DIAS DE IRA - Um filme de faroeste com uma pegada de filme de arte. Eram assim os chamados western-spagetthi, filmes de bangue-bangue rodados na Itália como se fossem filmes americanos. Isso no tempo que o filme de faroeste era um gênero que atraía multidões ao cinema. "Dias de Ira" foi um desses filmes. Marcou a história de um estilo cinematográfico com dois astros que são ícones do gênero: Giuliano Gemma e Lee Van Cleef. Tonino Valeri caprichou na sua direção quase operística. E Riz Ortolani compôs uma música que ficou na história das trilhas sonoras. O tema de abertura é belíssimo e pontua com perfeição as cenas de suspense. Um clássico definitivo.
5.6.17
25.5.17
50 ANOS DE SUCESSOS - O astro do rock e da música pop ELTON JOHN e seu parceiro BERNIE TAUPIN foram destaques no Festival de Cannes 2017, ao lado de astros e personalidades do cinema como Clint Eastwood, Nicole Kidman, Catherine Deneuve, Pedro Almodóvar, Colin Farrel, Gael Garcia Bernal, e muitos outros. O aniversário de Bernard John (Bernie) Taupin, que completou 66 anos no dia 22 de maio, foi apenas umas das razões para a presença da dupla no badalado festival da Riviera Francesa. Elton e Bernie foram ao Festival comemorar em grande estilo os 50 anos de uma bem sucedida parceria. E para comemorar o meio século de carreira artística eles resolveram lançar três videoclipes inéditos de canções que são clássicos do repertório da dupla: Bennie And The Jets, Tiny Dancer e Rocket Man. Essas músicas nunca tiveram clipes oficiais, criados especialmente para elas. Então Elton e Bernie, em parceria com o You Tube, fizeram um concurso público para que fãs e admiradores pudessem criar vídeos originais para essas canções. Uma comissão julgadora que incluiu o cineasta Barry Jenkins (diretor de Moonlight) e Jeffrey Katzenberg (CEO da produtora Dreamworks) escolheram os três melhores clipes, que foram lançados em grande estilo no Festival de Cannes.
Vejam a seguir os videos escolhidos.
22.5.17
O MUNDO DA TV – Quais as atrações mais marcantes da história da televisão brasileira? Com
uma TV tão criativa como a nossa essa é uma pergunta difícil de responder. Mas a jornalista Patrícia Kogut, a mais
famosa colunista de TV do Brasil aceitou o desafio de fazer uma lista com as
atrações mais marcantes da TV, desde que ela foi fundada em 1950. O resultado é
o livro 101 Atrações de TV que sintonizaram o Brasil. O livro traça um painel
interessante sobre a história da nossa TV, destaca programas marcantes e
personalidades que deixaram sua assinatura na construção de umas das TV´s mais
criativas do mundo. De modo algum o livro tem a pretensão de ser uma obra
definitiva sobre a televisão brasileira. Pelo contrário. É basicamente um almanaque e tem o toque do
gosto pessoal da colunista. O livro é muito bem editado, tem lindas fotos e um
texto charmoso e inteligente.
A
noite de autógrafos na Livraria da Travessa foi divertida e alto astral. A Patrícia
Kogut é uma pessoa querida no meio jornalístico e no mundo da TV, então as
pessoas que estavam na fila de autógrafos estavam ali por gostar dela. Tinha
desde antigas companheiras de trabalho, como as jornalistas Renata Reis e Patrícia
Andrade, até o todo poderoso diretor artístico da Globo Carlos Schroder, para
quem Kogut fez uma dedicatória que preencheu duas páginas do livro. Que tal? Também
estavam lá Miguel Falabella, Grazi Massafera, George Moura, Cissa Guimarães, Arlete Sales, Marcelo Serrado, João
Emanuel Carneiro, Liliam Cabral, Lu Lacerda, Vera Bocayuva, Vera Donato, Milton
Cunha, Maurício Branco, Perfeito Fortuna, Fernanda Torres, Regina Case, Luiz
Fernando Guimarães, Cora Ronai, Leona Cavalli e mais um monte de gente bacana.
O
QUE FALTOU NO LIVRO DA KOGUT? - Tem muita
coisa fundamental na lista da Kogut. Não dava para não citar novelas como Selva
de Pedra e Irmãos Coragem, nem atrações como Armação Ilimitada e Os Normais. Cada
um citado como um item, um capítulo dentre os 101. Ela também cita personalidades da TV como Boni, Walter
Clark, Chacrinha, Flavio Cavalcanti, Lima Duarte, Janete Clair, Dias Gomes,
Walter Avancini e Glória Magadan. O livro também dedica itens a atores como
Tarcísio Meira, Glória Meneses, Regina Duarte, Fernanda Montenegro, Suzana
Viera, Betty Faria. E um mais do que merecido capítulo dedicado a Dina Sfat, ilustrado com uma linda foto.
