29.4.12



O caminho para cima e o caminho para baixo são um único caminho.


A TERRA É AZUL – “A Rio-92 não adiantou de nada”, é o que disse Ney Matogrosso numa entrevista ao colunista Bruno Astuto. O cantor, que é muito ligado em ecologia, não parece muito animado com a realização da Rio+20. “Todos estão muito preocupados, mas ninguém move um dedo”. A aprovação do novo Código Florestal pela Câmara dos Deputados também foi um banho de água fria nas pretensões dos defensores do equilíbrio ecológico.

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, será realizada de 13 a 22 de junho de 2012.  A Rio+20 é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio 92, e deverá contribuir para definir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas. O objetivo da Conferência é a renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do tratamento de temas novos e emergentes.  A conferência terá dois temas principais: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.


Bullshit!, como diriam os americanos...
   
Pelos temas principais já dá para perceber que teremos muito papo e pouca ação. É interessante notar que as discussões, no que diz respeito a conflituosa convivência do homem com seu meio ambiente, nunca tocam no ponto principal:  a superpopulação do planeta. O planeta Terra hoje é habitado por assustadores sete bilhões de seres humanos. Um único planeta para alimentar, nutrir e ofertar energia para toda essa gente. O grande problema do meio-ambiente é o excesso de pessoas. Simples assim. O ser humano está para o planeta assim como pulgas estão para um cão pulguento: sugando o sangue do bichinho. O único jeito de o homem sobreviver é construir um rígido controle de sua reprodução. É impedir os casais de terem tantos filhos. Mas essa discussão não está em pauta na Conferência

(Essa noite sonhei que  o mundo acabava, todo mundo morria e eu era o único a sobreviver.)

Um bom epitáfio para a Rio-92 é a famosa frase do Levi-Strauss que disse: O mundo começou sem o Homem e vai acabar sem ele.




Madonna vem aí...

 

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