27.6.07

O TERCEIRO PECADO – Ano passado a ARTV – Associação Brasileira de Roteiristas Profissionais de Televisão e outros Veículos de Comunicação promoveu um Curso de Roteiro de Telenovelas, ministrado por Walcyr Carrasco, autor da novela Sete Pecados, e que contou com um Ciclo de Palestras ministradas por alguns dos maiores novelistas da televisão brasileira como Tiago Santiago, Lauro César Muniz, Marcílio Moraes, Sérgio Marques, Carlos Lombardi e Gloria Perez. Entre os alunos jovens novelistas como Renata Dias Gomes e Gustavo Reiz, cineastas como Denise Fontoura, jornalistas consagrados como Beth Rito do GNT e Armando Freitas, do Sportv e até o cartunista Ique, entre outros.

O curso foi muito interessante. Cada autor falava dos bastidores da criação de suas telenovelas, dava dicas e contava os segredos particulares utilizados na elaboração de suas histórias. Walcyr Carrasco deu um show como principal professor do curso, já que ele possui didática e uma original vocação para ensinar. Sua novela Alma Gêmea tinha acabado de sair de cartaz depois de bater recordes de audiência e ele estava vivendo um momento especial de prestígio e reconhecimento artístico.

Animado com o sucesso na telinha Walcyr Carrasco contou aos seus alunos que já estava escrevendo sua próxima novela que ia ter uma trama original e muito engenhosa. Um dos alunos logo perguntou do que se tratava. Qual seria a história? Carrasco, com o ar blasé e superior que lhe caracteriza, disse que não podia responder aquela pergunta por que a história era um verdadeiro achado. Os alunos ficaram curiosos para saber que história tão original era essa que o professor considerava um achado. Como ele se negou a adiantar aos seus alunos qual o enredo de sua trama, ficaram todos aguardando ansiosamente a estréia de sua novela.

Finalmente, semana passada, estreou sua nova novela, Sete Pecados. Seus alunos correram a assistir curiosos em verificar o que havia de tão original na trama da novela. O que o professor Carrasco quis dizer com achado? Well. Só se foi achado nos arquivos da novelista Ivany Ribeiro, uma das fundadoras da telenovela brasileira. Sim, pois a novela do professor Carrasco não é nada mais, nada menos, que uma releitura de O Terceiro Pecado , uma antiga telenovela de Ivany Ribeiro, exibida pela TV Excelsior no longíquo ano de 1968.

Em televisão nada se cria, tudo se copia, dizia um antigo bordão do Chacrinha. Na novela de Ivany Ribeiro o Anjo da Morte, Natália Thimberg, envia a terra um mensageiro, Gianfrancesco Guarnieri, para buscar Carolina, Regina Duarte, uma moça de bondade extrema que nunca havia cometido nenhum pecado na vida. Diante de mulher tão bela e virtuosa o mensageiro se apaixona e pede ao Anjo da Morte que poupe sua amada e mate a irmã desta, Rute, Maria Isabel de Lisandra, uma moça sem nenhuma virtude. O Anjo da Morte, comovida com o amor de seu mensageiro decide poupar a bela Carolina lhe dando a chance de cometer dois pecados. Caso a moça cometesse um terceiro pecado ela morreria. Vejam só que trama engenhosa e original.

Minha querida mãe Nadir assistiu a versão original de O Terceiro Pecado e me contou que foi um grande sucesso na sua juventude. Ela lembra que Regina Duarte já era uma estrela nessa época, quando devia ter não mais que dezoito anos. Ela estava loira e encantava o país com sua doçura e jovialidade. Segundo ela Natália Thimberg estava linda, mas, mesmo assim, assustava as telespectadoras de então, já que encarnava a morte em pessoa. Natália sempre aparecia num cenário que era um casarão vazio onde havia apenas um bonito lustre. O inusitado é que, como era um personagem sobrenatural, ela sumia e aparecia de repente. Era um efeito especial muito simples, mas que, na TV de 1968, era considerado o máximo da inovação. Quando Natália aparecia no meio dos seres vivos, os outros atores congelavam e ficavam como estátuas enquanto ela trocava diálogos assutadores com Guarnieri, apavorando as donas de casa do final dos anos 60. Também estavam no elenco Paulo Goulart, Stênio Garcia e Edgard Franco.

