Com seu livro Memórias de um sargento de milícias Manuel Antônio de Almeida deixou-nos a lição de que a alegria de viver não é coisa que se jogue aos cachorros, e de que é preferível rir dos homens a lamentá-los. Talvez a vida seja uma coisa cômica, e não cósmica. E nisso, nessa simples ausência de uma consoante, há de residir sua eternidade.
(Ledo Ivo, no livro As obras-primas que poucos leram.)
ARAÇA AZUL – Champanhe. Champanhe. Champanhe. Guilherme Araújo fez 70 anos e suas amigas Thereza Eugênia, Gilda Matoso e Claude Amaral Peixoto se reuniram e produziram uma festa para comemorar a data. Guilherme sempre foi um grande festeiro, promoveu festas antológicas na cidade, mas estava sem condições de organizar sua festa de aniversário, já que enfrenta problemas de saúde. O empresário sofre de senilidade precoce, mal que se agravou graças ao diabetes. Agora ele aparenta ter bem mais que seus 70 anos, tem dificuldades para se locomover e vive sob os cuidados de três enfermeiras. Nada disso tirou dele nem a alegria de viver, nem o seu espírito tropicalista.
A festa foi muito agradável. Comidinhas deliciosas, bebida farta, um interessante e divertido grupo de convidados, música e dança. Guilherme demonstrava muita felicidade ao se ver cercado de suas melhores amigas: Kiki Caravaglia, Noelza Guimarães, Tânia Caldas, Lea Millon, Ivone Kassu, Maria Alice Celidônio, Scarlet Moon, Vera Figueiredo e Dédé Veloso. Mulheres com quem ele teve um forte e apaixonado relacionamento. Elas foram musas das grandes festas e eventos que ele promoveu nos anos 70/80. E ao longo dos anos se tornaram suas amigas fiéis. Chega a ser comovente o carinho e a reverência que aquelas senhoras devotam ao homem que na juventude soube tratá-las como divas. Também estavam chez Guilherme Lúcia Veríssimo, Renata Arruda, Renata Deschamps, Zezé Motta, Serginho Amado, Lu Rocha, Paulinho Lima, Jorge Salomão, Maria Zilda, Amin Khader, Liége Monteiro, Rodrigo Argollo, além do grande Zuenir Ventura, o mito do jornalismo carioca, acompanhado de sua Mary.
Cada um que chegava trazia uma lembrança ou um buquê de flores e fazia um carinho no aniversariante que expressava sua felicidade com um franco sorriso no rosto. Não havia dúvida que o grande Guilherme estava feliz por estar ali, cercado por suas musas e seus amigos da vida inteira. Caetano Veloso, não se poderia deixar de dizer, foi a atração da festa. Bem humorado, o compositor foi todo carinhos com Guilherme e brincou com os convidados, contando piadas sobre os objetos de arte erótica que fazem parte da decoração da casa. Eu adoro essa xoxota, dizia ele, gozador, quando Rodrigo Argollo lhe mostrou um bibelô em forma de uma vagina.
Até dois dias antes da festa Guilherme estava no hospital. E isso foi um assunto muito comentado nas rodas de conversa. Ele passou mal depois de jantar sanduíche de mortadela com refrigerante grapette. Os amigos estavam todos indignados. O Guilherme é um homem rico. Ele não precisa comer mortadela com grapette, rosnava uma de suas musas, com uma echárpe chiquérrima em volta do pescoço, saboreando com muita classe sua taça de champanhe.
Champanhe, champanhe, champanhe...
O fato é que a saúde debilitada transformou Guilherme numa pessoa com necessidades especiais. Seus amigos gostariam que ele estivesse sendo mais bem cuidado. Amin Khader, que durante muitos anos trabalhou com Guilherme, ficava fazendo mil perguntas às enfermeiras. Vocês tem levado ele para chupar pau? Isso é importantíssimo garotas! As enfermeiras diziam que, uma vez por semana, levam Guilherme até a termas Estação, um puteiro de rapazes em Copacabana. Lá escolhem um garotão bem bonito para fazer um show privê para ele. Salve, salve! Mesmo doente Guilherme não deixou de se interessar por rapazes.
