25.11.11




















ZÉ CARIOCA - Renato Gaúcho, na praia de Ipanema, praticando seu esporte favorito, depois do futebol: o futevolei. A rede em frente a rua Vinicius de Moraes é o seu quintal. Ali ele é o dono do pedaço, jogando futevôlei com os atletas da região. É ali, ao lado do Renato Carioca (sim, ele é um simbolo do Rio) que os grandes atletas do futevolei praticam seu esporte e se exercitam para os diversos torneios que estão acontecendo no Leblon, em Ipanema e em Copacabana.
A história do mundo é, essencialmente, uma história de idéias.



QUAL É, BAIANA - Essa é uma das músicas que mais gosto do Caetano Veloso. Lembro como se fosse hoje a primeira vez que ouvi essa música, tocada num carnaval perdido tempo. Eu era um garoto e estava tão louco no meio da folia, quando de repente a banda começou a tocar essa música. E eu adorei o refrão, o ritmo, a idéia da canção e, principalmente, os versos finais quando ele diz "domingo no Porto da Barra todo mundo agarra mas não pode amar..." É a história da minha vida.


24.11.11



ARTÉRIAS - NOVO LIVRO DE ZECA FONSECA - Escritor dos bons, Zeca Fonseca lançou seu novo livro nesta quarta-feira, na livraria Argumento. Depois dos romances O Adorador e Pandemonium, de conteúdo denso e forte, Zeca mostra seu lado mais romântico e suave em Artérias, que reúne contos e crônicas. Zeca também é editor de um projeto chamado Berçário de Talentos, onde coordena o trabalho de jovens escritores. Abaixo a reprodução de uma crônica publicada no blog do escritor.





Quando eu era bem pequeno me fizeram aquela pergunta clássica “o que você quer ser quando crescer?” E eu, do alto de meus cinco anos, disse: “Quero ser homem casado.” Todos riram daquela minha frase, porque imaginaram uma resposta como ‘quero ser bombeiro’, policial ou qualquer outra coisa, menos homem casado. Bom, meus pais não se preocuparam com aquilo. E sempre contavam a história em tom de piada. Eu nunca entendia a graça da piada; e só hoje, depois de dois casamentos fracassados, consigo entender o que tem de hilário naquele meu desejo infantil. Eu sempre quis ser o chefe de uma família feliz, pois era assim que eu via a minha própria família. Uma ilha cercada de felicidade por todos os lados. Tudo era perfeito, apesar dos percalços normais que por vezes desestabilizavam aquela felicidade reinante na ilha, ou seja, na família.



O tempo passou e eu casei com a mãe de meu filho, ainda na faculdade. Éramos o casal cult da PUC no início dos anos 1980. Nosso filho nasceu logo, em 1982, em plena Copa do Mundo de Futebol. Aquela Copa foi disputada na Espanha e eu, como um bom viciado em futebol, queria ver todos os jogos. Fui forçado a mentir para minha esposa, e disse que estava fazendo hora extra no jornal em que trabalhava na época. Eu era responsável por render minha sogra que ficava com o nosso filho todos os dias para que pudéssemos trabalhar. E os jogos da Copa eram justamente no horário em que eu tinha de chegar para liberá-la. Resultado: a mãe dela passou a ficar até mais tarde para me esperar. Pronto, minha Copa estava salva, só não sabia que no final o Brasil seria desclassificado pela Itália do modo como foi, jogando melhor. Futebol tem isso que nenhum outro esporte tem – nem sempre vence o time que joga melhor. E foi assim naquela Copa de 1982 vencida pela Itália. O Brasil era muito melhor, e jogava um futebol bonito de se ver.



O tempo não parou e casei novamente, desta vez nasceu uma menina. Assim como no nascimento do meu filho, em 1992 o Vasco da Gama, meu time de coração, também foi campeão carioca. Hoje meu filho continua sendo vascaíno e isso é motivo de muito orgulho para mim. Minha filha foi contaminada pela família de sua mãe e hoje em dia torce pelo Flamengo. Isso poderia ser motivo de profunda tristeza para mim. Mas sei que um dia ela vai acordar desse pesadelo preto e vermelho em que vive. Nesse ano meu time está demais. O Vasco já ganhou a Copa do Brasil, está em segundo no campeonato brasileiro e ainda tem chance de ganhar a Copa Sul Americana. Se isso acontecer será um feito inédito; nunca um clube brasileiro venceu essas competições em um mesmo ano. Ah preciso dizer que me casei pela terceira vez. O relacionamento começou devagar, sem muita pretensão e hoje em dia não sei como viver sem essa mulher. Não tenho filho com ela, mas sinto muito carinho pelos filhos dela. Eles não são vascaínos, mas respeitam a minha forma doente de torcer pelo Vasco.



