Dar menos que o seu melhor é sacrificar o dom que você recebeu.
7.7.07
VIÚVAS DE FHC – Sempre que eu critico FHC ou falo mal do seu governo leitores desse blog protestam. Você foi muito injusto com o Fernando Henrique, é a crítica que mais tenho recebido nos últimos dias por causa do texto FHC no Celeiro, publicado logo abaixo. Waal. O ex-presidente tem suas viúvas. E são viúvas apaixonadas e fervorosas, que o defendem com veemência. Eu votei no Fernando Henrique na primeira eleição e, desde o primeiro mandato, para mim, foi uma decepção. Acho que ele governou igual a um político nordestino. Mas muita gente gosta dele. Acham que foi um grande presidente. Um estadista que fez muito pelo Brasil, que tudo de bom que acontece hoje no país é resultado do que foi plantado no governo dele. Não vejo as coisas dessa forma, mas respeito (muito) a opinião dos meus leitores. Acho que tudo o que ele fez de bom e correto, foi sua obrigação ter feito. Foi muito bem pago por isso.
Eu acho engraçado. As pessoas se queixam do Lula e elogiam FHC. Eu acho que eles são as duas faces da mesma moeda. Cada um, à sua maneira, se acha um imperador. E por falar em Lula, o seu índice de popularidade continua altíssimo. A maioria da população continua achando que ele está fazendo um bom governo. Mesmo tendo trinta e seis ministérios para dar despesas ao contribuinte. Esse último Ministério, criado apenas para dar emprego ao Mangabeira Unger e mais uma corja de apaniguados, é um absurdo.
Parece que nada derruba Lula. Acho que o brasileiro se identifica com a figura dele. Com aquele seu jeitão de pobre que se deu bem na vida. Às vezes eu acho que as pessoas ignoram sua má performance como presidente porque não querem se decepcionar. Não querem ter mais esta frustração. Preferem ser felizes na ilusão. Não querem deixar morrer aquele sonho antigo do país ter um grande presidente vindo do povo. Qua qua ra qua qua...
DIARIO DA CORTE – Waal... Já está nas livrarias O afeto que se encerra, livro de memórias de Paulo Francis, lançado originalmente em 1980, quando o jornalista tinha 50 anos. É uma publicação da Editora Francis... Não é a glória para um escritor? Ter uma editora com o seu próprio nome? O logotipo é uma foto do Francis em que ele está parecido com Alfred Hitchcock. Fazem parte do catálogo da Editora Francis livros de Mino Carta, João Gilberto Noll, Roberto Freire e Michael Moore.
A MALDIÇÃO DE EDGAR – Nesses tempos pré-Pan leio sem parar dois livros. Um chama-se Má companhia, divertido livro de espionagem internacional de Jack Higgins. O outro é A maldição de Edgar, biografia romanceada de John Edgar Hoover, o homem que durante 50 anos foi chefe do FBI. Nesse período ele ditou rígidas regras morais, foi intolerante, preconceituoso e promoveu muita intriga nos bastidores da política americana. No entanto, por trás do tirano miserável existia um falso moralista. O livro é narrado por Clyde Tolson, que foi secretário particular e amante de Hoover. Leia um trecho a seguir:
Roosevelt é um elefante sentado, mas pelo menos tem classe, uma certa finesse aristocrática. Existe uma vantagem incontestável em não se ter pernas: o centro de gravidade é mais embaixo, a gente tem mais equilíbrio. É algo que Kennedy deveria cogitar. Ele não passa de um novo-rico com suco de cenoura fervendo, abençoado pelo papa. Nunca tivemos um presidente católico e estou disposto a apostar, se o futuro quiser me guardar onde estou, que nunca teremos. Está tão fora de cogitação quanto uma mulher, um judeu, um índio ou um negro. Mas o povo é capaz de tamanhas maluquices que é preciso uma autoridade moral como a nossa para evitar que essas infantilidades se transformem em drama. Além disso, estou persuadido de uma coisa: a primeira decisão que ele tomaria, como presidente, seria nos enxotar. E isso, meu caro Clyde, a simples evocação dessa possibilidade me é insuportável. Não sei se me engano, mas acho que o orgulho desmedido de Joe fez com que ele cometesse um grave erro. Ontem ainda, eu me perguntava como Roosevelt pudera enviar esse irlandês grosseirão para representá-lo na corte da Inglaterra. Agora me parece evidente que ele não só se livra da agitação que Kennedy criava à sua volta, mas, além disso, o outro vai estar bem longe quando começarem as intrigas para as presidenciais. Ele não deveria ter ido. Foi deportado com toda a elegância do mundo.
