1.2.05

O POEMA E O POETA - Foi enquanto saboreava a deliciosa comida do GERO que tomei conhecimento da poesia do português Eugênio de Andrade. Quem dele me falou, com entusiasmo e encantamento, foi outro poeta, o carioca Antonio Cícero, que me disse admirar muito os poemas do seu colega lusitano. Graças ao meu amigo Google descobri que a poesia de Eugénio de Andrade é quase sempre reportada ao amor. O amor da natureza, dos sentimentos, dos seres e do corpo. Muito sensual e literária, plástica e musical, a sua poesia concebe-se como reelaboração da palavra até um limite de despojamento que parte do mundo para reencontrar nele o ser eleito e, em última análise, a solidão como reduto essencial.



AS PALAVRAS INTERDITAS

Os navios existem e existe o teu rosto
encostado ao rosto dos navios.
Sem nenhum destino flutuam nas cidades,
partem no vento, regressam nos rios.

Na areia branca, onde o tempo começa,
uma criança passa de costas para o mar.
Anoitece. Não há dúvida, anoitece.
É preciso partir, é preciso ficar.

Os hospitais cobrem-se de cinza
Ondas de sombra quebram nas esquinas.
Amo-te... E abrem-se janelas
mostrando a brancura das cortinas.

As palavras que te envio não interditas
até, meu amor, pelo halo das searas;
se alguma regressasse, nem já reconhecia
o teu nome nas minhas curvas claras.

Dói-me esta água, este ar que se respira,
dói-me esta solidão de pedra escura,
e estas mãos nocturnas onde aperto
os meus dias quebrados na cintura.

E a noite cresce apaixonadamente.
Nas suas margens vivas, desenhadas,
cada homem tem apenas para dar
um horizonte de cidades bombardeadas.



AS PALAVRAS ...

São como cristal, as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras, orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes, leves.
Tecidas são de luz e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?



FRENTE A FRENTE

Nada podeis contra o amor,
Contra a cor da folhagem,
contra a carícia da espuma,
contra a luz, nada podeis.

Podeis dar-nos a morte,
a mais vil, isso podeis
- e é tão pouco!




ALEXANDRE, O GRANDE - A editora FRACTAL me manda a edição de fevereiro da revista G-MAGAZINE, que traz na capa o goleiro Alexandre Gaúcho, que atualmente joga no Figueirense, time de Florianópolis. Alexandre que, pelas fotos, pode tranquilamente ser chamado de "o grande", nasceu em Pelotas e já foi campeão da Taça Libertadores da América quando jogava pelo Grêmio, de Porto Alegre. O bem dotado já jogou pelo Flamengo, Botafogo, Internacional, Portuguesa, Guarani, Inter de Limeira e Botafogo de Ribeirão Preto. Segundo a revista o bofe tem um sotaque que mistura o gaúcho com o interior paulista. E isso lhe dá um charme todo especial. Os olhos são verdes, 1,77 de altura, 75 kg e chuteiras 40. Alexandre, o gostoso, é bem humorado e curte o carnaval, onde costuma sair fantasiado de Zorro, já que a máscara negra realça o verde dos seus olhos. Vale a pena dar uma conferida básica na revista.

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