3.1.11


A diferença entre o sexo pago e o sexo grátis é que o sexo pago costuma sair mais barato!



O PRAZER DE LER – Uma jóia rara da literatura brasileira. Assim é Revolta, o romance de Márcio Souza, que tive a oportunidade de ler na última semana de 2010. É gratificante para quem ama a literatura encontrar um livro como esse. Uma história contada com refinamento literário por um autor com um perfeito domínio do seu ofício. O prazer de ler se renovando a cada página, a cada nova trama traçada pelo autor, um dos grandes da literatura brasileira.


O amazonense Márcio Souza é um craque. Quando surgiu no mercado literário do Brasil com Galvez, O imperador do Acre surpreendeu críticos e leitores com uma literatura original, culta e contundente. Galvez se tornou seu principal livro de referencia. É por esse título que ele geralmente é lembrado. Mas minha admiração por Márcio Souza se consolidou quando li seu romance A Condolência, uma obra-prima incontestável da literatura brasileira.


Foi Antônio Calmon, amazonense como Marcio, quem me sugeriu ler A Condolência. “Você tem que ler esse livro. É sensacional”, disse Calmon certa vez, me entregando um exemplar que tirou de sua biblioteca particular. A Condolência é um thriller ambientado nos bastidores do regime militar no Brasil. Ação, suspense, perseguições, tiroteios, crimes. Parece um desses livros de espionagem escritos por Ian Fleming ou John Le Carré. Só que com uma realidade e um tempero bem brasileiros.


Na seqüência li A ordem do dia, outro belo exemplar da vibrante literatura de Marcio Souza. Depois foi a vez de Mad Maria, um de seus livros mais famosos. Em Mad Maria Marcio Souza leva o leitor ao êxtase com sua competência, seu talento para contar uma história na linguagem literária. Durante um período da minha vida foi Márcio Souza quem me alimentou com seus petiscos literários, da mesma forma como, em outros períodos, já tinha havido José Lins do Rego, Jorge Amado, José de Alencar e Rubem Fonseca.


Revolta, o romance que li nos últimos dias de 2010, é ambientado durante a Cabanagem, uma revolta popular que aconteceu entre os anos de 1835 e 1840 na província do Grão-Pará, atual estado do Pará. Revolta é modo dizer. Foi uma guerra mesmo. O nome Cabanagem tem origem no fato da revolta ter sido insuflada pelos “cabanos”, como era chamado o povo pobre, mestiço, que vivia em cabanas nas margens dos rios da região. Tanto os cabanos, como a elite local formada por fazendeiros descendentes de portugueses, queriam a independência do Grão-Pará, insatisfeitos com o governo do Brasil no período regencial.


O romance de Márcio Souza é ambientado nos primeiros seis meses de 1835. Pesquisador e grande conhecedor das histórias da região amazônica, ele descreve com riqueza de detalhes a vida no Grão-Pará naquele momento histórico. A vida das pessoas, os conflitos, a arquitetura, os figurinos, as paixões, os lugares, a comida... É um mergulho muito esclarecedor num período da vida brasileira em que houve uma guerra.


O herói do romance, que mistura ficção com fatos e personagens reais, é um rapaz chamado Maurício Vilaça. No início da trama Maurício está em Baltimore, nos EUA, estudando para ser um grande comerciante, quando recebe uma carta de sua família avisando que o seu padrinho foi morto numa emboscada dos revoltosos. Para sua surpresa o padrinho lhe deixou como herdeiro de toda a sua fortuna. Apesar do clima de guerra no Pará Mauricio resolve voltar a Belém e ficar ao lado de sua família. Ali ele se torna uma testemunha ocular da violência, da guerrilha e dos conflitos sociais de uma terra sem lei e sem ordem.


Maurício é um jovem culto e bem nascido, que tenta viver da melhor forma possível, em meio ao caos e o terror. É através do olhar de Maurício que o autor conta a sua história. O herói branco e aristocrata tem um lado romântico e se apaixona por Joaninha, uma linda jovem de dezesseis anos, de origem pobre. O romance não pode se realizar, já que o rapaz não é bem visto pela comunidade onde vive a moça, lugar de onde surge boa parte da onda revolucionária que assola a cidade de Belém.


