3.6.07




A maior covardia do ser humano é despertar o sentimento de outro sem ter a intenção de amá-lo.

TERRITÓRIO LIVRE - O site do jornalista Geneton Moraes Neto é um dos meus favoritos. É que Geneton é meu ídolo desde os tempos de adolescente, na época em que ele era colunista do jornal Diário de Pernambuco. Antes de fazer faculdade de jornalismo eu já era fã do Geneton. Com o tempo aprendi a admirá-lo mais ainda já que ele só fez evoluir como jornalista e repórter. Clique AQUI e veja (e leia) o trabalho de quem sabe fazer jornalismo.






UMA IMAGEM VALE POR MIL PALAVRAS - Uma magnífica galeria de arte. Assim eu defino o blog Brokebackbeja, especializado em fotos em preto e branco. É um arquivo com algumas das fotos mais bonitas do mundo. Arte, beleza e sensualidade feito com um trabalho de luz e sombras. Clique AQUI e ofereça aos seus olhos a suavidade de um colírio.


1.6.07




Nunca lamente uma ilusão perdida, pois não haveria fruto se a flor não caísse.

CORA CORALINA - "Detesto gente que não sabe escrever e publica livro". Essa é uma das falas da peça Cora Coralina - Coração Encarnado, considerado por Barbara Heliodora um dos melhores espetáculos de 2006. A peça está em cartaz novamente na Casa de Cultura Laura Alvim, depois de vijar por várias cidades brasileiras. É um espetáculo comovente. Os poemas e as histórias de Dona Cora receberam um tratamento teatral adequado. O diretor Orã Figueredo foi muito feliz nas suas idéias. E as atrizes que formam o elenco encantam a platéia: Rita Elmor, musa de Marcus Alvisi; Renata Roriz, musa de Carlos Orcades; e Rafaela Amado, filha de Camila Amado.

De todas as histórias narradas na peça uma me comoveu particularmente. Cora Coralina casou com um homem vinte e dois anos mais velho e ele, apesar de ser formado e ter instrução, a proibia de publicar seus poemas. Até permitia que ela escrevesse. Mas publicar jamais. Então ela escrevia e mostrava para ele. O marido lia, a olhava com desdém e dizia que ela não sabia escrever portugues.

O machismo é uma das maiores pragas do Brasil!





RENAN O GARANHÃO - O presidente do Senado Renan Calheiros imita o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e também tem um filho com uma jornalista. Taí uma boa pauta para a grande imprensa: As relações promíscuas entre jornalistas e os donos do poder. Não é apenas acaso o fato das amantes desses dois figurões da Répública serem jornalistas. Muitas mulheres tiram diploma de jornalista apenas para ter um alibi e poderem se aproximar de homens importantes e poderosos. O resto é aquele velho golpe da barriga. Além do mais, a prostituição tem diversas faces. E o jornalismo parece ser uma delas.

27.5.07




As pessoas tiram da vida exatamente o que investiram nela.


O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM - Esgotado desde a década de 1980, SALGUEIRO está de volta às livrarias. O segundo romance de Lúcio Cardoso, inspirado no morro carioca de mesmo nome, foi publicado originalmente em 1935 e encerra a fase social do autor iniciada com MALEITA. No livro já estão presentes os primeiros sintomas do romance introspectivo, psicológico, que viria a ser o forte da expressão do escritor.

Ao lado de escritores como Clarice Lispector, Cornélio Penna, Octavio de Faria e Jorge de Lima, Lúcio Cardoso fazia parte do seleto grupo de escritores intimistas. Chamado pela crítica de o Dostoievski mineiro, era um atormentado. Um autor capaz, até mesmo, de contratar um assassino de aluguel para persegui-lo e, assim, mergulhar de forma mais completa no inferno de um personagem. Em outras ocasiões, chegou a convidar vagabundos que se odiavam para uma mesma festa, a fim de observar o resultado. Num meio literário acostumado à leveza e à simplicidade, Lúcio Cardoso seguiu na contramão, construindo uma literatura densa, obscura e reflexiva.

Com SALGUEIRO, a Civilização Brasileira conclui o trabalho de recomposição de alguns títulos da obra de Lúcio Cardoso. Ainda neste ano, a editora vai iniciar a publicação de traduções feitas pelo autor, entre elas Anna Karenina e Drácula.

SALGUEIRO é um romance denso e complexo, em que o morro ganha contornos de protagonista. O livro é dividido em três partes que expõem a história de três gerações de homens sem perspectivas: O avô, O pai e O filho. Ao longo da narrativa, o leitor percebe que o morro adquire vida própria, enquanto os personagens vão se descaracterizando, transformando-se em coisas. A fome e o desemprego geram uma população de miseráveis, e aqui a miséria é narrada sem meias-palavras. Em certos momentos, é difícil perceber a diferença entre os trapos, a sujeira, a lama, os cachorros e as pessoas. Tudo e todos são nivelados pela miséria.

O romance marca uma diferença bem definida entre o morro e a cidade. É significativo como o morro revela aspectos contraditórios: não são os personagens que delineiam o espaço, ou atuam sobre ele. A impressão é a de que o morro configura os personagens. Trata-se de um mundo à parte, um lugar de exilados. Ou exilados de uma vida digna. O trecho em que dois personagens vão para um hospital é notável: o branco das paredes, dos lençóis e dos móveis faz as mulheres pensar que seria impossível morrer num lugar tão limpo e imaculado.

Lúcio Cardoso nasceu em Minas Gerais, em 1913. Mais tarde, fixou residência no Rio de Janeiro, onde começou as suas primeiras experiências literárias. Além de editar duas revistas, A bruxa e Sua revista, Lúcio escrevia poesias, peças de teatro e contos. Seu primeiro romance, Maleita, foi publicado em 1934. Incentivado pela crítica, investiu em uma prolífica carreira de escritor, que resultou em romances como Luz no subsolo, Histórias de Lagoa Grande, Dias perdidos, O anfiteatro, O enfeitiçado, além de sua obra-prima Crônica da casa assassinada - que teve, em comemoração aos 40 anos de sua publicação, uma belíssima edição comemorativa lançada pela Editora Record. Em 1962, em pleno vigor criativo, Lúcio sofreu um derrame que o deixou incapaz de escrever. Morreu em 1968, após um segundo derrame.


19.5.07




Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.

Madonna vem aí...

 

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