Edgar interrompeu-se por um tempo no avanço de seu pensamento. Depois, como se voltasse de muito longe:
- Além disso, tenho uma séria deficiência para me apresentar nas presidenciais. Kennedy tem como mulher a insuportável Rose, com sua voz esganiçada. Roosevelt tem essa esquerdista meio lésbica por esposa. E eu, quem eu tomaria como primeira-dama? Você, Clyde?
Depois começou a rir com a exuberância de um homem que descobre que tem humor.
Eu acho engraçado. As pessoas se queixam do Lula e elogiam FHC. Eu acho que eles são as duas faces da mesma moeda. Cada um, à sua maneira, se acha um imperador. E por falar em Lula, o seu índice de popularidade continua altíssimo. A maioria da população continua achando que ele está fazendo um bom governo. Mesmo tendo trinta e seis ministérios para dar despesas ao contribuinte. Esse último Ministério, criado apenas para dar emprego ao Mangabeira Unger e mais uma corja de apaniguados, é um absurdo.
Parece que nada derruba Lula. Acho que o brasileiro se identifica com a figura dele. Com aquele seu jeitão de pobre que se deu bem na vida. Às vezes eu acho que as pessoas ignoram sua má performance como presidente porque não querem se decepcionar. Não querem ter mais esta frustração. Preferem ser felizes na ilusão. Não querem deixar morrer aquele sonho antigo do país ter um grande presidente vindo do povo. Qua qua ra qua qua...
DIARIO DA CORTE – Waal... Já está nas livrarias O afeto que se encerra, livro de memórias de Paulo Francis, lançado originalmente em 1980, quando o jornalista tinha 50 anos. É uma publicação da Editora Francis... Não é a glória para um escritor? Ter uma editora com o seu próprio nome? O logotipo é uma foto do Francis em que ele está parecido com Alfred Hitchcock. Fazem parte do catálogo da Editora Francis livros de Mino Carta, João Gilberto Noll, Roberto Freire e Michael Moore.
A MALDIÇÃO DE EDGAR – Nesses tempos pré-Pan leio sem parar dois livros. Um chama-se Má companhia, divertido livro de espionagem internacional de Jack Higgins. O outro é A maldição de Edgar, biografia romanceada de John Edgar Hoover, o homem que durante 50 anos foi chefe do FBI. Nesse período ele ditou rígidas regras morais, foi intolerante, preconceituoso e promoveu muita intriga nos bastidores da política americana. No entanto, por trás do tirano miserável existia um falso moralista. O livro é narrado por Clyde Tolson, que foi secretário particular e amante de Hoover. Leia um trecho a seguir:
Roosevelt é um elefante sentado, mas pelo menos tem classe, uma certa finesse aristocrática. Existe uma vantagem incontestável em não se ter pernas: o centro de gravidade é mais embaixo, a gente tem mais equilíbrio. É algo que Kennedy deveria cogitar. Ele não passa de um novo-rico com suco de cenoura fervendo, abençoado pelo papa. Nunca tivemos um presidente católico e estou disposto a apostar, se o futuro quiser me guardar onde estou, que nunca teremos. Está tão fora de cogitação quanto uma mulher, um judeu, um índio ou um negro. Mas o povo é capaz de tamanhas maluquices que é preciso uma autoridade moral como a nossa para evitar que essas infantilidades se transformem em drama. Além disso, estou persuadido de uma coisa: a primeira decisão que ele tomaria, como presidente, seria nos enxotar. E isso, meu caro Clyde, a simples evocação dessa possibilidade me é insuportável. Não sei se me engano, mas acho que o orgulho desmedido de Joe fez com que ele cometesse um grave erro. Ontem ainda, eu me perguntava como Roosevelt pudera enviar esse irlandês grosseirão para representá-lo na corte da Inglaterra. Agora me parece evidente que ele não só se livra da agitação que Kennedy criava à sua volta, mas, além disso, o outro vai estar bem longe quando começarem as intrigas para as presidenciais. Ele não deveria ter ido. Foi deportado com toda a elegância do mundo.
