18.6.04

O SAMURAI VAI A ATENAS - Flavio Canto é um dos atletas da seleção brasileira de judô, que vai lutar para trazer uma medalha de ouro para o Brasil na Olimpíada de Atenas. O rapaz tem vinte e nove anos e já participou de duas outras Olimpíadas. Em 96, em Atlanta, ficou em sétimo lugar. Em Sydney foi reserva da equipe. Adoro artes marciais e por isso entrevistei o atleta para uma reportagem para o Caderno H, do Jornal do Brasil, que sai no próximo domingo.


A entrevista foi realizada num quiosque, perto do pier da Barra da Tijuca, num intervalo entre o treino técnico e a preparação física do atleta. Flavio é um rapaz bonito, simpático e articulado. Conversamos sobre muitos assuntos mas, o que mais me chamou a atenção, foi o seu interesse por literatura. Ele me disse que tinha acabado de ler Dom Quixote, de Miguel de Cervantes e A guerra do fim do mundo de Mario Vargas Lhosa e agora estava lendo Chatô, de Fernando Moraes. Contou que é fã de Machado de Assis, pois admira muito sua maneira de escrever.


Flavio é um rapaz esclarecido e atento aos problemas sociais do Brasil. Cobra do governo uma política mais firme no que diz respeito a distrivuição de renda. Diz que admira Lula mas acha que falta ousadia ao seu governo. Mas não é o tipo de sujeito que só reclama. Ele faz a sua parte. Flavio criou um projeto social chamado REAÇÃO, em que dá aula de judô para 120 crianças na favela da Rocinha e, junto com outros atletas, treina 500 crianças em Jacarepaguá.


Na hora das fotos ele se mostrou tímido. Ficou bastante sem jeito no início, mas, aos poucos, foi relaxando e ficando mais à vontade. A tarde estava linda e a praia vazia. O fotógrafo Jonas Cunha é cheio de técnica e fotografou o atleta no Pier da Barra, que é um lugar bem bacana. As fotos ficaram ótimas e as garotas que trabalham comigo no jornal ficaram loucas quando viram. Que homem lindo!, elas exclamavam, saltitantes, diante das fotos.




A EVOLUÇÃO DA ESCRITA - A história do alfabeto, das letras, da escrita e das diversas formas de impressão é contada no livro A Evolução da Escrita, do designer Carlos Horcades. O livro é curioso e original. É um primoroso relato sobre as origens, transformações e estilos da escrita romana com trezentas fotos e ilustrações dos mais importantes alfabetos já criados. O livro aborda especialmente a história dos calígrafos, tipógrafos e impressores do passado, sua relação com o mundo e sua participação nas transformações da sociedade e na construção da cultura.


A Evolução da Escrita também classifica as letras segundo seus estilos, revelando como estas se desenvolveram juntamente com os principais movimentos artísticos que floresceram no Ocidente, traçando paralelos entre arquitetura, pintura e ilustração. Dirigida especificamente para o público brasileiro, que não dispunha de um material tão rico em referências visuais sobre o tema, trata-se de uma obra fundamental para as áreas de desenho industrial, arquitetura, publicidade e comunicação, além de ser útil na datação de livros e outros documentos.


O livro é um luxo. Com capa dura, bem impresso e fartamente ilustrado. É chique. Muito chique. Chique também é o autor, Carlos Horcades, um carioca de Recife, uma personalidade do Rio de Janeiro. Um dos homens mais elegantes da cidade. É formado em Desenho Industrial e tem mestrado em Design Gráfico pelo Central School of Art e Design de Londres. É professor de Tipologia e diretor do IAV-Instituto de Artes Visuais. Mas, acima de tudo, ele é um "bon vivant", um sujeito que soube trazer para o seu estilo de vida todas as qualidades que determinam o que é ser um "carioca".


O lançamento será no próximo dia 22 de junho, terça-feira, na livraria Argumento, no Leblon. Certamente será uma festa bem badalada pois o autor é muito querido no circuito Baixo Gávea - Baixo Leblon - Posto NOve e adjacências. Certamente a livraria vai estar cheia de mulheres bonitas. Eu não sei o que o Horcades tem que as mulheres são loucas por ele.

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