23.1.15



CANSEI DO BRASIL - Em entrevista publicada hoje na Folha de São Paulo o "novo" Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, diz que o modelo do Seguro Desemprego no Brasil está ultrapassado. E depois diz que "o país está em período de austeridade, incluindo benefícios sociais". Período de austeridade? O cinismo dessa gente não tem limites. O tal "período de austeridade" é apenas para quem está do lado de cá. Para quem está do lado de lá, no lado dos que tem o poder, não existe austeridade alguma. O governo começou 2015 aumentando impostos e cortando benefícios sociais. Mas antes disso o Congresso Nacional e a Presidente da República se deram belos aumentos de salário. Para eles, nada de austeridade. Estão todos no bem bom, legislando apenas em seus próprios interesses. É revoltante. Essa esquerda que está no poder  se comporta como se fosse uma classe superior, que pode tudo e não precisa dar satisfações a ninguém. Uma esquerda que é mais de direita do que a própria direita. Está na cara que esse "programa econômico" não vai dar certo, já que ele é fundamentado em mentiras. O governo aumentou os impostos para aumentar a arrecadação. Certamente precisam de mais recursos para alimentar a corrupção desenfreada que acontece em todos os níveis de governo.

Cansei do Brasil!

22.1.15



DIÁRIO DA CORTE - Certa vez li na coluna do Paulo Francis, nos bons tempos da imprensa escrita, algo que me chamou atenção desde àquela época. Francis escreveu que, se nos anos de 1960 alguém dissesse para ele que no final do século 20 as religiões ainda teriam grande influência no mundo, ele não acreditaria. Na sua juventude, ele acreditava que, com a evolução da ciência e da tecnologia, os preceitos religiosos iriam perder o sentido. E as religiões deixariam de existir. Pois antes de morrer, em 1997, ele já havia se dado conta que estava enganado. A evolução da ciência, da tecnologia e da medicina não interferiu em nada na relação do homem com a religião. 

A terceira guerra mundial já está em andamento, dizem os profetas do apocalipse. E é uma guerra fundamentada em princípios religiosos. Nos dias de hoje, a maior parte da tensão que existe entre povos e nações, tem como ponto de partida as divergências religiosas. Cenas brutais de violência acontecem em nome de deuses e profetas. E tudo, no que diz respeito à religião, nos remete às trevas, ao passado, à escuridão, ao sombrio. É como se fosse uma reação contrária a evolução da ciência e da tecnologia. Um desejo de tirar o homem do iluminismo promovido pelo saber para deixá-lo dominado pelos seus instintos mais primitivos. Um desejo de viver numa idade das trevas.

Detesto muçulmanos!

   

21.1.15



OS QUE CHEGAM COM A NOITE - A editora Companhia das Letras está lançando com grande publicidade "A casa assombrada", novo livro de John Boyne, autor de best seller "O menino do pijama listrado". Aparentemente é uma história de suspense e horror, que está causando expectativa nos leitores que se encantaram com o primeiro livro do autor lançado no Brasil. O que chama atenção na publicidade de "A casa assombrada" é a sinopse divulgada pela editora. Pelo que conta, a história é idêntica a do livro "A volta do parafuso", um clássico da literatura inglesa, escrito por Henry James, um americano naturalizado inglês, autor de títulos como "Daisy Miller" e "Os bostonianos", cuja adaptação cinematográfica rendeu uma indicação ao Oscar à atriz Vanessa Redgrave. "A volta do parafuso" é um livro perturbador que confunde e assusta os leitores. O romance também ganhou uma instigante adaptação cinematográfica realizada em 1971, que ganhou o título de "The Nightcomers", e no Brasil foi batizado de "Os que chegam com a noite". O filme foi dirigido por Michael Winner e teve como protagonista Marlon Brando, num dos melhores papéis de sua carreira. Conta a história de uma governanta, que é contratada por um homem misterioso para cuidar de duas crianças numa mansão isolada no interior da Inglaterra. Longe de tudo e de todos, acompanhada apenas das crianças, a governanta adquire um comportamento estranho, fica assustada com os barulhos da casa, as sombras da noite, os sopros do vento, e com a figura de um homem misterioso que fica rondando o lugar.

O livro de John Boyne conta a seguinte história:

Eliza Caine tem 21 anos e acaba de perder o pai. Totalmente sozinha e sem dinheiro suficiente para pagar o aluguel na cidade, ela se depara com o anúncio de um tal H. Bennet. Ele busca uma governanta para se dedicar aos cuidados e à educação das crianças de Gaudlin Hall, uma propriedade no condado de Norfolk – sem, no entanto, mencionar quantas são, quantos anos têm ou dar quaisquer outras explicações. Assim, ela larga o emprego de professora numa escola para meninas e ruma para o interior. Chegando a Gaudlin Hall, Eliza se surpreende ao encontrar apenas Isabella, uma menina que parece inteligente demais para sua idade, e Eustace, seu adorável irmão de oito anos. Os pais das crianças não estão lá. Não se veem criados. Ela logo constata que não há nenhum outro adulto na propriedade, e a identidade de H. Bennet permanece um mistério. A governanta recém-contratada busca informações com as pessoas do vilarejo, mas todos a evitam. Nesse meio-tempo, fica intrigada com janelas que se fecham sem explicação, cortinas que se movem sozinhas e ventos desproporcionais soprando pela propriedade. E então coisas realmente assustadoras começam a acontecer…