Edgar interrompeu-se por um tempo no avanço de seu pensamento. Depois, como se voltasse de muito longe:
- Além disso, tenho uma séria deficiência para me apresentar nas presidenciais. Kennedy tem como mulher a insuportável Rose, com sua voz esganiçada. Roosevelt tem essa esquerdista meio lésbica por esposa. E eu, quem eu tomaria como primeira-dama? Você, Clyde?
Depois começou a rir com a exuberância de um homem que descobre que tem humor.
1.7.07
O MUSO DO PAN – O atleta Bruno Souza, campeão mundial de handebol, foi o destaque da festa de lançamento da exposição Retratos dos Atletas da Moda do jovem fotógrafo Eduardo Rezende. Ele levou para o estúdio apenas atletas que vão participar do Pan e os clicou como se fossem modelos: figurinos glamurosos, maquiagem, iluminação e muitas caras e bocas. A exposição praticamente inaugurou a maratona de eventos sociais em torno do Pan do Rio. No sábado Ivone Kassu promoveu uma feijoada no Sheraton da Barra para atletas e celebridades.
A exposição de Eduardo Rezende está em cartaz no saguão do restaurante Expand, no quarto piso do Shopping Leblon. Posaram para as lentes do fotógrafo, entre outros, as gêmeas Beatriz e Branca, do nado sincrozinado. As meninas estavam lá e todo mundo comentava que elas eram mais bonitas pessoalmente do que nas fotos. Paula Pequeno, atleta do vôlei, se deixou fotografar de vestido curto, mas parecia pouco à vontade naquele figurino. Juliana Veloso do salto ornamental e Daniela Polzin do judô capricharam no visual. Adrian Jaoude da luta olímpica e Hugo Parisi do salto ornamental mostraram que têm estilo frente às câmeras. Mas quem chamou atenção mesmo foi o bonitão Bruno Souza.
Pessoalmente ele é charmoso, másculo e elegante. Foi muito fotografado e assediado pelos jornalistas. Todo mundo queria uma declaração do belo. As fotos dele são arrasadoras. Numa foto ele está de terno e gravata, olhando sério, com a sobrancelha direita meio levantada. Belíssimo, belíssimo, belíssimo... O bofe arrasa fazendo o executivo. Na foto seguinte ele usa um casaco sobre uma camisa de malha com um pequeno zíper no pescoço, o cabelo meio despenteado. Nessa foto ele adotou um ar meio compungido que lhe caiu muito bem. Vale a pena ir até o Shopping Leblon só para ver os closes fenomenais do nosso craque do handebol. Fotos que poderiam muito bem estar nas páginas das melhores revistas de moda da Europa e dos EUA.
Aliás, com Bruno Souza na quadra o handebol tem tudo para ser uma das grandes atrações do Pan.
Bruno Souza é considerado um dos três melhores jogadores de handebol do mundo. Desde 2001 joga no Frisch-Auf, time da Alemanha, país que é berço do handebol e onde o esporte é muito popular. Bruno nasceu em Niterói e até os treze jogava vôlei, a exemplo do seu pai, João Luiz, que foi da seleção brasileira. Só aos treze anos Bruno optou pelo handebol. Atleta compulsivo logo se tornou destaque no esporte. Em 2002 assumiu a artilharia da Liga Alemã com mais de 170 gols e foi convocado ainda para o All-Star Game, amistoso entre os melhores jogadores do mundo eleitos pelos torcedores.
Quem recebia os convidados da Exposição era a imbatível dupla Liége Monteiro e Luiz Fernando. Garçons atentos serviam espumantes, refrigerantes e muita comida. Afinal, a festa estava cheia de atletas... Haja sanduichinhos, patês, canapés, caldinho de feijão, caldinho de siri, minipizzas e outras guloseimas.
Serginho Matos da agência Quarenta Graus Models, a mais quente do Rio, causou alvoroço quando chegou acompanhando de um grupo de modelos. Numa inequívoca demonstração de poder, Serginho Matos ganhou um abraço efusivo do atleta Bruno Souza. Mais do que um abraço. O mais poderoso agente de modelos da cidade ganhou um beijo do campeão mundial de handebol. Sendo assim Serginho Matos se tornou a figura mais invejada da noite.
