3.7.16























O ser humano tem até de experimentar o amor, para que compreenda bem o que é a amizade.



TEATRO QUASE SEMPRE - A vida de um grupo de pessoas simples, para quem nada dá muito certo, mas que precisam se reinventar dentro das suas escassas possibilidades para conseguir sobreviver as intempéries do mundo. Esse é o resumo da peça Krum, primeiro texto do israelense Hanoch Levin a ser montado no Brasil.O Google nos conta que Hanoch Levin nasceu em Tel Aviv, em 1943 e morreu em 1999. Levin escreveu mais de uma dezena de romances, seis livros de poesias, textos para crianças e dezessete peças de teatro. Sua peça mais conhecida é Job´s Passion, A paixão de Jó, que causou polêmica em Israel. É um texto que mistura a lenda bíblica de Jó, com elementos da Paixão de Cristo. A peça provocou questionamentos artísticos porque numa determinada cena o personagem Jó aparecia nu enquanto um centurião romano enfiava um crucifixo em seu traseiro. Essa peça é de 1981.

Krum tem uma temática mais leve, mas não menos dramática. Em alemão a palavra "krum" significa curvado. Na peça Krum é o nome de um homem que volta para sua cidadezinha depois de uma longa viagem ao exterior. Contrariando as expectativas daqueles que ficaram, ele volta da Itália pobre, desiludido, triste e frustrado. Curvado, como o significado do seu nome. A volta de Krum nesse estado provoca uma onda de frustrações e desespero em todos que estão à sua volta. A peça constroi um instigante épico sobre a perplexidade do ser humano diante das limitações que o simples ato de viver lhe impõe. 

O diretor  Marcio Abreu propõe uma linguagem original e surpreendente para contar sua história. Seu principal material de trabalho é o elenco formado por artistas que atuam com talento e coragem. Destaque para Renata Sorrah que se despe da sua condição de grande dama do teatro brasileiro e atua de igual para igual com artistas desconhecidos, mas igualmente talentosos. Existe uma harmonia compensadora na junção do texto, direção e elenco que resulta num espetáculo inquietante e gostoso de assistir. Mas que, ao mesmo tempo, provoca reflexões e inquietações no espectador.

Krum é um excelente espetáculo teatral.




Não julgue cada dia pela colheita que você obtém, mas pelas sementes que você planta.


UMA ATRIZ DA BASILEIA - Semana passada Marthe Keller apareceu nas telas do TV5. Foi durante a exibição do filme Assassinato em quatro atos, um ótimo filme policial francês, rodado em 2013, com Gerard Depardieu no elenco. Foi uma dupla surpresa do TV5, meu canal de TV favorito. Tudo o que fala francês me interessa. Fazia tempo que eu não via Marthe Keller nas telas. E foi curioso vê-la aparecer num filme eletrizante, de ação e suspense, envolvendo caçadores de nazistas foragidos. Excelente filme. Foi parecido quando a vi pela primeira vez, jovem e linda, no filme Maratona da Morte. Também um trhiller policial, com elementos de ação e suspense, numa história envolvendo caçadores de nazistas que tinham feito experiências terríveis durante o holocausto. Quando adolescente Marthe Keller se tornou uma das minhas paixões cinematográficas, por causa de sua presença em Maratona da Morte. Depois ainda a vi em dois ótimos filmes: Domingo Negro, de John Frankenheimer e Um momento, uma vida, de Sydney Pollack. Ela estava sempre fascinante em seus filmes. 

Depois perdemos o contato. Mas eu jamais a esqueci...






28.6.16



EDIFÍCIO AQUARIUS - O mais aguardado filme do ano já tem data de estreia: 1 de setembro. Aquarius, o filme do diretor Kleber Mendonça Filho, todo filmado na Praia de Boa Viagem, em Recife, e estrelado por Sonia Braga, já tem até um trailer oficial que deixa o público com vontade de ver o filme. Mesmo durante o Festival de Cannes os produtores investiram no mistério e mostraram apenas uma cena do filme. Com o trailer já se pode ter uma ideia do que vem a ser Aquarius. Além de mostrar que Sonia Braga continua uma atriz fascinante, o filme promete trazer o cantor Taiguara de volta as paradas de sucesso, já que algumas cenas são embaladas com uma das ótimas canções do artista. 

Veja a seguir... 


26.6.16



VIVER DÁ MUITO TRABALHO - Em sua coluna Miriam Leitão nos conta que, num encontro com jornalistas, a Ministra Carmem Lúcia, do STF, disse que "viver dá trabalho". Pois eu seria até mais enfático do que a Ministra e diria que "viver dá muito trabalho". É tanto trabalho que às vezes cansa. Há momentos em que dá vontade de desistir de tudo. É tanta confusão no mundo! São tantos conflitos entre culturas e modos de pensar que às vezes dá até medo sair de casa. Num semana um louco abre fogo dentro de uma casa noturna. Na outra semana o Reino Unido resolve criar uma confusão que envolve o mundo inteiro. Isso para se falar apenas num sentido mais amplo. Sem contar os conflitos báscos do cotidiano de cada um: violência, assaltos, tiroteios, confusões, preconceitos, ambições. E tem também a vida em sociedade: família, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, etc.  Ufa! Acho que a Ministra Carmem Lúcia se revelou uma filosofa. Viver dá mesmo muito trabalho. 

