26.11.12



ELA ESTÁ CHEGANDO - Contagem regressiva para o show de Madonna, próximo domingo. Só de pensar, já sinto um frio na barriga. Quando ela aqui esteve, fazendo show a última vez, foi tão algo tão incrível e divertido. O show foi no hoje destruído estádio do Maracanã. Poxa vida! Nem gosto de pensar que o Maracanã, aquele bom e velho Maracanã, já não mais existe. Mas as lembranças dos dois últimos shows da Madonna, que lá assisti, vão ficar para sempre. Quanto ao show dessa semana só resta segurar a ansiedade e aguardar a hora de ferver na platéia, ao som das músicas do novo disco. Músicas como "Beautiful Killer" que ganhou um clipe sensacional estrelado por Alain Delon. Que tal? Veja só...

20.11.12








O SUP (stand up paddle) veio para ficar. SUP é aquele esporte em que o surfista fica em pé sobre a prancha e usa um remo para navegar. Sábado aconteceu a primeira competição do esporte nas praias do Rio. Um evento organizado pela NOBLU, empresa de marketing esportivo que tem o judoca Leonardo Leite entre seus sócios. Além da disputa entre os competidores, a organização promoveu aulas com instrutores para banhistas interessados em fazer esse esporte. Super bacana. 












MAIS UMA VEZ FLAMENGO


O time de beach soccer do Flamengo foi campeão mais uma vez. Dessa vez na quadra de areia da Gávea, denominada Arena Maestro Júnior. O time rubro-negro fez a final contra o Porto Brasil e venceu pelo placar de 7 x 2. Mas não foi fácil. O Porto Brasil com um elenco de ótimos jogadores, deu trabalho aos flamenguistas, que só partiram para a goleada no final da partida. O primeiro gol do Flamengo saiu de um chute sensacional de um jogador chamado Bruno Xavier. Depois foram dois gols de Rafinha, dois de Moska, um gol de Felipe e outro de Diego. Também jogaram atletas de gabarito como Greg Matos, Rodrigo Gama, Pedro Melito e o goleiro Robertinho.

O Flamengo contou com o apoio moral da presidente do clube, Patrícia Amorim, que assistiu ao jogo junto com o banco de reservas. Ela falou com os jogadores durante a preleção do técnico Juninho e incentivou todos a jogar pela vitória, mas fez questão de dizer que o mais importante era estar ali, na final. Empolgados com o apoio moral da presidente os atletas deram o melhor de si. Todos sonham jogar no time principal e essa foi uma boa oportunidade para os atletas mostrar o seu melhor futebol.

12.11.12









SALVE O TRICOLOR – O que dizer da vitória do Fluminense no Brasileirão? Só posso agradecer por esse presente de aniversário. Ser campeão antes mesmo do final do campeonato. E o que dizer do Fred? Artilheiro, goleador, atleta impecável, um artista do futebol, um homem belíssimo... Nos deu o tetracampeonato com gols sensacionais. Goleador nato.  Um dia muito feliz, esse domingo tricolor. Muito bacana ver o Rio com as cores do Fluminense num lindo dia de sol.

Comovente ver as declarações de amor de meus amigos tricolores, celebrando a vitória, sempre com elegância e alto astral. E também me diverti muito com o recalque dos vascaínos e flamenguistas que, desde cedo, ficaram postando comentários maldosos no Facebook. Meu querido amigo Mauro Figueredo, logo depois da vitória sobre o Palmeiras, postou o seguinte comentário: “Fluminense é campeão. Onde vai ser a comemoração? Na Farme ou na Le boy?”.  Outro grande amigo, Marcel Ferreira, professor de jiu-jitsu, um gênio das artes marciais, flamenguista doente, escreveu na sua página: “Os tricoletes estão felizes com o tetra por que isso significa que eles vão ser duas vezes bi”. Depois, publicou em sua página uma foto da Parada Gay em Copacabana com a legenda “Fluminense comemora a vitória no Brasileirão”. Então tá!

