Um dia a maconha será inevitavelmente legalizada. Todos os estudantes de Direito a fumam.
2.5.03
TIAGO SANTIAGO comemorou 40 anos e fez festa de arromba em sua mansão na Barra da Tijuca. Sempre alto astral, Tiago é o tipo de sujeito que sabe fazer e cultivar amizades. Atencioso, gentil, educado... Ele é muito querido pelos colegas de trabalho, pelos alunos, pelos amigos... A festa foi tudo de bom. No térreo havia a pista de dança e o buffet, além de mesas espalhadas pelo jardim. Do terraço, no primeiro andar, podia se ver uma bela vista da pedra da gávea, iluminada pela lua que emanava de um céu cheio de estrelas.
A festa estava cheia de gente jovem que estuda teatro. Candidatos a “estrela”! Uns rapazes bem interessantes. E uma meninas bem bonitas. Além disso tinha Domingos de Oliveira e Priscila. Luiz Carlos Maciel, sempre gentil e agradável. Fabio Barreto. Graça Motta chegou acompanhada do seu velho amigo Alexandre Agra. Graça está linda e charmosa. Ela me disse que tem conhecido uma pessoas bem interessantes pela Internet. Silvio Tendler está angustiado com o governo de Fidel Castro. “Está muito difícil defender Cuba”, ele me disse, antes de atacar uma bandeja carregada de deliciosos canapés de salmão. Carla Daniel estava uma gracinha!
Milton Nascimento ficou a noite inteira conversando com Cláudio Heinrich. Adriana Garambone estava deslumbrante. Adoro Adriana. Ela é uma atriz com muito estilo. “Eu te procurei tanto na estréia da peça do Falabella. Quero muito que você vá me ver fazendo Cole Porter – Ele nunca disse que me amava.” Marcelo Serrado parece que me persegue. Eu encontro com ele em todos os lugares em que vou. Será que ele está de olho em mim? Depois chegou Eri Jonhson, com uns atores que eu conheço de vista, mas que não sei o nome. Na festa também estava o Beto Brandt e Rui, um cara super legal, que eu não via há pelo menos uns quinze anos. Ele demonstrou muita alegria em me ver. Perguntou o que eu estava fazendo da vida. E me contou que estava morando em São Francisco com um cara mas o romance acabou então ele resolveu voltar para o Rio.
Passei a maior parte da festa conversando com o Leonardo Vieira. Leo está mais lindo do que nunca. De cabelo grande e barba. Se a beleza e o charme não forem suficientes, ele ainda tem o astral, o bom humor e a inteligência. Eu perguntei se ele tem visto a Duse Nacarati então ele fez uma verdadeira declaração de amor a ela. Disse que adora a Duse e que ela é uma das melhores pessoas que conhece. Disse também que não passa um dia sem vê-la. “Às vezes eu saio da minha casa na Barra e vou até o Leblon só para tomar um café com ela. A Duse é uma grande amiga. As pessoas, hoje em dia, perderam um pouco a noção do que é ser amigo”.
Leonardo Vieira e Duse Nacarati se conheceram quando foram convidados a atuarem juntos na peça Dona Rosita, a solteira, de Garcia Lorca. Isso foi há sete anos. Desde então não se separaram nunca mais. Aliás, no dia 22 de junho Duse Nacarati estará completando 70 anos e a comemoração vai ser em grande estilo. Miguel Falabella vai oferecer uma festa à atriz, em sua cinematográfica mansão no Itanhangá. Eu estarei lá...
BABY BEBEL – Encontrei Bebel Gilberto dando um mergulho na praia do Arpoador. Ela está em Londres, gravando um disco novo e veio ao Brasil para fazer um show em São Paulo, junto com Caetano Veloso e aproveitou para visitar a família no Rio. Bebel estava muito satisfeita com o resultado do show em São Paulo. Ela me disse que cantou Baby, com Caetano e que o resultado ficou lindo. “Você precisa saber da piscina / da margarina / da gasolina...”.
COLE PORTER – ELE NUNCA DISSE QUE ME AMAVA – Assisti embevecido ao espetáculo de Cláudio Botelho e Charles Moeller, que está sendo apresentado no Teatro Ipanema. Adriana Garambone está fantástica. Ela interpreta a morte. Não é um papel fantástico para ser interpretado por uma atriz? Ela faz a morte, no momento em que esta vem buscar o compositor Cole Porter. Adriana está muito bem em cena. Ela tem classe, personalidade e uma coisa que o Daniel Filho chama de “star quality”.
Enquanto cantam o repertório de Cole Porter, cinco mulheres contam a vida dele. São elas: a mãe, a esposa, a empresária, a cantora que lançou seus sucessos e a morte. As atrizes são ótimas. Cantam divinamente. Afinadas. Com a voz colocada. Adorei rever Regina Restelli no palco. Sou seu fã desde que a vi no espetáculo Perfume de Madonna.
