31.12.05

A CIDADE FERVE - Os últimos dias de 2005 têm sido de uma beleza exemplar. Céu azul, um sol maravilhoso, turistas de todos os lugares do mundo desfrutando as belezas da Cidade Maravilhosa. O Rio de Janeiro continua lindo, apesar de maltratado. Para deixar meus queridos leitores mais animados, mostro a seguir a letra da música que, na minha opinião, é a mais bonita do verão 2006. SE ELA DANÇA EU DANÇO, canção do MC Leozinho, o mais sexy dos bailes funks. Quando essa música toca no baile é impossível não ficar feliz... Feliz 2006!




Se ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
falei com Dj
Se ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
Se ela dança eu danço
falei com Dj

pra fazer diferente
botar chapa quente
pra gente dançar
Me diz quem é a menina
que dança e fascina,
que alucina querendo beijar

Se ela dança eu danço
balancei no balanço
nesse doce encanto
que me faz cantar
que é quando eu te vejo,
desperta o desejo,
eu lembro do seu beijo
e não paro de sonhar

Ela só pensa em beijar,
beijar,beijar,beijar
E vem comigo dançar,
dançar,dançar,dançar

Vem viver esse sonho,
eu te proponho
até suponho
vai se apaixonar
por essa alegria
que contagia
A melodia que te faz dançar

Eu viajei no teu corpo
descobri o teu gosto
deslizei no seu rosto
só pra te beijar
me dê uma chance
quem sabe esse lance
vai virar um romance
a gente vai namorar

Ela só pensa em beijar,
beijar,beijar,beijar
E vem comigo dançar,
dançar,dançar,dançar

29.12.05

A CIDADE FERVE - Qual a canção que melhor traduz o espírito do verão? Qual a canção que melhor define a sensação de um mergulho no mar num dia de sol? Samba de Verão, de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, parece ter sido feita ontem, sob a inpiração divina da eterna musa Cíntia Howllet.


Você viu só que amor
Nunca vi coisa assim
E passou, nem parou
Mas olhou só pra mim
Se voltar vou atrás
Vou pedir, vou falar
Vou dizer que o amor
Foi feitinho pra dar

Olha, é como o verão
Quente o coração
Salta de repente
Para ver a menina que vem

Ela vem sempre tem
Esse mar no olhar
E vai ver, tem que ser
Nunca tem quem amar
Hoje sim diz que sim
Já cansei de esperar
Nem parei nem dormi
Só pensando em me dar

Peço, mas você não vem
Bem
Deixo então
Falo só
Digo ao céu
Mas você vem

TRAGÉDIA NO POSTO SEIS – Os moradores do Posto Seis estão indignados. Duas das mais belas árvores da avenida Atlântica foram arrancadas um dia depois do natal. Eram duas árvores centenárias belíssimas, ficavam em frente ao edifício Igrejinha, entre as ruas Francisco Sá e Júlio de Castilhos. Elas eram lindas, majestosas e motivo de orgulho dos moradores do pedaço. Os troncos faziam uma curva e deixavam as folhas bem ao alcance das mãos. Eram árvores frondosas, que davam muita sombra e quebravam a aridez da paisagem com muita classe e elegância. Eu adorava aquelas árvores e sempre que passava por ali eu as cumprimentava. Tudo bem garotas? Dizia eu para seus galhos, folhas e troncos.


Um dia depois do natal eu passava por ali, vindo da casa de um amigo e quando procurei as árvores o que havia no lugar eram dois tocos, que depois também foram arrancados, talvez para não servirem de testemunha daquele crime contra o Rio de Janeiro. Parado em cima da calçada, um caminhão de lixo da prefeitura ainda recolhia as últimas folhas. Eu perguntei aos caras porque eles tinham feito àquilo com as árvores e eles me responderam: a gente apenas podou. Cínicos!


