30.4.08




Não há nada bom nem mau a não ser estas duas coisas: a sabedoria que é um bem e a ignorância que é um mal.


OS BOFES PREFEREM OS TRAVESTIS – Primeiro foi o galã Rômulo Arantes Neto, o André de Malhação; depois foi o ator Gabriel Braga Nunes; agora foi a vez de Ronaldo Fenômeno. Nos últimos meses três dos mais cobiçados homens brasileiros foram flagrados com as calças na mão em escândalos sexuais envolvendo travestis. O que será que têm os travestis que os homens tanto gostam? “Vinte centímetros”, diria a tal de Andréa Albertino, com quem o jogador brasileiro foi para o motel. E esses citados não foram os únicos. Quando esteve no Brasil, na época do Rock In Rio, o cantor Billy Idol subiu para o hotel onde estava hospedado com um travesti que estava fazendo ponto no Posto Seis. O jogador Giba, do Vôlei, já foi flagrado na Avenida Atlântica convidando uma loura da voz grossa para subir com ele no seu hotel.

O melhor desse caso do Ronaldo com o travesti é que o Brasil parou um pouco de falar no caso da menina que foi atirada pela janela. O assunto da hora mudou de repente. Saiu a tragédia grega paulista da menina assassinada pelo pai e pela madrasta, e entrou a divertida chanchada de Ronaldo e seu travesti que, afinal de contas, é uma história mais parecida com o Brasil.

Esse programa feito pelo craque Ronaldo Fenômeno no último domingo, que resultou na confusão numa delegacia, é um programa típico do machão brasileiro. Um programa clássico do chamado “rapaz de família”. Ora, vejamos. Assistir ao futebol à tarde com os amigos no estádio. Comemorar a vitória do seu time com muita virilidade. Depois sair com a namorada, jantar, ir à boate, fazer um agrado à patroa. Depois, deixar a namorada em casa e voltar à rua para fazer um programa com um travesti. Mais brasileiro do que isso, impossível. Atire a primeira pedra o machão que nunca aprontou uma dessas.

Os machões adoram travestis. Não são os gays quem procuram os travecos. Os clientes dos travestis são os rapazes de família, os homens casados, os pitboys invocados, os esportistas, os senhores distintos. Eles são fascinados por essa figura mítica que, na verdade, é uma mulher com pau. É essa condição dos travestis que mexe com as fantasias sexuais dos homens: o poder e o exotismo de ser uma mulher que tem pau. Para o macho latino-americano a mulher com pau é um ícone do seu imaginário erótico.

Quanto a Ronaldo Fenômeno, o episódio com os travestis é mais uma página da sua imatura vida sexual. Não é a primeira vez que a vida amorosa do Fenômeno lhe causa constrangimento público. Não podemos esquecer que já perdemos uma Copa do Mundo por causa de sua falta de educação sentimental. Quando ele passou mal depois de saber que a sua namorada estava tendo um caso com um jornalista. Em sociedade tudo se sabe.





29.4.08




Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.


NEGÓCIO DA CHINA - Nascida em Pequim no ano da Revolução Cultural, Diane Wei Liang exilou-se nos Estados Unidos após participar dos protestos na Praça da Paz Celestial. Atualmente morando em Londres, sua China natal está presente de forma indelével em sua estréia literária. O Olho de Jade apresenta, em cores vivas, todo o cenário da multifacetada Pequim: desde a sordidez dos cassinos clandestinos e bares de periferia até o esplendor da Cidade Proibida. Um retrato fascinante da vida urbana na China moderna.

Neste policial, Diane Wei Liang examina as relações, por vezes conflituosas, entre o violento passado comunista da China de Mao e seu presente como potência econômica. Mei Wang é uma chinesa moderna e independente. Além de ser a primeira mulher a se tornar detetive particular em Pequim, tem um carro de luxo e uma das mais ousadas comodidades da nova China: um assistente do sexo masculino.

Um dia, Chen Jitian, a quem ela chama de “tio” por se tratar de um velho amigo da família, vem à sua procura com um importante pedido: encontrar um valioso jade da dinastia Han. A pedra havia sido roubada de um museu durante os anos da Revolução Cultural, quando a Guarda Vermelha tinha como missão destruir todo e qualquer vestígio do passado.

As investigações da detetive, contudo, revelam uma trama intimamente ligada com o passado da própria família Wang. Mei se vê então obrigada a mergulhar numa parte sombria e brutal da história da China, marcada pelos campos de trabalhos forçados de Mao Tsé-tung e pela matança impune, bem como a refletir sobre as escolhas terríveis que se impunham a muitos: matar ou ser morto, amar ou sobreviver.


Diane Wei Liang nasceu em Pequim. Passou parte da infância com os pais num campo de trabalhos forçados numa região remota da China. Na década de 1980, quando estudava na Universidade de Pequim, participou do Movimento Estudantil pela Democracia e dos acontecimentos da Praça da Paz Celestial. Diane é doutora em administração pela Universidade Carnegie Mellon e lecionou por mais de dez anos nos Estados Unidos e na Inglaterra. Atualmente mora em Londres com o marido e os dois filhos. Da autora, a Editora Record publicará em breve o livro de memórias Lake with No Name e o romance Paper Butterfly.





De todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de domar.


CINEMA É A MELHOR DIVERSÃO - Aos 20 e poucos anos, após ter trabalhado num estúdio em Hollywood, lido centenas de textos e assistido a milhares de filmes, Kevin Conroy Scott resolveu escrever seu próprio roteiro. Uma comédia detetivesca, onde um homem de 42 anos, ainda vivendo com os pais, achava ser o Magnum. O texto jamais saiu da gaveta. Mais maduro - com mestrado em história de cinema -, ele ainda estava interessado na arte de escrever para cinema. E ainda não sabia por onde começar.

Imaginou, então, um livro no qual os roteiristas aspirantes poderiam aprender sobre o ofício com profissionais que analisariam sua obra. O resultado está em Lições de Roteiristas, que reúne entrevistas com 21 dos mais importantes roteiristas da atualidade, tanto de Hollywood quanto dos estúdios europeus. Com textos leves, Kevin penetra nos bastidores de filmes como O silêncio dos inocentes e Três reis. Ele focaliza um único filme do corpo da obra de cada escritor. Assim, se aprofunda no processo criativo da obra e revela os métodos individuais de trabalho de cada um.

Em vez de estudar cuidadosamente esquemas da história ou avaliar arquétipos míticos, Kevin permite ao roteirista o espaço para comentar o que funcionou ou não no filme pronto; por que isso aconteceu e como ele conduziu o esmerado processo de criar um mundo tridimensional saído de imagens vistas anteriormente apenas dentro da privacidade de sua própria mente. “Quanto mais eu pensava sobre a idéia, mais ela me atraía. Aula Magna de Roteiristas poderia oferecer uma abordagem inovadora à tarefa subjetiva de aprender a profissão de roteirista”, conta.

As entrevistas de Lições de Roteiristas dão esperança aos estudantes de cinema; conhecimento aos roteiristas aspirantes; fofocas de bastidores aos entusiastas cinematográficos e, aos roteiristas profissionais, um padrão com o qual possam medir a si próprios. O mais importante é que este livro se empenha em tratar os roteiristas como artistas, algo que muitas vezes é esquecido em meio à transposição das palavras em imagens e à eterna batalha pelos créditos na tela.

Kevin Scott Conroy começou sua carreira no setor de correspondências da New Line Cinema, antes de se tornar editor dos roteiros da empresa. Escreveu e dirigiu dois curtas-metragens e atualmente trabalha como agente literário e jornalista freelancer, escrevendo sobre cinema. São analisados no livro os eguintes filmes:

Ted Tally - O silêncio dos inocentes
Lisa Cholodenko - High art
Carlos Cuarón - E sua mãe também
Chris Weitz - Um grande garoto
Michael Haneke - Código desconhecido
Wes Anderson - Três é demais
Darren Aronofsky - Réquiem para um sonho
Patrick McGrath - Spider Desafie sua mente
Alex Garland - Extermínio
Michael Tolkin - Loucuras de um divórcio
Scott Frank - Irresistível paixão
Alexander Payne e Jim Taylor - A eleição
Lukas Moodysson - Bem-vindos
Paul Laverty - Sweet sixteen
Fernando León de Aranoa - Segunda-feira ao sol
David O. Russel - Três reis
François Ozon - Sob a areia
Robert Wade e Neal Purvis - 007-Um novo dia para morrer
Guillermo Arriaga - Amores brutos


22.4.08




Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém.


MARCHA DA MACONHA – Sérgio Cabral é queridíssimo pelos jogadores de futebol de praia de Copacabana, pois eles vêem o Governador como um deles, um craque da areia. Na juventude, antes de ser um político famoso, Sérgio Cabral era um assíduo atleta dos torneios de futebol de praia. Nos bares, depois das animadas partidas, os veteranos da areia adoram relembrar histórias da época em que Cabralzinho fazia seus gols na fase áurea do Lá Vai Bola e do Liverpool. “Cabralzinho jogava um bolão”, comentava um deles, outro dia, relembrando à época em que tinha intimidade com o Governador do Rio.

Dentre as divertidas histórias contadas sobre a vida esportiva do craque Cabralzinho, as que provocam mais excitação nos botequins das ruas Ronald de Carvalho e Duvivier, era a sua paixão por um bom baseado antes das partidas. “Ele era maconheiríssimo”, disse outro dia, às gargalhadas, o treinador de um dos mais badalados times da praia que, duas décadas atrás, jogou muitas partidas ao lado do Governador. “Ele não entrava em campo sem antes apertar um baseado”. O treinador sabe do que está falando. Afinal, essa é uma prática comum a esse esporte desde os anos de 1970.

Que bom que o Governador Sérgio Cabral já fumou muita maconha. Hoje ele é a maior autoridade em Segurança Pública no Estado do Rio e, na madrugada desse domingo, a polícia carioca, sua subordinada, prendeu cinco jovens que estavam distribuindo panfletos em que convidavam a população a participar da Marcha da Maconha . A passeata que pede a legalização da maconha vai acontecer dia 4 de Maio no Arpoador. Além do Rio, outras 12 cidades brasileiras e 200 em todo o mundo também terão a Marcha.