Dizem que o terceiro casamento é o melhor de todos, e eu tive a felicidade de comprovar isso.Muitos não passam do primeiro casamento por preguiça de descasar, e eu até entendo. Todos querem ter prazer, mas ninguém quer ter trabalho. Vivemos a era do hedonismo e da falta de confiança. Ameaças constantes para qualquer relacionamento, oficializado ou não.Eu sou feliz na maioria das horas, e ainda bem que sou triste de vez em quando. Sem experimentar tristeza uma pessoa não pode saber se está feliz ou não.Eu que sempre quis ser homem casado, hoje sou feliz como nunca fui porque hoje tenho a mulher que amo. E olhem a coincidência: ela torce pelo Vasco! - (Zeca Fonseca)



Quando eu era bem pequeno me fizeram aquela pergunta clássica “o que você quer ser quando crescer?” E eu, do alto de meus cinco anos, disse: “Quero ser homem casado.” Todos riram daquela minha frase, porque imaginaram uma resposta como ‘quero ser bombeiro’, policial ou qualquer outra coisa, menos homem casado. Bom, meus pais não se preocuparam com aquilo. E sempre contavam a história em tom de piada. Eu nunca entendia a graça da piada; e só hoje, depois de dois casamentos fracassados, consigo entender o que tem de hilário naquele meu desejo infantil. Eu sempre quis ser o chefe de uma família feliz, pois era assim que eu via a minha própria família. Uma ilha cercada de felicidade por todos os lados. Tudo era perfeito, apesar dos percalços normais que por vezes desestabilizavam aquela felicidade reinante na ilha, ou seja, na família.





O tempo passou e eu casei com a mãe de meu filho, ainda na faculdade. Éramos o casal cult da PUC no início dos anos 1980. Nosso filho nasceu logo, em 1982, em plena Copa do Mundo de Futebol. Aquela Copa foi disputada na Espanha e eu, como um bom viciado em futebol, queria ver todos os jogos. Fui forçado a mentir para minha esposa, e disse que estava fazendo hora extra no jornal em que trabalhava na época. Eu era responsável por render minha sogra que ficava com o nosso filho todos os dias para que pudéssemos trabalhar. E os jogos da Copa eram justamente no horário em que eu tinha de chegar para liberá-la. Resultado: a mãe dela passou a ficar até mais tarde para me esperar. Pronto, minha Copa estava salva, só não sabia que no final o Brasil seria desclassificado pela Itália do modo como foi, jogando melhor. Futebol tem isso que nenhum outro esporte tem – nem sempre vence o time que joga melhor. E foi assim naquela Copa de 1982 vencida pela Itália. O Brasil era muito melhor, e jogava um futebol bonito de se ver.





O tempo não parou e casei novamente, desta vez nasceu uma menina. Assim como no nascimento do meu filho, em 1992 o Vasco da Gama, meu time de coração, também foi campeão carioca. Hoje meu filho continua sendo vascaíno e isso é motivo de muito orgulho para mim. Minha filha foi contaminada pela família de sua mãe e hoje em dia torce pelo Flamengo. Isso poderia ser motivo de profunda tristeza para mim. Mas sei que um dia ela vai acordar desse pesadelo preto e vermelho em que vive. Nesse ano meu time está demais. O Vasco já ganhou a Copa do Brasil, está em segundo no campeonato brasileiro e ainda tem chance de ganhar a Copa Sul Americana. Se isso acontecer será um feito inédito; nunca um clube brasileiro venceu essas competições em um mesmo ano. Ah preciso dizer que me casei pela terceira vez. O relacionamento começou devagar, sem muita pretensão e hoje em dia não sei como viver sem essa mulher. Não tenho filho com ela, mas sinto muito carinho pelos filhos dela. Eles não são vascaínos, mas respeitam a minha forma doente de torcer pelo Vasco.