“Vocês viram? Ele beijou o Serginho”, sibilava uma bicha invejosa, dando um gole no seu espumante, enquanto gotinhas de veneno escorriam do canto de sua boca. “Ele é um homem para cem talheres. Eu vou lançá-lo como muso do Pan” decretava a espevitada jornalista Daniela Barbi. O fato é que todos os olhares, todos os sonhos, todos os suspiros da festa se dirigiam para o charmoso craque do handebol. Ele, alheio ao clamor que provocava nos simples mortais à sua volta, devotava sua atenção à mãe e ao irmão. Fofo!
Na animada noite de arte, moda, fotografia e esportes o ator Mauricio Branco posava para fotos com as meninas da Agência Quarenta Graus e comentava sua participação na novela Sete Pecados; Isabelita dos Patins reclamava por ainda não ter sido convidada para assistir a competição da patinação artística; Divana Brandão, encantadora, conversava sobre teatro e vida mundana com seu amigo Paulo Próspero; a produtora de moda Kecya Felix convidando a todos para o desfile que está produzindo na Universidade Veiga de Almeida; o charmoso jornalista Mario Mendes, editor do Caderno B, batendo papo animado com o produtor musical Marcus Vinicius...
A exposição de Eduardo Rezende está em cartaz no saguão do restaurante Expand, no quarto piso do Shopping Leblon. Posaram para as lentes do fotógrafo, entre outros, as gêmeas Beatriz e Branca, do nado sincrozinado. As meninas estavam lá e todo mundo comentava que elas eram mais bonitas pessoalmente do que nas fotos. Paula Pequeno, atleta do vôlei, se deixou fotografar de vestido curto, mas parecia pouco à vontade naquele figurino. Juliana Veloso do salto ornamental e Daniela Polzin do judô capricharam no visual. Adrian Jaoude da luta olímpica e Hugo Parisi do salto ornamental mostraram que têm estilo frente às câmeras. Mas quem chamou atenção mesmo foi o bonitão Bruno Souza.
Pessoalmente ele é charmoso, másculo e elegante. Foi muito fotografado e assediado pelos jornalistas. Todo mundo queria uma declaração do belo. As fotos dele são arrasadoras. Numa foto ele está de terno e gravata, olhando sério, com a sobrancelha direita meio levantada. Belíssimo, belíssimo, belíssimo... O bofe arrasa fazendo o executivo. Na foto seguinte ele usa um casaco sobre uma camisa de malha com um pequeno zíper no pescoço, o cabelo meio despenteado. Nessa foto ele adotou um ar meio compungido que lhe caiu muito bem. Vale a pena ir até o Shopping Leblon só para ver os closes fenomenais do nosso craque do handebol. Fotos que poderiam muito bem estar nas páginas das melhores revistas de moda da Europa e dos EUA.
Aliás, com Bruno Souza na quadra o handebol tem tudo para ser uma das grandes atrações do Pan.
Bruno Souza é considerado um dos três melhores jogadores de handebol do mundo. Desde 2001 joga no Frisch-Auf, time da Alemanha, país que é berço do handebol e onde o esporte é muito popular. Bruno nasceu em Niterói e até os treze jogava vôlei, a exemplo do seu pai, João Luiz, que foi da seleção brasileira. Só aos treze anos Bruno optou pelo handebol. Atleta compulsivo logo se tornou destaque no esporte. Em 2002 assumiu a artilharia da Liga Alemã com mais de 170 gols e foi convocado ainda para o All-Star Game, amistoso entre os melhores jogadores do mundo eleitos pelos torcedores.
Quem recebia os convidados da Exposição era a imbatível dupla Liége Monteiro e Luiz Fernando. Garçons atentos serviam espumantes, refrigerantes e muita comida. Afinal, a festa estava cheia de atletas... Haja sanduichinhos, patês, canapés, caldinho de feijão, caldinho de siri, minipizzas e outras guloseimas.
Serginho Matos da agência Quarenta Graus Models, a mais quente do Rio, causou alvoroço quando chegou acompanhando de um grupo de modelos. Numa inequívoca demonstração de poder, Serginho Matos ganhou um abraço efusivo do atleta Bruno Souza. Mais do que um abraço. O mais poderoso agente de modelos da cidade ganhou um beijo do campeão mundial de handebol. Sendo assim Serginho Matos se tornou a figura mais invejada da noite.