Enquanto cantam o repertório de Cole Porter, cinco mulheres contam a vida dele. São elas: a mãe, a esposa, a empresária, a cantora que lançou seus sucessos e a morte. As atrizes são ótimas. Cantam divinamente. Afinadas. Com a voz colocada. Adorei rever Regina Restelli no palco. Sou seu fã desde que a vi no espetáculo Perfume de Madonna.
Robbie Williams é um cantor e tanto. Tem voz, estilo e repertório. Sua música "Feel" está dividindo com "American Life", da Madonna, o primeiro lugar no meu hit parade particular. A seguir, a entrevista que Robbie Williams deu a revista The Advocate.
THE SECOND COMING OF ROBBIE WILLIAMS
At a time when the public wants—in fact, demands—its pop stars in tidy, clearly defined boxes, Robbie Williams is a wild card who aggressively rejects categorization. Rather, he revels in confounding his audience and the media, cultivating a persona rife with contradictions. In his music he frequently darts between playing an embittered, chronically depressed young man and a cocksure celebrity who bluntly admits in songs like the new “Monsoon” that he makes music simply “to make money and get laid.”
It is when the England-bred Williams, 29, steps out from behind his songs that he becomes particularly fascinating—and, as his queer fans know, perfectly happy to play the gay card. Rising from the ranks of the 1990s boy-band army as a member of Take That (long considered the prototype for Backstreet Boys), Williams has built a solo career that has rendered him one of the biggest stars in the world—the United States excluded, with the exception of some video play and the minor hit “Millennium” from his aptly titled U.S. solo debut album, The Ego Has Landed, in 1999. In Europe, meanwhile, Williams has rarely left the pages of the tabloids, which glory in casting him as an alcoholic, womanizing party boy whose alleged amours include former Spice Girl Geri Halliwell and supermodel Pamela Hanson.
But that’s not where the dirt-slinging stops. Reports of trysts with women often give way to rumors of closeted gay affairs with men such as his childhood friend Jonathan Wilkes. Instead of squashing such gossip, Williams has delighted in watching reporters race to report stories of his queer canoodling, often baiting them with comments that intentionally provoke the question “Is he really gay?”
On the eve of the U.S. debut of his new album, Escapology, the rapid-tongued Williams spoke to The Advocate in his spacious new Los Angeles home.
How do you feel about the fact that your following in the States so far is primarily gay?
Is it? Well, cool. That’s fine with me.
Why do you think gay men are so attracted to you?
I hadn’t really thought about it, quite honestly. I suppose I’ll choose to think that it’s more than me bum that they’re after. I’d like to believe that they’re connecting to whatever emotions or ideas come across in my songs. But then again, it’s probably me bum.
You’ve been occasionally painted by the media as a womanizer. There have been some who have speculated that it’s a smoke screen for being gay.
[Laughs] I think that’s funny. I mean, really, who cares? I know what’s going on in my life. That’s what matters. [The speculation] is absurd, actually. If I shagged as many women, men, and farm animals as people claim in the media, I’d be in the hospital. But it’s fine—speculate as much as you want, I say.
Do you think you’d be as compelling to people without the speculation?
Everyone has the things that they find interesting about someone else. The subject of sexuality doesn’t scare me. I find it funny. I find it entertaining. I think every straight man has the capability to have sex with another man. Don’t you agree?
I think every gay man views straight men as “get-able.”
It’s true. It happens a lot, doesn’t it?
1.5.03
Cerimônia do Adeus - No feriado de primeiro de maio, a Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, realizou missa em memória ao escritor Mauro Rasi. Fãs, amigos e admiradores do artista se reuniram para rezar e fazer uma corrente de luz e fé. No sermão o Padre falou sobre a breve passagem do homem pela terra e disse que o maior legado do ser humano, para com a vida, é o amor que ele dedica ao próximo.
Estavam na igreja, rezando pelo saudoso Mauro Rasi amigos do teatro e da vida. Ronaldo Bastos. Carmen Mayrink Veiga. Arlete Sales. Roger Levy. Leopoldo Serran. Berta Loran. Guilherme Araújo. Leda levy. Ivone Kassu. Drica Moraes. Bia Nunes. Otavio Augusto. Denise Frossard. Emilio de Mello. Aderbal Freire-Filho...
Estavam na igreja, rezando pelo saudoso Mauro Rasi amigos do teatro e da vida. Ronaldo Bastos. Carmen Mayrink Veiga. Arlete Sales. Roger Levy. Leopoldo Serran. Berta Loran. Guilherme Araújo. Leda levy. Ivone Kassu. Drica Moraes. Bia Nunes. Otavio Augusto. Denise Frossard. Emilio de Mello. Aderbal Freire-Filho...
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