Diante daqueles tocos que estavam diante de mim eu não consegui evitar as lágrimas. Eu fiquei alguns minutos ali, acariciando o que restara do tronco das árvores, enquanto lágrimas escorriam dos meus olhos. Um rapaz que ia passando com seu cão feroz parou boquiaberto e, ao me ver tão transtornado, comentou que era uma sacanagem o que tinham feito com as árvores. Eu fiquei tão transtornado que saí caminhando apressado até a Igreja da Ressurreição. Eu fui pedir uma explicação a Deus. Por que almas tão malignas teriam cometido um crime tão infame? Mas a igreja estava fechada e, naquela noite, um dia depois do natal, eu fui para casa com a certeza absoluta de que a humanidade não tem mais salvação.


Porque árvores tão belas foram derrubadas dessa maneira? Porque árvores que deveriam estar sendo expostas no Jardim Botânico foram postas abaixo, como se não tivessem nenhuma importância? Que tipo de gente insensível cometeu esse crime?


Os moradores do edifício Igrejinha fizeram um abaixo-assinado pedindo a prefeitura o corte das árvores que ficavam em frente ao prédio. Os vizinhos do Posto Seis estão furiosos e estão se organizando para fazer uma manifestação na próxima semana em frente ao Igrejinha só para xingar aquela gente rica e escrota. Porque os moradores do prédio fizeram um abaixo assinado para derrubar as árvores centenárias? O motivo é de cortar o coração...


Como já disse, as árvores eram frondosas. E já que eram frondosas davam muita sombra e até protegiam da chuva. Então, nos últimos tempos, começou a juntar moradores de rua embaixo das árvores. Afinal, com a complacência do prefeito César Maia (aquele que vai passar o reveillon em Nova York), as ruas do Rio estão se transformando em favelas. Moradores de rua tentaram transformar a sombra das árvores em mais uma favela. Os insensíveis moradores do Igrejinha em vez de buscar uma solução para os sem-teto acharam que seria mais prático simplesmente derrubar duas árvores centenárias.


Segundo um sócio do clube dos Marimbas, a Prefeitura tem um serviço chamado Disque Poda, que faz a poda das árvores da cidade. Acho que esse serviço deveria se chamar Disque Foda. Porra! É preciso que haja critério na elaboração desse serviço. A Prefeitura não deveria permitir que uma árvore centenária fosse derrubada por um motivo tão fútil.


O problema é que o Rio de Janeiro é uma cidade sem Prefeitura. O que existe é um pateta corrupto e ladrão fingindo que está governando a cidade. Esse problema de moradores de rua na cidade já virou um caso de polícia. E o canalha do Prefeito em vez de estar trabalhando nisso, vai viajar com a família para Nova York, torrar o dinheiro que ele nos tem roubado todos esses anos.


Com relação aos mendigos, está um salve-se quem puder na cidade. O prédio n. 76 da rua Visconde de Pirajá vivia com a marquise cheia de moradores de rua. O que fez o condomínio? Derrubou a marquise. O prédio número 12 da mesma rua foi mais criativo. Instalou um cano cheio de furos e toda noite eles ligam uma torneira que fica pingando água e afugenta os mendigos. Já que a prefeitura estimula a existência de moradores de rua, os cariocas se viram como podem por uma vida civilizada. Mas, daí, derrubar uma árvore centenária, já é demais.

27.12.05




Cada palavra de bondade é como uma gota de água atravessada por um raio de sol.
Murmúrios da tarde

Ontem à tarde, quando o sol morria,
A natureza era um poema santo,
De cada moita a escuridão saía,
De cada gruta rebentava um canto,
Ontem à tarde, quando o sol morria.

Do céu azul na profundeza escura
Brilhava a estrela, como um fruto louro,
E qual a foice, que no chão fulgura,
Mostrava a lua o semicirculo d'ouro,
Do céu azul na profundeza escura.

Larga harmonia embalsamava os ares!
Cantava o ninho — suspirava o lago...
E a verdade pluma dos sutis palmares
Tinha das ondas o murmúrio vago...
Larga harmonia embalsamava os ares.