A prisão de cinco jovens que estavam apenas reivindicando uma mudança nas leis está causando polêmica. A polícia alega que eles estavam fazendo apologia das drogas. Advogados, entretanto, alegam que não existe essa tipificação no Código Penal. O que existe é “apologia ao crime”, que é totalmente diferente. Outros consideram a prisão dos jovens como “crime político”. Sendo assim, eles já podem, a exemplo de Ziraldo, pedir uma bolsa por terem sido vítimas da tirania do Estado. O fato é que qualquer cidadão pode reivindicar uma mudança da lei. Isso não é ilegal. Se fosse assim, quem propõe a legalização do aborto também estaria praticando um crime. Assim como quem pede leis mais duras para crimes hediondos.

Agora durma-se com um barulho desses.

O “maconheiríssimo” Governador Sérgio Cabral precisa se manifestar sobre a prisão dos jovens. Afinal, durante a ditadura, seu pai também foi preso apenas por expressar sua opinião no jornal O Pasquim. Hoje Cabral Filho é o todo-poderoso chefe da polícia. A Constituição brasileira determina que o Governador é a maior autoridade em Segurança Pública, de cada estado brasileiro. Isso significa que o poder de Cabralzinho está acima do Código Penal. Se quiser ele pode legalizar a maconha no Rio de Janeiro. Sua antiga turma do futebol de praia vai adorar.




MARIJUANA MON AMOUR - A maior razão da violência, no que diz respeito às drogas, é a intolerância das pessoas que são contra as drogas. A intolerância é a mãe de todos os conflitos. Os setores da sociedade que são contra o consumo de drogas são muito intolerantes. Não admitem discussão sobre o assunto e defendem a idéia que quem consome drogas tem que ser preso, processado, espancado, etc.

Há uma guerra civil na cidade, uma crise na segurança pública. E um dos suportes dessa violência é o consumo de drogas. Sendo assim, todos os pontos de vista têm que ser discutidos. Incluindo o ponto de vista dos consumidores. As pessoas têm todo o direito de consumir drogas. Quem gosta, quem sente prazer, têm todo o direito de consumí-las. É um assunto de foro íntimo. O Estado não tem o direito de interferir na vida íntima do cidadão. Estamos no século 21. Nos dias de hoje consumir drogas é um fenômeno cultural. Ignorar isso é agir como uma avestruz. É quando sufoca esse fenômeno cultural que a sociedade faz eclodir a guerra civil.


15.4.08




Do sublime ao ridículo é apenas um passo.


OS REIS DO TATAME – O mega-campeão brasileiro Rodrigo Minotauro, inaugurou oficialmente o seu Centro de Treinamento, o Minotauro Team, no Recreio. Num coquetel, apenas para convidados, foi realizada uma edição do Jungle Fight, o célebre torneio de lutas do Amazonas, promovido pelo empresário Wallid Ismail. Assim, enquanto os convidados bebiam uísque, cerveja, refrigerantes e desgustavam uma infinidade de canapés, na arena montada no centro do salão principal, a porrada comia. Jovens lutadores, considerados promessas no MMA-Mixed Martial Arts, lutavam por um lugar ao sol, no torneio promovido para marcar a inauguração da academia.

O Centro de Treinamento fica numa ampla construção de dois andares, que tem até alojamento para os atletas. Lá dentro tem um pequeno estádio, com um octógno, aquela arena onde são disputadas as lutas de Vale Tudo. Aliás, sobre isso, é importante ressaltar a campanha que os lutadores estão fazendo para ninguém mais usar a expressão Vale Tudo. Eles agora só se referem a esse tipo de luta como MMA, que significa Mixed Martial Arts, que é o nome que se usa no exterior.

A festa de inauguração também serviu como plataforma de lançamento da próxima edição oficial do Jungle Fight, que muda do luxuoso Hotel Tropical, em Manaus, para o Rio de Janeiro. Foi um festival de testosterona. Todos os grandes nomes das artes marciais no Brasil foram conferir as instalações do centro de treinamento do super campeão Rodrigo Minotauro, que recebia seus convidados ao lado do irmão Rogerio Minotouro. Estavam lá Carlão Barreto, Tiago Tavares, Miltinho Vieira, Amaury Biteti, Miguel Kelner, Ricardo Arona, Bebeo Duarte, Roberto Gordo e Gustavo Ximu, entre tantos outros. No meio de tantos astros do tatame, quem se destacava na platéia era o ex-Ministro dos Esportes Bernard Rajzman, que vestiu a camisa das Artes Marciais e está defendendo a criação de um Campeonato Nacional de Vale Tudo. “O Brasil tem os melhores atletas desse esporte. Acho que chegou a hora do pessoal partir para a profissionalização nos moldes do que já acontece no Japão e Estados Unidos.” Também na platéia o campeão de natação Djan Madruga e o cantor Dudu Nobre, ostentando no pescoço uma chamativa corrente de ouro.

