30.6.10

Em tempo de Copa do Mundo uma tarde de sábado de sol em Copacabana.


O futebol é o assunto do momento em todas as rodas deconversa da cidade.


O craque da camisa 15 poderia jogar na Copa, mas joga nas areias de Copa.


É bola, é rede, é futevôlei!


Como é lindo o entardecer diante da pedra do Leme.


Bruninho, jogador do Racing, faz pose antes do jogo contra o Areia.


O craque da camisa número 3 segura na taça antes do jogo começar.


O telão em alta definição na arena construída nas areias de Copacabana.


Como é lindo o entardecer na Praia de Copacabana!


Todo cuidado é pouco quando mergulhar no mar.


O craque da camisa 3 procurando pela bola.


A lente da câmera ficou impressionada com o olhar do banhista sarado.


Caete Nicholson é americano, toca numa banda de heavy metal de Seattle chamada Ninthgate e veio conhecer o Rio durante a Copa do Mundo.





COPA 2010 Acho que o Uruguai é o meu time favorito na Copa, depois do Brasil, é claro. Foi empolgante o jogo em que os uruguaios venceram a Coréia. O time do Uruguai joga bem e tem um estilo próprio que traduz com perfeição o futebol latino-americano. Meu coração também balança pelos times de Portugal e Espanha. (O jogo Brasil versus Portugal, como foi cedo, 11 da manhã, assisti em casa, sem o som da TV, ouvindo o grupo português Madredeus). Vai ser duro assistir ao jogo Portugal X Espanha, sabendo que um deles vai ser eliminado logo nas oitavas de final. Quem deve ser eliminado? Portugal ou Espanha? É a escolha de Sofia.


Assisti aos dois primeiros jogos do Brasil no Real Chope, o bar mais quente de Copacabana, ponto de encontro de jogadores de futebol de praia e de moças bonitas. O Real Chope, também conhecido como Bar do Afonso, é um ótimo lugar para assistir jogos de futebol. Lá já é um lugar bem animado durante os jogos do Campeonato Brasileiro e agora, durante a Copa, cada jogo é uma festa. Foi lá no Bar do Afonso que encontrei Carlinhos e ele me disse: “Você tava no Fifa Fan Fest, não é? Eu te vi na TV”. Pois é. O jogo EUA versus Inglaterra eu assisti no Fifa Fan Fest. É incrível o visual do telão de alta definição para ver as partidas. Muito bacana mesmo. Mas, aquela arena que construíram na areia da praia é um verdadeiro atentado contra Copacabana. O telão devia ficar numa área totalmente aberta, e não num espaço fechado como foi feito. Esqueceram que a praia é uma área pública e construíram um verdadeiro shopping center na areia. Tem até uma loja de automóveis lá dentro. O lugar é tão fechado que nem permitem a entrada de pessoas trajando sunga ou biquini. Os banhistas de Copacabana estão revoltados. Como assim não pode entrar de sunga ou biquini? Um espaço construído na praia em que os banhistas não podem entrar de sunga ou biquini. Vi muita gente xingando o Fifa Fan Fest por causa disso. Acho que o Prefeito Eduardo Paes deveria ser fuzilado por ter permitido tamanha violência contra a cidade. Semanas atrás foi realizado ali mesmo em Copa um concerto do Projeto Aquarius em que havia um telão similar ao que hoje exibe o futebol. A diferença é que no Projeto Aquarius não havia arena, era tudo aberto. Ficou incrível. De qualquer lugar da praia se podia ver o telão e ouvir a maravilhosa musica da Orquestra Sinfônica Brasileira.


