CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - Eu estava com saudades de Isabelle Adjani . Fazia tempo que eu não via um bom filme com ela. Por isso, quando seu nome surgiu na tela do DVD eu senti um arrepio. Só o nome da estrela já é capaz de me proporcionar uma emoção. Imediatamente vieram à minha mente as lembranças de O inquilino, Adele H, Nosferatu, Obsessão, Subway, Camille Claudel, A rainha Margot e Diabolique.
Em Bon Voyage, seu último filme, ela aparece cantando, em belas imagens em preto e branco. E para mim, é sempre uma delícia assistir um filme falado em francês. Neste filme, Isabelle interpreta Viviane Denvers, uma famosa atriz de cinema que mata um fã que a persegue, dias antes da Alemanha de Hitler invadir a França. Uma mistura de filme de espionagem com comédia romântica.
Como sempre Isabelle está ótima interpretando uma estrela maluquete às voltas com nazistas, espiões e a resitência francesa. O filme de Jean Paul Rappeneau tem uma produção requintada onde tudo funciona com perfeição: cenários, figurinos, fotografia, trilha sonora e elenco. Pena que não tenha sido lançado nos cinemas. Os fãs de Isabelle iriam assistir várias vezes.
Tenho vários amigos que são fãs de Mme. Adjani. Ruiz Bellenda, por exemplo, o célebre diretor de teatro curitibano. Ele sabe tudo sobre a atriz, viu todos os filmes que ela fez e poderia escrever um livro sobre ela. É tão obcecado por Isabelle que descobriu em Curitiba uma atriz, Adiana Ferreira, que é igualzinha a estrela francesa. Na beleza e no talento. Já Bruno Astuto se deu ao luxo de vê-la interpretando A dama das Camélias no teatro.
Uma curiosidade: no filme Uma amizade sem fronteiras, de François Dupeyron, uma adaptação do livro de Eric-Emmanuel Smitt, estrelado por Omar Sharif, Isabelle Adjani faz um pequeno papel, uma ponta, onde interpreta Brigitte Bardot. É um filme incrível.
O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM - O comissário Salvo Montalbano conquistou seu lugar na galeria dos ilustres detetives da literatura noir, ao lado de Sam Spade, Phillippe Marlowe, Lew Archer e Maigret. Seu criador, o italiano Andrea Camilleri, fez questão de criar um policial diferente, avesso às armas, culto, dono de gostos refinados, apesar do “jeitão” siciliano de ser. Em GUINADA NA VIDA, mais um título da Coleção Negra, dedicada aos mestres do gênero, Montalbano volta com todo charme e perspicácia.
Dessa vez o inspetor toma emprestado um pouco da perplexidade do autor com a violência nos protestos contra a globalização de julho de 2001, em Gênova. Camilleri resolveu mostrar seu desencanto fazendo da vítima um manifestante. Durante um mergulho matinal, Montalbano encontra um cadáver em estado avançado de decomposição. Após uma noite insone, imerso em maus pensamentos, o inspetor depositava nas braçadas a esperança de um alívio para a crise que atravessa.
O corpo boiando, certamente mais um imigrante clandestino silenciado à força, desperta o instinto investigativo de Montalbano. Para resolver o mistério e fazer justiça àquele corpo, o comissário se lança numa intrigante missão. A investigação, contudo, prova ser mais complexa que o habitual, trazendo à tona um esquema de contrabando de crianças. Numa cidade onde criminosos, mafiosos e policiais são, muitas vezes, amigos de infância, Camilleri constrói mais um romance tão inteligente quanto moderno. Em GUINADA NA VIDA, adentramos os charmosos vilarejos sicilianos, com suas estradas sinuosas e sua culinária de primeira.
Nascido em Porto Empedocle em 1925, Andrea Camilleri trabalhou muito tempo como roteirista e diretor de teatro e televisão, produzindo os famosos seriados policiais do comissário Maigret e do tenente Sheridan. Estreou como romancista em 1978. A consagração, porém, viria apenas no início dos anos 90, quando publica A forma da água, primeiro caso do comissário Salvo Montalbano. Desde então recebeu alguns dos principais prêmios literários italianos e tornou-se sucesso de público e crítica em todos os países onde foi lançado, com mais de 3 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.