A primeira luta da noite confrontou Erinaldo Pitbull, da Equipe Gracie Fusion, contra Vinicius Lemes, da equipe Killer Bees. Foi incrível essa luta. Eram dois lutadores bem jovens e muito aguerridos. Muita trocação, muita reviravolta. Mas a luta acabou empatada e a decisão foi para os jurados que deram vitória a Pitbull. Marcus Bicudinho, da BTT-Brazilian Top Team e André de Oliveira, da Caverna Top Brother fizeram a segunda luta da noite. André começou acuado pelo adversário, parecia que ia levar a pior na disputa, mas quando conseguiu encaixar um golpe, o fez com perfeição e nocauteou Bicudinho.

Na seqüência Alexandre Pulga finalizou Paulo Eduardo com um triângulo no segundo round. O galã Rodrigo Ximbica, aposta da equipe Gracie Fusion derrotou Pedro Manoel, do Clube da Luta, por interrupção médica. Como um Jean Claude Van Damme dos trópicos, o ágil e surpreendente Ximbica aplicou um chute que cortou o rosto de Pedro e ele precisou de atendimento médico.

Rodrigo Smurf, da equipe Carlos Henrique JJ, derrotou Maicon Ribeiro por desistência no terceiro round. Foi uma luta bem disputada, com bons momentos de ambos os lutadores. Maicon Ribeiro é uma figura. Antes do início da luta ele ficou dançando hip hop no octógono, fato que divertiu o público e o seu treinador Bebeo Duarte. Na grande luta da noite o atleta da equipe MInotauro Team Leonardo Peçanha foi derrotado em grande estilo pelo adversário Paulo Thiago, da Constrictot Team.


7.4.08




Tente colocar bom senso na cabeça de um tolo e ele dirá que é tolice.


LONDON LONDON - O roteirista, diretor e produtor Marcos Figueiredo, grande figura da vida carioca, se mudou para Londres. Ele está trabalhando no escritório inglês do rede de TV Al-Jazeera, como produtor. E tem dado noticias ao Brasil escrevendo artigos para o site Roda da Moda . Abaixo esse blog reproduz seu último texto, uma deliciosa crônica sobre a exposição do design chinês, em cartaz no Victoria and Albert Museum.




CHINA DESIGN NOW - Quem disse que o objeto de design mais original produzido na China é uma cópia de uma bolsa Louis Vuitton pra ser usada durante um almocinho no Gula Gula? Quem disse que a China apenas polui o ambiente, escraviza criancinhas em suas fábricas e invade países vizinhos como o Tibete? A exposição CHINA DESIGN NOW que acaba de ser inaugurada no Victoria and Albert Museum em Londres, (de 15 de Março até 13 de Julho), nos mostra que na China ainda existem muitas questões a serem resolvidas, mas que também existe uma onda contrária, mais positiva, criativa, ecológica e antenada.

A China, como os outros membros dos BRIC Countries (Brasil, India e Rússia), é um país imenso e super-esteriotipado pelo ocidente. Pouco se sabe de sua energia criativa que nos últimos 20 anos redescobriu seu passado pré-socialista e começou a combinar suas tradições com influências globais para, dessa forma, produzir um renascimento cultural. No coração dessa revolução artística está a nova cultura do design Chinês. Essa exposição nos leva por um passeio ao longo das 3 maiores cidades costeiras chinesas: A primeira sala se concentra no extremo sul do país, onde “graphic designers”, na cidade de Shenzhen, começaram a descobrir novas direções nos anos 90. Depois caminhamos para Shanghai, onde o consumismo e a cultura urbana se fundiram para produzir uma moda e uma cultura vibrantes e cheias de originalidade. A última sala nos faz mergulhar em Pequim, sua monumental arquitetura que está sendo produzida para os jogos olímpicos, suas “eco-cities” movidas a energia solar e auto-sustentáveis e seu skyline que está trasnformando a capital num dos centros mais modernos do planeta.

China Design Now explora os sonhos e esperanças do país nas últimas duas décadas. O foco da exposição vai desde o designer e seu mundo individual até o país como um todo. O objetivo principal da exposição é trazer um pouco do melhor, mais criativo e bacana do que está sendo produzido na China no momento. A exposição foi patrocinada pelo banco HSBC que opera na China desde 1865. Em seu discurso de abertura, o presidente do HSBC Stephen K Green disse que "o entendimento entre diferentes culturas é essencial para construir relações entre as pessoas pelo mundo afora e que essa exposição faz parte do programa de intercâmbio cultural patrocinado pelo banco. Esse intercâmbio tem como meta apoiar artistas de vários países do mundo para que possam exercer sua energia criativa em um país diferente do seu. Dessa forma cria-se uma experiência cultural única e uma nova geração acostumada à troca de informação entre os povos".




SHENZHEN – THE FRONTIER CITY - A CAPITAL DO DESIGN CHINÊS - Nos anos 70, Shenzhen era uma vila de pescadores ao norte de Hong Kong. Nos anos 80, durante a reforma econômica a vila foi transformada na primeira “zona econômica especial”, isso em chinês traduz-se como a maior zona industrial do mundo. Hoje em dia essa cidade é a mais jovem e mais nova do país. População: 10 milhões de pessoas. A faixa etária media é de 27 anos!