Em 1989 a TV Globo exibiu um remake de O Terceiro Pecado com o nome de O Sexo dos Anjos. Mas essa nova versão não foi bem sucedida. Só para se ter uma idéia no papel que foi de Natália Thimberg a Globo escalou Bia Seidl. Não podia mesmo dar certo! Regina Duarte e Guarnieri foram substituídos por Isabela Garcia e Felipe Camargo. Outro erro medonho. O único acerto do elenco foi Sylvia Buarque como a malvada Rute. Quem viu O Sexo dos Anjos a achou arrastada e sem charme, apesar de ter sido escrita pela própria Ivany. Segundo minha mãe a Globo destruiu a história original produzida pela extinta TV Excelsior.

Como a TV Globo tem os direitos sobre todas as novelas de Ivany Ribeiro a emissora pode refazê-las do jeito que bem entender. A telenovela não é um produto exclusivamente autoral. A novela é, antes de tudo, um produdo da emissora que o exibe. Sendo assim elementos de uma telenovela podem muito bem ser adaptados para uma outra sem nenhum prejuízo para o autor, diretor ou elenco. Afinal, como dizia o sábio Velho Guerreiro, em televisão nada se cria, tudo se copia.

Sete Pecados, a nova novela das sete se apropriou do conceito original da novela de Ivany e transformou o que eram três pecados em sete. O mensageiro agora são dois anjos da guarda e o anjo da morte foi transformado numa dupla misteriosa, que pertence a uma seita secreta, que busca uma estátua antiga que está guardada com a heroína. A heroina Priscila Fantin, para conquistar o galã, tem que fazê-lo cometer os sete pecados capitais. Junte a isso todos os clichês das telenovelas e o telespectador terá Sete Pecados. Como é inteligente e maquiavélico Walcyr Carrasco, para apimentar ainda mais sua história, salpicou aqui e ali pitadas de O Código da Vinci, o sensacional best-seller de Dan Brown. Afinal, a trama de uma seita secreta, que busca um segredo misterioso, cuja chave está escondida numa estátua é puro Da Vinci Code. Elementar, meu caro Walcyr.

Tudo bem. Alguns dos maiores sucessos da TV brasileira tiveram inspiração no cinema, no teatro e na literatura. Irmãos Coragem foi inspirado no faroeste O bom, o mau e o feio; Selva de Pedra no filme Um lugar ao sol; Bandeira Dois trazia para o mundo dos bicheiros da zona norte do Rio a trama de Romeu e Julieta; Mulheres de Areia teve como inspiração o filme Alguém morreu em meu lugar. Não existe mal nenhum em ter os clássicos como fonte de inspiração. Os clássicos existem para isso mesmo. Para serem refeitos, recriados e reinterpretados. E, ninguém há de negar, Ivany Ribeiro está para as telenovelas brasileiras assim como William Shakeaspeare está para o teatro. Mas, daí, afirmar aos seus alunos que a trama de sua novela é um achado é uma outra história.

Sete Pecados é uma boa novela? É ótima. É divertida, tem uma trama instigante e um elenco eficiente. O maior mérito da novela é que a história é bem contada. O espectador entende de uma forma bem clara a história que o autor quer contar. Tem uma trama principal que conduz de forma inteligente as tramas paralelas, algo que não havia nas últimas produções do horário. E tudo isso é muito bem conduzido pelo diretor Jorge Fernando que é um mestre na direção de atores e na condução de uma história.

A palavre é:

ACHADO: Ação de achar; coisa achada; invento; bom negócio.


25.6.07




O talento não basta para criar um escritor. Por trás de cada livro, deve haver um homem.


CAFÉ SOCIETY – O escritor Zeca Fonseca foi uma das presenças ilustres da animada festa de aniversário de Graça Motta, no seu apartamento no Leblon. Zeca acabou de lançar O adorador um saboroso e denso romance de ação que está dando o que falar. O livro tem uma linguagem envolvente, com uma narrativa crua carregada de emoção e erotismo. Zeca demonstrou estar muito feliz com o lançamento do seu livro. O seu semblante sereno e seu sorriso fácil traduziam a personalidade de quem estava se sentindo realizado. Falante e bem humorado ele me confessou que a literatura é a sua definitva paixão. Fotógrafo profissional ele atualmente só pensa em escrever. Hoje o teclado do computador lhe atrai mais do que o visor da câmera.