9.6.05
30.5.05
LIBERTAS QUAE SERA TAMEN - A juventude dourada de Belo Horizonte se esbaldou neste fim de semana com o OI POP, um festival de música com bandas nacionais, produzido por Marcus Buaiz. Foram dois dias de shows, num estádio chamado Chevrolet Hall, onde tocaram além de bandas locais, grupos consagrados como Paralamas do Sucesso, Capital Inicial, Jota Quest e O Rappa. Vibrei muito com o show do Capital, banda que, há muito tempo eu não via se apresentando.
Da janela do hotel onde fiquei hospedado, num bairro chamado Belvedere, eu podia ver uma paisagem bonita, que implicava em várias sequencias de montanhas. O verde das montanhas parecia emoldurado pelo azul do céu. Foi olhando aquela vasta imensidão que eu descobri porque o nome da cidade é Belo Horizonte.
Circulando pelas ruas arborizadas eu lembrava da primeira vez que havia estado na cidade, com apenas oito anos. Meu avô, que tinha ido participar de um congresso, resolveu me levar junto. Eu lembro com muita clareza da nossa felicidade quando visitamos o Mineirão, o magnífico estádio de futebol, que estava completamente vazio.
O fim de semana em Belo Horizonte foi muito divertido. Na área vip do Chevrolet Hall me diverti muito com o clima de festa. Muita cerveja, gente bonita, alto astral. Tudo bem no estilo do Marvus Buaiz. A atriz Taís Araújo, que estava na cidade em turnê com a peça Liberdade para as borboletas apareceu por lá, para se divertir ao som do rock. Taís se divertia com o povo que só a chamava de Xica da Silva, personagem que ela interpretou na novela que está sendo reprisada no SBT. A jogadora Virna e o ator português Ricardo Pereira também estavam por lá.
Quem também se divertiu bastante no Chevrolet Hall foi Sebastião Maciel, um amigo que eu só conhecia pela internet e tive o prazer de conhecer pessoalmente em Belo Horizonte. Depois de tê-lo visto "ao vivo" eu diria que ele parece um personagem de um livro do Rubem Fonseca.
O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM - Em tempos de fundamentalismo religioso, um livro segue o caminho oposto e nos conta uma admirável fábula sobre a tolerância religiosa. O filho de Noé, de Eric-Emmanuel Schmitt, narra a história de Joseph, um garoto judeu que se encanta com a doutrina do cristianismo quando é obrigado a fingir que é católico para poder escapar da caça aos judeus promovida pelo nazismo. "Eles começaram com os judeus depois será a nossa vez", dia ao menino padre Poms, o religioso bonachão que o acolhe num internato para orfãos católicos.
Todas as semanas as crianças são levadas para uma espécie de feira, onde desfilam para casais sem filhos e pessoas solitárias interessadas em adotar os pequenos orfãos. Enquanto os pequenos andam num tablado, as pessoas ficam apontando e escolhendo os que querem levar para suas casas, como se estivessem num leilão. Joseph nunca é escolhido e essa rejeição faz nascer uma amizade mais consistente entre ele e o padre, que critica o garoto quando ele começa a se entusiasmar muito pelo cristianismo. Um dia os meninos orfãos descobrem que o padre tem um segredo. Ao seguir o religioso até uma velha igreja, Joseph descobre que, através de uma passagem secreta, se esconde uma sinagoga. E que, assim como ele, o padre também é um judeu disfarçado tentando sobreviver numa Bélgica dominada pela tirania de Adolf Hitler.
Escrita num ritmo ágil e envolvente, essa fábula comove e encanta ao mostrar a guerra através dos sentimentos e descobertas de uma criança. Mas, assim como os seus personagens, o livro também se disfarça para o leitor. Oculto pelo formato de um romance sobre a segunda guerra, O filho de Noé é um tratado filosófico sobre como pode ser civilizada a convivência entre diferentes religiões.