Quando fez 60 anos, Guilherme Araújo doou a casa maravilhosa onde mora, de dois andares, tombada pelo patrimônio histórico, para a prefeitura, com a condição que, depois de sua morte, o imóvel fosse transformado numa biblioteca pública. Isso sempre foi um grande sonho que ele externou inúmeras vezes aos seus amigos. O desejo de transformar sua casa numa biblioteca pública. A Biblioteca Guilherme Araújo é algo tão importante que ele convidou seus maiores astros, Caetano Veloso e Maria Bethânia, para serem testemunhas da doação. Na ocasião, todos os jornais do Rio registraram a assinatura do termo de doação.
Champanhe, champanhe, champanhe...
16.9.06
Homem
não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz

Outro
você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você
de cara alegre e cruel
feliz e mau como um pau duro
acendendo-se no escuro
cascavel
eriçada na moita
concentrada e afoita
eu já chorei muito por você
também já fiz você chorar
agora olhe pra lá porque
eu fui me embora
você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você

Deusa urbana
com você eu tenho medo de me apaixonar
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele, tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar
com você eu tenho mesmo de me conformar
eu tenho mesmo de não me conformar
sexo heterodoxo, lapsos de desejo
quando eu vejo o céu desaba sobre nós
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu queixo, seu pêlo,
sua coxa
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais. sou só
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu cheiro, seu pêlo,
cê toda
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais. sou só

* Os poemas são de Caetano Veloso, as fotos são de Bruce Weber.
não tenho inveja da maternidade
nem da lactação
não tenho inveja da adiposidade
nem da menstruação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
não tenho inveja da sagacidade
nem da intuição
não tenho inveja da fidelidade
nem da dissimulação
só tenho inveja da longevidade
e dos orgasmos múltiplos
e dos orgasmos múltiplos
eu sou homem
pele solta sobre o músculo
eu sou homem
pêlo grosso no nariz
Outro
você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você
de cara alegre e cruel
feliz e mau como um pau duro
acendendo-se no escuro
cascavel
eriçada na moita
concentrada e afoita
eu já chorei muito por você
também já fiz você chorar
agora olhe pra lá porque
eu fui me embora
você nem vai me reconhecer
quando eu passar por você
Deusa urbana
com você eu tenho medo de me apaixonar
eu tenho medo de não me apaixonar
tenho medo dele, tenho medo dela
os dois juntos onde eu não podia entrar
com você eu tenho mesmo de me conformar
eu tenho mesmo de não me conformar
sexo heterodoxo, lapsos de desejo
quando eu vejo o céu desaba sobre nós
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu queixo, seu pêlo,
sua coxa
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais. sou só
mucosa roxa, peito cor de rola
seu beijo, seu texto, seu cheiro, seu pêlo,
cê toda
menina deusa urbana, neta do sol
eu sou você e os meus rivais. sou só
* Os poemas são de Caetano Veloso, as fotos são de Bruce Weber.
10.9.06
O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA Assim foi o desfile militar de 7 de setembro para o público que lotou o centro do Rio no feriado. Famílias do subúrbio, casais de namorados, crianças e adolescentes, turistas, moças casadoiras e admiradores das Forças Armadas se emocionaram com o show de graça, elegância e virilidade dos nossos militares. Enquanto aviões da FAB e caças supersônicos cruzavam o céu da cidade, os grupamentos de pára-quedistas faziam a alegria dos fotógrafos posando para fotos com suas caras pintadas. Na concentração os Fuzileiros Navais flertavam com as moças enquanto sua banda tocava sucessos de Roberto Carlos.
A Aeronáutica deu um show de estilo e elegância com suas impecáveis fardas azuis; o Exército causou impacto com a evolução de uma coreografia perfeita; mas foi a Marinha quem arrasou na avenida com os soldados vestindo o branco imaculado de suas fardas enquanto a banda tocava O cisne branco. Foi de arrepiar... Cada grupo de militares que entrava na passarela era saudado com aplausos, assovios e gritos da platéia, mas só o Corpo de Bombeiros foi ovacionado. Os bravos rapazes desfilavam firmes e orgulhosos, com a superioridade de quem sabia que era o mais amado... São demais os bombeiros...
O desfile é um espetáculo de luxo. Um colírio para os olhos e um refresco para a alma. Um festival de elegância, disciplina e masculinidade. Mesmo a música é de excelente qualidade. As bandas são incríveis. Muito sopro e percussão. O repertório de hinos e marchas militares tem um quê de jazzistico e big band.