Zeca Fonseca foi meu colega dos bons tempos da PUC. Ele era o rapaz mais bonito da Universidade. Lindo. Parecia um modelo latino, um galã de fotonovelas. E nos chamava a atenção por que freqüentava as aulas com umas roupas bem surradas, sem nenhum compromisso com moda ou elegância. Mas aquela displicência no vestir fazia parte do seu charme irresistível. Outra coisa que nós adorávamos no Zeca é que ele era namorado da Rita, a garota mais bonita do curso. Ela era linda (aliás, é linda até hoje). Sempre elegante e charmosa Rita parecia a Ali Mc Graw no filme Love Story. E a galera do curso de Comunicação adorava o casal. Eles eram nossos ídolos. Formavam um casal bonito, tinham estilo próprio e pareciam feitos um para o outro. Andavam sempre juntos e tinham uma atitude de apaixonados que comovia e encantava seus colegas de curso.

Raramente eu vejo a Rita Marques. Mas toda vez que eu leio o seu crédito nos programas jornalísticos (ela trabalha no Cedoc, o centro de documentação da Globo) eu me lembro do seu sorriso, do seu charme e dos seus longos cabelos alegrando os pilotis da PUC. A última vez que a vi foi no show do Toni Platão. Nos falamos rapidamente, mas ela me deu um abraço afetuoso e falou com entusiasmo: “Adoro Toni Platão”.

As pessoas têm mania de me perguntar se o meu livro é autobiográfico, mas isso não tem nada a ver”, me disse Zeca com firmeza, enquanto bebia uma singela Coca-cola. Eu não lhe disse nada, mas ao ler o livro eu também fiquei pensando o quanto aquela poderia ser a sua história. O protagonista do romance é um homem que foi abandonado pela mulher que amava perdidamente e, a partir de então, ele se torna cruel com as outras mulheres que cruzam o seu caminho, oferecendo-lhes apenas sexo e nenhum amor. “Meu livro é totalmente ficcional. As situaçãoes e as emoções dos personagens surgiram da minha imaginação”.

A Graça me disse que vai sair uma sopa daqui a pouco”, comentou Zeca enquanto falava sobre o seu prazer de escrever. Ele me pareceu estar, realmente, realizado com a publicação do livro. Eu fiquei com a impressão de que O adorador não era apenas o lançamento de um simples produto cultural. Para ele a publicação do livro significava um renascimento. Uma volta ao planeta terra depois de ter viajado por perigosas galáxias desconhecidas. Como se ele estivesse mergulhado num pântano profundo e que agora, só agora, com a publicação do livro, tivesse voltado à tona e pudesse respirar aliviado. Isso estava estampado no seu rosto, no seu sorriso e na firmeza das suas palavras quando falava do livro. Publicar O adorador significa para ele a oportunidade de gritar para o mundo e para os céus: Eu sobrevivi. E esse grito de sobrevivência era dado com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos.

Graça Motta é muito cuidadosa com seus convidados e logo o garçom nos serviu uma deliciosa sopa de abóbora em elegantes canecas de louça. “Isso aqui tá tão quente que eu acho que vou acabar tirando o casaco”, disse o bravo Zeca tomando um grande gole do caldo fumegante. Enquanto isso ele citava um autor famoso que, ao ser questionado por um jornalista sobre o que era preciso para ser um bom escritor respondeu: é preciso sofrer, sofrer e sofrer. Eu não tenho a menor dúvida: o Zeca foi um cara que sofreu muito.

Displicente e relaxado ele me contou algumas passagens bem dramáticas de sua vida, que me deixaram bem impressionado. “Mas, por favor, não vai publicar isso no teu blog não. Olha lá!”, me disse ele preocupado. Eu já admirava o Zeca Fonseca como fotógrafo e como um ícone dos bons tempos do curso de jornalismo da PUC. Mas, depois da nossa conversa na festa da Graça, eu descobri que ele tinha se transformado num escritor de verdade. Não era alguém que havia publicado seu livro por ser bem relacionado no mercado editorial. Nada disso. O adorador é o resultado de um processo doloroso e sofrido. Foi como se ele tivesse precisado ser chicoteado e crucificado por uma multidão em fúria antes de conseguir subir aos céus e encontrar a serenidade e o equilíbrio nos braços da literatura. E sua realização como escritor estava estampada na expressão serena e feliz do seu rosto quando falava do seu livro como se fosse um filho querido que tivesse acabado de nascer.