Mas, enquanto não realiza seu amor pela donzela pobre, o rico Maurício vive toda uma vida de prazeres carnais. Mulheres de todos os tipos são seduzidas pelo belo e sedutor Maurício. Sejam elas aristocratas, reclusas, pudicas, atiradas, solteiras, casadas, escravas, mestiças, prostitutas... Em meio a explosões, ataques, guerrilhas e cenas de extrema violência e dramaticidade, Maurício se deita e se deleita com todas as mulheres que surgem à sua frente. E o romancista não se impõe nenhum tipo de censura aos desejos de seu carismático personagem. Com o mesmo talento com que descreve os conflitos da guerrilha e as tramas políticas daquele tempo, o autor descreve com riqueza de detalhes as vicissitudes da vida sexual de seu herói. Assim Márcio transforma o seu livro sobre a tragédia de um momento histórico no Brasil num saboroso e picante romance erótico. Em meio a uma guerra sangrenta, onde todos parecem viver no limite de suas vidas, a libido dos personagens explode com o mesmo fulgor dos tiros de canhão. E esse olhar abrangente e comprensivo sobre os personagens que viveram aquele trágico momento histórico parece definir bem o caráter do povo brasileiro, segundo o olhar arguto de um de seus mais brilhantes escritores.


Revolta, de Márcio Souza, é um livro sensacional.


1.1.11

Liliana Rodrigues recebe o carinho de um de seus convidados para o reveillon no Chopin.


Alexandra e o seu amigo do peito


Champanhe, champanhe, champanhe...


Luiz Carlos Miéle no trepidante reveillon de Lili


Foi uma festa inesquecível...


Uma noite de casais apaixonados...


Liége e Luiz Fernando adorados por todas as tribos do Rio


A primeira década do século 21 agora é passado. Viva a nova década!


Nestor Rocha, Luiz Bellando, Liliana Rodrigues e Ricardo Rosenfeld


Paz e harmonia foram os grandes pedidos para 2011


Ignês Costa e Silva, a padroeira de Ipanema


Todos queriam guardar uma lembrança da festa de Lili


Alexandra: afinal uma mulher de negócios!


REVEILLON – A queima de fogos na Praia de Copacabana cada ano fica mais bonita. É um espetáculo grandioso, mágico e perturbador. Os fogos riscando o céu com cores e luzes. E as imagens de luz refletindo nas águas plácidas do oceano. Os desenhos psicodélicos das explosões são incríveis e provocam êxtase. É curioso. No momento das explosões sempre tenho a sensação que o mundo vai se acabar daquele jeito. E quando a gente pensa que o show de luzes, cores e explosões está no fim sempre acontece uma surpresa, algo mais feérico e diferente que comove e emociona. E junto com o festival de fogos colorindo o mundo tocou a música de Villa-Lobos que deixou tudo ainda mais bonito.


Assistir a queima de fogos foi o ponto alto da festa do casal Liliana Rodrigues e Nestor Rocha, no quarto andar do Edifício Chopin, bem ao lado do Copacabana Palace. Liliana e Nestor são pessoas adoráveis e receberam seus convidados com tudo o que há de bom e do melhor. Os garçons não permitiam que nenhuma taça de champanhe ficasse vazia. E se alguém preferia um outro drinque bastava pedir que era servido, mesmo que fosse a mais exótica das bebidas. Os canapés estavam deliciosos. Mas, o melhor de tudo, foi o astral positivo. O bom humor das pessoas. O otimismo. O tratamento carinhoso. A animação. Ou seja, o apartamento de Lili e Nestor foi o lugar perfeito para começar um novo ano.


“Uma nova década!”, me lembrou a capotante Alexandra Ataíde, linda de morrer com seu modelito branco. “Mais do que um novo ano, em 2011 nós vamos começar uma nova década”, me disse minha querida amiga. Alexandra é uma danada! Quem a vê com seu rosto de menina levada nunca imagina que ela é uma excelente profissional do mercado financeiro. Ela trabalha com ações, bolsa de valores e outros babados do universo capitalista. “Vamos fazer um brinde à nova década”, sugeriu a lindinha, ao lado de um belo rapaz. “É seu namorado?”, sussurrei no seu ouvido, curioso, mas ela respondeu que era apenas um amigo. Mas ao longo do reveillon pude perceber que eles eram beeeeeeemmmmm amigos!