“Vocês viram? Ele beijou o Serginho”, sibilava uma bicha invejosa, dando um gole no seu espumante, enquanto gotinhas de veneno escorriam do canto de sua boca. “Ele é um homem para cem talheres. Eu vou lançá-lo como muso do Pan” decretava a espevitada jornalista Daniela Barbi. O fato é que todos os olhares, todos os sonhos, todos os suspiros da festa se dirigiam para o charmoso craque do handebol. Ele, alheio ao clamor que provocava nos simples mortais à sua volta, devotava sua atenção à mãe e ao irmão. Fofo!
Na animada noite de arte, moda, fotografia e esportes o ator Mauricio Branco posava para fotos com as meninas da Agência Quarenta Graus e comentava sua participação na novela Sete Pecados; Isabelita dos Patins reclamava por ainda não ter sido convidada para assistir a competição da patinação artística; Divana Brandão, encantadora, conversava sobre teatro e vida mundana com seu amigo Paulo Próspero; a produtora de moda Kecya Felix convidando a todos para o desfile que está produzindo na Universidade Veiga de Almeida; o charmoso jornalista Mario Mendes, editor do Caderno B, batendo papo animado com o produtor musical Marcus Vinicius...
30.6.07
O BRASIL FRANCÊS - Foi o professor Roger Chartier, um dos maiores historiadores franceses, quem fez, ao vivo, na livraria Argumento, a apresentação do livro O Brasil Francês, da antropóloga Andréa Daher. Uma pequena multidão se instalou na livraria para ouvir o historiador que, falando um português misturado com espanhol e um carregado sotaque francês, discursou sobre as aventuras dos compatriotas no Brasil colonial. Como seria o Brasil de hoje se nós tivéssemos sido colonizados pelos franceses? Chartier, que tem livros publicados no mundo inteiro é diretor da École des Hautes Études e professor do College de France.
Em O Brasil Francês, Andrea Daher analisa as características da missão francesa no Brasil, que buscava a cristianização e a ocidentalização dos selvagens, a partir de um estudo da colônia do Maranhão. A autora compara os discursos dos capuchinhos franceses com os dos jesuítas portugueses e reflete com sutileza sobre os diferentes olhares desses colonizadores. O livro acompanha também os destinos de seis tupinambás em Paris, onde chegaram levados por padres. Perspicaz, versátil, treinada pela antropologia, pela historiografia e pela literatura, a escrita de Daher extrai relações inesperadas de resíduos de arquivos, modificando o senso comum formado sobre eles.
O livro conta histórias saborosas sobre o encontro dos franceses e os selvagens brasileiros. E também o que ficou desse contato na cultura brasileira. Por exemplo: todos os anos, no dia 25 de Agosto, São Luis, o rei de França que batizou o nome da capital maranhense, encarna-se no corpo das filhas-de-santo, em terreiros do candoblé da cidade. Em 1947 o antropólogo e fotógrafo Pierre Verger teve um encontro com o rei, seiscentos e setenta e dois anos após sua morte, quando o monarca reencarnou no corpo de uma filha de santo da Casa dos Nagôs, lugar onde se praticava o culto dos orixás nagô-iorubás. Quando São Luis, reencarnado na filha-de-santo soube que havia um francês na casa, fez questão de ser apresentado a ele.
Adoro os franceses.
A TRAJETÓRIA DE UMA BICHA MALIGNA - A editora Record está mandando para as livrarias A MALDIÇÃO DE EDGAR. O livro de Marc Dugain é ficção baseada em acontecimentos reais. O Edgar do título é John Edgar Hoover que, por quase 50 anos à frente do FBI, foi uma das pessoas mais poderosas dos Estados Unidos no século XX. Hoover projetou sua sombra sobre oito presidentes e mais de uma dezena de ministros da Justiça, erigindo-se como o defensor máximo da moral. No entanto, ele mantinha uma vida privada em completa contradição com sua imagem pública.
A MALDIÇÃO DE EDGAR foi composto pelos diálogos, resumos de gravações e fichas de informação, revelados sem reserva nas "Memórias atribuídas a Clyde Tolson", o secretário e, sobretudo, amante de Edgar. Dugain colocou em seu romance personalidades com seus verdadeiros nomes. Algumas frases são imaginárias, outras são fiéis à maneira como puderam ser relatadas em livros ou artigos.