CAFÉ SOCIETY - Com a minha câmera digital fiz fotos bem bacanas do aniversário de Graça, que nós, os mais íntimos, só chamamos de Baby Grace. Como afirmou Zeca Fonseca Graça é uma excelente anfitriã e cuidou muito bem dos seus convidados: bebidinhas, comidinhas, boa música, bom papo e o aconchego do seu apartamento na rua João Lira. Silvia Pfeifer estava lá. Linda, como sempre. Eu fiz uma ótima foto dela com Dr. Nelson, o pai da Graça, figura muito querida. Aliás, os pais da Graça, Nelson e Cecília Motta, são personalidades raras da vida carioca.

Silvia Pfeifer e Graça são amigas de longa data. Foi Graça, na época em que trabalhava como produtora de elenco, quem transformou a então modelo Silvia Pfeifer em atriz. Silvia saiu um pouco mais cedo pois teve que ir na festa da Luciana Conde. Depois chegou nosso querido amigo Alexandre Agra, com a namorada, uma jovem bonita e elegante. Alexandre é um sujeito adorável, bom caráter, gentil, educado. É um privilégio para os amigos poderem conviver com ele. Cazuza o adorava. Babita Mendonça, figurinista do cinema e da TV também estava lá, divertindo a todos com seu bom humor.. O ator boa praça Eduardo Lago, que fazia o Bira na novela Páginas da Vida, também exibiu o seu charme no aniversário de Baby Grace.

Xuxa Lopes, uma das minhas atrizes favoritas, também foi dar um beijo em Baby Grace, sua amiga desde à época do colégio. Ano passado Xuxa Lopes atuou no filme Últimas Palavras dirigido por Graça Motta e que está em fase de montagem. Aliás, toda a equipe do filme estava no aniversário da diretora.

Euclydes Marinho estava bem divertido. Nos contou do filme que terminou e que vai lançar no início do ano que vem. Falou da adaptação do romance Dom Casmurro que está escrevendo para ser filmado por Luiz Fernando Carvalho. Numa determinada hora, todo mundo conversando sobre casamentos que não dão certo, relacionamentos que não funcionam, Euclydes falou: “A vida é assim mesmo. Tem uma hora que as coisas começam a dar defeito. Marido dá defeito. Mulher dá defeito...” Ele fez uma pausa, olhou para mim e perguntou: “Bofe também não dá defeito, Waldir?” Eu respondi: “Claro Euclydes. Bofe dá tanto defeito que vive na assistência técnica”.

Champanhe, champanhe, champanhe...

19.6.07




A diferença entre o sexo pago e o sexo grátis é que o sexo pago costuma
sair mais barato.


17.6.07




Existem duas tragédias na vida. A primeira é não conseguir tudo aquilo que desejamos. A segunda é conseguir tudo o que desejamos.


CIDADE NUA – O prefeito César Maia autorizou os motoristas de táxi a cobrar Bandeira 2 durante o Pan. Em nome desse Pan César Maia está cometendo uma série de atrocidades contra o Rio e seus habitantes. A última, mas não menos importante atrocidade, foi autorizar a cobrança de Bandeira 2 durante os jogos. Por que ele vai penalizar a população por causa disso? Por que os cariocas vão pagar mais caro pelos táxis durante as competições?

O prefeito do Rio tem uma relação muito estreita com os motoristas de táxi. A cidade está completamente loteada pelos taxistas, que privatizam áreas públicas transformando ruas e esquinas em pontos de táxis. Ninguém mais tem onde estacionar ou parar seu carro, pois o prefeito cedeu as vias públicas aos taxistas.

Semana passada eu peguei um táxi para ir ao Fashion Rio. O motorista, Luiz Carlos, era um sujeito simpático, ex-jogador de futebol, charmoso, com cara de galã de subúrbio. Eu logo simpatizei com o rapaz, pois, quando entrei no táxi, ele me disse que detestava taxistas. “É o pior tipo de gente que existe. Sou taxista, meu pai é taxista, meu tio é taxista, mas eu não suporto taxistas. São todos desonestos e metidos a malandros”, disse. É que quando eu fiz sinal para ele parar um outro taxista tentou passar na frente.