Champanhe, champanhe, champanhe...


“Meu querido Waldir!”, foi assim que Sydney Pereira, o homem forte da TurisRio me recebeu no reveillon chez Lili! O Sydney é sempre muito gentil comigo e fazia um tempão que eu não o via. “O Waldir é um grande escritor”, disse ele para um amigo que estava sentado ao seu lado. “Eu jamais esqueci aquele seu conto sobre os jogadores de pólo aquático da Tijuca”, falou Sydney enquanto um garçom enchia minha taça. Fiquei sinceramente comovido com o seu carinho. Um elogio sobre a minha literatura, faltando poucos minutos para a chegada de 2011, foi um presente e tanto. Esse conto, chamado “A Tijuca quer gozar”, foi publicado no início da década passada na revista Homens. E mesmo assim ele ainda lembrava... Obrigado Sydney! Feliz 2011 pra você também...


Champanhe, champanhe, champanhe...


O reveillon da Lili e do Nestor estava cheio de personagens da coluna da minha querida e adorada Hildegard Angel. Muitos dos personagens que a Hilde adora circularam pelo animado salão de Lili. Pena que a própria Hilde não pode estar presente. Ela foi convidade de honra de Dilma Roussef para a posse em Brasilia. Afinal, quem pode, pode! Mas a grande dama do colunismo social foi muito lembrada na festa do Chopin. “Não vejo a hora de ler tudo sobre a posse da Dilma no blog da Hilde”, disse Ana Clara Hermann para um grupo de dondocas que dançavam animadas ao som do DJ Dudu Mena, filho do Guilherme Lamounier.


Por um dos telões montados na areia da praia a gente podia ver os atletas brasileiros no lançamento do logotipo das Olimpíadas de 2016. Enquanto isso, no salão, um verdadeiro desfile de personagens hildegardianos. O Deputado Júlio Lopes, cada dia mais gostoso, estava por lá. Com ele a linda namorada Kitty Monte Alto. O diretor de novelas Marcos Paulo com Antonia Fontenelle. A Condessa italiana Giovana Deodato. Milene e Chilco Peltier. Nicole Tamborindeguy. Ricardo e Luciana Rosenfeld. Rawlson de Thuin. Gisele Fraga. Luiz Carlos Miéle com Anita. A protetora de Ipanema Ignês Costa e Silva com Sérgio. Liége Monteiro e Luiz Fernando deixaram a festa ainda mais animada...


Champanhe, champanhe, champanhe...


Quando começou a contagem regressiva nos telões da praia um frenesi tomou conta do salão. Estava chegando a hora. 2011 se aproximava de forma irreversível, enquanto a primeira década do século 21 estava se transformando em passado. Toda a festa se dirigiu aos janelões do apartamento e cada um se acomodou como pode para assistir de camarote, do quarto andar do Chopin, a sensacional queima de fogos na Praia de Copacabana. E quando os primeiros riscos coloridos iluminaram o céu, foi um festival de ohs e uis, assovios, aplausos e gritinhos. Ninguém conseguia se conter diante da beleza retumbante dos fogos pipocando sobre o mar, os transatlânticos ancorados lá longe, a multidão vibrando na Avenida Atlântica, as pessoas se abraçando... Tudo parecia tão harmonioso... Foi incrível...


Na festa da Liliana acontecia uma surpresa atrás da outra. Durante a explosão dos fogos todos os convidados se voltaram para a janela, para ver o espetáculo pirotécnico. E quando o show de luzes e cores acabou e os convidados se voltaram para o salão, como que por magia, a ceia já estava servida. Ai que loucura, teria dito a Narcisa se estivesse presente. Liliana brindou seus convidados com um requintado festival gastronômico: bacalhau, salmão, risotos, filés, massas, caldos... Sem falar nas incríveis sobremesas... Todos começaram 2011 com corpos e almas muito bem alimentados...


Champanhe, champanhe, champanhe...