Também assisti a disputa entre EUA e Gana na arena do Fifa Fan Fest. Fui levar um amigo americano que está hospedado na minha casa. Lá ele pode torcer pelo time do seu país ao lado de uma multidão de torcedores americanos. Pena que os EUA foram eliminados pela seleção de Gana. (Adorei o uniforme do time de Gana. As meias do time são sensacionais, nas cores vermelho e amrelo.) Caete Nicholson é filho de Robert Nicholson e Nilza Lessa, brasileira, irmã da líder feminista Wilma Lessa. Caete tem vinte anos e, apesar de ter mãe brasileira, nunca tinha vindo ao Brasil. Ele mora em Seattle e toca guitarra numa banda de heavy metal chamada Ninthgate. Louco por futebol, ele queria muito ver um jogo no Maracanã e ficou frustrado ao saber que não há jogo no Brasil durante a Copa. Para substituir a experiência no Maracanã eu o levei para ver o jogo do Areia do Leme versus um combinado de atletas que recebeu o nome de Estrelas da Praia. Futebol com classe! Areia do Leme versus Estrelas da Praia. O jogo foi em comemoração à vitória do Areia na Taça Marcio Banana. Foi um belo amistoso, com boas jogadas e um show de futebol. Caete ficou bem impressionado com a raça e o talento de jogadores como Bruninho e Magal. Olhando ao longo da praia e observando vários grupos jogando altinho ele exclamou, misturando o inglês e o português: “Uau! Everybody joga bola!”.


Adoro esses dias em que só se fala e se respira futebol. O futebol é um esporte tão sexy, tão másculo e, ao mesmo tempo, tão comovente. As imagens dos jogos exibidas pela TV são de tirar o fôlego. A câmera lenta em alta definição é algo de mágico. A gente vê os movimentos dos músculos das pernas como se estivesse dentro do campo, pertinho dos craques. Realmente, a alta definição é algo de revolucionário em termos de TV. Já fico imaginando como vai ser a TV em 3D. Vou ficar assistir aos jogos tentando pegar nas pernas dos jogadores.



PARIS EM CHAMAS




Uma mulher perdoará um homem por tentar seduzi-la, mas não perdoará um homem que perde esta oportunidade quando a mesma lhe é oferecida.



A ESSÊNCIA DO ESTILO - O que leva alguém a pagar uma fortuna por um único acessório – uma bolsa, por exemplo? Por que em todo o mundo a maioria das pessoas acha que uma ocasião só é realmente especial quando se abre um champanhe – e mais especial ainda quando a marca é Dom Pérignon? Por que os diamantes são símbolos de riqueza, poder e até mesmo compromisso? No livro A essência do estilo, uma das maiores autoridades em cultura francesa do século XVII, Joan DeJean discorre sobre essas instigantes questões e explica de que forma, em um momento tão fascinante da história como o reinado de Luís XIV, os franceses estabeleceram os padrões de sofisticação, estilo e glamour que ainda imperam em nossas vidas. O diamante, o crème brulée e o champagne são alguns dos objetos de desejos que devem o seu sucesso a Luis XIV. A origem destas e de outras referências de luxo e requinte são desvendadas por Joan Dejean. A essência do estilo revela como nasceram os padrões de consumo e comportamento, que hoje são sinônimos de elegância e sofisticação no mundo ocidental. Para tanto, a autora mostra como o monarca transformou a França na capital mundial do glamour.

“Nunca antes uma cidade dominou o império do estilo e da sofisticação por mais do que um breve período. Na década de 1660, Paris iniciou um reinado sobre o modo luxuoso de se viver que ainda perdura, mesmo três séculos e meio depois. Tudo isso se tornou possível porque os franceses entenderam a importância do marketing: assim, quando a moda se tornou francesa, a indústria da moda teve início, e introduziu novos conceitos, como o de estação, ainda hoje essenciais para o funcionamento dessa indústria”, explica a autora.

Joan Dejean, uma das maiores autoridades em cultura francesa do século XVII, relata como as ações do Rei Sol fizeram com que a fama da moda, gastronomia e do estilo francês atravessasse séculos e, ainda hoje, influenciasse a vida de pessoas ao redor do mundo. Ela conta histórias curiosas sobre a origem de diversos costumes, que parecem ter nascido com a humanidade, mas foram frutos da mente de um visionário.

Uma das interessantes histórias contadas pela autora é sobre um dos maiores símbolos de riqueza da atualidade: o diamante. Já faz parte da cultura mundial dizer que eles são eternos, mas estas preciosidades já foram consideradas pedras insignificantes até que, em 1669, Luís XIV se apaixonou por elas e adquiriu o que hoje se conhece como Diamante Hope. Desde então, a jóia gerou diversas lendas.

