orgulho quando a pequena capricha no sotaque francês. Em seguida o clipe mostra cenas musicais da turnê de 1994.






AS PERNAS DE CRISTIANO RONALDO – A Copa do Mundo da Alemanha já tem um ícone: as pernas do jogador português Cristiano Ronaldo. E olha que perna bonita é um artigo que não falta numa Copa. Tem as incríveis pernas africanas, as irresistíveis pernas espanholas, as fantásticas pernas iranianas, as deliciosas pernas francesas, italianas, suecas, inglesas e alemãs. Mas as pernas que vão ficar na memória da torcida serão as sensacionais pernas desse garoto português que o nosso Felipe Scolari trata com tanto carinho.


A revista Marie-Claire está fazendo uma pesquisa com suas leitoras para saber qual o jogador mais bonito da Copa. Da lista fazem parte bonitões como o paraguaio Roque Santa Cruz, o tcheco Petr Cech, o holandês Rafael van der Vaart, o croata Dario Simic, entre outros. Na lista da Marie Claire constam os brasileiros Kaká e Adriano. Mas, é preciso ressaltar que, no quesito bofe, a seleção brasileira está muito fraca. Todos os jogadores são excelentes, mas, com exceção do goleiro Júlio César, só tem homem feio. Kaká é muito bonito, é verdade, mas não é sexy. Ele tem cara daquilo que é: um garoto evangélico. Na próxima seleção Parreira podia escalar uns mais bonitinhos, mais sexies, para fazer frente as outras seleções. Quem quiser votar na pesquisa da Marie Claire clique AQUI .


20.6.06


















O futebol não é o fim do mundo. É algo muito maior do que isso!


CONFISSÕES DE UM MACHO - A grande surpresa do mercado editorial brasileiro nesses tempos de Copa do Mundo é o lançamento do livro Um amor alienígena, do advogado e lutador de jiu-jitsu Ignacio de Aragão. É um romance intenso e apaixonado sobre as agruras do amor heterossexual. O autor é um apaixonado pelas mulheres. E sua intensa convivência com o sexo oposto é o mote do seu livro de estréia. Sem o menor pudor ele narra os prazeres e os sofrimentos do seu personagem principal que, por coincidência, também se chama Ignácio. Ignácio, o personagem, come o pão que o diabo amassou na mão das mulheres. Elas fazem dele gato e sapato. Sua principal antagonista chama-se Ofídica, Ofi para os íntimos. Ela é uma espécie de síntese de todas as mulheres do mundo. Ofi é má, ardilosa, falsa, dissimulada, interesseira e manipuladora. Seu único objetivo é sugar a energia sexual, moral e financeira do herói. O mais interessante no livro é que ele mostra como um machão heterossexual vê as mulheres e o universo feminino.


Ignácio Aragão é um dos bofes mais chiques de Ipanema. Ele é aquele tipo de sujeito que, mesmo a quilometros de distância, não deixa dúvidas quanto a sua masculinidade. As mulheres são loucas por ele e por seu nariz quebrado de lutador de boxe, seus gestos viris e sua voz que exala testosterona. Ao mesmo tempo, ele é um amor de pessoa. Tem uma bondade e um coração do tamanho do mundo. É gentil, educado e um cavalheiro com as mulheres.


Ignácio Aragão é faixa-preta de jiu-jitsu e, na juventude, participou de vários campeonatos. Já foi professor de artes-marciais, mas, agora, pratica a luta apenas como esporte. Atualmente ele é um bem sucedido advogado, funcionário do Tribunal de Justiça Federal e estudante da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Pretende ser juiz.





PARA LER DURANTE A COPA - Depois de MALEITA, lançado no final do ano passado, está chegando as livrarias o comovente DIAS PERDIDOS, segundo romance de Lúcio Cardoso, publicado originalmente em 1943. Fogos deveriam estar espocando em todo o Brasil por causa do lançamento desse livro. Lúcio Cardoso é clássico indiscutível da literatura brasileira. E é um privilégio para os fãs de literatura e apaixonados por livros ter um título como esse a sua disposição.