Um absurdo: tanto a governadora Rosinha Garotinho quanto o prefeito César Maia ignoraram a Parada Militar. Nenhum dos dois apareceu no desfile. Nenhum dos dois quis prestigiar os militares. É por isso que o Rio de Janeiro está dominado por bandidos. Esses políticos desconhecem que as Forças Armadas são um símbolo do país. O fato é que existe um complô velado dos políticos brasileiros contra os militares. Em São Paulo o Cláudio Lembo recusou a oferta de dez mil homens das Forças Armadas para ajudar na Segurança Pública. Para ele os militares devem ficar nos quartéis. Puxa vida. Dez mil homens coçando o saco na caserna enquanto a população é humilhada e constrangida por bandidos.
Cada vez que os políticos brasileiros humilham os militares dessa forma, eles estão dando força para os criminosos. Essa insistência em manter os militares no limbo tem a ver com o desejo dos políticos de deixar a sociedade frágil e desprotegida. Políticos como Rosinha, César e Lembo precisam de uma sociedade fraca e insegura para que eles e seus partidos possam se destacar e se tornarem fortes. Os políticos profissionais querem os militares fora da jogada para que eles possam se sentirem mais à vontade para pilhar o país.
A sociedade brasileira se tornou refém de partidos políticos. Os brasileiros vivem, hoje em dia, sob a ditadura dos partidos. Por isso que os políticos têm tanta necessidade de sufocar os militares. É por que os seus partidos querem a ditadura só para si.
Numa de suas recentes entrevistas o candidato a presidência do Brasil Cristóvão Buarque classificou a situação da segurança pública no Rio e em São Paulo como fora de controle e afirmou que o que estava acontecendo nessas cidades era uma guerra civil. Quando um jornalista lhe perguntou se as Forças Armadas deveriam participar da segurança pública ele respondeu que não e enfatizou que os militares deveriam ficar nos quartéis. Ora, bolas. Se ele considera que está acontecendo uma guerra civil não seria o caso de convocar os militares? O discurso de Cristóvão Buarque é um verdadeiro samba do crioulo doido. Como é que se pode votar num candidato desses?
Um pesquisa mostra que 87 % dos brasileiros querem os militares atuando na Segurança Pública. Para os brasileiros os militares são treinados para atuarem em situações de emergência. E a questão da Segurança Pública é uma questão de emergência. Mas os políticos, como sempre, ignoram completamente os interesses e vontades da população. Nossos governantes tratam as Forças Armadas com um misto de revanchismo e temor por causa da ditadura militar. Eles ignoram que estamos vivendo no século 21. Os tempos são outros. E o que o povo brasileiro quer é uma maior participação dos militares na vida brasileira, sem que isso signifique uma volta da ditadura.
Veja AQUI fotos incríveis da parada de 7 de Setembro
A Aeronáutica deu um show de estilo e elegância com suas impecáveis fardas azuis; o Exército causou impacto com a evolução de uma coreografia perfeita; mas foi a Marinha quem arrasou na avenida com os soldados vestindo o branco imaculado de suas fardas enquanto a banda tocava O cisne branco. Foi de arrepiar... Cada grupo de militares que entrava na passarela era saudado com aplausos, assovios e gritos da platéia, mas só o Corpo de Bombeiros foi ovacionado. Os bravos rapazes desfilavam firmes e orgulhosos, com a superioridade de quem sabia que era o mais amado... São demais os bombeiros...
O desfile é um espetáculo de luxo. Um colírio para os olhos e um refresco para a alma. Um festival de elegância, disciplina e masculinidade. Mesmo a música é de excelente qualidade. As bandas são incríveis. Muito sopro e percussão. O repertório de hinos e marchas militares tem um quê de jazzistico e big band.
Um absurdo: tanto a governadora Rosinha Garotinho quanto o prefeito César Maia ignoraram a Parada Militar. Nenhum dos dois apareceu no desfile. Nenhum dos dois quis prestigiar os militares. É por isso que o Rio de Janeiro está dominado por bandidos. Esses políticos desconhecem que as Forças Armadas são um símbolo do país. O fato é que existe um complô velado dos políticos brasileiros contra os militares. Em São Paulo o Cláudio Lembo recusou a oferta de dez mil homens das Forças Armadas para ajudar na Segurança Pública. Para ele os militares devem ficar nos quartéis. Puxa vida. Dez mil homens coçando o saco na caserna enquanto a população é humilhada e constrangida por bandidos.