O filho de Noé é o quarto volume do Ciclo do Invisível, uma série de narrativas sobre os fundamentos de grandes religiões, escritos pelo mesmo autor. O primeiro volume, Milarepa, é dedicado ao budismo. O segundo, Seu Ibrahim e as flores do corão, é dedicado ao islamismo e já foi adaptado para o cinema, lançado no Brasil com o titulo de Uma amizade sem fronteiras, estrelado por Omar Sharif e o garoto Pierre Boulanger. O terceiro volume, Oscar e a senhora rosa é dedicado ao cristianismo.
Eric-Emmanuel Schmitt é um dos nomes mais celebrados da literatura francesa contemporânea. Também ensaísta e dramaturgo, ele tem 15 livros publicados em 25 países. É um escritor de prosa contundente e com uma visão muito peculiar dos sentimentos humanos. Seu texto mais conhecido chama-se Variações Enigmáticas, uma peça de teatro que fez muito sucesso na França, na montagem protagonizada por Alain Delon. Conta a história de um escritor, ganhador do prêmio Nobel, que vive isolado do mundo, e sua paixão por uma mulher com quem se comunica apenas por cartas. Um dia ele recebe a visita de um jornalista que, a pretexto de entrevistá-lo, acaba lhe revelando que é o marido da mulher a quem o escritor devota toda sua paixão. A partir daí, num clima de suspense, os personagens discutem os mistérios do amor e das relações amorosas. Variações Enigmáticas é uma peça envolvente e cheia de reviravoltas que reúne em seu texto uma visão requintada do que é literatura e dramaturgia. No ano passado o texto foi lançado em livro pela editora Francisco Alves. A peça, que já foi sucesso em Tokio, Los Angeles, Berlim, Moscou e em Londres, teve no Brasil uma bela montagem dirigida por José Possi Neto e estrelada por Paulo Autran e Cecil Thiré.
Da janela do hotel onde fiquei hospedado, num bairro chamado Belvedere, eu podia ver uma paisagem bonita, que implicava em várias sequencias de montanhas. O verde das montanhas parecia emoldurado pelo azul do céu. Foi olhando aquela vasta imensidão que eu descobri porque o nome da cidade é Belo Horizonte.
Circulando pelas ruas arborizadas eu lembrava da primeira vez que havia estado na cidade, com apenas oito anos. Meu avô, que tinha ido participar de um congresso, resolveu me levar junto. Eu lembro com muita clareza da nossa felicidade quando visitamos o Mineirão, o magnífico estádio de futebol, que estava completamente vazio.
O fim de semana em Belo Horizonte foi muito divertido. Na área vip do Chevrolet Hall me diverti muito com o clima de festa. Muita cerveja, gente bonita, alto astral. Tudo bem no estilo do Marvus Buaiz. A atriz Taís Araújo, que estava na cidade em turnê com a peça Liberdade para as borboletas apareceu por lá, para se divertir ao som do rock. Taís se divertia com o povo que só a chamava de Xica da Silva, personagem que ela interpretou na novela que está sendo reprisada no SBT. A jogadora Virna e o ator português Ricardo Pereira também estavam por lá.
Quem também se divertiu bastante no Chevrolet Hall foi Sebastião Maciel, um amigo que eu só conhecia pela internet e tive o prazer de conhecer pessoalmente em Belo Horizonte. Depois de tê-lo visto "ao vivo" eu diria que ele parece um personagem de um livro do Rubem Fonseca.
O LIVRO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM - Em tempos de fundamentalismo religioso, um livro segue o caminho oposto e nos conta uma admirável fábula sobre a tolerância religiosa. O filho de Noé, de Eric-Emmanuel Schmitt, narra a história de Joseph, um garoto judeu que se encanta com a doutrina do cristianismo quando é obrigado a fingir que é católico para poder escapar da caça aos judeus promovida pelo nazismo. "Eles começaram com os judeus depois será a nossa vez", dia ao menino padre Poms, o religioso bonachão que o acolhe num internato para orfãos católicos.