AS OBRAS PRIMAS QUE POUCOS LERAM - Já estão nas livrarias os volumes 3 e 4 da coletânea de artigos sobre clássicos da literatura universal, escritos por grandes articulistas brasileiros. É obra fundamental para os apaixonados por livros e escritores. No volume 3 tem textos de Otto Maria Carpeaux sobre Romeu e Julieta, de Shakeaspeare, A divina comédia, de Dante e O grande testamento, de Fraçois Villon; a magnífica Barbara Heliodora escreve sobre Pigmaleão, de George Bernard Shaw; Ruy Castro escreve sobre Vidas privadas, de Noel Coward; Roberto Alvim Correia escreve sobre As flores do mal, de Baudelaire; e Paulo mendes Campos escreve sobre sobre Romancero gitano, de García Lorca, entre outros.


O volume 4 reúne textos de Paulo Perdigão sobre O ser e o nada, de Sartre; Josué Montello escreve sobre O discurso do método, de Descartes; R. Magalhães Júnior analisa O capital, de Marx e O príncipe, de Maquiavel; Rosemarie Muraro discorre sobre O segundo sexo, de Simone de Beauvoir; Raul Giudicelli vasculha a Suma teológica, de S. Tomás de Aqyuino; Roberto Muggiati reconta A fazenda africana, de Isak Dinesen e muitos outros.


Vale lembrar que As obras-primas que poucos leram era uma seção da extinta revista Manchete que, todas as semanas, publicava um artigo sobre um livro famoso escrito por um importante articulista brasileiro. Os textos foram reunidos em livro pela escritora Heloisa Seixas.





QUEM TEM MEDO DE DIOGO MAINARDI? - O escritor ítalo-americano Gore Vidal vai ficar orgulhoso do seu pupilo brasileiro. Graças ao grande sucesso de A tapas e pontapés, que vendeu mais de 40 mil exemplares desde seu lançamento em dezembro de 2004, a editora Record relança toda a obra de ficção de Diogo Mainardi. Sim, leitores. O colunista campeão de cartas na revista Veja (que Caetano só chama revista INVEJA) tem uma obra de ficção composta por quatro titulos: Arquipélago, Contra o Brasil, Polígono das Secas e Malthus.


ARQUIPÉLAGO é uma história cômica e filosófica de um líder-narrador que comanda dez personagens anônimos na reconstrução de uma sociedade depois das chuvas que inundam a cidade de Pedranópolis. Aqui o irreverente Mainardi apresenta uma alegoria feroz e grotesca do dia seguinte a um dilúvio.


CONTRA O BRASIL narra a história de Pimenta Bueno, um herói antibrasileiro por excelência. Será autobiográfico? Pimenta tem sempre na ponta da língua uma coleção de impropérios contra o Brasil, emitidos originalmente por Lévi-Strauss, Darwin e Gobineau. Aqui o gostosão da Vieira Souto faz desta obra um desabafo bem-humorado das mazelas de nosso país.


POLÍGONO DAS SECAS é uma crítica aos clássicos da literatura regionalista. O romance mostra histórias que se passam no sertão, em meio à seca e à pobreza. Manuel Vitorino carrega o filho morto nos braços rumo ao cemitério enquanto o vaqueiro Cristiano Castro tem as pernas e um braço amputados por ordem do senador Pompeu. Um personagem sem nome, sem moral e sem história vai intervindo nesses diversos enredos, destruindo qualquer mensagem piedosa endereçada ao leitor.


MALTHUS é o livro de estréia e vencedor do Prêmio Jabuti de 1990. É composto de uma novela e dois contos curtos carregados de fantasia e farsa. Sucesso de crítica e público na época do lançamento, a obra foi publicada na Itália e recebeu elogios do escritor Gore Vidal. Hummm...



15.6.06




Eu não sei o que eu quero, mas eu sei que vou conseguir.

O FAVORITO DAS PASSARELAS – O modelo André Rezende (foto acima) foi escolhido o melhor modelo masculino do último Fashion Rio. No desfile da grife TNG, quando ele entrou na passarela, foi ovacionado pela platéia. Nem mesmo a super model Gisele Bundchen recebeu tal reverencia do público. Os aplausos entusiasmados do público coroavam o carisma e o profissionalismo de um veterano com quase quinze anos de carreira.


André desfilou para três grifes: Blue Man, Sandpiper e TNG. O desfile da Blue Man foi realizado nos arcos da Lapa em clima de superprodução, com a participação de quinhentos figurantes vestidos de preto, segurando velas acesas. Foi incrível. O desfile da Sandpiper foi o mais divertido já que havia um clima de festa pois o estilista Napoleão Fonyat reuniu um grande grupo de amigos na platéia. O desfile da TNG fechou com chave de ouro o festival de moda.