Quando o monarca subiu ao trono, a França ainda não era sinônimo de elegância. Mas ao fim de seu reinado, os franceses eram considerados, em todo o mundo, especialistas em bom gosto e estilo. Desde então, a França encontrou mais um filão comercial e passou a dominar o mercado de luxo. Status mantido até os dias de hoje através de marcas de luxo como Cartier, Don Pérignon e tantas outras.

O livro apresenta todo o processo de fabricação desta imagem ainda presente no imaginário mundial e capaz de causar inveja nos mais importantes profissionais de marketing do planeta. Como bem observa a autora, a estratégia do Rei Sol no passado tornou possível a existência hoje de casas noturnas como o Stork Club, cafés e restaurantes como o Chez Panisse, lojas como a Bergdorf Goodman e cabeleireiros como Cristophe de Beverly Hills.

21.6.10

Um recanto bucólico do Central Park.


Os noivos e o futuro artilheiro dividem o mesmo espaço.



Artistas modernos sempre têm lugar em Nova York.


As lentes de Thereza Eugênia de olho nas pernas femininas no metrô de Nova York.


O negão dando pinta em frente aos turistas no verão novaiorquino.


Thereza Eugênia não resistiu ao corpo do bofão e clicou imediatamente.


NEW YORK, NEW YORK - Thereza Eugênia, a fotógrafa favorita de Maria Bethânia e Fernanda Bruni, circulou esses dias por Nova York. Sempre com sua câmera em punho, é claro. Atenta a todos os lances da cidade ela mandou algumas fotos para ilustrar esse blog, que considera o seu favorito.


A COPA DO MUNDO É NOSSA? – A primeira fase da Copa do Mundo foi só um aperitivo, agora é que o bicho vai começar a pegar. A Seleção Brasileira está bacana e eu espero que mantenha esse ritmo até a final. Será que vamos ser campeões mais uma vez? A goleada de Portugal contra a Coréia foi o jogo mais empolgante. Adoro os portugueses e sou fã do Cristiano Ronaldo. O fracasso dos franceses também tem sido bem divertido. Não agüento a seleção francesa cheia de jogadores negros e mulatos. Nada contra. Apenas é uma seleção que não tem a cara da França. (A seleção francesa de rugby é que tem a cara da França). A atuação mais ou menos dos jogadores italianos também me deu muito prazer. A Itália já me fez sofrer muito em Copas do Mundo. Estou torcendo pelas seleções do Uruguai, Suíça, Holanda, Espanha e Costa do Marfim. Não só pelo futebol, mas também pela beleza dos jogadores.

A melhor cobertura da Copa 2010 na Internet é a do blog Soccer and Soccer. Vale a pena dar uma olhada. As fotos são incríveis, sublinhadas com um texto cheio de malícia.


11.6.10

Paulo Próspero completou 61 anos e festejou com amigos em Copacabana.


Joaquim Ferreira dos Santos e Maria Clara Pellegrino estavam entre o seleto grupo de convidados.


Rosane Fonseca, Tania Bôscoli, Rosana Garcia e Conceição Rios.


Champanhe, champanhe e champanhe para Maria Clara Pellegrino.






A afinada Conceição Rios cantou especialmente para o aniversariante.




TUDO VAI DAR CERTO – Nunca assisti a um filme do Woody Allen que não pudesse chamar de obra-prima. Seu último filme lançado no Brasil, Tudo vai dar certo, não foge a regra. Um roteiro magnífico, uma direção impecável, atores talentosos e um primoroso trabalho de produção. Cada personagem com seu perfil bem definido. Tudo muito elegante e sofisticado, mas, ao mesmo tempo, simples e objetivo. Uma verdadeira aula de cinema. Uma das coisas que mais aprecio nos filmes do Woody Allen são aquelas festas onde o diretor reúne seus personagens provocando divertidas situações de conflito: jantares, vernissages, coquetéis, noites de autógrafos... Nesses eventos humor e lirismo se entrelaçam em deliciosa harmonia. Pois o jantar para comemorar o aniversário do psicanalista Paulo Próspero foi idêntico a um desses eventos de um filme do Woody Allen.


