26.10.09



ARTE!


AI DE TI, COPACABANA! – O Rio de Janeiro tem uma nova galeria de arte num dos endereços mais elegantes da cidade: o Copacabana Palace. Bem ali, na esquina com a Rua Rodolfo Dantas o marchand e consultor de arte Gustavo Rebello acaba de inaugurar sua galeria. Pára tudo! Gustavo Rebello é um dos sujeitos mais elegantes e sofisticados da cidade. Boa gente, culto e com um talento especial para definir e conceituar as artes plásticas. A inauguração de sua galeria é um acontecimento importante para o mercado de arte no Rio. E ele, que trabalhava reservado em seu escritório, agora está mais perto do público interessado em arte como deleite e investimento. "É o homem certo no lugar certo", comentava uma arquiteta enquanto admirava as instalações da loja.

A inauguração da Gustavo Rebello Arte mobilizou admiradores de artes plásticas de todos os níveis: compradores, negociantes, colecionadores, artistas, marchands e críticos. O mítico crítico de arte Fernando Cocchiarale estava lá e aprovou tudo. As instalações da galeria, com um belo trabalho de arquitetura, assim como a escolha de Júlio Villani para exposição de estréia. Cocchiarale aprovou, principalmente, as enormes vitrines da galeria. Com as vitrines as obras de arte ficarão expostas para todos os transeuntes que passam pela Rua Rodolfo Dantas. "É arte para o povão", diagnosticava uma colecionadora, com ares de perua, enquanto bebericava sua taça, que segurava com os dedos cheios de anéis.

Champanhe, champanhe, champanhe...

A vitrine da galeria também foi alvo de comentários entusiasmados do marchand Afonso Costa, da galerista Áurea Katisurem, do pintor Manfredo Souza Neto e do ator e diretor Gilberto Gawronski. Marco Rodrigues fotografou todos para as colunas sociais. Inclusive Dona Zaida Maria de Souza Saldanha, uma adorável dama da sociedade, senhora apaixonada por artes plásticas, que foi Miss Estado do Rio em 1954.

O colecionador de arte Paulo Próspero foi muito assediado, já que agora ele é um personagem da coluna Gente Boa. Pois é. Desde que Joaquim Ferreira dos Santos publicou que Próspero sugeriu o nome de Rubem Braga para batizar o nome do elevador do Metrô de Ipanema, que a popularidade do psicanalista aumentou consideravelmente na Zona Sul. Todos querem lhe dar parabéns pela idéia. É que Próspero mora no mítico edifício onde Rubem Braga viveu e escreveu suas obras-primas. Ali, bem ao lado das obras do metrô, Paulo mantém sua sofisticada coleção de arte. Peças raras onde se destacam várias fotos originais de Alair Gomes.

Champanhe, champanhe, champanhe...

Aliás, a bela exposição de Alair Gomes no Paço Imperial foi um dos assuntos mais comentados na festa. Toni Oliveira, da TNT, contava que tinha visto a exposição em Paris e tinha gostado mais da montagem brasileira da mesma mostra. Fernando Cochiarale lembrava a todos que a grande exposição de Alair Gomes, no MAM, da qual ele foi curador, já apresentava muitas fotos que o artista fez de estátuas gregas. E que a exposição em cartaz no Paço Imperial apesar de ser genial, não é exatamente uma mostra inédita...

Julio Villani foi o artista escolhido por Gustavo Rebello para inaugurar sua galeria. Isso faz de Villani o artista do momento nas artes plásticas do Rio, já que ele também exibe uma interessante exposição numa das galerias do Paço Imperial. A mostra da Gustavo Rebello Arte reúne colagens sobre documentos cartoriais franceses datados dos séculos XVIII e XIX. Sobre eles, Júlio Villani aplica recortes de papel embebidos em tinta à óleo, que em contato com os antigos manuscritos, escapa e cria gradativamente uma áurea dourada em volta dos contornos da figura. O aleatório da fuga do óleo colabora assim com a mão do artista para criar a imagem definitiva.