No glorioso domingo em que foi ovacionado pelo público, André estava na sua casa em Copacabana, quando o telefone tocou. Era o produtor da TNG perguntando se ele não ia desfilar. “Tuas roupas e tua foto estão aqui no camarim. Por que você não está aqui?”. O modelo estava se sentindo meio febril, achando que começava a ficar gripado. Houve um mal entendido e a agência esqueceu de avisar que ele estava no casting da TNG. André saiu de casa apressado e quando chegou na Marina da Glória só deu tempo de calçar o tênis, vestir a sunga e deixar a produtora desenhar o número nove no seu peito. Em seguida entrou na passarela sem se concentrar. De repente os aplausos e o espocar dos flashes.


O calor da platéia não conseguiu aquecer o frio do ar condicionado. André saiu do desfile direto para a cama, com febre e dor de cabeça. Ficou gripado dois dias e só no feriado de Corpus Christi foi ao Posto Nove encontrar os amigos. “Foi uma emoção incrível os aplausos no desfile da TNG. Afinal de contas, eu já sou um veterano”, dizia André, conhecido no posto nove como Zé Carioca, por causa do seu estilo de vida tão típico de um habitante do Rio de Janeiro.


Champanhe, champanhe, champanhe...







ALBUM DE FOTOS – Clique no link ao lado e veja algumas fotos com imagens do Fashion Rio. Tem fotos incríveis dos índios que fizeram figuração no desfile da Salinas. Alguns flashes de Sonia Braga durante sua visita ao estande da Firjan; Caetano Veloso na platéia de Gisele Budchen; Gisela Amaral no Fashion Business; Lui Mendes e Letícia Birkheuer no Sushi Leblon; O estilista Melk Z Da e a chefona do Fashion Rio Eloysa Simão; André Rezende no desfile da Sandpiper; Napoleão Fonyat sendo entrevistado por Lívia Lemos...


Tem também fotos da festa de aniversário da Lavínia Vlasak: Tiago Santiago e Leonardo Vieira, e André Ramos e Vanessa de Oliveira. A festa foi animada e agitou a noite de sexta pós Fashion Rio. Até o Boni foi abraçar Lavínia. Todo o elenco da novela Prova de Amor estava lá. Leonardo Vieira exultante com o sucesso do vilãoLopo; Theo Becker, Marcelo Serrado, Paulo Figueiredo, Ester Góes, Roberto Pirillo, Déo Garcez... E também Andréa Fetter, Sergio Matos, Antonio Pitanga, Marcelo Faustini, André Lubambo e mais um monte de gente.


Os muchachos de Copacabana André Ramos e Bruno Chateubriand também marcaram presença na festa da Lavínia. Eles comandavam um animado grupo de mulheres bonitas da alta sociedade, entre elas a belíssima Vanessa de Oliveira. Sob o embalo de taças e mais taças de champanhe o grupo se esbaldava ao som de antigos sucessos da época das discotecas. “Adoro flash back”, dizia André Ramos ao som de Pump Up the Jam, antigo sucesso do Technotronics.


Lavínia estava linda. Feliz por estar cercada de amigos e colegas de trabalho. Tratava a todos com carinho e sempre que tocava uma música que gostava corria para a pista e dançava valer...


Champanhe, champanhe, champanhe...





DECADENCE AVEC ELEGANCE – O editor de moda Júlio Rego diz que não gostou da moda masculina apresentada no Fashion Rio. Segundo ele era tudo muito gay. Ué? Qual o problema? O fato de ser muito gay é um defeito? Desde quando? Ele não gostou da moda porque era muito gay? Será que Mr. Rego não gostou por que se viu na passarela? Ora, bolas. Tia Júlia continua uma bicha reacionária.


Eu discordo dessa visão jeca da moda masculina para o verão 2007. Ao contrário, achei a moda exibida na Marina da Glória muito clássica e sóbria. Às vezes os estilistas tentavam ser muito criativos e ocorriam equívocos. Mas nada que se transformasse numa moda muito gay. Isso só aconteceu na cabecinha conservadora e entediada de Mr. Rego. Assisti aos mesmos desfiles que ele. No desfile da grife Zil, a véia sentou bem na minha frente, ao lado de Constanza Pascolatto e Glória Khalil.


