SEMANA SANTA - É tempo de fé católica. Tempo de celebrar a Paixão de Cristo. Em Nova Jerusalém, Pernambuco, acontece essa semana a encenação da Paixão de Cristo, no maior teatro ao ar livre do mundo. Esse ano, quando a encenação completa 50 anos, o papel de Jesus Cristo coube ao ator Romulo Neto, filho do saudoso ator e campeão de natação Rõmulo Arantes, que morreu num acidente aéreo. O que se vê na edição de 2017 é um Jesus Cristo tatuado, que é ao mesmo tempo doce e intenso. Uma interpretação que vem causando elogios do público e boas resenhas da crítica.
9.4.17
25.3.17
ELTON JOHN - 70 ANOS - Um dos maiores artistas do rock e da música pop, Elton John completa 70 anos nesse 25 de março de 2017. Seu primeiro álbum "Empty Sky" foi lançado em 1969 e tinha entre suas faixas "Skyline Pigeon", uma de suas mais belas composições. A partir daí ele conquistou o mundo com lindas canções, discos bem produzidos e concertos inesquecíveis.
19.3.17
Ney Latorraca e XandeValois, no musical VAMP (Foto: Rodrigo Mesquita)
CALADA NOITE PRETA - Ao final da sessão de estreia do musical VAMP, o musical, um espectador cumprimentou o diretor Jorge Fernando pelo espetáculo e ele respondeu: "Daqui a um ano a peça vai estar perfeita". Exigente, o diretor que teve um AVC durante a montagem, certamente conseguiu perceber as falhas do espetáculo. Por exemplo: quem não assistiu a novela vai ter dificuldade em entender a história da peça. Falta clareza ao roteiro, no sentido de contar uma história com início, meio e fim. Não fica claro também a presença de alguns personagens dentro da história, como Mary Matoso, Miss Penn Taylor, Matosão e Matosinho. Outra coisa: algumas soluções cênicas, como troca de cenários, são mal resolvidas. Faltou criatividade e bom senso a produção do espetáculo. É claro que todas essas falhas podem (e devem) ser corrigidas ao longo da temporada. Por isso Jorge Fernando disse que daqui a um ano a peça vai estar perfeita. O roteiro e os diálogos podem contar a história com mais clareza. E os problemas cênicos podem ser resolvidos com criatividade e talento.
VAMP é um espetáculo cheio de qualidades. Dá a impressão que foi feito originalmente para o teatro, devido exatamente as possibilidades cênicas que o texto apresenta. É um excelente espetáculo para toda a família, com muito humor, irreverência e boa música. Desde as músicas originais da novela, como "Noite Preta", de Vange Leonel, "Sympathy for the devil" dos Rolling Stones e "Thriller", de Michael Jackson, até as músicas feitas originalmente para o espetáculo, todas funcionam muito bem. São excelentes os números musicais com banda ao vivo. E os bailarinos também dão um show à parte, executando com competência as criativas coreografias.
No que diz respeito à parte musical, vale registrar o modo inteligente e bem sucedido como o espetáculo utiliza a música "Noite Preta", que foi o marcante tema de abertura da novela. A música é apresentada várias vezes, com arranjos diferentes e originais. Além disso há uma linda interpretação de Claudia Ohana. A forma como a música é utilizada serve como uma grande homenagem a saudosa cantora, compositora e líder feminista Vange Leonel, autora e intérprete da canção. Homenagem mais do que merecida, já que a canção coube perfeitamente na novela, assim como agora cabe com perfeição ao musical.
O elenco é uniforme e todos atuam para que Ney Latorraca e Claudia Ohana possam brilhar. Ney é puro carisma e presença de palco. Sua entrada na primeira cena já conquista e provoca o público. Durante um número de plateia ele arranca gargalhadas com sua irreverência e seus improvisos. Quando está descendo do palco, para morder o pescoço de alguém na plateia, ele para no meio da escada, encara o público e diz: "Isso aqui não é um fim de carreira. É um início!". Então é ovacionado pela audiência.
Durante a pré-produção do espetáculo outras atrizes chegaram a ser cogitadas para o papel de Natasha. Os produtores acreditavam que Natasha deveria ser interpretada por uma atriz jovem. Mas os fãs da novela bombardearam a produção com mensagens de protesto, alegando que nenhuma outra atriz poderia fazer o papel de Natasha. E os fãs estavam cobertos de razão. Vinte e cinco anos depois da novela, Claudia Ohana volta deslumbrante ao mais importante papel de sua carreira. Ela dá sangue novo a cantora que vende sua alma ao vampiro Vlad em troca do sucesso na música pop. La Ohana está estupenda como a personagem criada por Antônio Calmon, inspirado em Madonna. Foi ouvindo o álbum "The imaculate colletion" que Calmon deu vida a Natasha, personagem que fez história na TV e que agora, como toda boa vampira, se mostra eterna, renascendo com vigor, vinte e cinco anos depois, no palco de um musical.