Cada vez que os políticos brasileiros humilham os militares dessa forma, eles estão dando força para os criminosos. Essa insistência em manter os militares no limbo tem a ver com o desejo dos políticos de deixar a sociedade frágil e desprotegida. Políticos como Rosinha, César e Lembo precisam de uma sociedade fraca e insegura para que eles e seus partidos possam se destacar e se tornarem fortes. Os políticos profissionais querem os militares fora da jogada para que eles possam se sentirem mais à vontade para pilhar o país.
A sociedade brasileira se tornou refém de partidos políticos. Os brasileiros vivem, hoje em dia, sob a ditadura dos partidos. Por isso que os políticos têm tanta necessidade de sufocar os militares. É por que os seus partidos querem a ditadura só para si.
Numa de suas recentes entrevistas o candidato a presidência do Brasil Cristóvão Buarque classificou a situação da segurança pública no Rio e em São Paulo como fora de controle e afirmou que o que estava acontecendo nessas cidades era uma guerra civil. Quando um jornalista lhe perguntou se as Forças Armadas deveriam participar da segurança pública ele respondeu que não e enfatizou que os militares deveriam ficar nos quartéis. Ora, bolas. Se ele considera que está acontecendo uma guerra civil não seria o caso de convocar os militares? O discurso de Cristóvão Buarque é um verdadeiro samba do crioulo doido. Como é que se pode votar num candidato desses?
Um pesquisa mostra que 87 % dos brasileiros querem os militares atuando na Segurança Pública. Para os brasileiros os militares são treinados para atuarem em situações de emergência. E a questão da Segurança Pública é uma questão de emergência. Mas os políticos, como sempre, ignoram completamente os interesses e vontades da população. Nossos governantes tratam as Forças Armadas com um misto de revanchismo e temor por causa da ditadura militar. Eles ignoram que estamos vivendo no século 21. Os tempos são outros. E o que o povo brasileiro quer é uma maior participação dos militares na vida brasileira, sem que isso signifique uma volta da ditadura.
Veja AQUI fotos incríveis da parada de 7 de Setembro
9.9.06
CASSINO ROYALE - James Bond ataca novamente. O último filme da série estréia em novembro, o primeiro com o ator Daniel Craig. A novela de Ian Fleming já havia sido filmada em 1967 com Peter Sellers no papel de 007 e Ursula Andress como a bond girl Vesper Lynd. O melhor do filme é a trilha sonora original composta por Burt Bacharach. É memorável a sequência em que Ursula Andress surge na tela, sua imagem em câmera lenta refletida através de um aquário cheio de peixes coloridos, ao som de The Look of Love, uma das mais belas canções já feitas para um filme.
A francesa Eva Green, a estrela que encantou o público no melancólico Os Sonhadores de Bernardo Bertolucci, é Vesper Lynd na versão 2006 de Cassino Royale. E Giancarlo Gianini também está no elenco. A grande espectativa, entretanto, é a estréia de Daniel Craig, o primeiro James Bond loiro. O ator promete dar o que falar nesse final de ano. Além do novo James Bond ele estará nas telas interpretando Perry Smith, o namorado criminoso de Truman Capote no filme Infamous, com direito a cenas de beijo na boca com o ator Toby Jones.
No últimos dias a imprensa brasileira deu muito destaque ao fato do novo James Bond aparecer beijando a boca de outro homem no filme sobre Capote. Todos os jornais e sites deram destaque ao assunto. E acabaram se mostrando desinformados. No filme Amor para sempre, de 2004, uma espécide de Atração Fatal gay, ele já aparece beijando a boca do ator Rhys Ifans. Aliás, quando Daniel Craig foi anunciado como o novo James Bond, Amor para sempre estava em cartaz no Rio, mas os jornais cariocas esqueceram de comentar esse detalhe nas matérias feitas sobre o assunto.
THE LOOK OF LOVE
The look of love
Is in your eyes
A look your smile cant disguise
The look of love
Its saying so much more
Than words could every say
And what my heart has heard,
Well, it takes my breath away.
I can hardly wait to hold you,
Feel my arms around you.
How long I have waited,
Waited just to love you
Now that I have found you
The look of love
Its on your face
A look that time cant erase
Be mine tonight
Let this be just the start
Of so many nights like this
Lets take a lovers vow
And then seal it with a kiss.
I can hardly wait to hold you
Feel my arms around you,
How long I have waited,
Waited just to love you,
Now that I have found you,
Dont ever go, dont ever go,
I love you so.