Alçado ao mais alto cargo da investigação nacional aos 29 anos, Hoover, de 1924 a 1972, foi participante e testemunha de momentos-chave da história de seu país. Da Grande Depressão à Guerra do Vietnã (época da "caça às bruxas", em que o diretor andou de mãos dadas com o macarthismo), é indelével a presença de Hoover. Em uma fase em que os EUA tornavam-se uma superpotência inconteste, os maiores personagens de sua História curvaram-se diante dele, que se instituía como fiador da moral, mas, na intimidade, era um depravado.
Com estilo pontual e direto, Marc Dugain toma partido e apresenta um período da História americana com a segurança do pesquisador experiente. Com uma narrativa intimista, A MALDIÇÃO DE EDGAR traz à luz os métodos sofisticados e brutais empregados por Hoover em seu combate pela moralidade nos Estados Unidos.
Em O Brasil Francês, Andrea Daher analisa as características da missão francesa no Brasil, que buscava a cristianização e a ocidentalização dos selvagens, a partir de um estudo da colônia do Maranhão. A autora compara os discursos dos capuchinhos franceses com os dos jesuítas portugueses e reflete com sutileza sobre os diferentes olhares desses colonizadores. O livro acompanha também os destinos de seis tupinambás em Paris, onde chegaram levados por padres. Perspicaz, versátil, treinada pela antropologia, pela historiografia e pela literatura, a escrita de Daher extrai relações inesperadas de resíduos de arquivos, modificando o senso comum formado sobre eles.
O livro conta histórias saborosas sobre o encontro dos franceses e os selvagens brasileiros. E também o que ficou desse contato na cultura brasileira. Por exemplo: todos os anos, no dia 25 de Agosto, São Luis, o rei de França que batizou o nome da capital maranhense, encarna-se no corpo das filhas-de-santo, em terreiros do candoblé da cidade. Em 1947 o antropólogo e fotógrafo Pierre Verger teve um encontro com o rei, seiscentos e setenta e dois anos após sua morte, quando o monarca reencarnou no corpo de uma filha de santo da Casa dos Nagôs, lugar onde se praticava o culto dos orixás nagô-iorubás. Quando São Luis, reencarnado na filha-de-santo soube que havia um francês na casa, fez questão de ser apresentado a ele.
Adoro os franceses.
A TRAJETÓRIA DE UMA BICHA MALIGNA - A editora Record está mandando para as livrarias A MALDIÇÃO DE EDGAR. O livro de Marc Dugain é ficção baseada em acontecimentos reais. O Edgar do título é John Edgar Hoover que, por quase 50 anos à frente do FBI, foi uma das pessoas mais poderosas dos Estados Unidos no século XX. Hoover projetou sua sombra sobre oito presidentes e mais de uma dezena de ministros da Justiça, erigindo-se como o defensor máximo da moral. No entanto, ele mantinha uma vida privada em completa contradição com sua imagem pública.
A MALDIÇÃO DE EDGAR foi composto pelos diálogos, resumos de gravações e fichas de informação, revelados sem reserva nas "Memórias atribuídas a Clyde Tolson", o secretário e, sobretudo, amante de Edgar. Dugain colocou em seu romance personalidades com seus verdadeiros nomes. Algumas frases são imaginárias, outras são fiéis à maneira como puderam ser relatadas em livros ou artigos.
Alçado ao mais alto cargo da investigação nacional aos 29 anos, Hoover, de 1924 a 1972, foi participante e testemunha de momentos-chave da história de seu país. Da Grande Depressão à Guerra do Vietnã (época da "caça às bruxas", em que o diretor andou de mãos dadas com o macarthismo), é indelével a presença de Hoover. Em uma fase em que os EUA tornavam-se uma superpotência inconteste, os maiores personagens de sua História curvaram-se diante dele, que se instituía como fiador da moral, mas, na intimidade, era um depravado.
Com estilo pontual e direto, Marc Dugain toma partido e apresenta um período da História americana com a segurança do pesquisador experiente. Com uma narrativa intimista, A MALDIÇÃO DE EDGAR traz à luz os métodos sofisticados e brutais empregados por Hoover em seu combate pela moralidade nos Estados Unidos.
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