Todas as semanas as crianças são levadas para uma espécie de feira, onde desfilam para casais sem filhos e pessoas solitárias interessadas em adotar os pequenos orfãos. Enquanto os pequenos andam num tablado, as pessoas ficam apontando e escolhendo os que querem levar para suas casas, como se estivessem num leilão. Joseph nunca é escolhido e essa rejeição faz nascer uma amizade mais consistente entre ele e o padre, que critica o garoto quando ele começa a se entusiasmar muito pelo cristianismo. Um dia os meninos orfãos descobrem que o padre tem um segredo. Ao seguir o religioso até uma velha igreja, Joseph descobre que, através de uma passagem secreta, se esconde uma sinagoga. E que, assim como ele, o padre também é um judeu disfarçado tentando sobreviver numa Bélgica dominada pela tirania de Adolf Hitler.
Escrita num ritmo ágil e envolvente, essa fábula comove e encanta ao mostrar a guerra através dos sentimentos e descobertas de uma criança. Mas, assim como os seus personagens, o livro também se disfarça para o leitor. Oculto pelo formato de um romance sobre a segunda guerra, O filho de Noé é um tratado filosófico sobre como pode ser civilizada a convivência entre diferentes religiões.
O filho de Noé é o quarto volume do Ciclo do Invisível, uma série de narrativas sobre os fundamentos de grandes religiões, escritos pelo mesmo autor. O primeiro volume, Milarepa, é dedicado ao budismo. O segundo, Seu Ibrahim e as flores do corão, é dedicado ao islamismo e já foi adaptado para o cinema, lançado no Brasil com o titulo de Uma amizade sem fronteiras, estrelado por Omar Sharif e o garoto Pierre Boulanger. O terceiro volume, Oscar e a senhora rosa é dedicado ao cristianismo.
Eric-Emmanuel Schmitt é um dos nomes mais celebrados da literatura francesa contemporânea. Também ensaísta e dramaturgo, ele tem 15 livros publicados em 25 países. É um escritor de prosa contundente e com uma visão muito peculiar dos sentimentos humanos. Seu texto mais conhecido chama-se Variações Enigmáticas, uma peça de teatro que fez muito sucesso na França, na montagem protagonizada por Alain Delon. Conta a história de um escritor, ganhador do prêmio Nobel, que vive isolado do mundo, e sua paixão por uma mulher com quem se comunica apenas por cartas. Um dia ele recebe a visita de um jornalista que, a pretexto de entrevistá-lo, acaba lhe revelando que é o marido da mulher a quem o escritor devota toda sua paixão. A partir daí, num clima de suspense, os personagens discutem os mistérios do amor e das relações amorosas. Variações Enigmáticas é uma peça envolvente e cheia de reviravoltas que reúne em seu texto uma visão requintada do que é literatura e dramaturgia. No ano passado o texto foi lançado em livro pela editora Francisco Alves. A peça, que já foi sucesso em Tokio, Los Angeles, Berlim, Moscou e em Londres, teve no Brasil uma bela montagem dirigida por José Possi Neto e estrelada por Paulo Autran e Cecil Thiré.
CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - Nossos filmes favoritos devem ser vistos várias e várias vezes. Alguns filmes, quanto mais eu vejo, mais tenho vontade de ver. Um desses filmes eu revi este fim de semana: BOM DIA TRISTEZA , de Otto Preminger, adaptação para as telas do famoso romance da escritora francesa Françoise Sagan, Bonjour Tristesse. Há algo de especial nesse filme que eu não consigo definir o que é, mas que sempre me encanta, cada vez que eu o assisto. A história em si e a maneira como ela é contada, com aquele elenco, aquele clima e aqueles cenários sempre me comove.
A ficha técnica é um verdadeiro desfile de ícones. Otto Preminger é o diretor; Françoise Sagan é a autora do livro que deu origem ao filme; Saul Bass fez a abertura; Juliete Greco, a musa do existencialismo, aparece cantando o tema do filme numa boate. O elenco tem Jean Seberg, David Niven, Debora Kerr, Mylene Demongeot e Walter Chiari. Qualquer cinéfilo bem informado sabe o quão cult é esse elenco.