We were so in love, and high above
We had a star to wish upon. wish
And dreams come true, but not for me
The trains and boats and planes
Took you away, away from me.
You are from another part of the world,
You had to go back a while and then
You said you soon would return again.
Im waiting here like I promised to.
Im waiting here but where are you?
Trains and boats and planes took you a way,
But every time I see them I pray
And if my prayers can cross the sea,
The trains and the boats and planes
Will bring you back, back home to me.
5.9.06
O DIA EM QUE A TERRA PAROU – Parece que foi ontem, mas esta semana se comemora o quinto aniversário do ataque às torres gêmeas. E quanto mais passa o tempo, mais acredito que a Casa Branca esteve por trás dos ataques terroristas. Um atentado naquelas proporções, com aquele nível de produção, jamais seria possível sem a conivência de Washington. Além disso, o atentado caiu como uma luva aos interesses imperialistas do governo Bush. Elementar, meu caro Watson.
Nos grandes romances policiais, sempre que acontece um crime, o detetive herói procura o criminoso investigando quem lucrou com a tragédia. O personagem que teve algum lucro com o resultado do crime quase sempre é o criminoso. Se Adam Dalgliesh, o detetive criado pela escritora P. D. James, estivesse investigando os eventos de 11 de setembro, a primeira pergunta que faria é: quem mais lucrou com o ataque ao WTC? O charmoso policial certamente chegaria a mais plausível das respostas: quem mais lucrou com o ataque foi o governo americano. Muito mais do que os terroristas árabes, quem mais lucrou com o 11 de setembro foi a doutrina Bush. Elementar, meu caro Watson.
Desde que assumiu seu primeiro mandato que o discurso de George W. Bush tinha uma conotação armamentista, imperialista. Mas seu discurso parecia inócuo. Ninguém dava ouvidos aquele blá-blá-blá belicista. A explosão das torres gêmeas fez o mundo parar para ouví-lo. Foi o ataque ao WTC que permitiu a Bush colocar em prática seu plano de dominar o mundo árabe e com isso adquirir o controle sobre a produção mundial de petróleo. Elementar meu caro Watson.
Os americanos são selvagens e perigosos. Querem fazer com os iraquianos a mesma coisa que fizeram com a população indígena da América. Querem exterminá-los e difamá-los. Vender ao mundo a imagem que eles são maus e perigosos e que os republicanos são heróicos e bonzinhos. Quá, quá, quá, quá...
CONSEQUÊNCIAS NEFASTAS DA INVASÃO DO IRAQUE - Uma história sobre como os Estados Unidos perderam o rumo. No livro INSEGURANÇA TOTAL, Carol Brightman oferece uma crítica contundente da guerra entre EUA e Iraque, revisitando suas próprias idéias políticas no processo. Brightman focaliza a psicologia de insegurança que motiva o governo Bush e os fundamentalistas - sua confiança no poder militar, e não na diplomacia e no poder econômico. Traça os contornos da mais recente aventura imperial de Bush no Iraque, com corporações que têm fortes ligações com o presidente americano tentando transformar o Iraque destruído pela guerra num negócio rentável.
Uma aventura que provocou o ressurgimento de uma divergência maciça nas Américas e na Europa e uma resistência feroz dentro do próprio Iraque. A guerra que representa um teste para estabelecer a hegemonia total dos EUA sobre uma região de importância está levando ao caos e à violência. Brightman analisa microeventos pouco conhecidos no processo pré-guerra e lembra outros movimentos de resistência antiamericana, como no Vietnã e em Cuba.
A autora avalia, ainda, o novo Sistema de Segurança Nacional norte-americano, que pôs fim à contenção e ao impedimento do uso de força e à rede de tratados de não-proliferação de armas, e avançou nas idéias do excepcionalismo americano e da guerra preventiva. A autora fala sobre o mito da onipotência americana e a insegurança global que resultou do corte de relações dos Estados Unidos com o Ocidente e da perda das bases seguras de um dólar forte.
INSEGURANÇA TOTAL é um chamado para que a nova geração se levante contra esse Cavalo de Tróia chamado “Guerra contra o Terrorismo”. Numa série de reflexões pessoais e históricas, Carol Brightman revê a oposição dos anos 1960 e 1970 e a compara com os protestos de hoje. Incisiva, erudita e ferozmente crítica, a autora sugere que será preciso mais do que uma mudança de regime em Washington para dissipar os mitos e as ilusões sobre o poder americano unilateral.