Mas
o livro, que tem a pretensão de fazer um apanhado da história da TV brasileira,
se concentra excessivamente na produção da Rede Globo. É como se tudo tivesse
começado com a Globo. Como se antes da Globo a TV brasileira não fosse tão mágica
e divertida. E não foi bem assim. Por exemplo: quando traça o
perfil dos atores Francisco Cuoco, Tarcísio Meira, Glória Menezes e Regina Duarte,
Kogut os trata como se eles tivessem estourado a partir da Globo. Não foi exatamente isso que aconteceu. Regina Duarte já era, sim, a namoradinha do Brasil na época em que fazia
novelas na TV Excelsior, de São Paulo. Ali ela fez nove novelas de Ivani Ribeiro,
entre elas As minas de prata, Os fantoches, O terceiro pecado e Legião dos
esquecidos, onde fez par romântico com Francisco Cuoco, quatro anos antes do
casal fazer Selva de pedra, na Globo. Tarcisio
e Glória também já formavam uma dupla de sucesso na Exclesior, antes de estrearem
na Globo. Assim como Francisco Cuoco que fez novelas importantes como Os quatro
filhos, Almas de pedra e Redenção. Mesmo Dina Sfat, já tinha feito novelas na
Excelsior quando estreou na Globo.
Ao
mesmo tempo em que destaca esses atores que já vieram para a Globo como astros,
Kogut esqueceu de destacar aquela que foi a primeira grande atriz de novelas
contratada e formada pela Globo. A inesquecível Marília Pêra. Muito antes de Tarcísio,
Glória, Regina, Dina, Suzana e Betty estrearem na Globo, Marília Pêra já era
uma estrela da casa. Ela fez a primeira novela produzida pela Globo, Rosinha do
sobrado, e ali construiu uma carreira marcante. O livro da Kogut só fala da Marília
Pêra quando publica uma foto dela no perfil de Paulo Gracindo, quando juntos
fizeram a novela Bandeira Dois. Além de
ter feitos novelas de destaque na emissora, como O cafona e Uma rosa com amor, Marília
Pêra brilhou no programa Viva Marília, onde cantava, dançava, encenava esquetes
teatrais e divertia o público com seu talento em várias plataformas. Acho que
Marília Pêra não teve o devido reconhecimento no livro da Kogut.
No
seu livro a minha querida e adorada Kogut também foi injusta com o
grande autor de novelas Bráulio Pedroso. Ela dedica um capítulo inteiro ao João
Emanuel Carneiro, a quem chama de Capitão Gancho, por causa da sua capacidade
de criar ganchos em suas novelas. Mas, nem que viva mil anos, João Emanuel um
dia chegará aos pés do grande Bráulio Pedroso. Ao citar Beto Rockfeller, que revolucionou a televisão brasileira, Kogut afirma que a novela foi
uma criação do Cassiano Gabus Mendes, então diretor artístico da Tupi e escrita por Bráulio Pedroso. Ora bolas! Foi o texto irreverente e despretensioso do Bráulio
Pedroso que fez o sucesso da novela. Tanto que ele conseguiu repetir o sucesso
em outras novelas que escreveu como Super plá, O Cafona, O bofe, O rebu e O pulo
do gato. Aliás, a novela O Cafona era praticamente um remake de Beto
Rockfeller. Eu diria que O Cafona era Beto Rockfeller com produção global. Foi
um grande sucesso de público, teve a melhor atuação de Marília Pêra em novelas
vivendo Shirley Sexy, e teve também a melhor música de abertura de todas as
novelas da Globo. Uma música dos irmãos Marcos e Paulo Sergio Valle, numa época
em a Globo encomendava temas originais para suas novelas. Por que será que não
fazem mais assim? As novelas dos anos 70 tinham trilhas sonoras incríveis, que
mereciam estar na lista da Kogut.
Ainda
sobre o fato da Kogut alegar que Cassiano Gabus Mendes foi o criador de Beto
Rockfeller e que Bráulio Pedroso apenas
realizou o que o diretor artístico da emissora elaborou: então podemos dizer
que Irmãos Coragem foi uma criação de Daniel Filho, já que ele era o diretor
artístico da Globo e sugeriu a Janete fazer uma novela com elementos de bangue-bangue.
Na época os filmes de faroeste rodados na Itália por cineastas como Sergio Leone e outros batiam recordes de bilheteria. E como o Daniel sempre foi louco por cinema,
quis trazer aquele filão para a TV e deu a ideia para Janete. Será que isso faz
de Daniel mais autor de Irmãos Coragem do que a Janete Clair, que foi quem escreveu?