Com toda essa gente, não podia dar em outra coisa. Shenzhen é o berço do design chinês contemporâneo e da indústria editorial. A cidade atrai uma geração de chineses talentosos de todo o país tornando-se um campo fértil de muita experimentação, criatividade, independência e ousadia. Tudo isso com a colaboração e o intercâmbio de designers de outras partes do mundo, embarcando nas novas tecnologias e na cultura jovem e urbana. Algo completamente diferente da idéia que o ocidente tem da propaganda política comunista do passado.

O design na China é um conceito novo que se iniciou na década de 90. Com uma passada rápida em Hong Kong onde já tinham seu centro de produção, muitos desses artistas se mudaram para Shenzhen onde se tornaram profissionais bem sucedidos em vários ramos. Foram destaques na sala dedicada a Shenzhen:

1 - Vários curtas de animação projetados em loop. Vale ressaltar que, ao contrário dos japoneses, os personagens chineses possuem olhos puxados bem orientais e o desenho possui uma forma mais orgânica;

2 - Terminais de computadores com fone de ouvido conectado ao mais importante site sobre mídia, publicidade e cultura urbana chinesa escrito em inglês : www.danwei.org Esse site nos dá a oportunidade de acessar vídeos, blogs e reportagens sobre o que há de mais recente e jovem nesse caldeirão em ebulição que é a China de hoje em dia;

3- A nova caligrafia chinesa baseada na escrita antiga (Han Jiaying, Beauty, poster series for Frontier Magazine, 1997);

4- Ursinhos (Ji Ji, Hi Panda, Toy Figure de 2006) pandas que fazem parte da primeira coleção de miniaturas colecionáveis de design original produzidos no país. Produzidos pelo estúdio MEWE Design Alliance e o Shanghai Team Perk.






SHANGHAI - THE DREAM CITY - A CAPITAL DA MODA CHINESA - Shanghai tem sido a cidade mais internacional e ocidentalizada da China desde o século XIX. Conhecida como a Paris do oriente, nos anos 20 era o terceiro maior centro financeiro do mundo. É conhecida também como a cidade onde a China moderna nasceu e local de retorno de chineses asilados em Hong Kong após a Revolução Cultural.

É o centro da moda chinesa e onde se concentram os formadores de opinião, de tendências e os principais estilistas. Dentre os “trend settters” destacam-se Yu-Sai Kan e Chen Yifei que são os maiores lançadores e “promoters” de produtos cosméticos, marcas de roupas e revistas de estilo, moda e comportamento. Shanghai foi a primeira cidade chinesa onde se viu o primeiro carro, o primeiro telefone, o primeiro outdoor, ou seja, o primeiro “tudo” que veio do Ocidente. Está passando por uma reformulação urbana jamais vista. Uma cidade inteira foi construída com o nome de Xintiandi (Novo mundo) uma espécime de “play-ground” ocidental onde os habitantes da cidade podem brincar de ocidentais. A maquete me pareceu uma Barra da Tijuca gigante. Shanghai é definitivamente a capital da moda e lançadora de tendências do país. Foram destaques na sala dedicada a Shangai:

1-Capas de revistas de moda e comportamento. A Vogue China só existe a um ano. A revista mais jurássica feminina da China é a ELLE China que existe desde os anos 90. A minha impressão é que tudo começou lá nos anos 90 no que diz respeito a moda, design e arquitetura conceitualizada.

2-Os tenis Nike com material transparente projetado segundo os princípios da acupuntura. Runyo, PK and HIMM, Nike year of the dog Air Force1

3-Com o crescimento econômico nasceu uma nova classe média ávida por consumir. Segundo uma pesquisa os 4 objetos de desejo dos chineses contemporâneos são:

CASA - A sala nos presenteia com vários projetos de condomínios fechados com estilos hispânico californianos tipo “una hacienda mexicana” e outros com estilo inglês Edwardiano e por aí vai. Tudo com um ar de Truman Show.

CELULAR - Vários modelos de celulares feitos na China por fábricas e design chinês. Parecem uma versão de celulares da marca alemã “Braun”, mas como se fossem feitos no leste Europeu antes da queda do muro de Berlim, se é que vocês me entendem… Muito interessante são as projeções num telão com comerciais de celulares com chineses voando e gritando em movimentos de artes marciais. Super Produções.

LAPTOP - Ítem disputado a tapa pelos jovens chineses. Vários modelos com design não existente no ocidente a preços que variam entre 15 e 50 dólares. Uma pechincha para padrões ocidentais. Os modelos pecavam pelas cores. Tudo muito desbotado em tons pastéis como um azul muito claro quase branco. Durante a exposição nâo se podia abrir o computador pra testar quais eram os programas utilizados. Mesmo em chinês se poderia ter uma idéia da interface do computador.

CARRO - Outro ítem jamais pensado num país em que até a pouco tempo tinha como sonho de consumo uma bicicleta. As Projeções de salões de automóveis em Shanghai não diferem em nada do salão de automóveis de Frankfurt ou Detroit. Outra projeção que vale ressaltar foi uma mostrando a disparidade entre ricos e pobres com imagens de familias inteiras vivendo em cubículos de 10 metros quadrados. Haviam textos explicando a vida e os desafios de cada família.