Tricolete! Adoro essa palavra que os flamenguistas radicais (e existe algum flamenguista que não seja radical?) inventaram para denominar a torcida tricolor. Em compensação os torcedores do Fluminense só se referem a torcida do Flamengo como “mulambada” e os rubro-negros como “mulambos”. Mas, no fundo, nós sabemos que mulambos e tricoletes foram feitos uns para os outros.

Nem todo flamenguista esnobou a merecida vitória do Fluminense.  Minha querida amiga Helen Lorenzo, por exemplo, estava junto aos tricolores, comemorando a vitória em pleno Baixo Leblon. “Eu sou flamenguista mas gosto muito da torcida do Fluminense, que é uma torcida elegante”.  Amei Helen Lorenzo! E Waltinho Miranda, ipanemense que é louco pelo Flamengo e zoou muito o Fluminense durante o campeonato, soube reconhecer a vitória tricolor. Em sua página no Facebook afirmou, com todas as letras, que talvez tenha chegado o momento de Abel Braga, treinador campeão, ser convocado para treinar a Seleção Brasileira. Que tal?

10.11.12



DE OLHO NO SUDOESTE – A atriz nota 10 Dira Paes recomenda aos seus amigos do Facebook o filme Sudoeste. Com efeito. Sudoeste é uma obra-prima do cinema brasileiro. Um filme mágico, que tive a oportunidade de assistir ano passado, no Festival de Cinema do Rio. Lembro da indignação da Dira Paes, no dia da premiação, pois ela acreditava que iam levar o prêmio de Melhor Filme. E merecia ter levado o prêmio. Sudoeste é um dos dez melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Mas o conservador júri do festival não percebeu isso. E optou por premiar um cinema mais comercial, com linguagem mais parecida com a da televisão. Mas, se ali é um festival de cinema, deveria ter sido premiado o filme que celebra o cinema como uma manifestação de arte e poesia. E é isso que Sudoeste faz.

Não foi apenas a premiação do ano passado que deixou a desejar nas suas escolhas. A premiação desse ano também foi um tanto quanto conservadora e politicamente correta. Deixaram de fora filmes bacanas, que mereciam ser citados. E ainda aconteceu a premiação de Erik Rocha como melhor diretor. Não que ele não seja um bom diretor. Até é. Mas, o filme dele, vai ser distribuído pelo Canal Brasil, que tem, entre seus sócios, a produtora Lucy Barreto, que foi presidente do júri. Além disso, a minha querida Lucy foi grande amiga do pai do Erik, o cineasta Glauber Rocha, produziu vários filmes dele. Como essa escolha poderia ter sido feita de forma isenta?

O casal Lucy e Luiz Carlos Barreto, e a produtora LC Barreto, foram os grandes homenageados do Festival do Rio, de 2012. Homenagem mais do que justa, já que ambos são referências significativas da história do cinema brasileiro. É muito bom vê-los em atividade, sempre criativos e entusiasmados com a trabalhosa arte de fazer cinema. Durante o Festival do Rio, de 2012, eles foram figuras muito presentes à sede do evento, no Cais do Porto. Não só pelas homenagens, mas também pelas reuniões de negócios, contatos com produtores e distribuidores e, principalmente, pelo fato de Lucy ser a presidente do júri que iria escolher os melhores da mostra competitiva. Era sempre um prazer vê-la séria e profissional circulando pelo imenso lounge e pelas salas de debates e entrevistas do pavilhão.

Mas houve um dia em que a poderosa Lucy Barreto chegou bufando na sala de imprensa. O boletim informativo oficial do festival ia publicar um texto sobre ela. E antes de mandar imprimir, a jornalista responsável mandou o texto para verificar se tinha alguma incorreção. A tal jornalista já tinha ido embora quando a mais poderosa produtora do cinema brasileiro adentrou a sala de imprensa extremamente irritada. “O nome do meu filho não é Flávio Barreto”, repetia ela, trincando os dentes, como se estivesse com vontade de voar no pescoço de alguém. “Além disso, estão erradas as datas em que os nossos filmes foram indicados ao Oscar”.

“Outra coisa: o meu nome é com ípsilon. É Lucy com ípsilon”, ela repetia para que todos os jornalistas ali presentes ouvissem.  A cena foi muito engraçada. Ao mesmo tempo, ela tinha toda a razão de estar irritada. Os erros eram primários. E pareciam ter um efeito devastador sobre o seu padrão de excelência profissional.  