E
o programa Caso Especial? Como ela pôde esquecer de colocar entre os destaques
o programa Caso Especial? Até hoje um dos programas mais incríveis realizados pela Globo.
Adaptações de livros, filmes e peças de teatro, feitos com produções
requintadas. Teve Jardel Filho e Marília Pêra (olha ela aí novamente) fazendo A
megera domada, de Shakeasperare. Tarcísio Meira e Dina Sfat fazendo A pérola,
de John Steinbeck. Renata Sorrah e José Wilker fazendo A cartomante, de Machado
de Assis com direção de Regina Duarte. Que tal? Caso Especial não deveria jamais ter ficado de fora da lista da Kogut.
E
o programa Elis Especial? (A próxima vez que a Kogut for escrever um livro sobre
a TV ela tem que me mostrar antes depublicar para que eu possa fazer uma breve revisão...)
O especial mensal de Elis Regina na Globo dos anos 70 foi uma das atrações mais
geniais da história da nossa TV. Como
esquecer da grande Elis Regina cantando Black is beautiful vestida de
palhaço?
No
capítulo dedicado a Ivani Ribeiro Kogut destaca a carreira da novelista na
Globo. Poxa vida! Quando Ivani foi para a Globo ela já estava para se aposentar
e só escreveu uma única novela original: Final feliz. As outras foram apenas
remakes de novelas do passado. Sua fase áurea foi na Excelsior com novelas como
A moça que veio de longe, Anjo Marcado, A deusa vencida e Almas de pedra.
Depois ela fez uma carreira magnífica na Tupi escrevendo novelas inesquecíveis
como As Bruxas, O meu pé de laranja lima, Nossa filha Gabriela e as versões originais
de Mulheres de Areia e A viagem.
O
novelista Geraldo Vietri também foi esquecido. Foi o responsável por novelas inesquecíveis como Antonio Maria, Nino, o italianinho
e A Fábrica. Novelas que escreveu e também dirigiu. Como ele conseguia escrever e dirigir uma novela ao mesmo tempo é um mistério a ser desvendado. Aliás, Vietri chegou mesmo
a dirigir uma novela de Janete Calir, na TV Tupi, chamada Paixão Proibida, que
tinha Sergio Cardoso no elenco. (Aliás, o Sergio Cardoso também passou batido
no livro da Kogut).
De
qualquer modo, ao se fazer uma lista, é impossível não colocar o gosto pessoal
na hora de fazer escolhas. A TV brasileira tem muito mais do que 101 grandes
momentos para serem lembrados, e certamente foi difícil para a autora fazer
escolhas. Mas o livro é uma curtição e merece ser lido por todos que amam a TV
que se faz no Brasil.
7.5.17
COMO
NUM FILME DE SERGIO LEONE – O guitarrista Sergio Diab é um artista criativo e
original. Um músico excepcional que tem domínio absoluto sobre o seu
instrumento. Ele está lançando um novo CD, chamado “Siempre True, Siempre Blue”,
todo dedicado à música instrumental. Um trabalho repleto de lindas canções. Os
arranjos são de uma beleza inebriante. Os acordes tocam fundo desde a primeira
audição. E a gente fica querendo ouvir aquele som para todo o sempre.
Sergio
Diab concebeu seu disco como se fosse a trilha sonora de um filme imaginário. Um
faroeste. Um filme de cowboy. Um bang-bang. E ao ouvir as músicas conseguimos
visualizar a história. Um forasteiro chegando a uma cidade desconhecida cuja população
vive sob a tirania de um vilão cruel. Depois de se envolver com Soledade, uma linda jovem
que estava prestes a ser violentada pelo capataz do vilão, o forasteiro solitário
percebe que só ele será capaz de livrar o povoado da tirania dos bandidos. Duelos,
tiroteios, diálogos cortantes, cenas de tensão no saloon, beijos apaixonados,
juras de amor eterno e um final surpreendente. A guitarra sorrateira e travessa
de Sergio Diab nos transporta ao mundo fascinante dos antigos filmes de cowboy.
É possível até perceber a influência do maestro Ennio Morricone em alguns trechos da trilha
sonora imaginária.
O
disco abre com uma canção que tem o sugestivo nome de “Spaghetti”. É ela que
nos introduz ao mundo dos saloons, do revolver na cintura, dos chapéus de
vaqueiro, dos cavalos a galope e das
botas com espora. Em seguida vem músicas como “Forastero”, “Justiciero”, “Cabronita”, "Siempre true, siempre blue" e “El Gambazon”, entre outras. Todas executadas e produzidas com beleza,
maestria e sensibilidade artística. Como se fossem seqüências cinematográficas
dirigidas com requinte por cineastas como Sergio Leone, Jonh Ford ou Bernardo
Bertolucci.