PEQUIM - THE FUTURE CITY - A CAPITAL DA ARQUITETURA CHINESA - Pequim dispensa apresentações. Possui uma posição única entre as cidades chinesas. É a capital política e cultural do país, sede do Palácio Imperial e da corte desde o ano de 1420. Recentemente foi escolhida como a sede dos jogos olímpicos de 2008 e é definitivamente o maior canteiro de obras e de transformação de todo o planeta.

A cidade está passando por um processo de transformação radical jamais visto em nenhuma cidade em toda a história da humanidade. Esse jogos serão os mais “high-tech” da história das olimpíadas. Toda uma nova infra-estrutura de arquitetura comercial, residencial, esportiva e de negócios está sendo construída numa escala gigantesca.

Pequim está se preparando e dando o melhor de si para impressionar o mundo e mostrar uma nova imagem de modernidade e prosperidade. A cidade concentra os maiores arquitetos do país e os projetos mais ambiciosos. Essa nova geração se expressa em projetos dos mais variados. Foram destaques na sala dedicada a Pequim:

1- Maquete do estádio nacional, projetados por Herzog e de Meuron. Conhecido como o “ninho de passarinho” pelos pequineses por sua forma. Sediará a abertura e o encerramento dos jogos olímpicos além de vários eventos esportivos.

2- Maquete do novo aeroporto de Pequim que será o maior do mundo. Pelo aeroporto que do alto tem uma forma de dragão, espera-se a passagem de 10 milhões de passageiros por ano. Muito interessante é a estação de trem conectada ao aeroporto prometendo dar vazão a toda essa gente.

3- Maquete da Eco-City. Bairro de Pequim que será totalmente ecológico e autosustentável. Energia solar, reciclagem e respeito ao ser humano e à natureza são preocupações constantes da nova geração de arquitetos antenados chineses. Muitos deles com fortes ligações e bases em Londres e Berlim.






A FESTA DE ABERTURA DE CHINA DESIGN NOW - A festa de inauguração foi realizada numa casa especialmente alugada para a ocasião em South Kensington. No jardim havia malabaristas do circo de Pequim executando uma performance atlética com inspiração nas origens do circo, no trapézio e na dinastia Ming. Várias miniaturas de cavalos chineses em neon anos 80 espalhavam luzes coloridas por todas as partes. Ideogramas chineses gigantes também em neon davam um clima psicodélico e pop a uma cultura milenar.

Fotos e videos eram proibidos durante a festa. Haviam também vários infláveis com reflexos e brilho em formas de dragão, tigre e vários outros animais do horóscopo chinês. Esses Infláveis de gás hélio eram amarrados, com cordões dourados, aos ideogramas que os mantinham em uma altura razoável e visível dando uma impressão insólita e lisérgica ao ambiente. Dentre os “fervidos” da noite londrina destacavam-se a “tropa de choque” teutônica liderada por Elizabeth von Thurn und Taxis, de Karl Lagerfeld, Tatjana von und zu Liechtenstein, de Viviene Westwood e Philipp von Lattorff, de Gucci.

Outra destacável era a ex-super modelo, cantora, atual primeira dama francesa e “über –fashionable” Carla Bruni – acompanhada apenas de uma amiga de infância - vestida com saia e colant prateado Fendi e bota preta de cano alto com salto. O comentário na festa era de que desde Marie Antoinette a Europa não via nada mais sexy e mais glamuroso. Concordo. Outra figura curiosa na noite era o jornalista e fotógrafo brasileiro João Carvalho que com seu terninho Alexander McQueen era ponto de interseção disputado entre vários grupos. Vale ressaltar também a presença de Doris Pip Rau com seu IKAT fucsia (ou hot pink) customizado “made in Quiquizia” atual Kirquistão.

Roman Abramovich (Avec Entourage Ruski) chegou tarde, mas sua presença definitivamente não passou em branco. Ás 5 da manhã a debandada foi geral. Na confusão da saída várias convidados jogavam moedas de uma libra como caridade para o que se pensava ser um grupo de sem-tetos. Descobriu-se mais tarde que se tratava de um grupo de monges tibetanos radicados em Londres protestando contra a repressão chinesa no Tibete. (Acontece o mesmo todos os dias em frente à embaixada da China). Gafe fashion. É difícil ser politicamente correto as cinco da manhã. O que vale é a intenção. Os mais descolados se jogaram num after party em Vauxhall perto da Victoria Station onde tocava Zhang Hongxing, DJ em voga em Shanghai. O local, decorado especialmente para a ocasião tinha um ar “Vintage-Cabaret-Burlesque” que tinha tudo a ver com a hora e local. A celebração da cultura chinesa durou até tarde. Muito tarde. China Designs Now and London clubs forever!


6.4.08




Nunca é cedo para uma gentileza, porque nunca se sabe quando será tarde demais.