Champanhe, champanhe, champanhe...


11.10.09

A dupla de DJ´s denominada Lipstick Mob


Felipe Dylon com as garotas do Lipstick Mob



Felipe Dylon cercado de beldades na suite do Hotel Sheraton


A pista do MAM fervendo durante a apresentação do DJ Paulinho Boghosian, na White Party


A galera animada na pista de dança



Lui Mendes, o dono da Luxxor, com as beldades do Lipstick Mob




Uma menina bonita e animada



A linda DJ Flavia Xexéo é musa dos fãs de hip hop



Rodrigo Minotauro também é fã de hip hop


O astro do hip hp Chingy dando show na The Week


Na pista do Sheraton um grupo de bofes confabulando

:

A vista do Hotel Sheraton na tarde chuvosa de sábado



O lutador Milton Vieira, fera dos torneios de MMA, na pista do Sheraton


Garotas na pista de dança



A pista da The Week no dia do show do Chingy



O amor é uma ocupação de quem não tem o que fazer.


LUXXOR MUSIC


A MÁFIA DO BATOM – Uma dupla de loiras é a nova sensação das pistas de dança de todo o Brasil. Com o sugestivo nome de Lipstick Mob Karina e Katiuscia formam uma dupla de Dj´s que tem dado o que falar entre os festeiros e freqüentadores de raves de Pindorama. Verdade seja dita: as loiraças do Lipstick Mob arrasaram no evento Luxxor Music, promovido pelo ator Lui Mendes e seu sócio Eduardo Figueira, no Hotel Sheraton. “No nosso set a gente só toca house. Esse é o ponto forte da nossa pegada”, diziam as beldades, que nasceram no Paraná e estão conquistando o Brasil com seu estilo e marra. A Luxxor Music foi uma maratona e tanta. Três festas seguidas em três dias. Na sexta Black Party, na boate The Week. No sábado Sunset Party no salão Gávea do Hotel Sheraton. E no domingo uma enlouquecida rave, White Party, no terraço do MAM. No geral rolou boa música, badalação e muita gente bonita. Homens e mulheres para se degustar com os olhos. E com a mão boba, é claro!


A Luxxor Music foi projetada para agitar o feriado de 12 de Outubro. O negócio é o seguinte: Eduardo Figueira é dono de uma agência de turismo em São Paulo. Quando ocorre feriados junto com o fim de semana ele vende pacotes em hotéis de luxo de todo o Brasil e organiza uma série de eventos na cidade para agitar a estadia de seus clientes. Assim, ele já realizou Luxxor Music em Campos do Jordão, no ano passado, e eventos similares em Vitória, Salvador, Brasília, Camboriú e Porto Alegre. Um empresário criativo.


Para agitar a Luxxor Music no Rio, rolou na sexta-feira uma festa black, na gigantesca boate The Week, com apresentação dos astros do hip hop Chingy e Kenny Knox. A boate lotou com os fãs da moderna música negra americana. Aqueles meninos bonitões do Posto Nove estavam todos lá. O lutador Rodrigo Minotauro marcou presença na festança e, deixando claro que é mesmo um superstar, distribuiu dezenas de autógrafos para rapazes e moças. Quem também estava muito animado na pista de dança era Alexandre Pulga, a nova sensação dos torneios de luta de todo Brasil. O lutador que não perde uma e empolgou o público no Bitetti Combat do Maracanãzinho, mostrou que também sabe dar show na pista de dança. A mulherada não deixava o rapaz sossegado. Mulheres lindas e siliconadas, todas muito interessadas em praticar um Vale Tudo com o atleta.