Para
quem não está ligando o nome a pessoa Sergio Diab, é o produtor e arranjador
dos shows e discos do cantor Toni Platão. Os geniais e talentosos sempre se atraem.
No meio musical ele também é conhecido como “Stratoman”, por conta da sua paixão
pela guitarra Stratocaster. É um músico de prestígio entre seus pares. Tanto que
as canções “Spaghetti” e “Forastero” foram produzidas pelo seu colega americano
Richard Bennet, que toca com feras como Mark Knopfler e Neil Diamond.
“Siempre
True, Siempre Blue” é um trabalho de grande valor artístico. Traz a música instrumental
para um patamar de grande arte, num momento em que esse estilo musical parecia
estar fora de moda. O CD de Sergio Diab injeta vida, frescor e paixão a música
instrumental. E faz uma comovente declaração de amor a guitarra como instrumento
musical. Um disco inspirador que vai tocar o coração de todos aqueles que
curtem a boa música.
Adquira o CD nos links a seguir:
https://play.google.com/store/music/album/Sergio_Diab_Stratoman_Siempre_True_Siempre_Blue?id=B7radicqsb2xyfwrraxvbxkykii&hl=pt-BR
http://br.napster.com/artist/sergio-diab-stratoman/album/siempre-true-siempre-blue
https://www.deezer.com/br/?redirect_type=page&redirect_link=%2Falbum%2F15821138
https://itunes.apple.com/br/album/siempre-true-siempre-blue/id1222154295?l=en
https://open.spotify.com/album/1NL0w3GvnCQUYaqF5AbxS8
29.4.17
UM HEROI DO RENASCIMENTO - Dominique Fernandez é um escritor incrível. Ele inventou um estilo literário próprio chamado "psicobiografia". É uma biografia em que o autor investiga a vida do biografado a partir do seu trabalho artístico. Escreveu biografias de Pasolini, Caravaggio e Tchaikovski. Livros onde contesta versões oficiais da vida de seus biografados a partir de evidências encontradas nas obras artísticas dos mesmos. Na sua biografia de Tchaikovski, por exemplo, ele contesta a versão oficial de que o compositor morreu durante uma epidemia de cólera e alega que ele foi induzido ao suicídio pelas autoridades do governo russo, depois que descobriram que ele estava tendo um romance com um soldado do exército de 17 anos que era sobrinho do Czar. Que tal?
Agora Dominique Fernandez lança um novo livro, uma nova psicobiografia. Dessa vez o retratado é o pintor do renascimento Agnolo Bronzino, representante de um estilo artístico conhecido como maneirismo. Um sujeito de origem pobre, mas que logo caiu nas graças dos nobres de sua época, que gostavam de ser retratados por ele. Pintou o retrato de vários integrante da família Médicis. Em seu livro Fernandez desvenda a vida misteriosa de Bronzino, sua ascensão social e sua relação amorosa com seu sobrinho Alessandro Allori. Ao mesmo tempo descreve com requinte e sofisticação o efervescente submundo da produção artística da Florença na época do renascimento.
9.4.17
SEMANA SANTA - É tempo de fé católica. Tempo de celebrar a Paixão de Cristo. Em Nova Jerusalém, Pernambuco, acontece essa semana a encenação da Paixão de Cristo, no maior teatro ao ar livre do mundo. Esse ano, quando a encenação completa 50 anos, o papel de Jesus Cristo coube ao ator Romulo Neto, filho do saudoso ator e campeão de natação Rõmulo Arantes, que morreu num acidente aéreo. O que se vê na edição de 2017 é um Jesus Cristo tatuado, que é ao mesmo tempo doce e intenso. Uma interpretação que vem causando elogios do público e boas resenhas da crítica.
25.3.17
ELTON JOHN - 70 ANOS - Um dos maiores artistas do rock e da música pop, Elton John completa 70 anos nesse 25 de março de 2017. Seu primeiro álbum "Empty Sky" foi lançado em 1969 e tinha entre suas faixas "Skyline Pigeon", uma de suas mais belas composições. A partir daí ele conquistou o mundo com lindas canções, discos bem produzidos e concertos inesquecíveis.
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O VERÃO 2009 – Que calor! Na Praia de Ipanema os meninos dizem que 2009 terá o verão mais quente da história. Olhando aqueles corpos tinind...


