Começamos a conversar durante o trajeto para a Marina da Glória e eu comentei que a cidade estava cheia de pontos de táxi. Luiz Carlos me deu uma versão inusitada sobre os privilégios dos taxistas na cidade. “O César Maia é dono de uma frota de mais de cem táxis. Estão todos em nome de laranjas, mas o verdadeiro dono é ele”. Fiquei boquiaberto com a revelação. O bonitão da Penha não se cansava de detonar o prefeito do Rio. Ele me disse que tinha comprado seu táxi com o maior sacrifício enquanto estava em vigor uma lei que obrigava o motorista a ser o próprio dono do carro. O sindicato queria evitar o caso de taxistas que são explorados e obrigados a pagar diária a empresários donos de frotas táxis. Pois bem. Segundo André Luiz o prefeito do Rio derrubou essa lei em troca de vários táxis que lhes foram doados por empresários interessados em dominar o setor com suas frotas. É mole, ou quer mais?

Um dos assuntos favoritos nas rodas de conversa dos cariocas são os casos de corrupção envolvendo o nefasto César. Em cada esquina da cidade alguém conta uma história sórdida envolvendo o prefeito. Semanas atrás, na praia de Ipanema, um bem sucedido empresário carioca, que havia sido meu colega no curso de jornalismo da PUC, comentou que estava chocado com as tramóias do César Maia nas obras que envolvem o Pan. O rapaz, que é muito bem relacionado nos meios empresariais e no mundo das finanças, comentou que ele tinha deixado para fazer todas as obras de última hora, pois assim fica mais fácil organizar o desvio de verbas e o superfaturamento das empreiteiras aliadas.

Num requintado jantar na casa de um arquiteto no Jardim Botânico um jovem empresário disse que tentou abrir um quiosque na Lagoa e, como tinha acesso, procurou Rodrigo Maia, o filho do prefeito, e perguntou se ele poderia conseguir uma autorização para a abertura do tal quiosque. O nobre Deputado Federal disse que conseguiria sim, a autorização, desde que lhe fosse paga a módica quantia de quarenta mil reais.

Dentro de três semanas vai começar o Pan. E só agora obras importantes começaram a serem feitas na zona sul. Os postos de salvamento estão sendo reformados a toque de caixa. O mesmo acontecendo com a pista da avenida Atlântica que está sendo recapeada. Por que esses serviços não foram realizados no ano passado, por exemplo? Por que só agora, em cima da hora, é que estão sendo feitos?

César Maia merece ser fuzilado.





MUITO BARULHO POR NADA – Em seus primeiros seis meses de governo o Sergio Cabral Filho ainda não disse a que veio. Ele é muito expansivo, simpático, banca o bem intencionado, mas, até agora, não melhorou em nada a história do Rio. Ele se preocupa muito em fazer política. Faz questão de ter uma boa relação com o prefeito do Rio, mas, o que significa essa boa relação? Fazer vista grossa a roubalheira do prefeito? Compactuar com a desordem social capitaneada pela prefeitura? Ele seria melhor governador se fosse mais crítico com o que está acontecendo na cidade.

Outra coisa: ele não se mostra seguro na administração das questões relativas a Segurança Pública. Há quarenta dias que a polícia leva uma surra de traficantes que não permitem a entrada dos homens da lei na Favela do Alemão. Quarenta dias? É a desmoralização total. Isso é uma afronta a sociedade.

Desde que foi eleito que Cabral pleitea a presença das Forças Armadas para ter tentar controlar a nossa guerra civil. Mas, ao mesmo tempo, ele não consegue fazer com que essa pretensão evolua para um fato concreto. O governador se vangloria de sua boa relação com o presidente Lula, mas essa “relação maravilhosa” entre os dois não resultou em nenhuma vantagem para o Rio, pelo menos no que diz respeito a segurança.

Outra coisa: Sergio Cabral quer os militares “ajudando” na segurança pública. Ora bolas. Já que ele está convocando as Forças Armadas, ele tem que entregar a adminsitração da segurança pública para os militares. Ele não pode querer que os militares fiquem subordinados a polícia. Isso não tem cabimento. A polícia é que tem que ficar subordinada aos militares. Parece que esse é o X da questão. O pai do Sergio Cabral foi preso político na época da ditadura. E os políticos brasileiros que sofreram traumas durante a ditadura têm dificuldades em lidar com as Forças Armadas.

Enquanto isso o Rio de Janeiro sofre com uma guerra civil...


Madonna vem aí...

 

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