19.6.16


A vida é o que acontece quando estamos fazendo outros planos.

ANOTHER DAY - Certa vez encontrei Paul McCartney em Paris. Foi em 2005, durante o Ano do Brasil na França. Fui cobrir para o Caderno H, do Jornal do Brasil, a visita do então Presidente Lula nas comemorações do 14 de julho. Um dia, quando voltava para o hotel, encontro Paul McCartney saindo num carro preto. Como havia um certo trânsito o carro parou alguns instantes e ele ficou bem perto de mim. Ao vê-lo na minha frente não resisti e disse: Paul, I love you. Daí ele botou a cabeça para fora da janela do carro, abriu os braços e disse alguma coisa que não entendi. Então o carro acelerou e ele foi embora ainda com a cabeça do lado de fora e os braços abertos. 

Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. 

Eu e Paul temos histórias. Quando eu era garoto, menino mesmo, estava indo à escola, com a farda de calça curta. Eu tinha que pegar um ônibus para ir ao colégio. Naquele dia estava atrasado e não podia perder o ônibus de jeito nenhum. O colégio era muito rígido e não permitia que nenhum aluno entrasse fora da hora. Daí a loja de discos que ficava perto da parada de ônibus começou a tocar "Another Day". Foi a primeira vez que ouvi aquela música. E senti uma emoção tão grande! Uma sensação de beleza como até então eu jamais havia sentido. Era apenas um garoto de calças curtas. Daí o ônibus parou. Em vez de entrar no ônibus eu preferi ficar ouvindo a canção. A vida é feita de escolhas e  ônibus foi embora. Preferi ficar parado ouvindo a música de Paul McCartney. Naquele dia perdi aula no colégio. Fui até a loja de disco e pedi para o moço tocar aquela música novamente. Até hoje, sempre que escuto "Another Day" lembro desse episódio, e da emoção que a música me provocou. A mesma que me provoca até hoje.











18.6.16



NOSSOS BOFES TEM MAIS VIDA - Nesse momento surreal em que vivemos, se eu pudesse mudar alguma coisa no Brasil eu mudava a letra do Hino Nacional. Naquele trecho que fala "nossos bosques tem mais vida" eu mudava para "nossos bofes tem mais vida". Que tal?

14.6.16



O bom senso é o que há de mais bem distribuído no mundo pois cada um pensa estar bem provido dele.


MINHA CASA, MINHA DÍVIDA - Não se fala em outra coisa no Facebook. Domingo passado o programa Fantástico publicou uma grande reportagem sobre a atuação de síndicos desonestos, que aplicam os mais diversos golpes nos condôminos de seus prédios. A reportagem é bem abrangente e mostra como síndicos mal intencionados provocam gastos e desfalques nos condomínios que administram. Dão golpes superfaturando serviços essenciais como limpezas de caixa d´água, vistoria em elevadores e serviços de manutenção em geral. Mas, o mais interessante que a reportagem mostrou foi como os síndicos roubam de seus condôminos na instalação e manutenção de câmeras de segurança. O fato é que a reportagem deixou chocados o público brasileiro que assiste ao Fantástico.

"Todo morador tem o direito de pedir vistas nas pastas de prestação de contas do condomínio. Essas pastas tem que estar a disposição de qualquer um", disse Renato Tichauer, o Presidente do Sindicato dos Síndicos de São Paulo. Outro que deu um depoimento muito interessante foi o auditor, especializado em auditoria de condomínios João Carlos dos Santos Júnior. Ele disse: "Tem síndicos que se sentem donos dos prédios, se negam a dar informação, são rudes. Esse tipo de síndico é preciso prestar  muita atenção nele".  Que tal? Já Hubert Gebara, vice-presidente do sindicato da habitação de São Paulo estimulou os moradores a participarem das reuniões de condomínios, serem exigentes com os síndicos e solicitarem explicações para todo tipo de gastos. Disse ele: "Se alguém não vai na reunião, não pede explicações ao síndico ou a síndica, depois não pode reclamar de nada". 

Portanto, proprietários e inquilinos, todos devem exigir o máximo de transparência das contas dos seus condomínios pra evitar roubos e falcatruas de síndicos pilantras. A reportagem, inclusive, mostra o caso de uma síndica que sumiu com o dinheiro do condomínio, deixando os proprietários cheios de dívidas. Uma proprietária desconsolada e endividada declarou: "Agora é Minha Casa, Minha Dívida" .  

Veja AQUI a reportagem do Fantástico!                

Madonna vem aí...

 

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