Já o livro "O menino do pijama listrado" é apenas razoável. Não conta uma história realmente marcante. É bem escrito, a história até consegue envolver o leitor, mas sofre de um sério problema conjuntural: é apenas mais um livro sobre o sofrimento dos judeus sob o julgo dos nazistas. Já se escreveu tantos livros e filmes sobre esse tema, que as histórias agora soam repetidas. O drama do menino, filho de um oficial nazista, que fica amigo de um garoto judeu preso num campo de concentração, soa superficial, apesar das boas intenções do autor. Nesse aspecto, só a nível de comparação, o romance brasileiro "O meu pé de laranja lima", de José Mauro de Vasconcelos, é muito mais comovente e arrebatador, ao contar a infância de um menino às voltas com um mundo conturbado. No caso do brasileiro, o mundo conturbado é apenas a pobreza em que vive. Mesmo assim, o autor consegue ser mais comovente e mais visceral no seu objetivo de retratar o sofrimento infantil diante de um mundo hostil criado pelos adultos.





20.1.15



DOCES BÁRBAROS - Tia Maria Bethânia, no show em que comemorou os cinquenta anos de carreira, posou ao lado dos sobrinhos Moreno, Zeca e Tom, filhos de Caetano Veloso. Não é linda essa foto? Como artista ela está cada vez mais jovem, mais moderna, mais sábia. Seu último disco, "Meus Quintais", é belíssimo...

18.1.15



NUNCA HOUVE CALOR COMO ESSE - Depois de uma vida inteira dedicada à praia, posso afirmar, sem medo de errar, que nunca houve um calor como esse. Os cientistas comprovam que 2014 foi o ano mais quente da história da humanidade. Nem precisava. Tenho sentido isso na própria pele. Ficar no sol tem provocado dor. Ao mesmo tempo em que o sol está implacável, a praia, no Rio de Janeiro, tem estado maravilhosa. Desde antes do Natal que o mar está calmo. Caribenho, como se diz por aqui. Águas claras, temperatura amena, poucas ondas. Um mar perfeito para aliviar do calor intransigente, que não nos dá trégua.

Bom mesmo nesta temporada de verão é a praia noturna. As noites estreladas tem oferecido o clima perfeito para um mergulho bem depois do pôr do sol. Neste sábado, no posto seis, no canto direito da praia de Copacabana, os banhistas noturnos viveram momentos de especial felicidade, ao mergulhar na praia ao lado de uma grande quantidade de peixes. Peixes por todos os lados. De vários tipos e tamanhos. Peixes que pareciam felizes quando davam pulos sobre a água,  "Fish are jumping", como na letra da música Summertime, que George Gershwin compôs para o musical "Porgy and Bess". Lindo e comovente.



16.1.15


FRESCATTO NO OMBRO - A imensa torcida do futebol carioca está no maior frisson, desde que foi anunciado o novo patrocinador do Fluminense, a empresa Frescatto. O nome da empresa é que vem causando polêmica entre os admiradores de todos os times. Os torcedores machões do Fluminense se sentem incomodados com o fato da palavra "frescatto" estar associada a palavra "fresco", que é um sinônimo de homossexual. Já a imensa torcida flamenguista está vivendo um momento de êxtase, pois já identificou no nome do patrocinador mais uma excelente oportunidade de provocar os torcedores do seu principal adversário. Os flamenguistas adoram provocar a torcida tricolor chamando-os de "tricoletes" ou "meninas do fluminense" e agora já estão bolando mil maneiras de associar a palavra frescatto a vida sexual dos fãs do time do Fred. Vale lembrar que a Frescatto é uma empresa que comercializa peixes e frutos do mar, e tem esse nome para realçar que seus produtos são frescos. 




PRECE PARA UM CONDENADO - Em meio a tantas notícias trágicas que nos chegam nesse início de 2015, uma se destaca pelo inusitado do seu conteúdo trágico. Neste sábado (daqui a pouco mais de 24 horas) o brasileiro Marco Archer Moreira vai ser fuzilado na Indonésia, pelo crime de tráfico de drogas.  De nada adiantaram os pedidos de clemência. O governo daquele país foi intransigente e quer que o fuzilamento sirva de exemplo. Não por acaso, a Indonésia é o país com maior população muçulmana do planeta. Parece até que toda a barbárie do mundo parte dos muçulmanos. Submeter uma pessoa a um pelotão de fuzilamento em pleno século 21 é algo perturbador. É uma pena muito dura e brutal. Selvagem e radical. Agora só nos resta rezar para que um milagre aconteça. Que Deus tenha compaixão desse pobre rapaz!

Madonna vem aí...

 

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