Era dos seres a harmonia imensa,
Vago concerto de saudade infinda!
"Sol — não me deixes", diz a vaga extensa,
"Aura — não fujas", diz a flor mais linda;
Era dos seres a harmonia imensa!

"Leva-me! leva-me em teu seio amigo"
Dizia às nuvens o choroso orvalho,
"Rola que foges", diz o ninho antigo,
"Leva-me ainda para um novo galho...
Leva-me! leva-me em teu seio amigo."

"Dá-me inda um beijo, antes que a noite venha!
Inda um calor, antes que chegue o frio..."
E mais o musgo se conchega à penha
E mais à penha se conchega o rio...
"Dá-me inda um beijo, antes que a noite venha!"

E tu no entanto no jardim vagavas,
Rosa de amor, celestial Maria...
Ai! como esquiva sobre o chão pisavas,
Ai! como alegre a tua boca ria...
E tu no entanto no jardim vagavas.

Eras a estrela transformada em virgem!
Eras um anjo, que se fez menina!
Tinhas das aves a celeste origem.
Tinhas da luta a palidez divina,
Eras a estrela transformada em virgem!

Flor! Tu chegaste de outra flor mais perto,
Que bela rosa! que fragrância meiga!
Dir-se-ia um riso no jardim aberto,
Dir-se-ia um beijo, que nasceu na veiga...
Flor! Tu chegaste de outra flor mais perto!...

E eu, que escutava o conversar das flores,
Ouvi que a rosa murmurava ardente:
"Colhe-me, ó virgem, — não terei mais dores,
Guarda-me, ó bela, no teu seio quente..."
E eu escutava o conversar das flores.

"Leva-me! leva-me, ó gentil Maria!"
Também então eu murmurei cismando...
"Minh'alma é rosa, que a geada esfria...
Dá-lhe em teus seios um asilo brando...
"Leva-me! leva-me, ó gentil Maria!..."


(Poema de Castro Alves)


24.12.05




No silêncio da noite, o corpo se abandona, e os espíritos assustados por nossa habitual agitação ousam aproximar-se.

Vontade de amar

Voa um par de andorinhas fazendo verão
E vem uma vontade de rasgar velhas cartas,
Velhos poemas, velhas contas recebidas
Vontade de mudar de camisa
Por fora e por dentro...
Vontade...
Para que esse pudor de certas palavras?
Vontade de amar, simplesmente.

(Mario Quintana)






FUNDAMENTAL – A dupla Pet Shop Boys lança novo CD em fevereiro. Os meninos, que cantaram no casamento do ano, as bodas de Elton John e David Furnish, divulgaram a lista das músicas que farão parte do CD, que vai se chamar Fundamental.

1. God willing
2. Minimal
3. The Sodom and Gomorrah Show
4. I'm with Stupid
5. Psychological
6. I made my excuses and left
7. Integral
8. Numb
9. Luna Park
10. Casanova in Hell
11. Twentieth Century
12. Indefinite leave to remain






O PIOR DO VERÃO – Sem dúvida alguma aquele quiosque horroroso que construíram em frente ao Copacabana Palace. Aquilo é uma monstruosidade. Uma aberração. Uma violência contra as praias do Rio que será inundada por bares que tiram o direito de ir e vir dos cariocas. Esses quiosques só estão sendo construídos para atender aos interesses comerciais escusos do escritório de arquitetura Índio da Costa, grupo que faz parte da gang do prefeito César Maia, o prefeito que permitiu que as ruas da cidade fossem transformadas em favelas. O canalha do César Maia não consegue manter as praias limpas e permite que as calçadas sejam invadidas por moradores de rua, camelôs e achacadores de turistas. E agora fica loteando a praia, favorecendo seus apadrinhados. O filho da puta do prefeito vai passar o reveillon em Nova York, quando devia ficar trabalhando no reveillon do Rio. Mas o pilantra não trabalha nunca. Fazer política não é trabalhar. César Maia não sabe quais são as atribuições de um prefeito.

Madonna vem aí...

 

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