14.3.17
O PRAZER DA LEITURA - A escritora brasileira Vitória Moreira diverte e encanta seus leitores com o livro O herdeiro da Máfia. Uma trama novelesca e cheia de reviravoltas, ambientada nos cenários exóticos frequentados pelos ricos do jet set internacional. É como se a autora estivesse brincando de ser o saudoso Sidney Sheldon. Seu romance tem o sabor envolvente dos melhores livros do autor de O outro lado da meia noite. Conta a história da rica família Capplly e de como seu herdeiro, o menino mimado Brady, se transforma num homem perigoso, ao acreditar que a riqueza o coloca acima do bem e do mal. Paixões sem controle e ambições desenfreadas dão o tom da trajetória de Brady, que acaba se apaixonando pela psicóloga contratada por seus pais para cuidar de seus distúrbios psíquicos. Cenários luxuosos, figurinos elegantes e paisagens paradisíacas dão vigor aos personagens densos e atormentados do novelão bem estruturado criado por Vitória Moreira.
21.2.17
CARNAVAL NO ARPOADOR - Para agitar ainda mais o Carnaval carioca o fotógrafo Odir Almeida preparou uma série de fotos no estilo "Bal Masqué" no seu cenário favorito: o mar do Arpoador. Odir frequenta o Arpoador desde sempre, foi praticamente criado ali e tem especial carinho por cada pedaço daquele lugar: cada onda, cada pedra, cada grão de areia. É um artista da fotografia e cada um dos seus cliques é único, é pessoal, é diferente. Suas fotos sempre causam impacto, já que ele vê o mundo através de um ângulo inevitavelmente único e imprevisível.
16.2.17
CALÚNIA E DIFAMAÇÃO - Quase sempre quando um jornalista é acusado de ter praticado calúnia e difamação é porque ele falou alguma verdade sobre alguém. A verdade dói. Incomoda. Faz com que as pessoas se sintam nuas. Daí elas entram em pânico e apelam para o duvidoso critério de calúnia e difamação. O bom dessa questão é que a verdade sempre aparece. Como já disse o filósofo Francis Bacon "a verdade é filha do tempo, não da autoridade".
O jornalista Paulo Francis é um exemplo perfeito para falar desse tema. Em 1997, auge do governo Fernando Henrique Cardoso, ele declarou no seu programa Manhattan Connection que havia muita corrupção na Petrobrás. E que os dirigentes da Petrobrás desviavam dinheiro da empresa para caixa dois de grupos políticos e contas secretas na Suiça. O então presidente da empresa, Joel Rennó, processou Paulo Francis alegando calúnia e difamação. Criou o maior caso. E usou dinheiro da Petrobrás para acionar judicialmente o jornalista em Nova York, com a intenção de acabar com ele. O tempo passou, Paulo Francis morreu e ficou por isso mesmo.
Anos depois, durante o governo Lula, estourou o escândalo do Petrolão. Surgiram provas e evidências incontestáveis que havia corrupção na Petrobrás. E que o dinheiro da empresa estava sendo desviado para caixa dois e contas de diretores, na Suiça. Ou seja, foi comprovada como verdadeira a denúncia jornalística de Paulo Francis. Inclusive ficou provado que o Joel Rennó, o presidente da Petrobrás que processou Paulo Francis, estava envolvido na corrupção da empresa, ou por negligência ou por conivência.
Ou seja, o autor do processo era apenas um cara de pau com um cargo público conseguido por vias tortuosas, e que estava ali na empresa estatal, não para trabalhar para o país. Se fosse um bom profissional teria averiguado as denúncias do jornalista e feito uma auditoria da empresa. Simples assim. Infelizmente o Brasil está cheio de "aventureiros" exercendo cargos nas estatais. Verdadeiros gigolôs do dinheiro público, que fazem qualquer negócio para arrumar uma boquinha numa estatal. Basta ler o noticiário que diariamente aparece algum.
O mais incrível nesse caso é que quando Paulo Francis fez a denúncia, o Fernando Henrique Cardoso fez ouvidos moucos e sequer mandou fazer uma auditoria na empresa para saber se as denúncias eram verdadeiras. FHC poderia ter estancado a sangria na Petrobrás muito antes. Mas, no melhor estilo Pôncio Pilatos, ele lavou as mãos e permitiu que, durante anos e anos, a estatal brasileira fosse saqueada de forma impiedosa. Será que alguém ainda tem coragem de afirmar que FHC foi um grande estadista?
No dia 5 de Fevereiro passado foi aniversário da morte de Paulo Francis. Onde esteja, ele deve estar dando gargalhadas por ver que o seu faro jornalístico venceu a mediocridade da política brasileira. Que Deus o tenha.
Ri melhor, quem ri por último!
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