GIGOLÔS DA DITADURA – A ditadura no Brasil foi uma prostituta muito dadivosa, já que ela permitiu a existência de uma infinidade de gigolôs. É impressionante a quantidade de gente vivendo à custa da ditadura. Pessoas ficaram ricas faturando em cima do fato de que o Brasil viveu sob a égide da ditadura. Essa semana mais um grupo de gigolôs (e cafetinas) foram aquinhoados com a chamada bolsa-ditadura, uma compensação financeira por, teóricamente, terem lutado contra a ditadura. Que absurdo! Essas pessoas lutaram contra a ditadura por que quiseram. Foi opção delas.

As coisas chegaram a tal ponto que faz-se necessário uma revisão histórica da ditadura brasileira. A barra só pesou para quem confrontou o governo de forma ostensiva. Para os cidadãos brasileiros que estavam mais interessados em trabalhar e viver sua vida, a ditadura foi um excelente período da vida brasileira. O Brasil vivia de uma forma muito mais organizada do que é hoje em dia, na falsa democracia em que vivemos. (Sim, falsa democracia, já que o regime atual é a ditadura dos partidos políticos). Na época da ditadura militar o ensino público era de alto nível e a saúde pública era de qualidade muito superior, só para citar dois exemplos.

Com o advento da democracia, os pretensos governos de esquerda surgidos no País, achando que iam fazer melhor, acabaram com o ensino e a saúde pública. E falemos a verdade: só houve uma ditadura no Brasil por que a sociedade quis. Naquela época o mundo vivia assustado com os comunistas, achavam que eles comiam criancinhas e queriam transformar o Brasil numa nova Cuba. Era um medo doentio e paranóico. Depois a própria história provou que os comunistas não eram exatamente uma ameaça. Mas a sociedade brasileira, influenciada pela reação dos EUA à guerra fria, apoiou e quis que houvesse uma ditadura para se proteger daquilo que consideravam uma ameaça ao seu bem estar. Sem apoio popular nenhum regime se mantem no poder. No momento que a sociedade sinalizou que não queria mais ditadura, ela acabou. Eis o que eu queria dizer: a ditadura foi apenas fruto de um anseio da sociedade brasileira por um governo forte e militarizado.

Essa insuportável gente de “esquerda”, que hoje recebe bolsa-ditadura, indenizações milionárias, ocupa postos chaves do governo e vive envolvida em escândalos de corrupção, na verdade lutavam contra os interesses do povo brasileiro. Essa história que essa gente lutava por democracia é tudo balela. As pessoas que lutaram contra a ditadura, com raras exceções, estavam lutando pelo poder. O que eles queriam era mandar. Queriam era ter acesso ao erário, aos cofres públicos, para fazerem o seu pé de meia.

Já está na hora da história do Brasil ser contada sem ranços ideológicos. Essa gentalha da esquerda enche a boca para dizer que na ditadura militar havia torturas, violência policial e desigualdade social. Pois bem. Todos esses males que havia durante a ditadura existem hoje em dia, em muito maior quantidade. As torturas, violências da polícia e desiguladade social dos dias de hoje são tratadas como coisa banal e as da época da ditadura são super valorizadas para prestigiarem esses que se consideram vítimas dos militares.

Não é de hoje que existe toda uma casta de pessoas que fatura em cima do regime militar. Mesmo durante a ditadura, muita gente já faturava em cima dos militares. Artistas, jornalistas, escritores e pensadores brasileiros fingiam ser contra o governo apenas para terem prestígio intelectual. Dava prestígio ser contra o governo. Quantos cantores populares lotaram seus shows à custa de uma falsa indignação social? Quantos chargistas fizeram seu nome e se promoveram graças a uma dissimulada postura política? Não é isso, Ziraldo?

Semanas atrás o jornal O Globo publicou uma série de reportagens sobre Dom Eugênio Sales, mostrando como ele tinha sido heróico na época da ditadura, como ele foi o anjo da guarda de foragidos políticos durante o regime militar. As matérias, visivelmente, tentavam vender uma imagem heróica do Cardeal. Nesse aspecto tanto Dom Eugênio como Ziraldo se igualam: ambos estão fazendo michê com a ditadura. Um fatura prestígio e outro fatura dinheiro. Dom Eugênio, é verdade, ajudou almas desesperadas do governo militar. Mas, afinal de contas, a função de um representante da Igreja Católica é essa mesmo: ajudar almas desesperadas e espíritos em conflito. Durante a ditadura Dom Eugênio apenas cumpriu com a sua obrigação de Sacerdote. Mas as reportagens do jornal O Globo sugerem que os brasileiros têm que ser gratos a ele por causa disso. Ué? Gratos apenas por que ele cumpriu sua obrigação? Pois é isso que me impressiona na ditadura: a capacidade que ela tem, até hoje, de servir de trampolim para picaretas.

Mais importante do que “canonizar” Dom Eugênio Sales como um herói da ditadura seria, nesse momento, se fazer um levantamento sobre a responsabilidade da Igreja Católica no atraso do país. Como somos o maior país católico do mundo, chega a assustar o peso que o pensamento retrógrado da Igreja Católica teve na miséria, na pobreza da nossa terra varonil.