Jean Seberg tornou-se um mito do cinema quando fez Acossado, de Jean Luc Goddard, em 1960. Ela sempre será lembrada por esse filme, que a tornou uma especie de musa da "nouvelle vague", o cinema novo francês. Entretanto, dois anos antes, com apenas vinte anos, ela impressionou ao público europeu ao interpretar Cecile, a jovem adolescente que, sem querer, acaba provocando a morte da namorada do pai, durante uma temporada de verão na Riviera Francesa. É um filme belo, tocante, romantico, terno e um tanto quanto triste. Bom Dia Tristeza é o segundo filme de Jean Seberg. Um ano antes ela havia sido lançada nas telas pelo mesmo Otto Preminger no filme Joana D´arc, interpretando o papel título.
BOM DIA ALEGRIA - Numa tarde de outono, com praia de mar baixo, encontro Augusto, um amigo que eu não via há quase dois anos, jogando vôlei em Copacabana. Quando acabou a partida fomos dar um mergulho no mar, que estava uma delícia: refrescante e acolhedor. Augusto me contou que tinha acabado de chegar de Paris, que tinha curtido muito a cidade, que tinha namorado uma francesa maravilhosa e que Paris está uma festa por causa da comemoração do Ano do Brasil na França. Ele me disse que o fato de ser brasileiro abriu várias portas para ele na noite parisiense.
Ele viajou com o Rodrigo, um de seus melhores amigos, conhecido galã da rua República do Perú. Ri muito com as histórias da viagem de Augusto. As aventuras da dupla nos cafés de Amsterdam me deixaram cheio de idéias na cabeça. Mas, o mais bacana de encontrar com Augusto foi ver como ele está bem. "Eu saí daquele baixo astral em que eu estava", me disse ele, se referindo a alguns problemas pessoais do passado que ele conseguiu resolver em grande estilo.
A ficha técnica é um verdadeiro desfile de ícones. Otto Preminger é o diretor; Françoise Sagan é a autora do livro que deu origem ao filme; Saul Bass fez a abertura; Juliete Greco, a musa do existencialismo, aparece cantando o tema do filme numa boate. O elenco tem Jean Seberg, David Niven, Debora Kerr, Mylene Demongeot e Walter Chiari. Qualquer cinéfilo bem informado sabe o quão cult é esse elenco.
Jean Seberg tornou-se um mito do cinema quando fez Acossado, de Jean Luc Goddard, em 1960. Ela sempre será lembrada por esse filme, que a tornou uma especie de musa da "nouvelle vague", o cinema novo francês. Entretanto, dois anos antes, com apenas vinte anos, ela impressionou ao público europeu ao interpretar Cecile, a jovem adolescente que, sem querer, acaba provocando a morte da namorada do pai, durante uma temporada de verão na Riviera Francesa. É um filme belo, tocante, romantico, terno e um tanto quanto triste. Bom Dia Tristeza é o segundo filme de Jean Seberg. Um ano antes ela havia sido lançada nas telas pelo mesmo Otto Preminger no filme Joana D´arc, interpretando o papel título.
BOM DIA ALEGRIA - Numa tarde de outono, com praia de mar baixo, encontro Augusto, um amigo que eu não via há quase dois anos, jogando vôlei em Copacabana. Quando acabou a partida fomos dar um mergulho no mar, que estava uma delícia: refrescante e acolhedor. Augusto me contou que tinha acabado de chegar de Paris, que tinha curtido muito a cidade, que tinha namorado uma francesa maravilhosa e que Paris está uma festa por causa da comemoração do Ano do Brasil na França. Ele me disse que o fato de ser brasileiro abriu várias portas para ele na noite parisiense.
Ele viajou com o Rodrigo, um de seus melhores amigos, conhecido galã da rua República do Perú. Ri muito com as histórias da viagem de Augusto. As aventuras da dupla nos cafés de Amsterdam me deixaram cheio de idéias na cabeça. Mas, o mais bacana de encontrar com Augusto foi ver como ele está bem. "Eu saí daquele baixo astral em que eu estava", me disse ele, se referindo a alguns problemas pessoais do passado que ele conseguiu resolver em grande estilo.
23.5.05
CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO - Foi com grande prazer que assisti, este fim de semana, ao filme Almas Mortas (Strait -Jacket), estrelado por Joan Crawford. O filme é uma produção de 1964, dirigido por William Castle , um famoso diretor de filmes B. Mas eu jamais classificaria Almas Mortas como um filme B. Pelo contrário. Eu classificaria o filme como uma pequena obra-prima. Uma jóia do cinema americano.