Já fazia mais de uma hora que a nova década tinha começado quando chegou o trepidante Ricardo Amaral com a sua Gisela, ou melhor, Santa Gisela, como suas amigas do soçaite gostam de chamá-la, por causa da sua generosidade com o próximo. Pois é. Tudo o que faltava na festa era uma santa! Ricardo e Gisela estavam no reveillon do Copacabana Palace, com o Prefeito Eduardo Paes e o pessoal do Comitê Olímpico que tinha vindo lançar a logomarca Rio 2016. Mas o casal, dos mais queridos da vida carioca, fez questão de tomar um champanhe chez Lili. E, ao mesmo tempo em que Gisela contava para as amigas os detalhes do reveillon do Copa, Ricardo falava do sucesso do seu livro sobre a vida mundana do Rio de Janeiro.


Enquanto isso a pista de dança fervia. Depois de começar os trabalhos com música eletrônica o DJ evoluiu para os grandes sucessos da disco music. Mas depois das duas da manhã, com todo mundo já bem animado, ele bancou o criativo e agitou a pista com sucessos de artistas bem populares como Sidney Magal e Gretchen. Foi então que o Carnaval começou...


Feliz nova década!

30.12.10



É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.


É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.


É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.


Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.





É com esse poema do português Eugênio de Andrade e esse lindo quadro de Edward Hopper que esse blog se despede de 2010 e deseja tudo de bom e do melhor para o mundo, para o Universo, em 2011. Feliz Ano Novo!







A MALA DO ANO!




GOLDEN BOFES 2010 – O dicionário define a palavra “mala” como “uma espécie de caixa, geralmente de couro, com armação de madeira, em que se arrumam os objetos dos quais se necessita numa viagem”. Mas, na linguagem popular, a palavra “mala” tem vários outros sentidos. O cronista Artur Xexéo (a quem muito admiro) gosta de usar a palavra “mala” para definir “um indivíduo chato, inconveniente, desagradável, aporrinhativo”. Por isso que todos os anos, na sua coluna no jornal O Globo, ele elege “a mala do ano”, ou seja, a pessoa mais chata e inconveniente do ano.





Mas a palavra “mala” também tem um significado muito mais sofisticado e pueril. A palavra “mala” também é usada como um apelido singelo e carinhoso usado para nomear o órgão sexual masculino. Sendo assim, esse blog resolveu fazer uma homenagem ao Xexéo e também eleger a sua “mala do ano”. Mas a “mala” desse blog, obviamente, é diferente da “mala” do Xexéo. É uma “mala” mais charmosa e sensual. Afinal, esse blog só quer saber do que pode dar certo. E por isso resolveu eleger não só uma, mas “as dez melhores malas do ano”. Uma relação com os dez bofes mais incríveis de 2010.





Isso mesmo, leitores! Depois de causar polêmica na Internet com a relação dos Golden Gays, esse venenoso blog elege os Golden Bofes 2010. Uma lista com os homens mais belos e sexies desse ano da graça de 2010. É mole ou quer mais? Depois de muita pesquisa, muita reflexão, o blogueiro chegou a conclusão sobre quais os rapazes que mais causaram no ano que termina. Tem bofes para todos os gostos. Artistas, políticos, esportistas...





Vale lembrar que a homenagem ao Xexéo se deve ao fato de, nesse ano, ser a primeira vez que sua “mala do ano” surge na Internet. Afinal, apesar de ser um veterano do jornalismo, Xexéo é um calouro na mídia virtual. Seu blog entrou no ar outro dia. Diferente da Marina W, por exemplo, que tem o seu Blowg desde o século passado. Meu Deus! Parece que foi ontem!





O rapaz da foto acima, que ilustra essa crônica em homenagem ao Xexéo, chama-se Bean. Ele é um garoto de Ipanema, atleta do futevôlei da praia em frente a Rua Vinícius de Moraes, um sujeito super gente boa, querido na praia e adorado pelas garotas bonitas da zona sul. Mas Bean é famoso mesmo nas areias de Copacabana, onde costuma dar show como jogador de futebol de praia. Ele é um dos craques do Areia do Leme, tradicional time da orla carioca. O atleta possui um bom drible e uma excelente pontaria para fazer gols. Observadores atentos dizem que ele é uma espécie de Lionel Messi do futebol de praia. Pois é com essa sensacional foto do Lionel Messi carioca que esse blog homenageia Xexéo e apresenta a seguir “as malas do ano”, os bofes mais incríveis de 2010. Cada integrante da lista vai receber como troféu um chaveiro com a miniatura de uma Louis Vuitton.