Carol Brightman editou o Viet-Report nos anos 1960. Professora universitária nos EUA por trinta anos, é autora de Writing Dangerously: Mary McCarthy and Her World, ganhador do National Book Critics Award para biografias. Publicou Sweet Chaos: The Grateful Dead’s American Adventure e Between Friends: The Correspondence of Hannah Arendt and Mary McCarthy.
Nos grandes romances policiais, sempre que acontece um crime, o detetive herói procura o criminoso investigando quem lucrou com a tragédia. O personagem que teve algum lucro com o resultado do crime quase sempre é o criminoso. Se Adam Dalgliesh, o detetive criado pela escritora P. D. James, estivesse investigando os eventos de 11 de setembro, a primeira pergunta que faria é: quem mais lucrou com o ataque ao WTC? O charmoso policial certamente chegaria a mais plausível das respostas: quem mais lucrou com o ataque foi o governo americano. Muito mais do que os terroristas árabes, quem mais lucrou com o 11 de setembro foi a doutrina Bush. Elementar, meu caro Watson.
Desde que assumiu seu primeiro mandato que o discurso de George W. Bush tinha uma conotação armamentista, imperialista. Mas seu discurso parecia inócuo. Ninguém dava ouvidos aquele blá-blá-blá belicista. A explosão das torres gêmeas fez o mundo parar para ouví-lo. Foi o ataque ao WTC que permitiu a Bush colocar em prática seu plano de dominar o mundo árabe e com isso adquirir o controle sobre a produção mundial de petróleo. Elementar meu caro Watson.
Os americanos são selvagens e perigosos. Querem fazer com os iraquianos a mesma coisa que fizeram com a população indígena da América. Querem exterminá-los e difamá-los. Vender ao mundo a imagem que eles são maus e perigosos e que os republicanos são heróicos e bonzinhos. Quá, quá, quá, quá...
CONSEQUÊNCIAS NEFASTAS DA INVASÃO DO IRAQUE - Uma história sobre como os Estados Unidos perderam o rumo. No livro INSEGURANÇA TOTAL, Carol Brightman oferece uma crítica contundente da guerra entre EUA e Iraque, revisitando suas próprias idéias políticas no processo. Brightman focaliza a psicologia de insegurança que motiva o governo Bush e os fundamentalistas - sua confiança no poder militar, e não na diplomacia e no poder econômico. Traça os contornos da mais recente aventura imperial de Bush no Iraque, com corporações que têm fortes ligações com o presidente americano tentando transformar o Iraque destruído pela guerra num negócio rentável.
Uma aventura que provocou o ressurgimento de uma divergência maciça nas Américas e na Europa e uma resistência feroz dentro do próprio Iraque. A guerra que representa um teste para estabelecer a hegemonia total dos EUA sobre uma região de importância está levando ao caos e à violência. Brightman analisa microeventos pouco conhecidos no processo pré-guerra e lembra outros movimentos de resistência antiamericana, como no Vietnã e em Cuba.
A autora avalia, ainda, o novo Sistema de Segurança Nacional norte-americano, que pôs fim à contenção e ao impedimento do uso de força e à rede de tratados de não-proliferação de armas, e avançou nas idéias do excepcionalismo americano e da guerra preventiva. A autora fala sobre o mito da onipotência americana e a insegurança global que resultou do corte de relações dos Estados Unidos com o Ocidente e da perda das bases seguras de um dólar forte.
INSEGURANÇA TOTAL é um chamado para que a nova geração se levante contra esse Cavalo de Tróia chamado “Guerra contra o Terrorismo”. Numa série de reflexões pessoais e históricas, Carol Brightman revê a oposição dos anos 1960 e 1970 e a compara com os protestos de hoje. Incisiva, erudita e ferozmente crítica, a autora sugere que será preciso mais do que uma mudança de regime em Washington para dissipar os mitos e as ilusões sobre o poder americano unilateral.
Carol Brightman editou o Viet-Report nos anos 1960. Professora universitária nos EUA por trinta anos, é autora de Writing Dangerously: Mary McCarthy and Her World, ganhador do National Book Critics Award para biografias. Publicou Sweet Chaos: The Grateful Dead’s American Adventure e Between Friends: The Correspondence of Hannah Arendt and Mary McCarthy.
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