14.12.04

RENATO RUSSO VIVE - Eduardo Moscovis é o nome mais cotado para o papel do roqueiro Renato Russo, no filme que vai contar a história de sua vida. O sucesso do filme Cazuza é o maior estímulo do diretor Antonio Carlos Fontoura, para realizar a produção, que terá roteiro de Luiz Fernando Borges e será recheada de sexo, drogas e muito rock´n roll, como foi a vida real do cantor. A trajetória de sucesso do conjunto Legião Urbana, claro, promete ser o ingrediente mais saboroso do filme. Antonio Carlos Fontoura dirigiu um dos meus filmes favoritos A Rainha Diaba, que a Globo exibiu com sucesso há poucos dias. O personagem principal, que dá titulo ao filme, é inspirado em Madame Satã. Milton Gonçalves está ótimo no papel. Também no elenco Odete Lara e Stephan Nercessian.




AS CORES DA VIDA - Um sucesso a noite de autografos do oftalmologista Almir Ghiaroni, que se aventurou no mundo da literatura e lançou seu primeiro romance que recebeu o titulo de As cores da vida. A fila começava dentro da pizzaria Gattopardo e ia até a entrada do Sky Lounge, na calçada da Lagoa. O médico não escondia sua felicidade com a presença de tantos amigos, fãs e pacientes. Marcos Gasparian, o dono da Argumento, editora que publica o livro, parecia surpreso com a quantidade de gente que queria um autografo do escritor. Antes do lançamento, tive a oportunidade de entrevistar o médico para uma reportagem para o Jornal do Brasil, cujo texto publico a seguir.


"Uma história que joga muito com a sincronismo entre as pessoas". Assim o oftalmologista Almir Ghiaroni define As cores da vida, livro que marca a sua estréia como romancista. O lançamento será no Gattopardo, dia 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, a padroeira dos olhos. E os olhos, especialidade do dr. Ghiaroni, tem uma participação fundamental na trama dessa história de paixão, amizade e maturidade. O que teria motivado o médico bem sucedido a mergulhar no mundo onírico da literatura?
— Eu já publiquei artigos e ensaios sobre minha atividade profissional, mas nunca havia me passado pela cabeça ser romancista. Comecei a escrever este livro em outubro de 2003, movido por uma necessidade quase incontrolável de falar sobre as minhas descobertas na medicina, sem precisar recorrer a um texto acadêmico.


O dr. Almir Ghiaroni é um especialista em catarata, doença dos olhos que atinge o ser humano principalmente na terceira idade. A maioria das operações de catarata são feitas em pacientes com mais de setenta anos. De tanto fazer esse tipo de cirurgia, o oftalmologista observou que, quando curados, os pacientes rejuvenescem.
— Eles voltam a fazer esportes, ficam com a auto-estima mais elevada, o semblante adquire uma expressão mais jovem. Tornam-se outras pessoas. Descobrem um novo sentido para a existência.


As cores da vida, conta exatamente a história de um pintor que estava encontrando dificuldades de exercer o seu oficio por causa da catarata e o seu encontro com o médico que faz a cirurgia. Ao se ver curado, o artista volta a pintar com mais clareza, sem dificuldades com as cores e a luminosidade que caracterizam a doença. Ele fica tão grato ao médico que o operou que o transforma no seu melhor amigo e confidente. A partir daí conta ao cirurgião a comovente história do grande amor de sua vida. A ficção é inspirada na vida real, mas não totalmente. Dr. Ghiaroni ficou muito sensibilizado com o resultado da cirurgia que fez no pintor italiano Enrico Bianco, que foi obrigado a abandonar seu ofício quando estava com catarata. Ao se ver curado, o artista voltou a pintar com grande sensiblidade e emoção. E aquilo comoveu o médico a tal ponto que ele decidiu escrever um livro, mas não um livro técnico e sim um romance.
— Escrevendo esse livro eu pude estreitar meus contatos com o mundo das artes. O mundo da medicina é muito possessive, frio e técnico. E eu queria falar de emoção, de sentimento e da beleza que é o encontro entre os seres humanos.


No prefácio do livro o artista plástico Enrico Bianco destaca que o grande suporte da história é a amizade que surge entre o médico e seu paciente.
A descoberta da literaura deu um novo ânimo a vida do médico. Ele descobriu que não tem a menor dificuldade em escrever. Tanto que já está preparando um novo livro. Há pelo menos dois anos suas tardes de sábado são dedicadas exclusivamente a escrever. Seus escritores favoritos são Norman Mailer, Morris West, Paulo Coelho e Millôr Fernandes, que escreveu o texto de apresentação do livro. Dentre o que leu recentemente, dr. Ghiaroni ficou muito impressionado com o fenômeno editorial que é o livro de Don Brown O código da Vinci.
— Gosto dos romances que passam informações aos leitores. E O Código Da Vinci é um livro culto. Diverte o leitor e, ao mesmo tempo, passa informações preciosas. Quando fui à Paris, em junho, visitei lugares e obras de arte que são citados no romance. E olhei tudo de outra forma pois o livro tinha me transportado para dentro de sua história e tudo aquilo me pareceu muito familiar.


Almir Ghiaroni já leu toda a obra do pensador Deepak Chopra, com quem já fez workshop em Nova York.
— Ele mescla muito bem os elementos da vida moderna com a medicina de antigamente.
Ele recomenda As cinco pessoas que você encontra no céu, uma comovente fábula do escritor Mitch Albom, que faz o leitor refletir sobre o real significado da existência. Outra paixão do oftalmologista é o cinema. Na juventude, quando ainda estudava medicina, Ghiaroni trabalhou fazendo legendas para o cinema. E afirma:
— Já me disseram que o meu livro daria um belo filme.

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