30.7.03




Não importa o QUE você tem na vida, mas QUEM você tem na vida.





HILDEGARD JÁ! A colunista Hildegard Angel estréia dia 18 de Agosto uma coluna diária no Jornal do Brasil. Além da coluna, Hilde vai editar um suplemento semanal de comportamento e cultura. O High-Society brasileiro, que estava se sentindo órfão, agora está feliz da vida. Afinal, de que adianta fazer uma festa maravilhosa, arrasar no buffet, nos modelitos, na lista de convidados e não ter a coluna da Hilde para contar ao povo?


Não é só a sociedade brasileira que está em festa. O gay-society também está exultante já que a colunista Hildegard Angel, ao contrário de outros baluartes da imprensa, nunca se negou a registrar as conquistas e reivindicações do povo GLS. Isso não é tudo. Com a volta da coluna da Hilde, os bastidores da vida carioca serão narrados com graça e perspicácia pela sua melhor cronista.


Os ti-ti-tis dos eventos culturais. As fofocas mais quentes do meio artístico. As críticas mais pertinentes do universo político. As modas da cultura de praia que brotam do litoral do Rio. Os babados mais quentes do Posto Nove e da praia em frente ao Country Club. As extravagâncias das raves e dos clubers. As conquistas e vitórias do jiu-jitsu no Brasil e no exterior. Ou seja, tudo o que não encontra espaço no jornalismo burocrático que se pratica no Brasil terá sua vez na nova coluna da Hilde.


E tem mais. Junto com a coluna e o suplemento semanal Hildegard Angel estará lançando seu BLOG. Isso mesmo blogueiros. Hildezinha está encantada com as possibilidades jornalísticas dessa ferramenta da Internet e pretende lançar o seu próprio BLOG onde vai contar os bastidores dos bastidores da sua coluna, além de fazer um diário sobre o seu cotidiano profissional e pessoal.


Além de ter acertado com o Jornal do Brasil Hildegard Angel estuda propostas de programas de televisão, revistas semanais e portais da Internet interessados em contar com o seu estilo inteligente e charmoso de fazer jornalismo. Quem estiver morrendo de saudades da Hilde pode encontrá-la nas bancas de jornais. As revistas FLASH, CARAS e QUEM dessa semana publicam divertidas matérias com a colunista.


Como diria o saudoso colunista social Ibrahim Sued: Ademã, que eu vou em frente!




Conhecer os outros é sabedoria, conhecer a si próprio é iluminação.


ARTE CONTEMPORÂNEA – Um luxo o coquetel de inauguração da mostra de arte contemporânea organizado pela HAUS, no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana. A mostra reúne trabalhos de artistas como Ronaldo Torquato, Atherino, Marco Pólo, Helena Carvalho e Jorge Barata. Os trabalhos mais recentes dos artistas deixaram o público extasiado, já que são quadros que retratam com muita intensidade a veia artística dos seus autores.


Jorge Barata, um dos pintores que exibiram seus trabalhos, é uma personalidade do Rio de Janeiro. Nascido e criado no Arpoador, ele é aquele tipo de homem que adotou a praia como lar e o oceano como guia espiritual. Ele é da mesma geração de símbolos do Rio como os saudosos Petit, Pepê e China. Aos 42 anos ele ainda é um homem muito bonito, mas na juventude ele foi um dos rapazes mais belos do Arpoador. Saudável, alegre, alto astral e excelente caráter. Quando chegava na praia com sua prancha de surf até os grãos de areia suspiravam de paixão.


Jorginho, como até as pedras do Arpoador o conhece, hoje é casado com a atriz Andréa Fetter e tem uma filha linda, Maria Antônia, por quem é completamente apaixonado. Seus quadros retratam com muita propriedade a angústia e a perplexidade do homem diante dos revezes da vida. As imagens densas parecem retratar um grito de revolta que, ao mesmo tempo, é um grito de paixão pela existência.


O coquetel foi promovido por Ivone Kassú e por isso mesmo, bastante concorrido. Muito champanhe, uísque e canapés. Os quarentões do Arpoador estavam todos lá. Jorge Salomão, ainda triste com a morte do irmão Wally. Os bonitões do Clube dos Marimbas. Rosamaria Murinho, muito entusiasmada com o seu espetáculo em que interpreta Isaurinha Garcia. Cristina Granato fotografando tudo. Ezequiel Neves, prestes a completar setenta anos, com o namorado, um garotão que devia ter no máximo vinte e um. Andréa Fetter e a filha Maria Antônia. E mais uma penca de gente.

OS DIAMANTES SÃO ETERNOS – Classe. Elegância. Sofisticação. Amor pela vida. A exposição sobre Carmen Mayrink Veiga na Casa Julieta de Serpa, no Flamengo nos revela uma mulher muita além daquela que conhecemos das colunas sociais. Além disso, mais do que uma personalidade, a exposição retrata uma época e um estilo de vida. Vale a pena visitar a exposição pelas mais diversas razões. A começar pelo lugar suntuoso onde está sendo realizada. A casa Julieta de Serpa, por si só, já vale uma visita.