Que são os rapazes que abalaram a estrutura da mulherada nesse ano de 2010? Quem são os garanhões que fizeram as bibas sonhar nos seus momentos de devaneio? Quem são os homens que chegaram, viram e venceram nesse ano que agora finda? Com vocês, os bofes de ouro do Brasil! Ou melhor, os Golden Bofes 2010.



22.12.10

Thiago Lacerda e a mulher Vanessa Lóes no lançamento do livro Fábulas Novas, de Franco Terranova


Serena é o nome do livro de ficção que Vera Fischer lançou no Shopping da Gávea


Thiago Lacerda sorri enquanto o fotógrafo Odir clica o autógrafo de Terranova


A bonita capa do livro da bela Vera


Vera autografa um livro para o compositor e romancista Paulo Sérgio Valle


Olga Bronstein com suas filhas Kátia B e Marcela Bronstein


Um quadro de Victor Arruda, o artista plástico que entrou na lista dos Golden Gays 2010


Thiago Lacerda e Vanessa Lóes prestando muito atenção na conversa


Vera Serena ficou encantada com a presença do Presidente da Biblioteca Nacional Muniz Sodré, com a mulher Raquel Paiva


A serenidade de Vanessa Lóes diante da arte exposta na Galeria Anna Maria Niemeyer


O diretor Ney Matogrosso e o ator Marcus Alvisi, a imbatível dupla da peça Dentro da Noite, grande sucesso do teatro brasileiro em 2011.


A enigmática Liége Monteiro com seu amigo Muniz Sodré


A arte moderna marca presença na Galeria Anna Maria Niemeyer


Kátia B canta divinamente, é excelente atriz, compõe suas músicas e produz seus próprios espetáculos. Uma estrela brasileira!!!


Eu seria capaz de me casar com o Paulo Sergio Valle. Sou apaixonado por esse cara desde quando eu tinha treze anos


A atriz Sonia Clara também foi pedir um autógrafo a Vera Fischer

Trata teu amigo com o pensamento de que ele pode facilmente tornar-se teu inimigo.




ESSA VIDA SOCIAL ME CANSA – Nos agitos das festas de fim de ano o Shopping da Gávea bombou na última Segunda-Feira com o lançamento dos livros Serena, de Vera Fischer, e Fábulas Novas, do ítalo-brasileiro Franco Terranova. E um livro é sempre uma boa opção de presente de Natal. Fábulas Novas é uma coletânea de poemas de um homem que é um verdadeiro ícone da cultura brasileira, já que ele foi um dos maiores galeristas e marchands do Brasil.


Franco Terranova nasceu na Itália, mas veio para o Brasil em 1947, fugindo da guerra na Europa. Hoje ele tem a bela idade de 87 anos e um passado de glórias nas artes plásticas e na literatura. Ainda nos anos 50 ele fundou a Petite Galerie que nas décadas seguintes iria se transformar num ponto de referência das artes plásticas produzidas no Brasil. A Petite Galerie lançou artistas, promoveu exposições marcantes e deu início a profissionalização do mercado de arte no país.


A noite de autógrafos de Franco Terranova foi na galeria Anna Maria Niemeyer, que fica no mesmo corredor de outra galeria de arte, a Maria Bonita Extra. E eu chamo a Maria Bonita Extra de galeria de arte por que considero os vestidos da loja verdadeiras obras de arte. Adoro Dona Malva Paiva, a dona da marca, uma mulher batalhadora e profissional, criadora de um estilo que mudou a moda feminina. (Se eu fosse uma mulher só usaria roupas da Maria Bobnita Extra. E pronto!).


Foi no lançamento de Franco Terranova que encontrei a atriz, cantora e bailarina Kátia B, uma pessoa adorável, por quem tenho um carinho muito especial. Kátia estava lá com a mãe, Olga e a irmã Marcela e foi muito bom vê-las. Mariana Ximenes também estava por lá, linda, maravilhosa e alto astral como sempre. A artista plástica Maria Vasco. E a grande atriz Vera Holtz. Mas quem agitou mesmo o ambiente foi o ator Thiago Lacerda, com sua beleza e masculinidade, ao lado da mulher, Vanessa Lóes.