O jantar foi no bonito apartamento de Madame K, velha amiga do aniversariante. Madame K é marroquina e fez questão de brindar os convidados com acepipes da cozinha do seu país. E foi ao som da trilha sonora do filme A Rainha Margot que foram chegando os convidados que pareciam personagens de uma comédia do Woody Allen ambientada em Copacabana. O jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, com sua bela companheira Lílian foi pontual e ficou atento em busca de personagens para sua coluna Gente Boa, no jornal O Globo. Patrícia Kozman e Rosane Fonseca também já estavam presentes quando chegaram a psicanalista Maria Clara Pellegrino com sua amiga a atriz Renata Roriz. “A Renata tem um orgasmo incrível”, disse o aniversariante quando apresentou a atriz ao titular da coluna Gente Boa. Paulo estava se referindo a uma cena da peça sobre Cora Coralina em que a atriz simulava um orgasmo.


Mas, se Renata Roriz tinha o orgasmo, Maria Clara Pellegrino tinha o excesso. “Eu sei que sou excessiva”, repetia ela, num elegante vestido preto, chacoalhando as diversas pulseiras que trazia em ambos os pulsos, e exibindo anéis com pedras enormes enquanto tragava sensualmente sua piteira. Maria Clara não parava de falar, deixando bem claro o quanto levava a sério sua condição de “pessoa excessiva”. Mas tudo era, na verdade, entusiasmo pela vida, pelas pessoas, pelas coisas. Joaquim Ferreira e Lílian se viam atordoados com a quantidade de informações que ela passava enquanto contava do livro que está fazendo sobre moradores da Rocinha, com fotos magníficas e textos geniais. E contava como subia as escadas íngremes da Rocinha com seus saltos de bico fino e como as pessoas da favela são legais. E falava de psicanálise e analisava os outros convidados.


“Você é uma mãezona alemã, uma verdadeira fraulein”, disse ela apontando para Rosana Garcia, presente com o marido Rogério Mader. Rosana é aquela atriz que foi a Narizinho, na primeira versão do Sitio do Picapau Amarelo e, durante alguns momentos pareceu tímida e enrusbecida diante do vigor de Madame Pellegrino, que parecia ligada numa tomada. Já a professora de Comunicação Social da PUC Cláudia Chaves contou da festa junina que seus alunos ricos estão fazendo para as famílias carentes da Rocinha. Uau! Os ricos alunos estão momentaneamente deixando seus berços de ouro para, eles mesmos, cozinharem canjicas, munguzás, pé de moleque e outras iguarias típicas. “Eles mesmo vão cozinhar, servir e organizar a festa”, dizia orgulhosa a professora. “Você tem algum aluno para me recomendar?”, quis saber o experiente jornalista do Globo. A professora fez uma expressão de desdém, pensou um pouco e respondeu: “Ninguém em especial”.


Champanhe, champanhe, champanhe...


Patrícia Kozman, com sua beleza suave e delicada, já havia chegado quando a campainha tocou. Era o design Carlos Orcades, com suas sobrancelhas de lobo mau e seu humor corrosivo. Em seguida chegaram Tania Bôscoli e Conceição Rios, acompanhada de seu marido. Ficaram todos em volta da mesa, degustando pastas deliciosas, com um crocante pão árabe. Enquanto saboreava um falafel Tania Bôscoli lembrou que o sexo anal é o pior dos pecados no mundo árabe. A divertida Pellegrino contava que já tinha deixado muitos homens assustados ao mesmo tempo em que chacoalhava suas pulseiras e jogava o cabelo de um lado para o outro. Enquanto servia os petiscos e recebia um e outro convidado Madame K contava da sua paixão por Copacabana, bairro onde vive desde 1979. Com seu charmoso sotaque marroquino a misteriosa amiga do aniversariante descrevia o lugar onde mora como se este fosse um paraíso localizado no centro do universo. As ruas arborizadas, os botequins efervescentes, os personagens únicos... Toda Copacabana adquire um toque especial aos olhos dessa generosa marroquina que escolheu esse recanto da cidade maravilhosa para viver.