13.6.06









Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro
Ele é um zagueiro
É o anjo da guarda da defesa
Mas para ser um bom zagueiro
Não pode ser muito sentimental
Tem que ser sutil e elegante
Ter sangue frio
Acreditar em si
E ser leal





Zagueiro tem que ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga a bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato





Tem que ser ciumento
E ganhar todas as divididas
E não deixar sobras pra ninguém
Tem que ser o rei e o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos
De 90 minutos
Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro



(Canção de Jorge Benjor)


12.6.06




Dificil é ganhar um amigo em uma hora. Fácil é ofendê-lo em um minuto.


DECADENCE AVEC ELEGANCE – Foi sensacional o desfile da Sandpiper na edição verão 2007 do Fashion Rio. Não falo apenas das roupas ou do styling, mas do evento em si. A platéia, o astral, a trilha sonora, o clima. Tudo funcionou com muita harmonia. A platéia parecia muito excitada com o desfile, talvez pela possibilidade de ver o Paulo Zulu que, a cada dia que passa, fica mais bonito e sexy. Quando as luzes da tenda Corcovado se apagaram a diva das passarelas Letícia Birkheuer surgiu na penumbra, caminhou até a ponta da passarela e sentou no chão. Só então as luzes se acenderam e o público pôde conferir a beleza lânguida e sensual da top model. Assim começou o desfile da marca carioca de moda jovem que contou ainda com a sensualidade de Gianni Albertoni com os seios à mostra. Já a beleza latina de Paulo Zulu continua mexendo com o imaginário feminino. Quando ele entra na passarela as mulheres não param de cruzar as pernas


O desfile da Sandpiper ainda teve a presença de André Rezende desfilando de sunga. Uma das famosas sungas da Sandpiper, aquelas que deixam os bofes com tudo em cima. Quando o deslumbrante André entrou na passarela só de sunga houve suspiro coletivo na platéia. Uma moça atrás de mim não se conteve e falou para as amigas, com a voz cheia excitada: O André Rezende arrasa! Arrasa mesmo, pensei com meus botões, já passando mal. E ainda havia o João Velutini vestido para matar. Mas quem me comoveu mesmo foi o Mateus Verdelho. Definitivamente é o meu favorito das passarelas. Com relação à moda da Sandpiper posso dizer que a bermuda com as barras dobradas, num tecido de cor diferente, foi o objeto de consumo favorito da platéia masculina. Já o vestido de sereia que La Biekheuer usou no final deixou as mulheres passadas...


Depois do desfile fui com meu amigo Lui Mendes tomar um drinque no lounge da OI, o patrocinador oficial do Fashion Rio. Lá era o lugar mais fervido do festival de moda, apesar de haver outros lugares bem animados como o estande da Firjan, comandado por Liége Monteiro e o estande do Jornal do Brasil. Mas, no lounge da OI o som era irresistível e a bebida era mais do que farta. Os garçons só faltavam nos enfiar drinques goela adentro. E ainda havia deliciosos pães de queijo quentinhos e uma enorme variedade de canapés. A caipirinha de maracujá com cachaça Montanhesa fez o maior sucesso com a rapaziada, graças ao empenho da promoter Andréa Senna, que recomendava a bebida a todos.


O lounge da OI também era ponto de encontros de descolados. Havia um palco onde a loirinha gostosa Lívia Lemos entrevistava as celebridades que apareciam. Figuras como Suzana Vieira, Lenny Niemeyer, Jorge Salomão, Felipe Dylon, Amin Khader, Luis Salem e o estilista da Sandpiper Napoleão Fonyat que contou como tinha criado sua coleção. O ator Rodrigo Valentim também estava por lá com a mulher. Ela está grávida, não se cansava de repetir o orgulhoso rapaz.


Depois de ser entrevistado por Lívia Lemos Lui Mendes pediu uma cerveja e o celular tocou. Era Letícia Birkheuer ligando do restaurante Sushi Leblon. Vem pra cá agora, disse ela convidando para jantar. Saímos da Marina da Glória e fomos voando para o restaurante. Na saída encontramos com o produtor Candé Salles, chiquérrimo como sempre, que nos convidou para sua festa de aniversário que seria logo mais no Sky Lounge. A noite prometia ser animada.