O craque Romário, futuro candidato a Deputado, (toc, toc, toc...) também marcou presença na pista da The Week e não tirava os olhos da DJ Flavia Xexéo, que animou a pista antes da apresentação dos astros americanos. Romário ficou mandando recados para a moça. Queria a todo custo que a bela DJ fosse tomar um drinque com ele, mas La Xexéo não deu a mínima para o craque do passado. Felipe Dylon circulou em todas as festas com seu novo visual, uma imensa cabeleira de dreadlocks. No seu esforço para mudar de imagem o cantor adotou um visual radicalmente fake.


A festa na The Week só acabou às oito da manhã de sábado. Enquanto lá dentro rolava muita farra e animação, lá fora não parava de chover. Mas, muitos dos festeiros que saíram de manhã cedo da The Week, as quatro da tarde já estavam no Hotel Sheraton onde aconteceu a Sunset Party. Bem... Não houve sunset porque choveu o dia inteiro, mas rolou uma festa tão ou mais animada que a festa da The Week. Gente jovem, bonita e descolada lotou a pista de dança montada no Salão Gávea do Sheraton para ouvir o som das beldades do Lipstick Mob e do DJ Nicko Izzo. A diferença é que no Sheraton a festa era open bar, bebida liberada. Então, enquanto um pequeno dilúvio caía lá fora, a moçada se acabava de dançar, beber e azarar na pista de dança.


Para encerrar a Luxxor Music rolou a White Party no MAM, com os DJ´s Steve Ângelo e Paulinho Boghosian. Todos os ingressos foram vendidos, então o espaço estava super lotado. O bom é que o lugar estava cheio de gente gostosa, rapazes e moças cheios de amor pra dar. E muita vontade de dançar aos som dos acordes da música eletrônica. Com a bebida liberada a moçada caiu de boca na Skol Beats e na vodka com energético. Foi bacana ver o dia amanhecer com o visual da baía da Guanabara, enquanto Steve Ângelo sapecava seu som rasgado a toda altura. Ai meus ouvidos!

A Luxxor Music foi um luxo!
Solitário Surfista...


Um mergulho nas profundezas...


Um mar verde esmeralda...


Tadinho... Machucou a perninha...


Um cardume de surfistas...



ARPOADOR - 2009


Solitário surfista
Solitário surfista
Acorde num domingo
Tome seu café
Pegue a sua prancha
Tome a benção a mãe
Reze com fé
E vai pro mar
Descubra a naturza,
o encanto e o mistério
Desta contagiosa beleza
Que o divino Deus criou
Por isso agradeça e pegue
Uma onda verde-esmeralda
Entre no tubo
E peça licença aos peixes
E namore as sereias
E mostre um front side,
um cut back
Um back side,
um loop
Um cento e oitenta,
um trezentos e sessenta graus
Pois o mar é de graça
e todo seu

Escute aqui Solitário Surfista, a canção de Jorge Ben Jor


Simão Romão vibrando na Pedra do Arpoador...


Depois o campeão correu em direção a praia...


E mergulhou nas águas do mar...


SIMÃO ROMÃO É CAMPEÃO!

Muita festa no Arpoador com a vitória do carioca Simão Romão no Rio Surf Pro Internacional, campeonato que bombou o domingo de sol no Rio. O final da competição foi super animada. Enquanto o DJ barbarizava com o som do Dire Straits, na água Simão Romão e Bernardo Pigmeu disputavam cada onda como se fosse a última de suas vidas. A pedra do Arpoador se transformou numa arquibancada vip, com muita torcida da galera com direito a aplausos a cada ponto conseguido. Foi uma festa bonita e alto astral, que deu uma nova cara a cidade, depois da seqüência de dias de chuva.

9.10.09

A necessidade, a natureza e a história não são mais do que instrumentos da revelação do Espírito.

Nada de grande se realizou no mundo sem paixão.

O homem não é mais do que a série dos seus atos.