Dizem que o terceiro casamento é o melhor de todos, e eu tive a felicidade de comprovar isso.Muitos não passam do primeiro casamento por preguiça de descasar, e eu até entendo. Todos querem ter prazer, mas ninguém quer ter trabalho. Vivemos a era do hedonismo e da falta de confiança. Ameaças constantes para qualquer relacionamento, oficializado ou não.Eu sou feliz na maioria das horas, e ainda bem que sou triste de vez em quando. Sem experimentar tristeza uma pessoa não pode saber se está feliz ou não.Eu que sempre quis ser homem casado, hoje sou feliz como nunca fui porque hoje tenho a mulher que amo. E olhem a coincidência: ela torce pelo Vasco!





Zeca Fonseca



Quando eu era bem pequeno me fizeram aquela pergunta clássica “o que você quer ser quando crescer?” E eu, do alto de meus cinco anos, disse: “Quero ser homem casado.” Todos riram daquela minha frase, porque imaginaram uma resposta como ‘quero ser bombeiro’, policial ou qualquer outra coisa, menos homem casado. Bom, meus pais não se preocuparam com aquilo. E sempre contavam a história em tom de piada. Eu nunca entendia a graça da piada; e só hoje, depois de dois casamentos fracassados, consigo entender o que tem de hilário naquele meu desejo infantil. Eu sempre quis ser o chefe de uma família feliz, pois era assim que eu via a minha própria família. Uma ilha cercada de felicidade por todos os lados. Tudo era perfeito, apesar dos percalços normais que por vezes desestabilizavam aquela felicidade reinante na ilha, ou seja, na família.





O tempo passou e eu casei com a mãe de meu filho, ainda na faculdade. Éramos o casal cult da PUC no início dos anos 1980. Nosso filho nasceu logo, em 1982, em plena Copa do Mundo de Futebol. Aquela Copa foi disputada na Espanha e eu, como um bom viciado em futebol, queria ver todos os jogos. Fui forçado a mentir para minha esposa, e disse que estava fazendo hora extra no jornal em que trabalhava na época. Eu era responsável por render minha sogra que ficava com o nosso filho todos os dias para que pudéssemos trabalhar. E os jogos da Copa eram justamente no horário em que eu tinha de chegar para liberá-la. Resultado: a mãe dela passou a ficar até mais tarde para me esperar. Pronto, minha Copa estava salva, só não sabia que no final o Brasil seria desclassificado pela Itália do modo como foi, jogando melhor. Futebol tem isso que nenhum outro esporte tem – nem sempre vence o time que joga melhor. E foi assim naquela Copa de 1982 vencida pela Itália. O Brasil era muito melhor, e jogava um futebol bonito de se ver.





O tempo não parou e casei novamente, desta vez nasceu uma menina. Assim como no nascimento do meu filho, em 1992 o Vasco da Gama, meu time de coração, também foi campeão carioca. Hoje meu filho continua sendo vascaíno e isso é motivo de muito orgulho para mim. Minha filha foi contaminada pela família de sua mãe e hoje em dia torce pelo Flamengo. Isso poderia ser motivo de profunda tristeza para mim. Mas sei que um dia ela vai acordar desse pesadelo preto e vermelho em que vive. Nesse ano meu time está demais. O Vasco já ganhou a Copa do Brasil, está em segundo no campeonato brasileiro e ainda tem chance de ganhar a Copa Sul Americana. Se isso acontecer será um feito inédito; nunca um clube brasileiro venceu essas competições em um mesmo ano. Ah preciso dizer que me casei pela terceira vez. O relacionamento começou devagar, sem muita pretensão e hoje em dia não sei como viver sem essa mulher. Não tenho filho com ela, mas sinto muito carinho pelos filhos dela. Eles não são vascaínos, mas respeitam a minha forma doente de torcer pelo Vasco.





Dizem que o terceiro casamento é o melhor de todos, e eu tive a felicidade de comprovar isso.Muitos não passam do primeiro casamento por preguiça de descasar, e eu até entendo. Todos querem ter prazer, mas ninguém quer ter trabalho. Vivemos a era do hedonismo e da falta de confiança. Ameaças constantes para qualquer relacionamento, oficializado ou não.Eu sou feliz na maioria das horas, e ainda bem que sou triste de vez em quando. Sem experimentar tristeza uma pessoa não pode saber se está feliz ou não.Eu que sempre quis ser homem casado, hoje sou feliz como nunca fui porque hoje tenho a mulher que amo. E olhem a coincidência: ela torce pelo Vasco!