Esse projeto de indenizar pessoas que se consideram vítimas da ditadura é totalmente subjetivo. Qualquer um que viveu no Brasil durante a ditadura pode pedir indenização. É só argumentar que se sentiu prejudicado pelo governo. Sendo assim, em breve, as pessoas podem pedir indenização por se sentirem prejudicadas pela democracia. Os parentes dos que morrem de balas perdidas, dos que sofrem em assaltos e outros eventos provocados pela desordem social devem entrar com uma ação na justiça e pleitear a bolsa-democracia.






BRASIL ACIMA DE TUDO - Eu adoro os militares. Gostaria que eles voltassem ao poder através do voto. O Batalhão que eu mais gosto é o Grupamento Pára-quedista, o PQD. Esta oração a seguir foi encontrada por um General francês no bolso de um Pára-quedista morto em ação. Passou a ser a oração oficial do Pára-quedista militar brasileiro, conforme Boletim Interno nº 7, de 17 de Janeiro de 1969, da Brigada Aeroterrestre. É uma prece linda.


Dai-me, Senhor meu Deus, o que Vos resta;
Aquilo que ninguém Vos pede.
Não Vos peço o repouso nem a tranqüilidade,
Nem da alma nem do corpo.
Não Vos peço a riqueza nem o êxito nem a saúde;
Tantos Vos pedem isso, meu Deus,
Que já não Vos deve sobrar para dar.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta,
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança e a inquietação,
Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente;
Dai-me a certeza de que essa será a minha parte para sempre,
Porque nem sempre terei a coragem de Vo-la pedir.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta,
Dai-me aquilo que os outros não querem;
Mas dai-me, também, a coragem
E a força e a fé.


1.4.08




A verdadeira gentileza é perfeito conforto e liberdade. Ela simplesmente consiste em tratar os outros exatamente como você adoraria ser tratado.


UMA VIDA INVENTADA - "Eu sou capacho da Maitê". Foi assim que Ney Latorraca, com seu incível timming de comediante, animou a concorrida noite de autógrafos de Maitê Proença que lançava seu livro Uma Vida Inventada. "Fiquei a tarde inteira na piscina preparando esse texto", dizia ele. O texto de Ney elogiava a beleza, o caráter e o astral da atriz e escritora. E contava histórias engraçadas sobre ela. “Nunca pegue uma carona com a Maitê, pois ela é capaz de te deixar no meio do caminho embaixo de um temporal. Eu já passei por isso”, dizia Ney, arrancando gargalhadas da atriz e de seus convidados na fila de autógrafos.

O lançamento de Uma Vida Inventada lotou a Livraria Argumento de artistas, celebridades, jornalistas e fãs da estrela. Enquanto Ney discursava Betty Lago, Vitor Fasano e Claudia Gimenez, num clima bem humorado, faziam palhaçadas. Contavam piadas hilárias e brincavam com os fotógrafos que não se cansavam de disparar flashes. "Vocês estão parecendo Os Três Patetas", alfinetou Latorraca.
Beth Faria, a doçura em pessoa, chegou cedo, pegou seu autógrafo e ficou batendo papo com Mario Canivello, muito elegante, todo vestido de preto. Paulo Marinho foi um dos primeiros a chegar e o casal aproveitou o momento do autógrafo para matar as saudades. "Adoro essa mulher", dizia o ex-marido. Foi uma noite romântica. Marilia Pêra que o diga. Depois de pegar seu autógrafo, a Gioconda da novela Duas Caras ficou namorando o companheiro Bruno num cantinho do Café Severino. Os pombinhos só foram embora no final da noite.

Claudia Raia estava belíssima de cara lavada, sem nenhuma maquiagem, acompanhada de Edson Celulari. O ator foi o único que furou a fila, mas por um motivo justo: ele estava gravando a novela Beleza Pura e deu uma fugida só para dar um beijo na Maitê. Depois La Raia saiu apressada, puxado o marido pela mão. E quando os fotografos pediram para fotografá-los ela justificou: desculpem queridos, mas ele está atrasado para a gravação.

Foi uma noite divertida e alto astral, organizada pela sempre competente Liége Monteiro, ao lado do seu marido, o colunista Luiz Fernando, colaborador de Bruno Astuto na fervida coluna Página Três, do jornal O Dia. Marcos Ramos e Paulo Jabour fotografavam tudo para os principais jornais do Rio, enquanto a decana das colunistas de TV Regina Rito ficava atenta a tudo e a todos.

Cissa Guimarães destilava bom humor, assim como Bia Nunes, uma atriz fantástica que faz falta na TV. O novelista Manoel Carlos também estava lá, assim como a locomotiva Narcisa Tamborindeguy mais Jorge Salomão, Helcius Pintanguy, Gisela Amaral, mais um monte de gente. Depois da sessão de autógrafos, feliz com o sucesso da noite, Maitê seguiu com um pequeno grupo de amigos para um restaurante japonês ao lado da livraria. Chegando lá se juntou ao trio Beth Lago, Vitor Fasano e Claudia Gimenez para uma pequena farra de sushis, sashimis e saquês.