A bebida farta deixou o papo animado e uma chuva inesperada transferiu todo mundo do terraço iluminado com luz de velas para a sala de jantar. Estavam todos falando ao mesmo tempo quando uma voz maviosa começou a entoar um canto suave e delicado. Assim como um lamento. Uma música que, como um rastro de fumaça se espalhou por todos os cantos da sala. Aos poucos todos se calaram para prestar atenção na música afinada entoada por aquela voz. E foi num silêncio respeitoso que os convidados de Mister Próspero ouviram a misteriosa Madame K entoando uma linda canção do Marrocos. Foi um momento mágico da festa já que, através da sua música, a cantora fez com que todos sentissem a emoção que ela sentia, como uma saudade de algo que não se viveu.

Champanhe, champanhe, champanhe...

Todos ainda estavam atordoados com o canto da embaixatriz quando chegou o fotógrafo Odir Soares. Ele já tinha tomado uns drinques num outro acontecimento social e chegou na casa da embaixatriz dando beijos na boca de todo mundo. Pediu para o aniversariante fazer poses com suas convidadas. Não precisa dizer que Maria Clara Pellegrino amou fazer caras e bocas para a lente do David Hamilton dos tropicos. “Eu realmente sou muito excessiva”, repetia ela fazendo caras e bocas para a lente do fotógrafo. No meio do intenso burburinho, provando ser uma anfitriã com grande domínio do seu evento, Madame K fez mais uma brilhante intervenção. “Alguém me disse que você tem uma linda voz. Cante alguma coisa para nós”, pediu a anfitriã se dirigindo a gloriosa Conceição Rios, que soltou a voz para deleite de todos.


Conceição Rios poderia ter sido uma grande diva da MPB. Ela sempre cantou divinamente. Sua voz maviosa vivia sendo exaltada por Cazuza, seu amigo de adolescência. Cazuza adorava Conceição e ele acreditava que um dia ela seria uma grande estrela da música brasileira. Bebel Gilberto nunca a perdoou por Conceição ser mais afinada que ela. Mas Conceição nunca levou a sério essa história de ser cantora. Sempre foi rica, nunca precisou batalhar para ganhar dinheiro, então preferiu se dar ao luxo de cantar apenas para os amigos. Gente fina é outra coisa. Certa vez ela estava cantando sem compromisso na casa de sua amiga Bebel quando foi ouvida por João Gilberto. O papa da bossa-nova se apaixonou perdidamente pela moça, com quem ficou casado durante dois anos. Pois foi a voz que encantou Cazuza e João Gilberto que se fez ouvir numa linda canção dedicada especialmente ao aniversariante.

Feliz aniversário!

1.6.10

O lutador Mauricio Shogun é o astro do momento nos torneios de Vale Tudo.


Na Fundição Progresso Mauricio Shogun estava como treinador do irmão Murilo Ninja.


O lutador Cristiano Marcello foi vítima de um erro do juiz que apitou sua luta.


Glover Teixeira socou Thiago Mônaco até o juiz decidir parar a luta.


Mauricio Shogun mostrando que também é bonito quando está de perfil.


Cristiano Marcello lutou melhor que Alejandro Mandarina, mas o juiz não viu isso.


Marcelo Alonso, editor do Portal do Vale Tudo, entrevistando o atleta Murilo Ninja.


Alonso filmando Mauricio Shogun, o sorriso mais bonito dos campeonatos de Vale Tudo.


Murilo Ninja enfrentando o paraguaio Arturo Arcemendes.


Amaury Bitetti e seu amigo Roberto Dinamite, convidado de honra do torneio.


Glover Teixeira fazendo pose de galã depois da vitória sobre o paranaense Thiago Mônaco.


Mauricio Shogun enfaixando a mão do irmão Murilo Ninja no Bitetti Combate.



MAURICIO SHOGUN FOI À LAPAMauricio Milani Rua é um ícone das artes marciais no Brasil. Conhecido nos tatames da vida como Mauricio Shogun, o bonitão é o atual campeão do UFC – Ultimate Fighting Championship, o maior evento de MMA (Mixed Marcial Arts, nome oficial dos torneios de vale tudo) do mundo. Mauricio Shogun estava na Fundição Progresso, durante a apresentação do Bitetti Combat, o torneio de MMA produzido pelo ex-lutador Amaury Bitetti. Mauricio Shogun não estava como lutador, é claro, já que ele tem um status de superstar e só participa de milionários eventos internacionais. Shogun participou do torneio como treinador de seu irmão, o campeão Murilo Ninja.