Quando chegamos no Sushi Leblon Letícia foi logo perguntando o que tínhamos achado do desfile. Você estava maravilhosa. Eu não consegui ver mais ninguém além de você, disse Lui Mendes para sua colega da novela Belíssima. Você é um fofinho, respondia Letícia dando um monte de beijos no rosto do galã. Eles se adoram e ela é muito carinhosa com o ator. Eu estou torcendo para que a Érika e o Lourenço fiquem juntos na novela, dizia a atriz cruzando os dedos.


Letícia estava feliz. Esse sentimento resplandecia no seu rosto de modelo internacional. Ela estava falante, risonha. Relaxando da adrenalina de quem tinha acabado de sair da passarela. Seu comportamento denunciava o quanto fazer aquele trabalho era importante para ela. Ela tinha a segurança de quem sabia que tinha feito um trabalho correto e profissional. Saboreando uma caipirinha de laranja lima ela falava da novela, do desfile, de sua carreira, de seus trabalhos e suas aventuras no fascinante mundo da moda.


Letícia especula sobre quem será o vilão misterioso da sua novela. Levanta hipóteses e cita cenas de Belíssima com riqueza de detalhes e a gente percebe que ela acompanha a história com atenção. A maioria dos atores só lêem suas falas e não têm a menor idéia do que acontece na novela como um todo.


Quando Lui faz uma brincadeira sobre o seu sucesso como modelo ela suspira e conta que já houve um momento que pensou em desistir. Estava há três anos em Nova York e nada acontecia. Num dia de angústia decidiu mudar o visual. Foi ao cabeleireiro e cortou seus longos cabelos loiros e mandou pintar de preto. Are you crazy?, perguntou o cabeleireiro antes da moça insistir. Quando apareceu na Ford com o novo visual foi demitida na hora. Arrasada, decidiu voltar ao Brasil e desistir da carreira. Já estava com a passagem comprada quando recebeu um telefone de Filippa, a lendária agente portuguesa de Kate Moss. Vem pra Paris agora. Eu só quero que você me dê um mês. Se nesse tempo não acontecer nada você volta para o Brasil, argumentou Filippa. Desanimada a modelo embarcou para Paris, mas tudo correu bem na capital francesa. Um mês depois de chegar Letícia abriu o desfile de Valentino. Pouco depois foi convidada para ser a garota propaganda do perfume Pure Poison, da marca Dior (foto acima).


Quando alguém cita o livro O diabo veste Prada ela fica séria e lembra seu encontro com Anna Wintour, a todo-poderosa editora da Vogue América, que inspirou o livro que já virou filme. Ela é uma mulher tão estranha. A modelo conta que foi levar seu book na revista e foi recebida pela recepcionista da editora, uma mulher bem simples. Letícia se apresentou, disse que queria mostrar seus trabalhos para alguém da Vogue e trocou algumas palavras gentis com a mulher. A recepcionista pediu para ela aguardar e minutos depois voltou e mandou a modelo entrar. Letícia achava que ia ser recebida por alguma secretária, algum assistente, mas a voz da recepcionista não deixava dúvidas: Ela vai lhe receber. Foi então que Letícia Birkheuer se viu na mesma sala que Anna Wintour.


Champanhe, champanhe, champanhe...


Sem dizer uma palavra Madame Vogue América fez um sinal para que a jovem sentasse. Pegou o book e ficou impassível folheando as páginas com os principais trabalhos da moça. Gosto muito do trabalho desses fotógrafos, foi seu único comentário. Depois devolveu o book e fez um gesto com a cabeça que, ao mesmo tempo, significava obrigado e passe bem. La Birkheuer saiu da Vogue América sem saber se a editora havia ou não gostado do seu trabalho. Dois dias depois um telefonema avisava que ela tinha sido escolhida para um ensaio e teria que estar disponível para viajar ao sul da França onde seria fotografada num castelo por Helmut Newton, um dos maiores fotógrafos de moda de todos os tempos.


Por que eu fui escolhida? Tão rápido assim?, quis saber a modelo. A produtora das fotos confidenciou que, como Letícia tinha sido carinhosa com a recepcionista, a mulher pediu para a própria Anna recebê-la. É que aquela mulher simples jogada na ante-sala dos assistentes exercia grande influência sobre a temida editora da Vogue América. E ela tinha gostado da jovem brasileira. Eu sempre trato bem as pessoas. Principalmente as pessoas mais simples. E não é que eu queria ser boazinha, não. É que isso me faz bem.