Joan Crawford como sempre dá um show nessse thriller magnificamente filmado em preto e branco. A história é bem curiosa. Lucy Harbin, personagem de Joan, é uma fazendeira casada com um homem mais moço. Um dia ela chega em casa encontra o marido na cama com outra mulher e mata o casal com golpes de machado, enquanto a filha de seis anos assiste a tudo. A mulher é considerada louca e fica vinte anos presa num sanatório. O filme começa exatamente quando ela sai do sanatório e vai morar numa fazenda onde outras pessoas começam a aparecer mortas com golpes de machado.
A história é muito bem escrita e o filme mantém um clima de suspense até o final. O diretor William Castle tem uma filmografia curiosa. Um ano depois de Almas Mortas ele lançou I saw what you did, também com Joan Crawford, que anos depois serviu de inspiração para o filme Eu sei o que vocês fizeram o verão passado. Em 1955 ele lançou um filme chamado The Americano, um faroeste estrelado por Glenn Ford, ambientado no Amazonas onde o mocinho lutava contra bandidos brasileiros. Dizem que o filme é um horror.
O MUNDO DAS TELENOVELAS - A história das telenovelas do Brasil agora está sendo contada na Internet. Um site chamado Teledramaturgia tem uma lista de todas as novelas já feitas no Brasil, com elenco, sinopse, curiosidades, bastidores e fotos. Desde antigas novelas da Excelsior como A Deusa Vencida e O Terceiro Pecado, até produções recentes como A Lua Me Disse e Essas Mulheres, passando pelas antigas produções da Tupi como Beto Rockfeller, As Bruxas, A ponte de Waterloo e Antonio Maria, sem esquecer os grandes sucessos da Globo como O Cafona, Irmãos Coragem e A Rosa Rebelde. O site é muito divertido e curioso, principalmente quando se lê as sinopses das novelas mais antigas. O site foi produzido e idealizado pelo pesquisador Nilson Xavier.
Árvores do Alentejo
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
(Florbela Espanca)
Joan Crawford como sempre dá um show nessse thriller magnificamente filmado em preto e branco. A história é bem curiosa. Lucy Harbin, personagem de Joan, é uma fazendeira casada com um homem mais moço. Um dia ela chega em casa encontra o marido na cama com outra mulher e mata o casal com golpes de machado, enquanto a filha de seis anos assiste a tudo. A mulher é considerada louca e fica vinte anos presa num sanatório. O filme começa exatamente quando ela sai do sanatório e vai morar numa fazenda onde outras pessoas começam a aparecer mortas com golpes de machado.
A história é muito bem escrita e o filme mantém um clima de suspense até o final. O diretor William Castle tem uma filmografia curiosa. Um ano depois de Almas Mortas ele lançou I saw what you did, também com Joan Crawford, que anos depois serviu de inspiração para o filme Eu sei o que vocês fizeram o verão passado. Em 1955 ele lançou um filme chamado The Americano, um faroeste estrelado por Glenn Ford, ambientado no Amazonas onde o mocinho lutava contra bandidos brasileiros. Dizem que o filme é um horror.
O MUNDO DAS TELENOVELAS - A história das telenovelas do Brasil agora está sendo contada na Internet. Um site chamado Teledramaturgia tem uma lista de todas as novelas já feitas no Brasil, com elenco, sinopse, curiosidades, bastidores e fotos. Desde antigas novelas da Excelsior como A Deusa Vencida e O Terceiro Pecado, até produções recentes como A Lua Me Disse e Essas Mulheres, passando pelas antigas produções da Tupi como Beto Rockfeller, As Bruxas, A ponte de Waterloo e Antonio Maria, sem esquecer os grandes sucessos da Globo como O Cafona, Irmãos Coragem e A Rosa Rebelde. O site é muito divertido e curioso, principalmente quando se lê as sinopses das novelas mais antigas. O site foi produzido e idealizado pelo pesquisador Nilson Xavier.
Árvores do Alentejo
Horas mortas... Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a benção duma fonte!
E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!
Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!
Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!
(Florbela Espanca)
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