Mauricio Shogun é um homem lindo. Ele tem um sorriso que desarma qualquer um. Deve ser assim que vence todas as lutas. Ele sorri para o adversário e deixa o cara desconcertado. Como alguém vai conseguir bater num sujeito com o semblante tão meigo? Simpático, falante e bem humorado, Shogun é um dos poucos campeões de MMA que nunca foram nocauteados.


Mauricio Shogun já venceu pesos pesados do MMA como Chuck Lydell, Alistair Overeem, Mark Coleman, Kevin Randleman, Ricardo Arona e até o Rogério Minotouro. Sua última luta foi em Maio de 2010, quando enfrentou outro fera dos ringues, o também brasileiro, descendente de japoneses, Lyoto Machida. Foi a revanche de uma luta entre os dois que já havia acontecido em Outubro de 2009. Uma luta que a crítica especializada classificou como “a maior revanche da história do MMA”. O que se viu no ringue foi o duelo entre dois lutadores brilhantes buscando manter seu nome no topo. Foram seis meses de árdua preparação física e técnica, enquanto a mídia especilizada estimulava a rivalidade entre os atletas. Shogun conseguiu o que parecia impossível: nocautear Lyoto Machida.


A presença de Mauricio Shogun na Fundição Progresso agitou o público que foi assistir ao Bitetti Combate. Principalmente quando ele entrou no ringue carregando o cinturão que ganhou no UFC. Os fãs das artes marciais gritavam o nome do lutador e fizeram fila para pedir um autógrafo depois do show. Shogun fez mais sucesso que o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, convocado pelo seu queridíssimo amigo Amaury Bitetti para entregar os troféus aos vencedores das lutas. Na platéia grandes nomes da luta no Brasil como Gustavo Ximú, Paulão Filho, Murilo Bustamantem Carlão Barreto e Pedro Rizzo.


Murilo Ninja, o irmão mais velho de Shogun, fez uma bela luta e detonou com o paraguaio Artur Arcemendes em 1 minuto e 27 segundos. Foi a terceira vitória seguida de Ninja no Bitetti Combate. Outro grande momento do torneio foi a luta em que Glover Teixeira venceu Thiago Mônaco em apenas um minuto e meio de luta. Aliás, nenhum dos confrontos passou do segundo round. O lutador Cristiano Marcello foi prejudicado pelo juiz no embate contra o lutador da Costa Rica Alejandro Mandarino. O juiz interrompeu a luta e deu vitória ao costariquenho porque teve a impressão que Cristiano ia desmaiar. Ninguém entendeu nada.


Já o lutador carioca Milton Vieira, figura muito querida no Posto Nove, fez bonito ao enfrentar o peruano David Cubas. Miltinho tem um jiu-jitsu refinado e soube manter o controle da situação quando a luta foi para o chão. Foi a luta mais empolgante do ponto de vista do espetáculo, já que durou até os quatro minutos do segundo round e permitiu ao público saborear o confronto entre os dois atletas com emoção, suspense e reviravoltas. Foi o primeiro evento de lutas na Fundição Progresso, mas o produtor Rafael Carvalho promete que novos shows de luta vão ser programados para os próximos meses.

De olho em todos os lances do evento o jornalista Marcelo Alonso fotografou tudo. Um dos fundadores da Tatame, revista que editou durante treze anos, Alonso agora é o editor do Portal do Vale Tudo, especializado em artes marciais. Entre uma luta e outra ele contou de sua última viagem aos Emirados Árabes. Alonso se disse impressionado com a influência do jiu-jitsu brasileiro no mundo árabe. Há dois anos o Sheik contratou 85 lutadores brasileiros para darem aulas de jiu-jitsu nas escolas públicas do seu reino, pagando salários de 5 mil dólares. Agora ele vai contratar mais 45 lutadores e declarou que até o ano de 2015 quer o jiu-jitsu em todas as escolas do país.

Saiba tudo sobre Mauricio Shogun no link:


Saiba mais sobre o Bitetti Combate:


(Fotos: Waldir Leite)