Zeca Fonseca



16.11.11

Não existe nada de grandioso sem paixão.




UMA LÁGRIMA PARA ROBERTO - O feriado da Proclamação da República foi triste para o Posto Seis, em Copacabana, com a morte de Roberto, um dos seus queridos personagens. Seu nome era Roberto, mas todo mundo o conhecia como Boi. Era frequentador do Clube dos Marimbás, bebia chope no Césare, foi jogador de futebol de praia e marcou época vestindo a camisa do Lá Vai Bola, um dos mais tradicionais e irreverentes times. Jogava vôlei, treinava jiu-jitsu. Era um atleta forte, másculo e vigoroso e por isso ganhou o apelido de Boi. Um grande sujeito. Pacífico, amoroso, querido pelos amigos. Ele teve um enfarte enquanto tomava banho em casa.


Na juventude fizemos muitas farras juntos. Noitadas, bebedeiras, farras homéricas. Cada vez que o Lá Vai Bola ganhava uma partida, a rapaziada parava o Posto Seis. E quando perdia era a mesma coisa. Tudo era desculpa para fazer uma festa. Com o passar do tempo, o pessoal foi ficando mais sossegado. Casamentos, filhos, maturidade. Mas a turma sempre se encontrava nos aniversários, ou então no Natal e no Ano Novo. Um grupo muito unido e afetuoso que, quando se encontrava, se transformava numa explosão de alegria. E ontem, pela primeira esse grupo esteve reunido para uma despedida.


Nos últimos anos Boi se tornou espírita. Estudava o assunto, participava de reuniões. E, sempre que a gente se encontrava, comentava como a vida dele tinha mudado depois que passou a se dedicar ao espiritismo.


A última vez que o vi, foi num encontro apressado. Eu estava atrasado para um compromisso e ele caminhava apressado do outro lado da rua. Trocamos um cumprimento rápido, mas lembro bem do seu sorriso. Ele me deu um sorriso franco, um sorriso que era um gesto de carinho. Foi um sorriso tão envolvente que quase que eu atravesso a rua para lhe dar um abraço. Mas eu estava com pressa e segui em frente, sem imaginar que aquela seria a última vez que eu veria o seu sorriso.


A última vez que nós conversamos também aconteceu algo marcante. Eu tinha saído do cinema, onde assistira "Meia noite em Paris", o filme de Woody Allen, e o encontrei em frente a portaria do prédio onde ele morava. Boi fez a maior festa quando me viu. Eu comentei sobre o filme, disse para ele ir assistir e começamos a conversar. Uns quarenta minutos de conversa. E no meio do papo ele me disse uma coisa que me chamou atenção. "Você é um cara movido pela paixão. O que te move na vida não é o dinheiro, nem o sucesso, nem a ganância. O que faz você seguir em frente é a paixão pelas coisas, pelas pessoas..." Quando ele me disse isso eu me senti completamente nu. Nunca havia pensado nisso, mas, foi como se ele tivesse me revelado um segredo que eu mantinha guardado. Fiquei vários dias pensando nisso, impressionado como ele me conhecia, como ele sabia de mim, como ele me observava com atenção. E ontem, enquanto jogava pétalas de flores sobre a sua sepultura, lembrei da expressão máscula e bela do seu rosto, com sua voz gentil me dizendo "você é um cara movido pela paixão..."


Descanse em paz, meu querido...


















































































CANAL ESPN GRAVA SÉRIE SOBRE FUTEBOL DE PRAIA - Nas próximas semanas o canal de esportes ESPN vai filmar vários jogos do Campeonato Carioca de Futebol de Praia. Dribles, trocas de passes, cobranças de falta, ataques e defesas. As câmeras do ESPN vão registrar cada detalhe dos jogos. As imagens vão ser usadas numa série chamada Ao som do mar, que pretende contar a história do futebol de praia. Desde os times do passado, até as equipes que hoje disputam o Campeonato Carioca. O programa também pretende gravar entrevistas com jogadores de destaques no campeonato. A idéia é fazer da série um raio x do que é o futebol de praia e sua influência na cultura esportiva da cidade. A princípio o programa terá quatro capítulos e será exibido durante o mês de janeiro. Ao som do Com direção do

















as.
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Madonna vem aí...

 

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