Serena é o nome do novo livro de Vera Fischer. Num bate-papo informal ela me contou que está totalmente envolvida com a literatura. Escreve o tempo inteiro. Já está escrevendo um outro livro e rascunhando outros quatro. Diz que detesta computador e escreve à lápis e depois a secretária faz a digitação. Pretende publicar uma série de romances, todos com nomes de mulher. Serena é o nome da protagonista do seu romance e eu contei a ela que nas minhas férias de verão numa praia paradisíaca de Pernambuco eu havia conhecido um rapaz chamado Sereno. “É lindo esse nome!", exclamou a atriz.


No lançamento de Serena eu fiquei verdadeiramente emocionado ao encontrar o Paulo Sérgio Valle, que é o autor da orelha do livro. Taí um cara por quem tenho uma profunda admiração. Paulo Sérgio Valle, junto com seu irmão Marcos Valle, são meus ídolos desde sempre. Adoro as músicas dele. São talentosos, modernos, originais. Para mim eles estão no mesmo patamar que Tom Jobim, Caetano e Jorge Benjor. Paulo Sérgio também é escritor e tem publicados livros de poemas, de contos e um romance sensacional chamado O Segundo Sudoeste.

Enquanto isso Marcos Alvisi encerrava sua temporada do espetáculo Dentro da Noite, dois textos de João do Rio, com a luxuosa direção de Ney Matogrosso. Um espetáculo belíssimo que impressiona pela inventividade artística da encenação e também pela modernidade do texto. Afinal, os textos foram escritos por volta de 1910. Mas, se tivessem sido escritos nos dias de hoje, o autor certamente estaria sendo crucificado pelos conservadores e cultores do politicamente correto. A peça vai voltar a ser encenada no início de 2011.

21.12.10




(As lindas fotos da árvore de Natal da Lagoa são de Thereza Eugênia)
FELIZ NATAL!!!

Aos leitores e amigos desse blog o desejo de um Feliz Natal e um verão inesquecível!




FELICIDADE É FÁCIL – O escritor Edney Silvestre, autor do bem sucedido romance Se eu fechar os olhos agora, ganhador dos mais importantes prêmios literários de 2010, já prepara um novo romance para ser lançado em meados de 2011. O livro vai se chamar Felicidade é fácil, uma história ambientada na época do desbunde em Ipanema quando, no auge da ditadura militar, muita gente optou pelo hedonismo, as drogas e uma vida de paz e amor. Nessa época, com os cabelos caindo sobre os ombros, Silvestre era freqüentador assíduo das dunas da Gal, ponto de encontro dos desbundados da época.


Felicidade é fácil, de Edney Silvestre, um dos Golden Gays 2010 eleitos por esse blog, é apenas um dos grandes lançamentos da Editora Record para 2011. Quem gosta de livros vai ter muito o que curtir com os lançamentos da Editora. Nada prova nada, de Gerald Thomas é uma coletânea dos seus artigos publicados na Folha de São Paulo. O senhor do lado esquerdo é um romance de mistério de Alberto Mussa. Pessoa é uma aplicada biografia do escritor português Fernando Pessoa escrita pelo brasileiro José Paulo Cavalcanti.


Seria uma sombra na noite secreta é o novo livro de Raimundo Carrero, o escritor pernambucano que costuma ser comparado a Juan Rulfo, Vargas Lhosa e, até mesmo, a Garcia Marquez. Definitivamente é um gênio da litertura brasileira, do porte de José Lins do Rego e Jorge Amado. Carrero ainda é pouco conhecido do grande público, mas em 2010 ele fez barba, cabelo e bigode na literatura brasileira ao ganhar o Prêmio Jabuti e o Prêmio São Paulo, os mais importantes prêmios dedicados a literatura brasileira.


Miriam Leitão, a grande jornalista brasileira, uma excelente cronista da nossa República promete surpreender seus leitores com um livro curioso: Saga Brasileira – A longa luta de um povo por sua moeda. É uma espécie de história do Brasil contada através das diversas moedas que participaram da história financeira do país. Com seu texto suave, gentil e culto, Miriam certamente vai encantar os leitores com seu livro.


A filósofa Márcia Tiburi vai lançar Olho de Vidro onde analisa a preponderância da televisão brasileira a partir de pensadores como Bauman, Debord e Muniz Sodré. Já Marta Mendonça promete causar polêmica com o livro Canalha, Substantivo Feminino, onde ela subverte o conceito de que o homem é canalha afirmando que canalha mesmo é a mulher. Ui! E tem também a maravilhosa Lya Luft com o seu A Riqueza do mundo, um ensaio sobre a existência humana onde analisa o tanto que desperdiçamos em nossa vida, mas também o tanto que conquistamos.