I love Lucy!







CIA SOCIEDADE MASCULINA – Um lindo espetáculo de dança foi apresentado pela Cia Sociedade Masculina, no Teatro Carlos Gomes. O talentoso grupo de bailarinos de São Paulo mostrou um espetáculo criativo e muito bem produzido. Em dois atos, dois mundos diferentes, conduzidos por dois coreógrafos. No primeiro ato o grupo dançou uma coreografia chamada “Tão”, dirigida pelo mineiro Jomar Mesquita, que aparece na foto acima, com a francesa Jouelle Bouvier. Ao som da canção “So in love”, de Cole Porter, tocada repetidas vezes nas vozes de artistas como Caetano Veloso e k. d. lang, os dançarinos, sempre em dupla, exibiam uma coreografia que ilustrava sentimentos obsessivos. Curioso e instigante.

Para coreografar o segundo ato o grupo convidou a francesa Jouelle Bouvier, que já dirigiu importantes companhias de dança da Europa. Curiosamente, Jouelle, que nunca tinha vindo ao Brasil, desenhou um espetáculo com espírito bem brasileiro. Com o título de “Avá – O homem que caminha”, Madame Bouvier se inspirou na história pessoal de seus bailarinos para criar a coreografia. No meio da dança eles contavam pedaços de suas histórias de vida. Um era o cubano que precisou abandonar seu país para conhecer o mundo. O outro era o garoto pobre que dividia o mesmo uniforme escolar com seu irmão. E a história mais comovente, a do rapaz que, ainda criança, perdeu a mãe, o pai e os irmãos num acidente de automóvel. A partir de seus dramas eles executavam uma coreografia densa e libertadora, ao som de canções como Ne me quitte pas, na voz de Maysa, ou Feira de Mangaio, com Clara Nunes. Um belíssimo espetáculo que merece ser visto mais de uma vez... 


2.11.12




O CRIOLO DO ARPOADOR – A Praia do Arpoador, eterno ponto de encontro dos surfistas cariocas, já tem uma trilha sonora para esse verão. É o CD “Missão Impossível” de um jovem rapper chamado Tony Mariano. Garoto de talento. Sua música exala juventude e alegria de viver. Numa das canções, chamada “Meu Bairro”, ele faz uma singela homenagem ao Arpoador quando rima o pronome mim com a palavra menorzim (uma corruptela de menorzinho): “No meu bairro todo mundo tem amor por mim, porque eu mantive a pureza desde menorzim...”

A pureza dos versos se destaca ao ritmo do rap, onde as letras são faladas, mais de que cantadas.  Como no caso dos repentistas do Nordeste, ou dos cantores de embolada, só que ao som da música pop negra importada dos Estados Unidos. “Tenha fé, jogo de cintura, nossa missão na vida é viver...”, diz Mariano numa canção, enquanto em outra afirma: “Meu presente de Natal é ter minha família unida”.

Se São Paulo deu ao Brasil o charmoso rapper Crioulo, o Rio de Janeiro fez a contrapartida com a música irresistível de Tony Mariano. Nascido e criado no Arpoador, o menino é filho de Sergio Malibu, lendário surfista carioca, relevante atleta do jiu-jitsu e grande personalidade da vida carioca. Precoce, gravou seu primeiro CD com quatorze anos, com o nome artístico de Tony Dimenor. 




O QUE, AFINAL, DEFINE A VIDA DE NEGUINHO? -  Gal Costa gravou o DVD do seu show “Recanto” no antigo Teatro Tereza Raquel, que hoje se chama Teatro Net Rio. O show, com direção e concepção de Caetano Veloso, é uma maravilha. Esses baianos são, realmente, pessoas abençoadas. Nasceram com talento e inteligência e sabem usar essas qualidades para dar felicidade as pessoas. O show mistura músicas do último disco da cantora e canções antigas que são recriadas com precisão artística. Tudo no espetáculo, cada detalhe, é pensado como uma reverência a arte que eles exercitam: a música.