Na biblioteca é mostrada uma exposição de fotos. Nos computadores instalados no local o visitante pode folhear os álbuns de recordações da homenageada. É divertido e curioso. Principalmente pela possibilidade de reconhecer a enorme quantidade de personalidades que fazem parte da memória de Carmen. No primeiro andar é exibido um áudio-visual de cerca de vinte minutos, com trechos de entrevistas e material televisivo.


Nos demais cômodos é exibido o guarda-roupa de Carmen Mayrink Veiga, composto de peças assinadas pelos grandes nomes da alta costura. Valentino, Dior, Azzedine Alaia, etc. Cada cômodo revela um estilo de roupa e para isso o ambiente recebe uma decoração e uma música especial. Assim, num ambiente a luz é mais sombria e no outro, mais colorida. Num ambiente toca música indiana, no outro canções de Roberto Carlos, no outro toca Carmen de Bizet.


No final de um longo corredor entra-se num ambiente todo em tons salmão, onde ao lado dos vestidos estão as jóias de dona Carmen, tendo como tema musical a voz de Shirley Bassey cantando Diamonds Are Forever. Um luxo. Além disso, ao lado dos vestidos estão escritos comentários da homenageada sobre os mesmos. E isso é muito engraçado. Por exemplo: “Esse eu usei apenas duas vezes, pois apesar de lindo é muito desconfortável.” “Tenho um carinho muito especial por este vestido que usei num concerto da Ópera de Paris.” “Esse modelo é muito cheguei por isso foi usado apenas uma vez.” “Este conjunto eu usei tantas vezes que é capaz dele sair andando sozinho.”

28.7.03




A diferença básica entre um homem comum e um guerreiro é que um guerreiro toma tudo como desafio, enquanto um homem comum toma tudo como bênção ou como castigo.

OS REIS DO TATAME - Foi uma maratona incrível. Durante quatro dias os maiores nomes do jiu-jitsu do Brasil e de outros países estiveram reunidos no Tijuca Tênis Clube, para o VIII Mundial. Foi uma luta atrás da outra. O evento começava às nove da manhã e acabava às nove da noite. Parecia o filme A Noite dos Desesperados, que apresentava uma maratona de dança que não acabava nunca.


No último dia só lutou os feras. Faixas marrom e preta. O estádio lotado vibrava a cada vitória, a cada golpe mais elaborado, a cada demonstração de força. Um show sensacional de garra, força e energia. As últimas lutas foram dignas do filme Gladiador. Foram lutas disputadas pelos melhores lutadores. Os mais fortes, valentes e destemidos. E também os mais bonitos.


A melhor luta da noite foi a que reuniu os feras Eric Wanderley e Roberto Poli. Desde cedo eu acompanhei as diversas lutas em que eles participaram, derrotando os habilidosos adversários. Torcendo sempre pela vitória deles. Quando chegou na final os dois tiveram que se enfrentar. Meu coração ficou dividido. Por qual dos dois eu deveria torcer? Dilema maior só no filme A Escolha de Sofia.


Eric Wanderley estava belíssimo no seu quimono azul. Ele está bem mais forte que no ano passado. Seu ar enigmático e seu porte elegante se destacavam no tatame. Roberto Poli parecia um touro envolto num quimono branco. Seu semblante sereno demonstrava tranqüilidade e segurança. Seus olhos verdes, belos como esmeraldas, exalavam doçura quando ele sorria para agradecer os aplausos da platéia.


Quando o juiz fez um sinal para começar a luta eles começaram a se encarar, cada um estudando com atenção os movimentos do outro. De repente, com uma rapidez impressionante, os dois já estavam rolando no tatame, os músculos rígidos, as pernas entrelaçadas, os corpos se tocando num combate abrasador. O corpo de um se enroscando no do outro, com grande conhecimento de causa. Gestos rápidos e precisos. Força. Energia. Veias dilatadas. Suor. Músculos vibrando. Respiração ofegante. Tesão. Furor. Paixão.


Toca um sinal e acaba a luta. Os dois ficam de pé ante a ovação da platéia. Aplausos e gritos das torcidas. Ansiedade e apreensão. Os rostos vermelhos e suados aguardam a decisão do juiz, que levanta o braço de Eric Wanderley saudando-o campeão. Roberto Poli sorri conformado. Os lutadores se abraçam com carinho. Depois Eric Wanderley corre para a sua torcida e se joga sobre eles. Roberto Poli com a tranqüilidade de um autêntico samurai caminha pelo estádio altivo e sereno. Foi a luta do ano.

Madonna vem aí...

 

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