Mas não é só isso. As promessas literárias da Editora Record para 2010 também incluem pérolas da literatura estrangeira, como o novo livro de Umberto Eco. Recém lançado na Itália, O Cemitério de Praga vendeu mais de meio milhão de cópias em poucos dias e é considerado o mais importante livro de Eco desde O nome da rosa. Uma história de ação, suspense, conspirações e assassinatos que tem como cenário central o cemitério judeu da cidade.


O mapa e o território, do francês Michel Houellebecq; Nosso fiel traidor, de John Lê arre; Cobra, de Frederick Forsyth e Homer e Langley, de E. L. Doctorow, uma metáfora da história dos Estados Unidos no século 20, são mais alguns dos títulos que e Editora Record pretende colocar nas livrarias em 2011.




19.12.10

Saber amar não é amar. Amar não é saber.



CONTROLE REMOTO As Cariocas é o melhor programa da TV de 2010. Fazia tempo que eu não via nada tão divertido, criativo e original na telinha. Às vezes me dá a impressão que baixou o espírito do François Trauffaut no diretor Daniel Filho, por conta da narrativa e da engenhosidade com que as histórias são contadas. Ao mesmo tempo há algo absolutamente carioca na essência do programa, que conseguiu traduzir para a TV o espírito, a malícia e a alegria de viver da literatura de Stanislaw Ponte Preta.


Não é por acaso que o texto do programa é escrito por Euclydes Marinho. O Euclydes é o sujeito que mais gosta de mulher que eu já conheci na vida. Ele gosta das mulheres no bom sentido. Tem paciência e carinho por elas. Sabe ser amigo, companheiro, conselheiro. Tem ternura e compaixão. E um profundo desejo sexual. Portanto, ele é o cara ideal para escrever sobre a mulher carioca, tema central do programa que procura traçar um perfil das diversas faces da alma feminina que habita o Rio de Janeiro.


Eu gostei de todos os espisódios: A internauta do Méier, A noiva do Catete, A invejosa de Ipanema, A adúltera da Urca, A desinibida do Grajaú... Mas o episódio que mais me tocou o coração foi A iludida de Copacabana. Não foi por causa do roteiro, que é excelente. Nem foi por causa da direção, que é genial. Nem foi por causa do elenco, que atuou muito bem. Gostei desse episódio porque ele conta uma história da minha vida. Eu vivi um romance muito parecido com o enredo do seriado e que acontecia exatamente naquele cenário: o bairro de Copacabana, com todas as suas manhas e encantos. Sua paisagem de sonho e seu clima sensual. Eu me identifiquei muito com aquela trama cheia de surpresas e reviravoltas, mas que acabava num final feliz.


É muito bom amar e ser amado!


Assista no YouTube A iludida de Copacabana.







BOA SORTE PRA VOCÊ - Escuto sem parar as canções do novo CD da dupla Victor e Léo. Sou fã dos rapazes desde que eles apareceram no You Tube com a música Borboletas. Eu li em algum lugar que uma dupla de músicos estava fazendo sucesso no You Tube, fui conferir quem eram os caras e fiquei fã na hora. Eu andava meio de saco cheio da MPB e curtia apenas os medalhões, os clássicos. Nada de novo me entusiasmava. Até que ouvi Victor e Léo e fiquei fã na hora. O Léo, o cantor principal da dupla, tem uma voz suave, afinada, gostosa de ouvir. E as canções são realmente muito boas, com letras que privilegiam o romantismo. (E eu ando numa fase muito romântica.) A primeira impressão sobre o talento dos caras se confirmou agora com o novo CD, que tem o sugestivo título de Boa sorte pra você. A música que dá título ao CD possui uma melodia incrível e uma bela orquestração. E tem a letra, que me toca particularmente, pois descreve com perfeição o momento que estou vivendo. Boa sorte pra você é tudo o que eu desejo para um certo alguém que me fez tão feliz quanto a protagonista do episódio A iludida de Copacabana.