O artista não precisa de filosofia e, se pensa como filósofo, entrega-se a um trabalho que está justamente em oposição à forma do saber próprio da arte. (As citações são de Georg Hegel)

OUTUBROEnquanto leio a Fenomenologia de Espírito, de Hegel, escuto sem parar o CD Yes, da dupla Pet Shop Boys. A música suave e vibrante das bibas inglesas ajuda a aliviar o sofrimento que a filosofia hegeliana me provoca. Estudar Hegel é mergulhar no sofrimento. Filosofar, para esse ícone do pensamento alemão, é sentir dor. É caminhar por uma estrada cheia de cacos de vidro, com um punhal enfiado nas costas. Por isso que eu adoro Platão, para quem filosofar é sentir prazer. Outro dia eu estava com um grupo de colegas no corredor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, quando o professor Rafael Haddock-Lobo nos chamou para entrar na sala de aula com a seguinte frase: “Vamos sofrer, moçada?”


O professor Rafael Haddock-Lobo é uma figura. Charmoso e elegante, é ele quem decifra para nós, alunos, o pensamento sombrio de Georg Friederich Hegel. Mas, ao contrário do seu filósofo-fetiche, o professor Rafael é alto astral e muito bem humorado. Ele sempre faz comentários irônicos sobre as idéias do pensador alemão e, muitas vezes consegue provocar gargalhadas em seus alunos.


Ler o texto de Hegel exige um esforço intelectual absurdo. A narrativa de suas idéias é feita de um modo excessivamente rebuscado, gótico, dark, sombrio. Quando o leitor consegue decifrar aquilo tudo, consegue perceber conceitos inteligentes de um pensador apurado. Ao mesmo, tudo é um grande exercício de vaidade intelectual. “Estão vendo como eu sou inteligente?”, parece perguntar Hegel, nas entrelinhas de seu tratado filosófico.



Uma coisa que eu percebi desde que decidi mergulhar nas águas profundas da filosofia é que a vaidade intelectual é uma aliada constante dos grandes pensadores e seus discípulos. Para quem, como eu, sempre circulou nos bastidores do mundo da moda ou no universo fútil da indústria de telenovelas, foi um choque perceber que, no que diz respeito à vaidade humana, esses ambientes são idênticos. Nesse aspecto não existe diferença nenhuma entre Georg Hegel e Lenny Niemeyer. Estudando a Fenomenologia do Espírito consigo perceber em Hegel o mesmo exibicionismo que existe, por exemplo, numa estrela vulgar como a Mulher Melancia. Ele tem idéias brilhantes, um pensamento sofisticado e conceitos com conteúdo. Mas, ao expor sua filosofia, sua vaidade intelectual se coloca mais importante que suas idéias.


ASSIM FALOU HEGEL - Segundo uma representação natural, a filosofia, antes de abordar a Coisa mesma – ou seja, o conhecimento efetivo do que é, em verdade, necessita primeiro pôr-se de acordo sobre o conhecer, o qual se considera ou um instrumento com que se domina o absoluto, ou um meio através do qual o absoluto é contemplado.


Parece correto esse cuidado, pois há, possivelmente, diversos tipos de conhecimento. Alguns poderiam ser mais idôneos que outros para a obtenção do fim último, e por isso seria possível uma falsa escolha entre eles. Há também outro motivo: sendo o conhecer uma faculdade de espécie e de âmbito determinados, sem uma determinação mais exata de sua natureza e de seus limites, há o risco de alcançar as nuvens do erro em lugar do céu da verdade.


Ora, esse cuidado chega até a transformar-se na convicção de que constitui um contra-senso, em seu conceito, todo empreendimento visando conquistar para a consciência o que é em si, mediante o conhecer; e que entre o conhecer e o absoluto passa uma nítida linha divisória. Pois, se o conhecer é o instrumento para apoderar-se da essência absoluta, logo se suspeita que a aplicação de um instrumento não deixe a Coisa tal como é para si, mas com ele traga conformação e alteração. Ou então o conhecimento não é instrumento de nossa atividade, mas de certa maneira um meio passivo através do qual a luz da verdade chega até nós; nesse caso também não recebemos a verdade como é em si, mas como é nesse meio e através dele. (Introdução da Fenomenologia do Espírito)