A festa de aniversário de Candé foi a seqüência natural da fashion night. Na porta do Sky Lounge encontramos Napoleão Fonyat que já estava indo embora. Parecia cansado, mas feliz. Montar um desfile dá um trabalhão. Candé Salles recebia os convidados do seu aniversário com um vestido da Érika Palomino. Vocês não acham que eu fiquei ótimo com o vestido da minha mulher? - perguntava aos convidados que ia de Milton Nascimento a Luiza Mariani, passando por Sergio Matos, Marcus Vinicius, Mateus Verdelho... A boate estava lotada. Gente bonita, alto astral, bebida, música e animação. A pista de dança fervia com um punhado de modetes. Quando começou a tocar o hit do DJ Leozinho Ela só pensa em dançar, Letícia Birkheuer soltou os cabelos e se jogou na dancefloor. O Candé é muito querido no mundo da moda e foi muito celebrado na sua festa que marcou a nona edição do Fashion Rio.


Champanhe, champanhe, champanhe...


7.6.06




Não há que ser forte. Há que ser flexível.

DECADENCE AVEC ELEGANCE – Foi comovente o desfile da BLUE MAN, que abriu a edição Verão 2007 do FASHION RIO. Tendo como cenário os arcos da Lapa a tradicional grife de moda praia carioca mostrou ousadia nos maiôs, biquínis e sungões que vão invadir as praias brasileiras no próximo verão. Na passarela a presença de alguns dos nossos mais celebrados modelos foi garantia de alta temperatura: André Rezende, Eduardo Velutini e Mateus Verdelho estavam lindos. A belíssima top model Juliana Imai surgiu irresistível como sempre. Mas logo na sua entrada na passarela tropeçou e caiu no chão. Tadinha. A platéia fez oh!!! A top se levantou, fez uma cara de “ai que saco!”, e continuou o desfile como se nada tivesse acontecido. Madame Satã, o lendário boêmio da Lapa, deve ter se revirado no túmulo depois desse mágico desfile de charme, elegância e estilo.




Se o diabo veste Prada Deus certamente veste Zuzu – O Fashion Rio já tem um porta-voz: Bruno Astuto que estréia sensacional coluna no site do jornal O Dia. As observações mais inteligentes e divertidas estão todas lá, escritas por quem entende e gosta de moda.






FALA FOTO – Clique ao lado e veja fotos incríveis de Toni Platão, Érika Palomino, Marina Lima, Letícia Spiller, Fernando Henrique Cardoso, Lenny Niemeyer, Letícia Bierkheuer, Bruno Astuto e Antonia Leite Barbosa.




FALA FOTO – Quando Cora Ronai chegou na Livraria Argumento já havia uma fila enorme de fãs e amigos ansiosos pela sua chegada. Cada um com seu exemplar do livro Fala Foto, feito com imagens clicadas em telefones celulares. Antes do primeiro autógrafo a estrela da noite teve que dar entrevistas para os canais de televisão. Como tinha passado o dia inteiro muito atarefada, nos últimos preparativos para a viagem à Alemanha, não teve tempo nem de comer. Os garçons trouxeram um lanche e, entre um autógrafo e outro, ela comia um canapé ou um patê com torrada. Circulando na livraria personalidades como Eduardo Moscovis e Danuza Leão. Mas foi a presença de dona Nora Tausz Ronai, campeã brasileira de natação masters, que deixou a filha Cora mais feliz. Dona Nora mora em Friburgo e só costuma vir ao Rio quando tem competição. Ou então lançamento de livro da filha coruja.





O fim da tarde, Antero

Ó nuvem peregrina que divagas,
perdida nas lonjuras do Ocidente.
Imota, num crepúsculo de chagas
consomes teu olhar circunferente.
Flutuas esquecida sobre as vagas,
e sabes como é leve e contudente
o pálido infinito com que pagas
os raios últimos do sol poente.
Ao fim da tarde o mundo se desgasta,
as nuvens peregrinas e a amplidão,
as águas claras, a esperança vasta,
o campo adusto, a chuva de verão
e a farta gravidade com que pasta
o boi de nossa funda escuridão.
(Marco Lucchesi)