Boa Sorte Pra Você

Pra você não foi sério
E se ainda te quero
Sei que não dá mais
Já tentamos
Desisti

Você fez tudo errado
Sem me ver ao seu lado
Você desprezou
Quem apenas te deu valor

Eu já disse o que tinha pra dizer
Não quis te perder
Fiz tudo por você
E nada por mim
Se tinha que ser assim
Tudo bem
Já passou
Boa sorte pra você
É o fim do nosso amor


Escute aqui o novo CD de Victor e Léo! É imperdível!

15.12.10


Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor.

A DROGA DO AMOR – O ano letivo da UERJ, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, terminou em grande estilo, com um animado debate tendo por tema A droga do Amor. Uma multidão de alunos lotou o auditório no quinto andar do campus no Maracanã, para ouvir o escritor Zeca Fonseca, a médica e cineasta Virginia Corsini e o cantor e compositor Arnaldo Brandão. O acalorado debate teve como mediadora a empresária Bia Willcox, diretora da Editora Faces, que publicou o livro Pandemonium, sucesso literário de Zeca Fonseca, que defende a tese que a paixão é algo como um vício, uma dependência de drogas.


A teoria de Zeca Fonseca, defendida no seu livro Pandemonium mexeu com a cabeça dos alunos da UERJ. Seria mesmo o amor, um vício? “A paixão tem algo inebriante como uma droga. Algo que altera nossos sentidos e nos deixa fora da realidade”. A afirmação provocou discussões. Se o amor é como uma droga, então devemos fugir dele? Zeca Fonseca, que definiu a droga como “uma miragem de alegria numa estrada deserta e sem norte”, insistiu na questão de que “um homem apaixonado é, sem dúvida, um homem viciado”. Nesse caso o vício seria o ser amado. “Quem ama tem a mesma dependência de um viciado em drogas. O apaixonado quer o amor como um viciado que quer se drogar cada vez mais.” O assunto rendeu uma acalorada polêmica.


Arnaldo Brandão é um artista brilhante, autor de canções de sucesso como Totalmente Demais e Radio Blá. Foi cantando Radio Blá no violão que ele deu início à sua participação no debate. “Ela adora me fazer de otário, para entre amigas ter o que falar...”. Sua participação encantou a platéia, já que ele fez comentários inteligentes e observações oportunas. “A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõem”, disse o compositor, citando William Shakeaspeare em Romeu e Julieta.


Amante da filosofia, Brandão citou O Banquete, o diálogo de Platão que trata do amor e seus atributos. “O amor é um vagabundo que tem como pai a abundância e como mãe a pobreza”, disse, citando Diotima, a personagem do Banquete que define os princípios do chamado “amor platônico”. O amor pela alma do outro, mais profundo que o amor pelo corpo. Um amor mais contemplativo e menos carnal.


A médica Virgínia Corsini, no passado, já foi dependente de drogas e falou de sua experiência nesse sentido e soube comparar o que há em comum entre a paixão e o vício. “É a anfetamina do amor que acaba com os bloqueios da paixão”, disse ela, lembrando que a paixão, o amor, provoca mudanças no corpo e na mente do apaixonado. Para Virgínia o importante para o apaixonado é saber dosar a quantidade do amor. Assim como o viciado precisa saber dosar a quantidade de droga, para não ser vítima de overdose. “Amor em excesso faz mal ao organismo, da mesma forma que droga em excesso pode matar”, disse.


A mediadora Bia Willcox se divertia em meio a conceitos tão exaltados sobre o amor, a paixão e as drogas. Sempre deixando claro para os alunos que ali ninguém estava querendo fazer apologia das drogas, mas apenas promover uma discussão sobre a dependência. Tanto a dependência química, quanto a dependência amorosa. E para equilibrar os ânimos e provocar serenidade na platéia exibiu no telão o poema Amor Idealizado, de Fernando Pessoa.



Amor Idealizado (Fernando Pessoa)



Dorme enquanto eu velo...
Deixa-me sonhar...
Nada em mim é risonho.
Quero-te para sonho,
Não para te amar.


A tua carne calma
É fria em meu querer.
Os meus desejos são cansaços.
Nem quero ter nos braços
Meu sonho do teu ser.


Dorme, dorme, dorme,
Vaga em teu sorrir...
Sonho-te tão atento
Que o sonho é encantamento
E eu sonho sem sentir.

Madonna vem aí...

 

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